Ficha Corrida

11/04/2015

São Paulo em mau estado, graças ao PSDB

Charge espalhada por Álvaro Dias antes a Copa e desmentida pelo site Muda Mais

dengueOntem a Folha publicava o mau estado em que se encontra o ensino público de São Paulo. A má educação já era vista em vários momentos da vida pública, cujo ápice foi a abertura da Copa do Mundo de 2014, no Itaquerão, quando, sob patrocínio da AMBEV, Multilaser e Banco Itaú, uma manada foi amestrada para xingarem a Presidenta do Brasil num evento oficial.

Hoje há outro dado que faz de São Paulo um Estado epidêmico. O dado se torna ainda mais assombroso quando se sabe que a transmissão da dengue é feita por mosquitos, que nascem na água. Exatamente o Estado que está a mais tempo sem água, principalmente potável. Não se trata de descuido nas pratos dos vasos e calhas, mas do tal de choque de gestão. E a Folha informa mas não cobra nenhuma previdência das autoridades daquele Estado. Pelo contrário, busca jogar a culpa nas costas do Governo Federal.

O lado irônico nesta história é que acontece exatamente no Estado onde estão instalados os grupos de mídia que buscaram disseminar, para afugentar turistas e com isso diminuir os impactos positivos da Copa, um boato de que haveria uma epidemia de dengue. Álvaro Dias, do PSDB paranaense foi o principal espalhador de uma charge que agora, viu-se, profética em relação ao métodos sanitários de seu partido. Se antes da Copa o PSDB já sabia o que viria acontecer porque não adotou as providências necessárias. Se há algo de aproveitável nesta história é o completo desmascaramento de políticos sem nenhum caráter. A má índole deste tipo de homem público deveria ter sido afrontada e desmascarada pelos grupos mafiomidiáticos, mas eles são, como já admitiu Judith Brito, parceiros. É por aí que também se explica o declínio acelerado dos assoCIAdos do Instituto Millenium.  A falência do coronelismo eletrônico, demissão de jornalistas e o fechamento de jornais decorre da sua inutilidade. Além de mentirem, também disseminam ódio e espalham outras doenças mentais.

E se isso já é muito, não é tudo. Não há nada mais emblemático do que, em pleno século XXI, senhoras parecidas com árvore de natal, baterem panela pedindo ditadura. A marcha dos zumbis é a melhor explicação da falência do ensino e demonstração cabal da má educação. Nem vamos falar da insegurança crescente, diametralmente oposta ao fornecimento d’água. Como entender, senão vindo de zumbis, que em 2015 alguém saia à rua para pedir menos democracia, mais tortura, mais estupro, mais assassinato político?!

Um choque de gestão igual ao implantado por Aécio Neves em Minas Gerais, desmontado esta semana. Há pelo menos mais dois casos cujo choque de gestão deixou os respectivos estados pior do que estavam: Yeda Crusius no RS, que foi o pior governo de sua longa história, e agora o Paraná, onde Beto Richa sequer tem condições de sair à rua. Seu guarda costa, Fernando Francischini, valentão de microfone, com arma na cintura, fugiu de manifestantes. O palavrório utilizado é pelos estrategistas tucanos é professoral, mas os resultados não deixam dúvidas. Tanto pior se revelam, mais ódio destilam, porque o desespero, inclusive de seus finanCIAdores, só faz aumentar.

Casos de dengue avançam, e SP já enfrenta situação de epidemia

Balanço aponta que Estado tem 585 registros por 100 mil habitantes; taxa acima de 300 é epidêmica

Situação, que também se repete neste ano em MS, GO e AC, já é pior do que em 2013, segundo governo paulista

NATÁLIA CANCIANDE BRASÍLIA

O Estado de São Paulo ultrapassou a marca de casos de dengue neste ano suficiente para enquadrá-lo em uma situação de epidemia, conforme dados do Ministério da Saúde obtidos pela Folha.

Só nos três primeiros meses do ano, foram 258 mil registros –número sete vezes superior ao registrado em igual período do ano passado, quando houve 35 mil notificações da doença.

As informações atualizadas pelo ministério até 28 de março apontam ainda que, além de SP, ao menos outros três Estados já vivem uma epidemia de dengue: Mato Grosso do Sul, Goiás e Acre.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) adota essa classificação para lugares com mais de 300 casos da doença por 100 mil habitantes.

Pelo último balanço (início de março), São Paulo tinha 281 registros a cada 100 mil habitantes. Agora, a proporção atingiu 585. Nos demais Estados em epidemia, a taxa varia de 304 a 882,5. São Paulo, que também enfrentou uma epidemia de dengue há dois anos, concentra metade dos casos do país.

Segundo Marcos Boulos, infectologista da Controladoria do Controle de Doenças de São Paulo, ligada ao governo estadual, a epidemia de dengue neste ano "já é maior que em 2013". No Brasil inteiro, já são 460 mil casos neste ano, alta de 240% em relação ao mesmo período de 2014.

Ao todo, já foram registradas 132 mortes neste ano. Destas, 99 em São Paulo –que, no início do ano passado, somava 15 mortes.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, diz que os dados do país são "preocupantes", mas menores do que em 2013.

Ele não descarta, porém, uma nova epidemia nacional em decorrência da doença. "Não posso afirmar que não teremos. Seria precipitado."

Chioro aponta as mudanças climáticas, como a antecipação do período de chuvas em várias regiões, entre os motivos que levaram ao aumento da doença.

Outro fator, para ele, é a circulação do vírus em cidades que tinham registrado baixo número de casos em anos anteriores, fazendo com que os mosquitos transmissores da doença encontrassem uma população mais suscetível.

"Também nunca tivemos uma infestação de Aedes aegypti como agora", diz Boulos, para quem a quantidade de casos pode ser ainda maior, já que muitas pessoas não desenvolvem a doença apesar do contato com o vírus.

"Esses 300 mil casos podem ser 5 milhões", diz. Ele prevê um freio nos próximos meses, com a trégua das chuvas e porque as pessoas deixam de estar suscetíveis ao vírus.

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