Ficha Corrida

16/06/2015

Segredos públicos da entrevista da Dilma ao Jô

Hienas: não basta FHC dar entrevistas todos os dias, é mais importante que Dilma nunca possa dar entrevistas!

ODIO intolerancia

De repente a entrevista da Dilma ao Jô assanhou uma matilha faminta por carne humana. É a mesma matilha que levou o Brasil a uma ditadura de 20 anos. É o tipo de gente que nunca se indignou com o fato de que a ditadura prendia opositores sem mandado judicial. Uma vez presos, eram torturados. Depois, estuprados. E para que não pudessem denunciar os sádicos, eram esquartejados e os corpos dilacerados eram jogados em valas clandestinas. A Folha de São Paulo, sempre tão ciosa para atacar seus adversários políticos, emprestava as peruas de distribuição dos jornais para esconder o mortos na vala do Cemitério de Perus, na Grande São Paulo. Gente que não só não se escandaliza com o fato de que empresários que financiavam a tortura como também acha normal que estes mesmos empresários presenciassem as sessões de tortura como se participassem de uma sessão de swing. Nem o Marques de Sade foi tão longe em busca do prazer via sofrimento alheio.

A entrevista da Presidente Dilma, por sinal também presa e torturada, ao Jô também revela o grande defeito do PT. Fica mais do que evidente a incompetência do PT em lidar com o monopólio da informação. O cartel montado entorno do Instituto Millenium vê o PT como inimigo mortal, por isso o ataca sem trégua nem quartel. Diuturnamente se ocupa em verberar catilinárias aos moldes do que já fizera antes, nos governos  Vargas e João Goulart. Ou será que o PT não sabia da participação dos assoCIAdos do Instituto Millenium na instauração e sustentação da ditadura?! Em sendo assim, como admitir que políticos petistas subam às tribunas legislativas para homenagear os donos e seus veículos?! Toda vez que um petista dá entrevista às cinco irmãs está legitimando seus métodos e limpando um passado antidemocrático destes veículos. Não é mero acaso que o método de esconder as notícias boas e aumentar o tom das cores escuras nas ruins tenha sido revelado exatamente numa orgia vazada por antenas parabólicas. O método Rubens Ricúpero, que serviu para pintar em aquarela um governo desprezível em qualquer sentido que o termo possa ter, como o foi o de FHC, é o mesmo método, de mãos trocadas, para esconder qualquer notícia boa nas gestões Lula e Dilma. A paradigmática entrevista do Rubens Ricúpero ao Carlos Monforte, vazado pelas antenas parabólicas, sintomaticamente não causou escândalo algum. Assim como até hoje os mesmos que se escandalizam com a entrevista dada ao Jô jamais se perguntaram o que estava por trás da da relação de FHC com Miriam Dutra e o filho que não era dele. Ninguém ousou se perguntar o que a Globo lucrou com a captura de um presidente mediante uma funcionária. Por que ela foi escondida, melhor, degredada para a Espanha? Quem a sustentou lá?

Pesquisa indica que 12% odeiam o PT. Por que estes 12% tem mais mídia que os demais 88% de brasileiros que não são movidos pelo ódio? Simples, porque o ódio é o principal produto de empresas como a Folha, Estadão, Veja, Globo, RBS? É o que elas têm feito sempre em relação a governos de esquerda. E apesar do bombardeio de ódio, só conseguiram reunir uma manada desprezível.

Infelizmente, só a esquerda ainda não se deu conta disso. Ou alguém acha que não há uma relação entre fatos como pedir “menos escolas, mais prisões” e atacar diuturnamente o Governo Olívio Dutra, como o fez a RBS, simplesmente por ter criado a UERGS?! Alguém ainda lembra como a Folha, via sua subsidiária, a Gráfica Plural, tentou implodir o ENEM? Por que, de repente, parou o bombardeio contra o ENEM? Por que será que são os mesmos que odeiam o PROUNI, o FIES e o Bolsa Família sob condição de que os filhos sejam matriculados e frequentem as escolas?

As mesmas pessoas que acham normal comprar reeleição, que, ainda no Palácio, tenha passado o pires para criar a Fundação iFHC, criminalizam o fato de a mesma Odebrech remunerar o serviço prestados por Lula ao abrir-lhes mercados internacionais?! O que explica o fato de a Revista Época, pertencente a Rede Globo, tirar do site a notícia que falava de FHC passando o chapéu, dentro do Palácio do Planalto, ao grupo de empresários para garantir sua aposentadoria. O grupo Reuters, ao velho método Rubens Ricúpero, atualizou a putaria cunhando uma expressão cara ao banditismo travestido de jornalismo: “Podemos tirar, se achar melhor”.

A repercussão da entrevista da Dilma ao Jô Soares entre as pessoas que consomem estes produtos é algo tão previsível quanto desprezível. É que estes grupos estão acostumados ao padrão Luis Carlos Prates de jornalismo. Afinal, somente entre estas pessoas um canastrão como Arnaldo Jabor é levado a sério! Hoje, se alguém quer ser bem quisto nos grupos mafiomidiáticos, basta atacar o PT. Para as cinco irmãs (Veja, Estadão, Folha, Globo & RBS), atacar Lula, Dilma e o PT, é cerimônia, à moda da Cosa Nostra, de aceitação na famiglia.

