Ficha Corrida

19/06/2015

Folha, modus operandi

procusteToda vez que a falcatrua brota de um esquema tucano, a Folha entrega o ovo mas esconde a serpente. Se o esquema encontrado no ninho tucano fosse em algum governo petista, a manchete daria o nome do político, a filiação partidária, com acusações à Dilma, Lula, Haddad, e ainda diria se tratar de um esquema bolivariano. Como é sob o nariz da Folha, num governo que distribui milhares de assinaturas nas escolas públicas, a Folha dá o milagre mas não entrega o santo. Se dependesse dos assoCIAdos do Instituto Millenium e da Opus Dei, Geraldo Alckmin, apesar do PCC, do racionamento d’água e epidemia de dengue ainda assim seria canonizado. A PM paulista deve ter Robson Marinho de patrono para se sentir tão à vontade para, ao invés de combater bandidos, roubar o lugar deles.

E se ao invés da maioridade penal o PSDB empunhasse a bandeira da criminalização de seus bandidos? Até porque criminalizar bandidos concorrentes eles o fazem muito bem!

Toda vez que veja estampados os pesos e medidas da Folha lembro-me do bandido da mitologia grega, Procusto. Espicha ou corda segundo o interesse, que, no  caso tucano, é a aplicação da Lei Rubens Ricúpero.

É brochante ter de vir todos os dias apontar as patifarias dos representantes de 12% da população. Até porque sabemos que estes 12% só leem manchete, jamais conseguem chegar ao final do primeiro parágrafo. É por isso que não formulam, apenas grunhem. Gostaria de não precisar fazer isso, o que me daria mais tempo e liberdade para atacar Dilma e sua languidez nos braços da direita mequetrefe.

Esquema em licitações da PM foi mantido por empresas de fachada

Fraude em compras da polícia chega a R$ 10 milhões; firmas não funcionam em endereços citados

Empresas recebiam os pagamentos antes mesmo de prestarem os serviços; por ora, só um policial é investigado

REYNALDO TUROLLO JR.ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULO

Um esquema de fraudes em licitações no Comando-Geral da Polícia Militar de São Paulo foi sustentado por uma rede de empresas de fachada ou com ligações entre si.

Como a Folha revelou nesta quinta (18), uma sindicância interna da PM confirmou fraudes estimadas em ao menos R$ 10 milhões em compras de itens diversos –de clipes a autopeças– e contratações de serviços, como obras e reparos, entre 2009 e 2010.

As suspeitas, por ora, recaem sobre o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho, que admitiu parte do esquema e disse ter usado os recursos desviados para pagar contas da própria PM, jamais para enriquecimento ilícito.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin (PSDB), esse oficial, que já está na reserva, pode perder a patente e todos os seus benefícios.

O esquema, durante as gestões tucanas de José Serra e Alberto Goldman, incluía a compra de produtos que não eram entregues, o fracionamento das licitações (para escapar da fiscalização externa) e a contratação de empresas derrotadas nos certames.

FANTASMAS

A sindicância da PM, agora em poder do Ministério Público, não investigou as empresas envolvidas. A Folha visitou as supostas sedes de cinco delas, conforme os registros na Junta Comercial.

Três são residências, e os vizinhos nunca ouviram falar das firmas. Além disso, algumas já estiveram registradas no mesmo endereço de outras.

A Rogep Auto Peças, por exemplo, que recebeu R$ 1,7 milhão por peças que não foram entregues, já esteve registrada no mesmo endereço da Rali Comércio e Serviços, contratada com frequência para reparos no Comando-Geral.

Já a Construworld Materiais para Construção, que ganhou ao menos R$ 222 mil para pequenas obras e fornecimento de pisos de granito, está registrada numa casa na periferia da zona norte.

Antes, esteve registrada no mesmo endereço da Comercial das Províncias, na zona leste, firma contratada para a instalação de rede de dados.

Outra empresa sem sede é A Luta Comércio e Serviços de Equipamentos Eletrônicos –que, apesar do nome, também era contratada para pintar esquadrias de ferro e consertar a rede de esgoto. Fica numa casa em Osasco (Grande SP), onde a moradora afirmou desconhecê-la.

Conforme a documentação reunida pela sindicância da PM e obtida pela reportagem, as empresas recebiam os pagamentos antes mesmo de prestarem os serviços.

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