Ficha Corrida

13/04/2015

A democracia está matando a imprensa

roberto-marinho_figueiredoO apogeu da imprensa brasileira deu-se com a ditadura.  Roberto Marinho, com um general a tiracolo, subiu nas costas e ferrou a todos com o doce veneno do escorpião. Reuniu sob sua batuta o coronelismo de norte a sul. Escolheu a dedo o que existia de pior em cada Estado. No Maranhão, Sarney. No Ceará, Jeressati. No RN, Maias e Alves. Em Alagoas, Collor de Mello. Na Bahia, ACM. No RBS, Sirotsky. A fina flor do atraso desfrutou da proteção militar para perpetrar toda sorte de barbaridades. É desse grupo o aval para a abertura lenta e gradual. A defesa da lei da anistia, que perdoa o torturador e impede a vítima de saber a verdade, foi defendida com unhas dentes pelos atuais assoCIAdos do Instituto Millenium.

A Folha de São Paulo, que chegava a emprestar a peruas para que os presos torturados, estuprados e esquartejados, como confessou o cel. Malhães, fossem jogados em valas clandestinas, como aquela do cemitério de Perus, em São Paulo. Para a Folha, a ditadura foi uma ditabranda. O pior disso tudo é que, agora, querem nos ensinar democracia.

Enquanto perdurava a lei do cão, as famiglias associadas a Marinho cresceram, prosperaram, se locupletando. Os editorias lambe-botas de milicos estão sobejamente demonstrados. O jornal Zero Hora nunca foi censurado. Em compensação, nas primeiras eleições após o término da ditadura, foi apreendida por decisão judicial.

Até o escritor  Luis Fernando Veríssimo foi suspenso pelo simples motivo que chamou o então candidato do patrão de “ponto de interrogação bem penteado”.  Não é de se espantar que destas famílias brotem estupradores. Eles são frutos de outro tipo de estupro, o estupro da verdade. As maquinações mafiosas para denegrir uns e endeusar outros é da regra do jogo.

Com a revolução tecnológica, as mentiras que antes não tinham contraposição, de repente são instantaneamente desmentidas.

Veja virou uma revista de aluguel. Defende com unhas e dentes os interesses de quem a finanCIA a tal ponto que tudo o que sai em inglês seja tomado como verdade absoluta. Boimate, por exemplo, é fruto desta concupiscência que nada tem jornalismo.

Quando os manifestantes escrevem seus cartazes pedindo o golpe em inglês, estão sendo coerentes com tudo o que aprenderam com estes grupos à beira da extinção. O golpismo desenfreado da Globo e suas filiais, vistos neste fim de semana, é o último estertor do bandido grego Procusto. Aquele que usava a cama como medida de justiça: as vítimas grandes, cortava; as pequenas, espichava até caberem na cama. Assim fazem os grupos mafiomidiáticos brasileiros.

Felizmente, a bandidagem está com os dias contados.

A agonia da imprensa escrita, falada e imaginada

Enviado por W K seg, 13/04/2015 – 20:51

Por W K

Temos no Brasil 247 um artigo de Laurez Cerqueira (veja aqui) bem interessante sobre o que anda acontecendo com os jornalões pelo Brasil e pelo mundo. Ele comenta sobre a queda de audiência e de tiragens das diversas formas de imprensa existentes no Brasil e onde o cidadão se informa.

O que me chama a atenção é que esses grandes veículos até hoje não aprenderam nadica de nada e insistem em não querer aprender, apesar de inúmeros cavalos selados passarem à sua frente. Vejamos:

Demitem jornalistas. Seria o mesmo que uma voadora demitir pilotos de aeronaves "por serem muito caros"; um restaurante demitir cozinheiros, uma transportadora demitir motoristas. Ora, é o jornalista quem dá forma à informação. E informação a cada dia que passa cresce mais e mais e, com a ascenção de classes menos favorecidas, estas agora também querem ser informadas. Ou seja, corta-se onde não se deveria cortar.

Quanto à informação pela Internet, sabe-se que nenhum sítio conseguiu substituir integralmente um jornal ou um canal de tevê, só tomou uma parte da atividade antiga da imprensa. Aqui mesmo existe uma certa linha informativa e debatedores em torno dela, que dificilmente se encaixariam em qualquer emissora ou jornal ainda atuante. Por exemplo, não temos aqui palavras cruzadas, horóscopos, anúncios classificados, intrigas anti-governamentais, etc.

