Ficha Corrida

04/02/2015

Jornalixo

Filed under: Alberto Nisman,Ernestina Herrera de Noble,Grupo Clarin,SIP — Gilmar Crestani @ 9:42 am
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clarinO Grupo Clarín é, depois dos EUA, o maior interessado na derrota de Cristina Kirchner. É briga é longa e envolve muitos rounds. Primeiro foi pela quebra do monopólio do Papel Prensa, que o Clarín arrematou durante a ditadura. Com o monopólio, o Grupo Clarín ditava quem teria e quem não teria papel para publicar jornal.

Depois a Ley de Médios regulou a quebra do monopólio e a participação do Clarin em propriedades cruzadas, de jornal, tv, internet, telefonia, tv a cabo, gráfica, imobiliária. A licença e imunidade tributária servia para o Grupo de imiscuir em todos os ramos da economia.

Na sequência, houve a denúncia da adoção, pela dono do Grupo Clarín, Ernestina Herrera de Noble, de duas crianças filhas de desaparecidos políticos durante a ditadura, com quem a o Clarín, como fez a Rede Globo no Brasil, se mancomunou. O sucesso da ditadura foi o sucesso do grupo Clarín. Um deu sustentação ao outro. Tal e qual Roberto Marinho e os ditadores brasileiros. Com a democracia, mas principalmente com a oposição no poder, a Rede Globo teve seu pior IBOPE da história. Não é diferente a vida do Clarín. Sem as verbas públicas com as quais estava acostumada, a solução é expulsar quem os expulsou do poder.

Agora ressurge o papel mais ridículo  que se pode esperar de um grupo de comunicação, a guerra aberta e declarada desce ao lixo. Para tentar incriminar a inimiga mortal, o Clarín toma por verdade um rascunho encontrado no lixo. E quem garante que não foi por causa deste lixo que ele veio a se matar?! A pressão para que assumisse um papel cada vez mais golpista, como se vê hoje no Brasil quando FHC pede a Ives Gandra parecer para o PSDB dar o golpe em Dilma. A morte de Alberto Nisman, com todo jeito de ter sido preparada pela CIA e Mossad, é o último invento para tentar viabilizar a oposição ao governo da Argentina.

Se o  Grupo Clarín desse uma olha no lixo aqui de casa também teria uma surpresa muito grande. Contra ele…

Papéis de promotor implicam Cristina

Após negar existência, promotora que apura morte de Nisman confirma que rascunho pede prisão da presidente argentina

Documentos achados no lixo do apartamento do promotor foram divulgados pelo ‘Clarín’ e integram processo

MARIANA CARNEIRODE BUENOS AIRES

Em menos de 24 horas, uma prova que faz parte do processo que investiga a morte do promotor argentino Alberto Nisman foi tratada como falsa e, em seguida, como verdadeira.

A promotora responsável por investigar a morte de Nisman, Viviana Fein, afirmou nesta terça-feira (3) que foram encontrados rascunhos no lixo da casa de Nisman.

Nos papéis, ele pedia a prisão da presidente Cristina Kirchner, de seu chanceler Héctor Timerman e de outros supostos envolvidos num esquema para encobrir os responsáveis pelo atentado à Amia (associação israelita), em 1994. O governo tem negado qualquer participação em um suposto acobertamento do caso.

Os rascunhos foram revelados pelo "Clarín" no último domingo (1º) e teriam sido descobertos pela polícia no dia seguinte à morte de Nisman, ocorrida em 18 de janeiro.

Na segunda-feira (2), uma nota do Ministério Público, em nome de Fein, havia negado a existência dos papéis.

Também o juiz responsável pelo caso, Ariel Lijo, havia dito desconhecer os rascunhos. A denúncia de Nisman que chegou à Justiça -e está publicada na internet- não pede a prisão da presidente, segundo o juiz Lijo.

Irritado com a reportagem do "Clarín", o chefe de gabinete de Cristina Kirchner, Jorge Capitanich, rasgou as páginas do jornal em entrevista transmitida ao vivo pela TV.

Nesta terça (3), Fein recuou e disse que houve um "erro involuntário" na elaboração da nota do Ministério Público: os rascunhos existem e fazem parte do processo.

A promotora negou que tenha agido sob pressão do governo para desmentir a reportagem, e que houve um erro de interpretação do que havia dito à assessoria de imprensa do Ministério Público.

Na edição desta terça (3), o "Clarín" divulgou a reprodução dos rascunhos e deu detalhes sobre como foram registrados no processo que apura a morte de Nisman.

Segundo a reportagem, há anotações com a letra de Nisman. O jornal afirma que os pedidos de prisão não chegaram à Justiça, mas indicam que o promotor teria provas contundentes contra Kirchner e os demais acusados.

Segundo o jornal, os rascunhos são datados de junho de 2014, o que mostra que Nisman não trabalhou apressadamente, como sugeriu o governo ao tentar desqualificar a denúncia do promotor.

Apesar de Fein admitir a existência dos papéis, Capitanich voltou a classificar de "lixo" a reportagem do "Clarín".

Ele se negou a responder perguntas do jornalista que escreveu as reportagens e atacou o grupo de mídia que publica o jornal: "Não confundam liberdade de empresa com liberdade de expressão".

1 Comentário »

  1. […] Jornalixo | Ficha Corrida. […]

    Pingback por Jornalixo | Ficha Corrida | psiu... — 04/02/2015 @ 12:33 pm | Responder


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