Ficha Corrida

08/01/2015

A vestal Messalina, o estafeta e o advogado

O quebra-cabeça da Lista de Furnas está quase montado. As peças vão se encaixando de forma lenta, porém, inexorável.  Basta que se siga as vituperações das vestais da honestidade alheia, todos sempre albergados pelos grupos mafiomidiáticos. O jogo do esconde-esconde começou com a Ação 470, como se pode ver da pista deixada pelo magarefe do direito: “foi feito pra isso, sim”…

Há uma cena repetida no âmbito do futebol. É a posição do zagueiro que levanta o braço para pedir o impedimento do autor do gol é quem deu condições ao .

Os fatos recentes explicam porque a dupla Cheeg & Chong do Paraná está quebrando os pratos. De repente, não mais que de repente, Álvaro Dias tomou chá de sumiço. E por aí temos mais uma pista das epilepsias e sinapses no araponga das araucárias, Fernando Francischini. A outra margem do rio, como diria o também mineiro Guimarães Rosa, está para ser encharcada. No sumiço de um helicóptero com 450 kg de cocaína, casada com a informação da ADPF de que Juiz de Fora virou centro de distribuição de drogas para o Nordeste, podem estar as peças que faltam no tabuleiro.

Para quem já comemorava vitória, antes do término da eleição, o histerismo de Napoleão de Hospício em tapete voador já está sob controle. Outras arestas estão sendo aparadas para deixar o mundo do jeito que ele é, redondo. Além de figurar com vitória folgada o ranking da Veja de pior Senador, agora também passa a ter de conviver com um estafeta de perna amputada. Como desgraça nunca vem só, está saindo de cena o teatro de ventríloquos, montados na administração do Estado, devido ao bullying da nova administração.

Observe o tom sóbrio, quase asséptico, que a Folha dá ao fato. Não há aquelas manchetes apocalípticas, de condenação prematura. Pelo contrário, estão cheio de dedos, quase como que dizendo que não é nada disso do que você está pensando…. Pois é, este é o estilo dos assoCIAdos do Instituto Millenium: aos adversário, a condenação; aos correligionários, o perdão!

Na imagem, o fio de Ariadne

anastasia Aecio joaquimESCÂNDALO NA PETROBRAS

Em depoimento, policial cita senador eleito pelo PSDB

À PF, homem que levava dinheiro para doleiro diz ter entregue R$ 1 mi ao ex-governador Antonio Anastasia

Tucano negou com veemência ter recebido a verba e classificou a acusação de ‘fora da realidade’

ANDRÉIA SADIDE BRASÍLIA

O depoimento que faz menção ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na apuração da Operação Lava Jato traz um novo político para o rol de citados no caso: o senador eleito Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador de Minas Gerais.

A citação está sob análise na Justiça Federal do Paraná. Não foi encaminhada à Procuradoria Geral da República até agora porque Anastasia só recuperou o chamado foro privilegiado às vésperas do recesso judicial, quando foi diplomado senador.

Já a citação a Cunha está com a Procuradoria, pois ele já era deputado à época do depoimento. A acusação foi apurada por investigadores, que concluíram ser necessário abrir um inquérito para detalhar se há de fato algo concreto contra o peemedebista.

Políticos têm foro privilegiado e, por isso, só podem ser processados na área criminal por tribunais superiores.

No depoimento de 18 de novembro passado, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, disse que entregou R$ 1 milhão ao então candidato a governador Anastasia a mando do doleiro Alberto Youssef em 2010.

O tucano negou com veemência o teor do depoimento e disse desconhecer o policial e o doleiro. "É totalmente fora da realidade. Meu único patrimônio é moral, tenho toda uma reputação de honestidade. Qual seria o propósito disso? Fica até difícil comentar algo tão absurdo”, disse.

Na declaração, o policial afirma que levou o dinheiro a uma casa em Belo Horizonte e que Youssef tinha dito que o destinatário era o então candidato tucano, que se elegeu governador.

"Tempos mais tarde, vendo os resultados eleitorais, identifiquei que o candidato que ganhou a eleição em Minas era a pessoa para quem eu levei o dinheiro”.

A polícia mostrou então uma foto do tucano. "A pessoa que aparece na fotografia é muito parecida com a que recebeu a mala enviada por Youssef, contendo dinheiro”, disse ele.

Youssef triangulava as operações investigadas envolvendo funcionários da Petrobras, empreiteiras contratadas pela estatal e políticos. Careca, diz a PF, era responsável por entregar dinheiro em espécie a pessoas indicadas pelo doleiro.

OUTRAS MENÇÕES

O policial cita também outro parlamentar, Luiz Argôlo (SD-BA), cujo nome já havia sido mencionado no curso da investigação e que nega ter cometido irregularidades.

Também há uma menção a Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Aroldo Cedraz. Careca disse ter levado dinheiro "duas vezes” no escritório de Cedraz, que, segundo ele, "fica numa casa no lago, no final de uma rua sem saída em Brasília”.

A assessoria de Cedraz disse que ele não conhece e nunca esteve com Careca ou com o doleiro Youssef e que coloca à disposição das autoridades o acervo de imagens da casa no Lago Sul de Brasília e o sigilo bancário.

Colaboraram GABRIEL MASCARENHAS e SEVERINO MOTTA, de Brasília

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