Ficha Corrida

28/12/2014

Liberdade de imprensa à moda bolivariana

A liberdade de imprensa em Minas funcionava à moda tucana: pagou, levou! Ao contrário do PSDB paulista, que comprava as três irmãs siamesas (Folha, Estadão e Veja) com milhares de assinaturas, em Minas, além de ter seu próprio jornal, Aécio comandou uma verdadeira derrama de recursos públicos nos cofres dos valorosos defensores da liberdade de imprensa

PML aponta “inimigos da liberdade de imprensa”

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Pedido de demissão de João Paulo Cunha, jornalista do Estado de Minas, por ter sido proibido de escrever sobre política num jornal que proíbe críticas a Aécio Neves, "é uma piada pronta, que ajuda a lembrar que vivemos um regime que deveria ser definido como bolivarianismo patronal", escreve Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; "Esse é o drama da liberdade de expressão e da democratização dos meios de comunicação. A luta contra a censura foi bem-vinda enquanto auxiliou os donos de jornal a livrar-se das botas e tanques de um regime que haviam ajudado a colocar de pé (…). Quando se procura ampliar o espaço para que o conjunto da sociedade possa se manifestar (…), a reação é falar em bolivarianismo, sem receio de produzir uma fraude", diz ele

27 de Dezembro de 2014 às 17:18

247 – Em nova coluna em seu blog no 247, o jornalista Paulo Moreira Leite critica o episódio em que o editor de Cultura João Paulo Cunha pediu demissão do jornal Estado de Minas, depois de ter sido proibido de escrever sobre política. Isso porque Cunha, que trabalhava há 18 anos na publicação, criticou a oposição liderada por Aécio Neves em uma coluna chamada "Síndrome de Capitu". Para PML, o fato "é uma piada pronta, que ajuda a lembrar que vivemos um regime que deveria ser definido como bolivarianismo patronal". Leia um trecho:

Todos se lembram de uma noite recente em São Paulo, quando jornalistas subiram ao palco de uma cerimônia de premiação para dizer em tom dramático: "não ao controle social da mídia." É disso que estamos falando. Embora estejamos falando de um direito constitucional, na vida real da imensa maioria de jornais, revistas, emissoras de rádio e de TV do país o exercício da liberdade de expressão vive limitado por uma prerrogativa de classe. Pode ser exercida pelos donos da empresa, seus familiares e uma pequena elite de profissionais autorizados. E só. Aos demais jornalistas está reservada a função de apurar o que pedem e escrever o que mandam, num regime de cima para baixo que não é exagero comparar com hierarquia militar.

"Esse é o drama da liberdade de expressão e da democratização dos meios de comunicação. A luta contra a censura foi bem-vinda enquanto auxiliou os donos de jornal a livrar-se das botas e tanques de um regime que haviam ajudado a colocar de pé", prossegue o diretor do 247 em Brasília. "Quando se procura ampliar o espaço para que o conjunto da sociedade possa se manifestar, num movimento que apenas fortalece a democracia, e é coerente com as mudanças sociais que ocorreram no país na última década, a reação é falar em bolivarianismo, sem receio de produzir uma fraude. Quem censura? Quem cala o outro lado? Quem oprime? Até dá para entender. Só não dá para aceitar". 

Leia a íntegra em A piada pronta do bolivarianismo patronal

PML aponta “inimigos da liberdade de imprensa” | Brasil 24/7

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