Ficha Corrida

01/05/2015

Está faltando vermífugo para os vira-latas do MP

Só o complexo de vira-lata explica o comportamento de amplos segmentos do Ministério Público. Os países  fazem um esforço danado para tentarem internacionalizar suas empresas. Os EUA fazem guerra para levarem suas empresas para todos os mercados. Só no Brasil, fruto de um ódio desmesurado, se toma por crime a tentativa de internacionalização de nossas empresas. Nem sempre, claro. Se for em governos com os quais há simbiose de interesses, não há problema. No Governo FHC a Odebrech participou da reconstrução do Kweit e do Iraque. Fez gasoduto na Bolívia, estradas no Peru.

Às vezes eu penso, como neste caso, que não há psicotécnico nos concursos do Ministério Público. Só psicopatas sociais para tornarem crimes o que em outros países e mesmo no Brasil anterior a Lula e Dilma era uma luta contínua. Aliás, diante de fato tão inusitado caberia a pergunta: para que existe mesmo Itamarati?  Para que existem as representações comerciais no exterior?

O Netflix disponibiliza on demand um seriado chamado Marco Polo. Um primor de produção, seja pelos cuidados estéticos, pelo elenco ou mesmo pelos cuidados históricos. Revela o primeiro mercador a entrar na China e mercantilizar a seda. Estes procuradores não devem ter estudado como se deu a “descoberta da América”. Que motivos levaram o império espanhol investir no genovês Cristóforo Colombo. Nunca é demais lembrar, inclusive, que a foi a Inglaterra que investiu nos Piratas que dominaram os mares roubando navios carregados com produtos, incluindo ouro e prata, levados da América Latina. Os governos, todos os governos, inclusive o de FHC, buscam expandir as fronteiras para os seus produtos internos, sejam eles manufaturados como os sapatos, sejam extrativistas, como o minério de ferro para a China. Como estes procuradores acham que a FIAT veio parar no Brasil?

Será que estes procuradores sabem o que FHC e ACM fizeram para que a fábrica da FORD que seria instalada no RS fosse para a Bahia? A RBS fez uma guerra insana contra Olívio Dutra simplesmente porque este se recusou a passar recursos milionários para uma das maiores empresas do mundo.

De veículo da Rede Globo, que participou na ditadura, esperaria qualquer coisa, mas do MP?! De que tamanho é o ódio a Lula para que cause tamanha cegueira?

A besta estava solta, agora foi localizada. Só me resta temer que, diante deste fato, se os resultados não forem colhidos como esperam, estes psicopatas políticos virem também assassinos políticos.

Na Época, o alto custo da politização do Ministério Público Federal

sex, 01/05/2015 – 10:45

Luis Nassif

Não há mais limites para a politização do Ministério Público Federal.

A denúncia da Procuradoria da República do Distrito Federal contra a Odebrecht e Lula, por suas ações para conquistar mercados em países emergentes, é um dos capítulos mais graves da atuação política do órgão (http://migre.me/pGGtG).

Desde o início dos anos 90, obras de construtoras brasileiras no exterior foram enquadradas na categoria “exportação de serviços”, tendo acesso a linhas de financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

Já em 2003, o banco contava com um departamento especializado em América do Sul, com US$ 2,6 bilhões de projetos em carteira.

Junto com as obras vão equipamentos brasileiros, insumos brasileiros e, frequentemente, trabalhadores brasileiros.

Reconhecendo que as características da venda de serviços são similares a de exportação de produtos, houve enquadramento no PROEX (Programa de Financiamento às Exportações).

Em 15 de outubro de 2014, a Época Negócios exaltava a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras (http://migre.me/pGFJi) a partir de estudos da Fundação Dom Cabral.

A conclusão do estudo foi a de  que o melhor mercado para as multi brasileiras são países em desenvolvimento:  "Como as empresas brasileiras inovam mais em processos, acabam se dando melhor em países não desenvolvidos, porque sabem lidar melhor com instituições desestruturadas".

E qual a razão da melhor competitividade das empresas brasileiras?

“Nesse sentido, o estudo mostra que os brasileiros têm conseguido muita "aceitabilidade" e lidam melhor que os norte-americanos, por exemplo, com a diversidade cultural de outros países. "Ao invés de chegar e sobrepor a sua cultura àquele país, a maioria das empresas brasileiras adaptam processos, produtos e culturas aos do anfitrião".

A primeira colocada no ranking da Dom Cabral foi a Construtora Norberto Odebrecht (http://migre.me/pGFQN), com um índice de internacionalização de 54,9%.

A ascensão das multinacionais brasileiras foi um feito celebrado por todas as escolas de administração. Em 2005 a revista Forbes passou a incluir empresas de países emergentes entre as 500 maiores do mundo. Esse mesmo mapeamento passou a ser feito pela Boston Consulting, que incluiu 14 empresas brasileiras na lista dos “100 maiores desafiantes globais” (http://migre.me/pGG0i).

