Ficha Corrida

14/04/2015

Mais uma derrota do Grupo Clarín

Filed under: Cristina Fernández de Kirchner,Direita,Eleições,Grupo Clarin — Gilmar Crestani @ 10:01 am
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saltaA parceria do Grupo Clarín e da Revista Veja acaba de sofrer mais uma derrota acachapante na Argentina. A união, via SIP, dos grupos mafiomidiáticos para acatar Dilma e Cristina Kirchner foi nocauteada nas primárias na Província de Salta. Quem conta é o El País. Também há no Pagina12, mas o silêncio na grupos brasileiros é retumbante e, por isso, sintomático.

Depois de tantas armações, que uniu a direita aos extremistas de esquerda, todos sob a bandeira golpista ianque, que davam o kirchnerismo por morto, eis que a realidade dá um soco no estômago de todos.

Se é verdade que a CIA consegue maneiras sofisticadas de conduzir panelaços/cacerolazos, também é verdade que a união com o Mossad para jogar o cadáver de Nisman para cima de Cristina foi um tiro pela culatra. Hoje em dia a internet não deixa mais em branco acusações do tipo que sai no Clarín, Veja, Folha ou Globo.

Em oposição à manada facilmente arregimentada em virtude do déficit civilizatório que vendem existe uma massa que serem que fazem questão de usar os próprios neurônios e não os alugam por qualquer trinta dinheiros. Nem todo mundo vive de MBL. Quem tem a decência de usar o próprio cérebro descobre logo as armadilhas. A terceirização que acaba afetando a classe média é mosto da marcha dos zumbis. A classe média que se perfilou incondicionalmente à direita está tendo de engolir o próprio fel. E não adiante joga-lo no colo de Dilma, pois cego é só o que não quer ver.

As eleições na Argentina vão acabar acelerando as manifestações de ódio no Brasil. E tanto mais insensatos se mostram, maior será a derrota. Já não há mais espaço para recrutar milicos, nem o STF é uma corte paraguaia, apesar da PEC da Bengala e a presença renitente de Gilmar Mendes por lá.

O kirchnerismo arrasa no primeiro teste: as primárias de Salta

Candidato governista vence o da oposição nas primeiras eleições de longo ano eleitoral

Carlos E. Cué Buenos Aires 13 ABR 2015 – 14:44 BRT

  • Elecciones 2015 Salta

Urtubey e Scioli (segundo à direita), no domingo. / Julian Alvárez (EFE)

O primeiro teste de um longo ano eleitoral que mudará o mapa político da Argentina trouxe uma boa notícia para Cristina Kirchner e o governo. As primárias em Salta, uma província do norte da Argentina com 1,2 milhão de habitantes, terminaram com uma clara vitória do atual governador, o kirchnerista Juan Manuel Urtubey, sobre o ex-governador e senador Juan Carlos Romero, peronista dissidente apoiado por Sergio Massa. Urtubey ganhou por 47,2% contra 33,6%.

A eleição tem evidentes chaves locais – os dois principais opositores governaram a província nos últimos 20 anos – mas também nacionais, tanto que todos os presidenciáveis fizeram dela um teste importante para conferir o estado de ânimo dos eleitores argentinos depois do caso Nisman, que causou comoção e afetou negativamente os governistas, e depois do grande pacto entre vários opositores para formar um bloco mais sólido de alternativa ao peronismo.

As primárias (PASO) na Argentina são uma espécie de primeiro turno, a votação é obrigatória a todos os cidadãos, e não só aos militantes e simpatizantes. Por isso constituem um teste importante antes das eleições definitivas, que no caso de Salta serão em 17 de maio. As primárias presidenciais, previstas para agosto, são consideradas a eleição chave que marcará as eleições definitivas de 25 de outubro.

Para mostrar a importância do teste de Salta basta assinalar que parte importante do Governo foi até lá celebrar a vitória do candidato governista, além dos dois candidatos que brigam para ser os sucessores de Kirchner, Daniel Scioli e Florencio Randazzo. “Este é o apoio à gestão de Urtubey, que sempre apoiou as políticas da presidência da nação. É um bom começo para o calendário eleitoral”, afirmou Randazzo, ministro do Interior argentino, que se esforça para ser o escolhido da presidenta. Ninguém queria deixar de aparecer na foto da vitória.

O peronismo, oficial (Kirchner ou Scioli) ou dissidente (Massa), mantém uma enorme força eleitoral

O vencedor, Urtubey, também quis aproveitar para lançar uma mensagem de agradecimento à presidenta: “Enfrentou firmemente o poder econômico contra a expressão da pluralidade democrática através dos partidos”, disse logo após saber o resultado. Kirchner, muito criticada por importantes setores da sociedade, mantém uma boa avaliação nas pesquisas, mais de 40% de votos positivos, e é muito popular especialmente entre as classes mais desfavorecidas da sociedade, que aplaudem sua política social.

A eleição mostra outra constante que as pesquisas em todo o país também indicaram nas últimas semanas: o peronismo, oficial (Kirchner ou Scioli) ou dissidente (Massa), mantém uma enorme força eleitoral. A única alternativa importante, liderada pelo prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, encontra sérias dificuldades fora da capital e em províncias como Salta e outras. Nas primárias da capital provincial, Salta, havia na última hora um triplo empate entre os candidatos de Scioli, Massa e Macri, similar ao que as pesquisas apontam entre eles nas presidenciais, mas também ficou evidente que a união destes dois últimos, que acontecerá em Salta – mas não nas presidenciais – levará claramente a capital ao governo.

Eleições argentinas 2015: O kirchnerismo arrasa no primeiro teste: as primárias de Salta | Internacional | EL PAÍS Brasil

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