Um fenômeno semelhante se abateu sobre o circo antigo – a grande maioria deles acabou -, mas pode-se citar uns três circos que fazem atualmente um enorme sucesso: uma tal de fórmula 1, o Cirque du Soleil e o André Rieu. A rigor eles atuam como circos, só que, diferentemente dos circos originais, eles apresentam um tema único: uma corrida de anunciantes de produtos caros com direito a trapaças mil e alguns belíssimos acidentes, uma história cheia de artistas orindos dos circos antigos e música clássica com humor, respectivamente. Os circos antigos, com animais & domadores, trapezistas, malabaristas, bailarinas, mágicos, etc., na verdade eram apenas uma gororoba de apresentações sem nexo nenhum entre si. E os jornais, revistas e os canais de tevê ainda existentes seguem a mesma linha. 

Ora, cada departamento desses meios de comunicação poderia se tornar um sítio independente do outro, principalmente quanto à apresentação: um para a compra e a venda automóveis, outro para imóveis, para notícias esportivas, para notícias políticas, e por aí vai. O chato é que atualmente já existem sítios que cuidam disso e conseguem fatruar alguma bufunfa, ainda que menos do que antigos jornais, é verdade.

Isto é, o cavalo selado foi montado por outros fora do ramo. Rest in Peace. Merecem.

A agonia da imprensa escrita, falada e imaginada | GGN

 

O fim do jornalismo

seg, 13/04/2015 – 21:19

Se há algo mais simbólico do momento por que passa o jornalismo brasileiro, eis aqui:

A rádio Ku Klux Pan, (antiga Jovem Pan), no exato momento que contrata o trágicõmico ídolo coxinha Danilo Gentile para fazer dupla com a musa dos justiceiros Sheherazade, demite um Monumento do Jornalismo Esportivo Mundial, Claudio Carsughi .

Ficou claro para todos agora?

Demitido da Jovem Pan, Claudio Carsughi critica guinada à direita da rádio

Revista Forum

Demitido da Jovem Pan, Claudio Carsughi critica guinada à direita da rádio

Após mais de 50 anos na emissora, o jornalista lamentou a mudança de perfil da emissora: “Hoje tem uma posição frontalmente contrária ao PT, à Dilma, ao Lula. Talvez com isso espere o retorno publicitário com empresas do mesmo perfil”

Por Guilherme Franco

Um dos mais veteranos jornalistas esportivos do Brasil em atividade, Claudio Carsughi, 82, foi demitido pela Rádio Jovem Pan nesta segunda-feira (14). Ele trabalhava no veículo desde 1957 como comentarista esportivo. A emissora alegou corte de gastos.

Carsughi deu a notícia nas suas páginas pessoais, tanto no Twitter como no Facebook, e associou a sua saída à nova ideologia política da emissora. “A rádio está passando por uma mudança de perfil. Ela assumiu uma postura de direita, que nunca tinha tido. Sempre se ouvia os dois lados. Hoje tem uma posição frontalmente contrária ao PT, à Dilma, ao Lula. Talvez com isso espere o retorno publicitário com empresas do mesmo perfil”, disse ao UOL.

claudio

Contrariado, ele não concordou com a decisão. “São contingências da vida. Falam em redução de custos. Mas isso é relativo. Eu não tinha um ordenado nababesco. Para o orçamento da rádio não deve fazer muita diferença”, completou.

Claudio Carsughi nasceu na cidade italiana de Arezzo, em 13 de outubro de 1932. Engenheiro formado, trabalhou entre 1957 e 13 de abril de 2015 na Rádio Jovem Pan, dia em que foi demitido pela emissora paulistana. Carsughi sempre foi conhecido pelos seus comentários precisos na área esportiva, em especial o futebol e o automobilismo.

A agonia da imprensa escrita, falada e imaginada | GGN

1 Comentário »

  1. […] Source: fichacorrida.wordpress.com […]

    Pingback por A democracia está matando a imprensa | psiu... — 14/04/2015 @ 7:02 am | Responder


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