Ficha Corrida

03/03/2015

Arlequim servidor de dois patrões ou ventríloquo vestido de capacho

A insana destruição da Petrobrás atende a um apelo das concorrentes e de governos com interesse no Pré-Sal brasileiro. Se fazem guerra para obterem petróleo em países bem mais distantes, porque não o fariam no Brasil. Como a oposição se perfila, abertamente, ao lado dos interesses norte-americanos, os gastos da CIA para fomentar a destruição da Petrobrás é infinitamente menor do aquele usado para obter o gás na Ucrânia.

No golpe de 1964 a CIA também financiou, com malas cheias de dólares, golpistas e instituições ditas promotoras da democracia. O combate à corrupção é uma bandeira que se ajusta perfeitamente para destruir uma empresa. No caso, para acabar com uma dor de barriga, mata-se o paciente. Só há dois  tipos de brasileiros que ainda não se deram conta que o maior interessado no enfraquecimento do governo e na destruição da Petrobrás é o Tio Sam: os mal informados e os mal intencionados.

Os vazamentos da espionagem dos EUA no Brasil, que envolve Dilma e a Petrobrás, levados a cabo por Edward Snowden são auto explicativos.

 

Serra tira a fantasia: o negócio é fatiar e vender a Petrobras.

27 de fevereiro de 2015 | 12:57 Autor: Fernando Brito

chevon

A entrevista de José Serra ao “dono da lista do HSBC” no Brasil, Fernando Rodrigues, é um strip-tease.

O vendedor da Vale – título que lhe foi concedido pelo próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – lista o que se tem de fazer com a maior empresa brasileira.

Vai falando meias-verdades, como a de dizer que a Petrobras está “produzindo fio têxtil”, vai circulando a presa, como um velho leão.

O “fio textil” é poliéster, derivado integral de petróleo, que é produzido em Suape, como parte da cadeia de valor gerada pela refinaria, junto com a resina PET, com a que se produz garrafas.

São plásticos, enfim, um dos frutos de maior valor da cadeia de refino de petróleo.

Depois, diz que a Petrobras “não tem que fabricar adubo”.

Parece que está falando de esterco, mas é, simplesmente, de um dos insumos mais importantes da imensa produção agropecuária brasileira: amônia, que é produzida a partir do gás extraído junto com o petróleo.

É o “N” da famosa fórmula NPK dos fertilizantes, que o Brasil, incrivelmente, importa às toneladas.

Depois, fala em vender as usinas termelétricas de eletricidade, que já foram das multis e que a Petrobras teve de assumir porque elas só queriam o negócio com os subsídios que lhes deu FHC na época do apagão de 2001, subsídios que, além disso, eram suportados por nossa petroleira.

A seguir, fala em vender a distribuição, os postos Petrobras.

Aqueles onde o dim-dim entra, sonante, chova ou faça sol.

E aí, finalmente, diz que a empresa deve se conservar na extração de petróleo, mas que este deve ser “aberto ao mercado”.

Como já é, deve-se ler isso como a entrega da parcela exclusiva, de 30%, das imensas jazidas do pré-sal.

Claro que, nos negócios da cadeia do refino de petróleo, a Petrobras pode comprar, vender, dividir, agir como age um empresa que busca concentrar recursos em suas prioridades.

Isso inclui, senador Serra, o tal “fio têxtil”.

É tão bom negócio que seus amigos da Chevron  o produzem em larga escala através da Chevron-Phillips, em oito países.

Assim como a Chevron produz adubo e está cheia de passivos ambientais pela forma terrível que o faz, antes como Texaco e agora  usando  o “codinome” de Ortho.

E, claro, a Chevron não vai abrir mão de seus mais de 8 mil postos de abastecimento só nos Estados Unidos…

Quer dizer, as receitas de Serra para a Petrobras são exatamente o contrário do que fazem seus amigos da Chevron…

Senador, mas o que é bom para os Estados Unidos não é bom para o Brasil?

Serra tira a fantasia: o negócio é fatiar e vender a Petrobras. | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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