Ficha Corrida

24/06/2015

Método Folha de proteger capangas

zelotes rbs zhVeja como a Folha faz a manchete quando seus parceiros de Instituto Millenium são chamados a depor em CPI. Se quando um petista é chamado a Folha pão na manchete que é petista, para atingir toda a agremiação, porque a Folha não faz a mesma com seus parceiros. A Folha sabe aplicar ainda melhor que o Poder Judiciário a velha Lei Rubens Ricúpero: mostrar quando beneficia, esconder quando a prejudica.

A lenga lenga da matéria funciona como uma espécie de álibi. Veja, nós também noticiamos quando nossos parceiros estão envolvidos em caridade fiscal… Como os 12% da Folha só leem a manchete, não ficam sabendo da missa a metade. Pelo título pode-se ficar com a impressão tanto que sejam executivos das empreiteiras presos na Operação Lava Jato, como também poderia ser da fábrica de dedos de silicone. O subtítulo é ainda mais revelador: “lista inclui lideranças dos setores automotivos, financeiro e do comércio”. Só faltou dizer: “da Venezuela”. Só lá no meio do segundo parágrafo aparece algo um pouco mais verossímil: Ford, Mitsubishi Motors, Santander, Grupo RBS, CNC e Afávea.

Mas o suprassumo ainda estaria por vir mais adiante no texto: “Desde o fim de março, o órgão é alvo da Operação Zelotes, conduzida pela Polícia Federal, Receita, Corregedoria do Ministério da Fazenda e Ministério Público.” Nesta sentença de pé quebrado o sujeito oculto não são as empresas, mas, vejam só, o CARF. Não é o CARF que está sendo investigado, mas empresas do porte de uma RBS, de uma Gerdau. Fala sério, por que a Folha iria se indispor com seus financiadores ideológicos e parceiros do Instituto Millenium?

É este tipo de putaria que me emputece. Por que esta seletividade na forma de tratar corrupção? Por que se condena previamente sempre que alguém do PT é objeto de investigação, mas quando se trata de parceiros não criminaliza toda ANJ?!

CPI convoca executivos para depor sobre fraudes no Carf

Lista inclui lideranças dos setores automotivo, financeiro e do comércio

Ex-presidente e ex-conselheiros também foram chamados para falar sobre julgamentos de multas da Receita

EDUARDO CUCOLOGABRIELA GUERREIRODE BRASÍLIA

Executivos de grandes empresas que atuam no Brasil estão na lista de convocados para falar na CPI do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) sobre denúncias de manipulação de julgamentos relativos a multas da Receita Federal.

Nesta terça-feira (23), a comissão aprovou a convocação de 13 pessoas, que serão obrigadas a comparecer para depor. Entre elas estão executivos de Ford, Mitsubishi Motors, Santander, Grupo RBS, Confederação Nacional do Comércio (CNC) e Anfavea (associação das montadoras).

Foram chamados ainda o ex-presidente do Carf Edison Pereira Rodrigues e ex-conselheiros do órgão, além de Lutero Fernandes do Nascimento, assessor de Otacílio Dantas Cartaxo, que também presidiu o conselho. A expectativa da CPI é começar a ouvi-los na próxima semana.

O Carf é a última instância administrativa para se recorrer a uma multa aplicada pela Receita. É formado por representantes da Fazenda e dos contribuintes.

Desde o fim de março, o órgão é alvo da Operação Zelotes, conduzida pela Polícia Federal, Receita, Corregedoria do Ministério da Fazenda e Ministério Público. O grupo investiga um esquema de venda de sentenças para reduzir ou anular multas.

EXECUTIVOS

A convocação cita nominalmente o presidente da Anfavea, Luiz Moan Junior, o vice-presidente-executivo do Santander, Marcos Madureira, o presidente da diretoria-executiva do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, e o presidente da CNC, Antônio José Domingues de Oliveira Santos.

Também foram chamados os atuais presidentes da Ford e da Mitsubishi Motors no Brasil. O requerimento não cita nomes. Os cargos são ocupados pelos executivos Steven Armstrong e Aiichiro Matsunaga, respectivamente.

Foram convocados ainda os ex-conselheiros do Carf Adriana Oliveira e Ribeiro, Jorge Victor Rodrigues, Meigan Sack Rodrigues, Jorge Celso Freire da Silva e Gegliane Maria Bessa Pinto.

A comissão pediu a declaração de Imposto de Renda dos últimos cinco anos do ex-conselheiro do Carf Leonardo Manzan, ouvido pela CPI na semana passada. Ele é genro de Cartaxo e afirmou ter sido incluído por engano nas investigações.

A CPI também solicitou cópia de documentos entregues pelo ex-conselheiro Paulo Roberto Cortez à Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação da Receita em 2013. Na semana passada, a CPI recebeu informação de que Cortez informou ao órgão suspeitas de manipulação de julgamentos do Carf pelo ex-conselheiro José Ricardo Silva.

1 Comentário »

  1. Republicou isso em O LADO ESCURO DA LUA.

    Comentário por anisioluiz2008 — 24/06/2015 @ 12:52 pm | Responder


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