No ranking da Dom Cabral. A Odebrecht aparecia em 28 países do mundo.

As suspeitas do MPF

Saindo do governo, através do Instituto Lula, o ex-presidente focou sua atividade internacional na África. Da mesma maneira que a Fundação Clinton, do qual FHC é membro. E a o soft power brasileiro – cuja maior expressão é a imagem pública de Lula no mundo – foi utilizada para enfrentar a invasão chinesa na África e em outros países do terceiro mundo.

De repente, o que era uma estratégia brasileira vitoriosa, nos olhos da inacreditável Procuradoria da República do Distrito Federal – e da inacreditável revista Época – torna-se objeto de inquérito.

Trechos da reportagem da revista Época sobre as investigações do Ministério Público Federal de Brasília a respeito das viagens de Lula e dos negócios da Odebrecht em outros países.

As suspeitas são de superfaturamento de obras… em outros países.

Um resumo das denúncias:

1.     A Odebrecht venceu uma licitação para obras na República Dominicana, usinas termelétricas em Pinta Catalina no valor de US$ 2 bilhões. “Suspeita do Ministério Público”, segundo a revista: superfaturamento da obra (na República Dominicana) porque o valor proposto pela Odebrecht seria o dobro da segunda colocada. O MPF acolhe denúncia do grupo chinês que perdeu a disputa.

2.     Obra da Odebrechet em Gana, logo após a visita de Lula: construção de corredor rodoviário no valor de US$ 290 milhões. A “suspeita” do MPF é que, quatro meses após a visita de Lula, a Odebrecht fechou o contrato.

A maior empreiteira brasileira, a mais internacionalizada, a maior cliente do BNDES no setor, com obras em 28 países, é colocada sob suspeita devido a duas obras em pequenos países de terceiro mundo.

Entre 2009 e 2014, a construtora fechou 35 contratos com o BNDES, para financiar obras de infraestrutura em outros países, , Angola, Argentina, Cuba, Equador, Venezuela e República Dominicana, construindo aeroportos, rodovias, linhas de transmissão, hidrelétricas, gasodutos, metrôs, portos (http://migre.me/pGGeH).  E 32 desses contratos firmados com governos nacionais, que são os entes responsáveis pelas obras de infraestrutura.

Nesse oceano de contratos, o Ministério Público Federal do Distrito Federal levantou um caso – o fato da construtora ter obtido uma obra em Gana após a visita de Lula – e transforma-o em algo suspeito.

Há uma disputa insana entre as construtoras brasileiras e as chinesas pelo mercado da África. As chinesas são acusadas até de levar empregados chineses, abrigados em containers de navios, quase como mão de obra escrava. Têm a facilidade de estruturar financiamentos de forma rápida, em condições mais vantajosas.

Para tentar competir, o BNDES estruturou carteiras de financiamento (http://migre.me/pGGjE) e as empresas brasileiras passaram a oferecer treinamento e utilização da mão de obra local como contrapartida.

Estudos da Ernest & Young situaram a África como o mercado mais promissor para as multinacionais brasileiras, segundo matéria do Estadão (http://migre.me/pGGmv):

“A África é, ao lado da América Latina, o principal vetor da expansão internacional de grupos brasileiros. Segundo um estudo da Ernst & Young, embora o Brasil só participe com 0,6% do total dos investimentos estrangeiros nos 54 países africanos, a expansão nos últimos cinco anos tem acompanhado de perto o ritmo chinês. Desde 2007, a atividade brasileira cresceu 10,7% ao ano na África, enquanto a chinesa subiu 11,7%.

Junto com o direito de explorar os recursos naturais do continente vem a obrigação de realizar obras de infraestrutura para os governos – o que abre um mercado cativo para as empreiteiras. Não é por acaso que Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht estão entre os grupos brasileiros mais bem conectados no continente”.

É hora de clarear esse jogo. É extremamente alto o custo da politização do Ministério Público e a falta de responsabilidade da mídia.

O Procurador Geral Rodrigo Janot precisa sair de sua zona de conforto, esquecer o show midiático, e garantir um mínimo de seriedade e responsabilidade institucional no órgão que comanda.

Ranking FDC Multinacionais Brasileiras 2014 from Fundação Dom Cabral – FDC

Arquivo

Ícone application/pdfRanking das Multinacionais Brasileiras 2014

Ícone application/pdfManual do Proex

Ícone application/pdfA transnacionalização das empresas brasileiras

Tags

Na Época, o alto custo da politização do Ministério Público Federal | GGN

1 Comentário »

  1. […] Source: fichacorrida.wordpress.com […]

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