Ficha Corrida

04/01/2015

Diversionismo: para acobertar governo do seu Estado, Estadão ataca Governo Federal

assinaturas psdb-midian_thumbOntem a Folha publicou, de forma tão natural, que “o governador cogitou a eliminação de quatro secretarias estaduais para economizar recursos. Ele acabou desistindo da ideia, porque precisou das secretarias para acomodar aliados na formação do governo. 

Na matéria de ontem não havia este tom fraticida, mais de torcida que de dado factual, à forma como o governador de São Paulo estava organizando seu novo mandato.

Por que esta diferença tão grande de tratamento? Será que a velha mídia acha que todo mundo é ignorante como os eleitores dos seus candidatos? Que história é essa? Seria apenas porque Alckmin contratou milhares de assinaturas do Estadão e distribuiu às escolas públicas de São Paulo?!

Até parece que o Estadão não sabe que nos três níveis há composição política, nos governos municipais, estaduais e federal. E não é só no Brasil, não. Em todos os lugares onde há composição política. Só não há nas ditaduras, aquela que o Estadão e seus demais colegas de Instituto Millenium. Nela, na ditadura, as cinco irmãs cresceram e ficaram do tamanho que são hoje. Esta simbiose, uma mão lavando a outra, foi boa (pare eles) enquanto durou. Mesmo nas sociedades regidas por castas, há composição.

Veja-se o caso da Inglaterra e Espanha, onde para ser da casta do rei, basta ser filho de rei. Não precisa provar nada além do nascimento. E ainda assim os governos são de coalizão. Em São Paulo, onde há 30 anos há a casta do PSDB se revezando no governo do Estado também há composição política.

Partidos da base iniciam guerra por cargos do segundo escalão do governo

JOÃO DOMINGOS E RICARDO DELLA COLETTA – O ESTADO DE S. PAULO

03 Janeiro 2015 | 22h 00

Aliados da presidente Dilma disputam nos bastidores espaços em chefias de autarquias, estatais e superintendências regionais

BRASÍLIA – Passada a definição dos nomes dos 39 ministérios, concluída nos últimos dias, partidos aliados já iniciaram a disputa pelos cargos de segundo escalão distribuídos em autarquias, estatais e superintendências regionais que, juntos, têm capacidade de investimentos de R$ 105,7 bilhões para 2015. 

O partido que deu início à guerra pelo segundo escalão e troca de controle das empresas foi o PP. A primeira fatia disputada pelos partidos está no Ministério da Integração Nacional, herdado pela legenda, e que tem forte atuação no Nordeste. Por considerar que foi “rebaixado” no rearranjo das cadeiras ao ter perdido o Ministério das Cidades para o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab, o PP pleiteia agora a nomeação de todos os postos-chave dos órgãos vinculados à pasta, sem importar qual é a sigla que hoje os comanda. 

O principal objeto de desejo é o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O diretor-geral Walter Gomes de Souza é apadrinhado do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

O PP também pressiona para tirar a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) do arco de influência do PT e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) do PROS. Até 2013, a direção da Codevasf era cadeira cativa do PSB do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, que morreu num acidente aéreo, em agosto, durante a campanha eleitoral. Quando Campos rompeu com a presidente Dilma Rousseff, o agora ministro da Defesa, Jaques Wagner, reivindicou o direito de indicar os dirigentes da autarquia. E o fez, levando à presidente Dilma o nome do aliado Elmo Vaz de Matos.

O Banco do Nordeste (BNB) também deve entrar na compensação pelo “rebaixamento” do PP, conforme negociação entre a presidente da República e o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), fechada no mês passado quando foi decidido que o Ministério das Cidades passaria para o PSD. Nogueira deve apresentar o nome do indicado ainda este mês. O atual presidente do banco, Nelson de Souza, é ligado ao PT do Piauí. “É natural que o PP indique os dirigentes dos órgãos ligados ao Ministério da Integração”, disse o líder do partido na Câmara, Eduardo da Fonte (PE). Ele justificou o início da briga pelo segundo escalão assim: “O PMDB tem seis ministérios e o PSD tem as Cidades e o Ministério da Micro e Pequena Empresa”. 

Petistas. O PT também briga pelo segundo escalão, em especial integrantes da corrente majoritária Construindo Um Novo Brasil (CNB), que afirmam ter perdido espaço para a minoritária Democracia Socialista (DS) na dança de cadeiras do primeiro escalão. Os alvos são estatais, como a Eletronorte, que tem orçamento para investimentos de R$ 1 bilhão e hoje é comandada por Tito Cardoso de Oliveira Neto, ligado ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA). O PR, reconduzido ao Transportes, quer controlar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Com orçamento de R$ 11,3 bilhões, a autarquia foi entregue a Tarcísio Gomes de Freitas, funcionário de carreira da Controladoria-Geral da União (CGU) depois da saída do general Jorge Fraxe, este uma espécie de interventor depois do escândalo que tirou o então ministro Alfredo Nascimento da pasta, em 2011. O candidato mais forte do partido para o Dnit é o deputado Luciano Castro (RR), ex-líder na Câmara, que foi derrotado na eleição para o Senado. 

O PMDB, que neste ano teve sua cota ministerial aumentada de cinco para seis pastas, também já está de olho no segundo escalão. E a primeira estatal a cair no campo de visão do partido foi a Embratur, hoje sob o comando de Vicente José de Lima Neto, ligado ao PC do B. A Embratur tem orçamento de investimentos de R$ 170 milhões e deve ter muita visibilidade nos próximos 18 meses, por causa da Olimpíada do Rio de Janeiro do ano que vem. 

Licenciado. O PMDB quer ainda manter a presidência da Transpetro, cujo titular, Sergio Machado, afilhado do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), se afastou temporariamente depois de ser citado na Operação Lava Jato da Polícia Federal. A operação apurou desvio de cerca de R$ 10 bilhões na Petrobrás. O partido já faz também planos para tomar a direção da Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf) do PT de Pernambuco.

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