Ficha Corrida

20/03/2015

Saiba como o coronelismo eletrônico gaúcho conduz sua manada

A RBS apostou no cavalo do comissário, mas o candidato da casa caiu do cavalo

zhNa RBS, nunca há problemas nas gestões do PSDB. No Correio do Povo, independentemente de ser do Bispo ou do Papa, nunca há problemas envolvendo o PP. A RBS já foi aliada do PMDB, o Correio do Povo sempre esteve no PP. Há um ponto que põem Correio e RBS do mesmo lado: o inimigo morta PT. Até hoje só houve uma discórdia: a CRT. A proximidade da RBS com Antonio Britto levou a melhor. RBS  e Correio do Povo flutuam conforme a situação, ficam com quem pode bater o PT. Para ambos há três tipos de petistas bons: morto, fora do poder (vide as homenagens recentes ao Olívio Dutra), ou que sai do PT e começa a bater no ex-partido.

Há uma lógica que perpassa os dois grupos hegemônicos: tratar dos problemas locais, quando aliados ocupam o poder, como se fossem eventos da natureza, sem responsabilidade dos agentes. Hoje tem notícia a respeito do binário Borges de Medeiros x Praia de Belas. Há problemas, apontam, mas não cobram da administração municipal. Pegam um terceiro, professor da Unisinos, para analisar. Uma aluna da UFRGS foi abusada sexualmente no Parque da Redenção e, vejam só, maltratada na Delegacia da Mulher. Não, não é culpa do Governador, nem da Secretaria de Segurança. É culpa de quem decide política de segurança, do Governo do Estado. É fruto da mesma política que terminou mais cedo a operação golfinho e  com isso conseguiram alguns afogamentos em áreas que comumente, nos anos anteriores, havia salva-vidas.

Ninguém, nas duas empresas, ousa dizer algo porque concordam exatamente com a diminuição dos serviços públicos. É a tal de contenção de gastos que resulta no mau atendimento. Menos diárias para efetivos de segurança, menos segurança. Menos investimento no DMA, mais gente reclamando do mau atendimento e da péssima qualidade da água. Tudo isso não importa se forem governos que investem pesado em publicidade nestes grupos mafiomidiáticos.

Os funcionários das duas empresas são amestrados para criminalizarem os movimentos sociais e as vítimas. Salva-se aquele que aumenta o próprio salário e põe a esposa no cargo de Secretária. Quando decide parcelar o salário dos outros, o problema fica com a justiça. Não cobra de quem fez com que o problema chegasse à justiça.

Quando havia denuncias, e mesmo quando não havia, criminaliza-se a instituição PT. Por qualquer dá cá uma palha, fomentam ódio contra o PT. Veja-se o tratamento que agora dão ao envolvimento do PP gaúcho, todinho, no escândalo da Operação Lava Jato. E todos na RBS sabem que Ana Amélia Lemos foi candidata ao Governo do Estado pelo… PP. E que já era do PP de Pratini de Moraes quando este era Ministro da Agricultura no episódio das Saudações Aftosas… Aliás, Ana Amélia Lemos, enquanto funcionária da RBS e chefe da Sucursal de Brasília, detinha cargo no Senado onde seu falecido marido era senador biônico, vejam só, dos avôs do PP, a ARENA. É. A RBS não sabia de nada. Por isso pode até falar do fulano ou sicrano, mas jamais criminaliza o partido, como faz com o PT.

Agora confirma-se a cassação do Gilmar Sossella e a mesma forma de tratamento quando se trata de partido subalterno. A presença de Lasier Martins no PDT explica o tratamento brando. As relações com Vieira da Cunha dão força para que a notícia seja só uma nota de pé de página. Não criminalizam o PDT. Ninguém vai pedir fora PDT. Até porque a Prefeitura Municipal, com José Fortunati, se tornou um dos mais fortes aliados da RBS na especulação imobiliária de Porto Alegre.

O coronelismo eletrônico gaúcho tem no DNA cromossomas que o liga intimamente à criminalização dos movimentos sociais e ao favorecimento dos grupos que neles investem publicidade. Esse Macarthismo Gaudério tornou Pinochet mais popular no RS que no Chile. A RBS, com seu jornal Zero Hora, conseguiu uma façanha que mereceria o Guinness Book. Nunca sofreu censura durante a ditadura, mas foi apreendida pela Justiça, na Democracia. Caráter é tudo!

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