Ficha Corrida

15/03/2015

Rede Globo rima roubo

Muito Além do Cidadão kane é tão antigo quanto os primeiros desvios a Globo. Roberto Marinho, que saudou a chegada dos ditadores em editorial, fez a parceria que lhe daria o Brasil. A simbiose com a ditadura fez a Globo crescer como mosca no estrume. Se isso já era ruim, some-se a isso a reunião di tutti i capi. Na mesa e pelas mãos de Roberto Marinho comeram e comem suas filiais: Sarney, no Maranhão; Jereissati, no Ceará; Alves & Maia, no Rio Grande do Norte; Collor, em Alagoas; Neves, em Minas; Sirotsky, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para aumentar o poder, criaram o Instituto Millenium para albergar as famiglias Civita (Veja), Frias (Folha), Mesquita (Estadão).

Pelo menos desde o início deste milênio que venho chamando os velhos grupos de mídia de coronelismo eletrônico. Usei esta expressão várias vezes no Observatório da Imprensa, o que me valeu a ira do do, Alberto Dines, que, atendendo um telefonema dos Sirotsky, achou por bem caçar minha palavra. Saí do Observatório mas minha opinião continua a mesma, inclusive sobre Alberto Dines. O que mudou, só agora, foi ele, Alberto Dines: “Canalhices”. É, seu Dines, pimenta no dos outros é refresco…

Como na fábula da rã e do escorpião, a natureza perversa da Globo picou Dines. Quem cria cuervos

Grupo Globo: o supremo coronel do Brasil

Alessandre de Argolo -dom, 15/03/2015 – 08:12

A Rede Globo e, por extensão, o grupo econômico integrado pelas diversas empresas a ela vinculadas, é uma tirania. Não tenho a menor dúvida disso. A Rede Globo não abre espaço para o contraditório. Quando ela coloca no ar, em seus telejornais, um político de esquerda, é sempre editando e cortando a fala.

Uma das experiências mais nauseantes na televisão brasileira é ver aquele Carlos Alberto Sardenberg falar. O jornalista em questão é de uma manipulação grosseira dos dados econômicos, sonega informações importantes, direciona a conversa, enfim, uma coisa absolutamente lamentável em termos de jornalismo econômico, um verdadeiro desserviço ao direito do cidadão de se informar razoavelmente bem sobre a realidade econômica. Isso é a Rede Globo.

Uma empresa tirana, que cerceia a liberdade e quer impor os seus interesses sobre os outros. A Rede Globo faz isso há 50 anos e domina praticamente todo o cenário, monopolizando a mídia no Brasil. Alguém tem que começar a pôr um fim nisso.

A questão não é a Rede Globo ou o Grupo Globo existir. A Rede Globo tem o direito de existir, de ter a sua linha editorial etc. A questão é ela ocupar a esmagadora parte do espaço midiático no Brasil. É preciso que as pessoas, os cidadãos brasileiros em geral, tenham mais opções para formar a sua opinião. E com o atual papel da Rede Globo e do seu grupo de empresas, essa necessidade de democratizar a mídia cada vez se torna mais óbvia, mais urgente, mais estratégica.

O jornalista Paulo Henrique Amorim falou, recentemente e de forma acertada, em seu programa Conversa Afiada, que a maior parte das pessoas se informa sobre o caso da corrupção na Petrobras pelos telejornais da Rede Globo, com ênfase no Jornal Nacional. Ou seja, a maior parte das pessoas se informa pelo ponto de vista da Rede Globo. O resultado disso é o que Paulo Henrique Amorim chamou de "massacre".

Reitero, o problema é monopolizar a mídia. A Globo manda ou lidera em tudo, nas verbas publicitárias, é a emissora mais presente no Brasil e por aí vai. Como fica a democracia neste cenário? Não fica, é claro. É rádio, jornal impresso, Internet, televisão por assinatura, televisão aberta, tudo na mão dela em termos de uma maior participação mercadológica, esmagadoramente. Vira uma luta desigual. Todos nós somos reféns da Rede Globo, direta ou indiretamente. Brizola estava absolutamente certo em sua cruzada contra a Rede Globo.

O Brasil é um feudo, um curral da Rede Globo, sinto reconhecer isso. O Grupo Globo é o grande, o maior de todos, o supremo "coronel" do Brasil. É o principal adversário político do desenvolvimento nacional em termos de igualdade e da democracia brasileira. O Brasil precisa se libertar desse poder tirânico da Rede Globo. Enquanto ele existir, não haverá espaço para a verdadeira democracia neste país.

Grupo Globo: o supremo coronel do Brasil | GGN

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