 

‘Sou anarquista’

Após críticas de opositores de Dilma por entrevista com presidente, apresentador defende que ‘artista não pode ter uma posição política no sentido intelectual’

LÍGIA MESQUITA, MÔNICA BERGAMO, COLUNISTAS DA FOLHA

Desde o fim da eleição presidencial de 2014, Jô Soares passou a criticar em seu “Programa do Jô”, na Globo, aqueles que pedem o impeachment de Dilma Rousseff.

Suas posições no quadro “As Meninas do Jô”, em que debate com jornalistas, entre outras coisas, a política nacional, passaram a ser vistas como “de esquerda” e o apresentador ganhou, nas redes sociais, uma reputação de “petista fanático”.

Na sexta (12), Jô entrevistou por 69 minutos a presidente no Palácio da Alvorada, em Brasília. Seu programa marcou 7 pontos no Ibope na Grande São Paulo, um aumento de 2 pontos em relação às quatro sextas-feiras anteriores (cada ponto equivale a 67 mil domicílios).

Após a exibição da entrevista (disponível no site do programa), Jô voltou a ser atacado pelo tom da conversa, tido por críticos como ameno, e pela escolha da entrevistada. Ele falou à Folha:

Folha – Você ficou chateado com as críticas?
Jô Soares – Nem um pouco. Algumas delas foram tão impertinentes que até achei graça. As pessoas têm o direito democrático de criticar. E eu sabia que as opiniões ficariam divididas. Houve comentários muito raivosos e outros muito carinhosos. Só tenho a agradecer as centenas de manifestações de carinho. As pessoas têm o direito de falar. Todos têm o direito de se manifestar. Mas, para mim, mais do que valeu.

Houve críticas ao tom da conversa.
Não era um debate. Era uma entrevista. Não cabia a mim rebater a presidente a cada momento. Eu fiz as perguntas que precisavam ser feitas. Agora, se as respostas não agradaram, o problema é de quem ouviu.

Como escreveu o [ator] Otavio Martins no Facebook, esse pessoal é capaz de querer a recontagem dos gols da Alemanha [risos]. O que começou a me irritar foi essa conversa de “Fora Dilma”. Como? Ela é a presidente da República. Ela foi eleita. Ela não é um técnico de futebol. O país está dividido, mas não é por isso que vou deixar de entrevistar a presidente.

A entrevista foi feita no tom que você sempre adota no programa.
Exatamente. Sou jornalista também, desde 1963, quando trabalhei no jornal “Última Hora”. São 54 anos de profissão em que navego pelo humor, pelo jornalismo, pelo teatro. Já entrevistei de Luis Carlos Prestes a Paulo Maluf, fazendo todas as perguntas que um jornalista democrático deve fazer. O Lula foi ao meu programa 13 vezes [antes de ser presidente].

Você entrevistou outros presidentes no cargo também.
Entrevistei Fernando Henrique Cardoso no Palácio do Planalto na época da reeleição. Todas as entrevistas no programa sempre foram feitas em tom de cordialidade e intimidade. Não é porque a Dilma está com a popularidade baixa que seria diferente. Não tenho por que mudar o meu estilo.

Nem vou deixar de entrevistar a presidente do meu país porque ela está passando por um momento grave. E queriam tanto ouvir a entrevista que não teve sequer panelaço. Foi uma recepção sensacional.

Você acompanhou a repercussão nas redes sociais?
Eu soube que bateu recorde, foi “trending topic” [figurou nos assuntos mais comentados do Twitter]. Isso é o que interessa. A prova de que eu estava certo é que a entrevista despertou toda essa atenção.

O programa vai deixar de entrevistar políticos por um tempo?
Não. Nunca mudei meu programa e nunca vou mudar. São 26 anos fazendo entrevistas. E quero dizer o seguinte: o programa retoma o seu ritmo normal nesta semana. Amanhã teremos de volta as “Meninas do Jô”.

Existe a possibilidade de mudança de formato no seu programa para aumentar a audiência?
O programa diminuiu em tempo, tenho uma entrevista a menos. Eu não sou pago para analisar o que faço, sou pago para fazer. Em um programa de entrevistas, a única coisa que muda é o entrevistado ou o entrevistador.

Neste ano, demos uma enxugada em termos visuais [até o sexteto que o acompanhava diminuiu].Tirando isso, o que interessa é o conteúdo. Meu contrato com a TV Globo vai até 2016.

Antes de entrevistar a presidente, falava-se nas redes sociais numa guinada à esquerda sua.
Eu acho graça. Tudo depende de quem estou entrevistando. Repito: se entrevisto um tucano, sou petista. Se entrevisto um petista, sou tucano. É o mesmo equilíbrio que a Folha tem.

O artista não pode ter uma posição política no sentido intelectual. Tem que ser anarquista. Intelectualmente, eu sou anarquista.

2 Comentários »

  1. Os demais 88% não é Gilmar?

    Comentário por Evaldo mendes — 16/06/2015 @ 9:21 am | Responder


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