Ficha Corrida

12/05/2015

Hagiografia de um Lúcifer, pela RBS

Filed under: Ditadura,Luiz Henrique da Silveira,RBS — Gilmar Crestani @ 9:46 am
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A RBS não dá ponto sem nó. E sabe agradecer quem lhe foi útil, mormente nos tempos da ditadura. Que o diga Paulo Sant’ana, dublê de inspetor e torcedor do Porto Alegrense, mas sempre hóspede do patrão em Jurerê. Assim como Luiz Henrique, Sant’ana foi elo do Grupo RBS com a ditadura. Não é mero acaso que o canastrão goza de grande prestígio na casa.

Foi-se mais um esqueleto da ditadura mas no armário da RBS ainda está Paulo Sant’ana.

O jornalismo da RBS

Sem dúvida que nos primeiros momentos da morte de uma pessoa pública, convém não malhar o defunto e mostrar os seus defeitos e desvios de comportamento em blogs e páginas de jornais.

luiz henrique no DOPS

Mas no Brasil, temos o péssimo hábito de santificar qualquer político morto, mesmo que seu passado esteja eivado de dúvidas sobre a legalidade e moralidade de atos e fatos.

A repentina morte de Luiz Henrique da Silveira, que governou Santa Catarina por oito anos, foi transformada pela mídia local na sua santificação. O porque dos meios de comunicação da província agirem de forma tão escandalosamente lisonjeira com o senador morto, tem motivos claros que todos sabemos.

Com o cadáver ainda quente, até se entende a tentativa de santificação, mas não precisa exagerar. Distorcer, manipular e esconder fatos notórios da sua vida é mal informar o leitor e a população catarinense.

Na foto acima, destaco um detalhe de manipulação na biografia do político catarinense feita pelo DC. Na legenda da foto, o editor do jornal cravou: “1958 a 1965 trabalhou durante sete anos como escrivão”

Escrivão de quê, Diário Catarinense? Escrivão do Departamento de Ordem Social e Política – DOPS, o temido órgão de informação da ditadura militar. Sim, Luiz Henrique tem essa passagem em seu currículo, mas que o DC, fazendo mau jornalismo, esconde de seus leitores.

Copiado de: http://cangarubim.blogspot.com.br/<=""&gt;

Praia de Xangri-Lá

2 Comentários »

  1. […] A RBS não dá ponto sem nó. E sabe agradecer quem lhe foi útil, mormente nos tempos da ditadura. Que o diga Paulo Sant’ana, dublê de inspetor e torcedor do Porto Alegrense, mas sempre hóspede do pat…  […]

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  2. […] Source: fichacorrida.wordpress.com […]

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