Ficha Corrida

08/01/2015

Líder da Mídia está na Berlinda

Eduardo Cunha IstoéContra o PT, Dilma e Lula, a mídia se socorre de qualquer estratagema. O terceiro partido mais corrupto do Brasil, já que o PMD só perde para PSDB e DEMo, foi alavancado para ser o braço político da mídia no Congresso. O PMDB também foi, a bem da verdade, cooptado pela Dilma, por um preço vil, para ser seu braço no Congresso.

O PMDB esteve na base de apoio de todos os governos, inclusive durante a ditadura, já que o PMDB era o partido que a ditadura aceitava como oposição. De Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma, o PDMB sempre esteve à soldo. No entanto, a velha mídia nunca ataca o PMDB.

Faz-se qualquer negócio para alijar o PT do poder, mas nunca acusam o PMDB de nada. Veja-se o pior exemplo do que existe de pior na política: Pedro Simon. O moralista sempre de dedo em riste, falando em renovação na política. E que ele faz para renovar? Põe o filho no seu lugar. A RBS sempre acusando o mau uso do dinheiro público? Toma empréstimo do Banco do Brasil. Por que a RBS não pega empréstimo do Banco Itaú? E como são os políticos que a RBS desova? Antonio Britto, Yeda Crusius, Ana Amélia Lemos, Lasier Martins. Pode existir algo de pior na política do que estes políticos preparados pela RBS?

O novo herói da mídia atende por Eduardo Cunha, mas poderá ser aquele que não foi, um natimorto.

Tudo vale para derrotar o PT, inclusive colocar um corrupto na Presidência do Congresso. Também, da para esperar algo diferente destes grupos que deram sustentação à ditadura?!

ESCÂNDALO NA PETROBRAS

Procuradoria pedirá ao STF para investigar líder do PMDB

Eduardo Cunha é suspeito de ter recebido verba via desvios na Petrobras

Deputado, que é candidato à presidência da Câmara, foi citado na Lava Jato por funcionário de doleiro

SEVERINO MOTTAGABRIEL MASCARENHASDE BRASÍLIA

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), favorito na disputa pela presidência da Câmara no próximo dia 1º, é um dos citados na Operação Lava Jato da Polícia Federal e terá uma investigação a seu respeito pedida pelo Ministério Público Federal ao STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com investigadores que atuam no caso, ele é suspeito de ter recebido dinheiro do esquema por meio do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o "Careca", que atuaria como um dos funcionários do doleiro Alberto Youssef.

O doleiro triangulava as operações investigadas envolvendo funcionários da Petrobras, empreiteiras contratadas pela estatal e políticos.

Cunha sempre negou ter qualquer envolvimento com o esquema apurado pela PF.

Segundo a Folha apurou, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve pedir a abertura de inquéritos e apresentar denúncias contra os envolvidos no esquema que têm foro privilegiado na primeira semana de fevereiro, quando forem reabertos os trabalhos do Supremo.

Denúncias serão apresentadas contra os que o Ministério Público considera ter provas de participação no esquema. Já os inquéritos serão abertos contra aqueles que têm contra si somente indícios de participação em transações criminosas –Cunha está neste segundo grupo, segundo a Folha apurou.

A partir do pedido de abertura de inquérito, caberá ao relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, aceitar ou não o início das investigações sobre Cunha e os demais suspeitos que se encaixam nesta situação. É praxe na corte, no entanto, acatar este tipo de demanda.

A aceitação do inquérito não significa culpa. Somente após as investigações e o processo no STF, os acusados serão inocentados ou condenados por eventuais crimes.

De acordo com a Polícia Federal, o "Careca" seria responsável por entregar dinheiro em espécie a pessoas indicadas pelo doleiro Youssef.

Ele também teria se aproveitado da condição de policial federal para facilitar o embarque e desembarque de outros funcionários do doleiro em aeroportos.

O policial chegou a ser preso na sétima fase da Operação Lava Jato, mas foi solto alguns dias depois.

O juiz responsável pelo caso na Justiça Federal do Paraná, Sergio Moro, porém, o manteve afastado da PF até o final da apuração. O policial chegou a ofertar uma delação premiada, mas ela não foi aceita inicialmente.

ALVES FORA

Investigadores que atuam na Lava Jato também entendem que o atual presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), deverá se livrar das investigações do caso em fevereiro.

Conforme a Folha apurou, são considerados fracos os indícios contra Alves, contra quem não deve haver nem um pedido de abertura de inquérito para analisar suposta ligação com o esquema de desvio de recursos da Petrobras e lavagem de dinheiro.

Sem investigação, ele terá o caminho aberto para assumir um ministério no governo de Dilma Rousseff, provavelmente a pasta do Turismo.

Deputado que não disputou a reeleição, Henrique Alves informou publicamente ter pedido aos seus correligionários que não trabalhassem para ele assumir uma cadeira na Esplanada até que ficasse claro que o peemedebista não estava entre os alvos da Operação Lava Jato.

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