Ficha Corrida

24/10/2014

Desemprego em baixa, Brasil em alta

Filed under: Desemprego,Desespero da Veja,Economia — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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DesempregooSem contar com o baixo desemprego, a Folha traz outra informação, talvez até mais importante: “Parte dessas pessoas são jovens que, com a melhora do nível da renda dos chefes de família, postergam a entrada no mercado de trabalho para estudar por mais tempo.” Como então dizer que o Brasil ficou pior e que a inflação corroeu os salários? O Brasil não está quebrado, a inflação galopante e o futuro incerto?

A informação se torna ainda mais relevante se nos compararmos com os países da Europa, como Espanha, Portugal, França, Itália, Grécia e até a Alemanha. Comparar que o desastre que foi FHC neste tema seria até covardia. Quem sobreviveu sabe.

Desemprego cai para 4,9% em setembro

Aumenta, porém, para 19,1 milhões o número de pessoas em idade ativa que deixam de procurar trabalho

Rendimento médio real do trabalhador em setembro foi de R$ 2.067,10, com alta de 0,1% sobre o de agosto

LUCAS VETTORAZZODO RIO

A taxa de desemprego no Brasil em setembro ficou em 4,9%, no seu menor nível para o mês desde 2002, segundo a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) divulgada nesta quinta (23) pelo IBGE.

A taxa de desocupação teve queda tanto em relação à de agosto passado (5%) e quanto sobre a verificada em setembro de 2013 (5,4%).

Por outro lado, o número de ocupados teve uma leve queda de 0,2% ante agosto e ficou em 23,10 milhões de pessoas no país em setembro –o IBGE considera a variação como estabilidade.

Em relação a setembro do ano passado, quando a população ocupada esteve em 23,13 milhões, a queda do pessoal ocupado foi de 0,4%.

A PME verifica seis regiões metropolitanas do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.

De acordo com analistas ouvidos pela Folha, em um cenário normal, o recuo, ainda que pequeno, na criação de vagas teria reflexo no aumento da taxa de desemprego. A taxa de desocupação só não avançou porque aumentou o número de pessoas que não estão trabalhando, mas também não estão procurando emprego.

Quando o desempregado para de procurar emprego, ele deixa o índice de desocupação e entra na chamada Pnea (População Não Economicamente Ativa). Esse contingente aumentou em setembro e atingiu 19,1 milhões de pessoas.

Na passagem de agosto para setembro, 133 mil pessoas entraram nessa condição, uma alta de 0,7%.

Na comparação com setembro de 2013, a alta foi de 3,7%, com 690 mil novas pessoas nessa situação.

Parte dessas pessoas são jovens que, com a melhora do nível da renda dos chefes de família, postergam a entrada no mercado de trabalho para estudar por mais tempo.

RENDIMENTOS

O rendimento médio real do trabalhador em setembro foi de R$ 2.067,10 –0,1% mais alto ante agosto e 1,5% diante de setembro de 2013.

"O crescimento da renda está abaixo da média do ano passado e a indústria fecha vagas à medida que a economia desacelera. Apesar da baixa taxa de desocupação, o cenário não é positivo", afirmou o economista da Tendências, Rafael Bacciotti.

No mês passado, houve uma redução de 59 mil postos de trabalho na indústria em relação ao verificado em agosto. Esse volume representa uma queda de 3,5% do número de ocupados no setor, que fechou setembro com 3,4 milhões de empregados.

Na comparação com igual período do ano passado, a quantidade demissões disparou, com recuo de 6,4% da força de trabalho para 3,6 milhões de empregados.

Analistas chamam a atenção para a desaceleração do crescimento da renda e das demissões nos setores da indústria e da construção.

"O desavisado pode achar que o desemprego está em um nível bom, mas o dinamismo do mercado parou e a tendência é a renda diminuir ao longo dos próximos meses", disse Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV.

3 Comentários »

  1. Que maravilha! O desemprego caiu a zero. A renda e a oferta de emprego cresceram. A inflação está próxima de zero. As taxas de juros são as mais baixas do mundo. A possibilidade de crise econômica está totalmente afastada. A corrupção foi combatida com êxito e se instituiu a absoluta moralidade na administração pública e todos os políticos agem honestamente. Agora os serviços públicos essenciais atendem plenamente as necessidades do povo.

    Comentário por Ademar Souza — 21/01/2016 @ 12:51 pm | Responder

    • Nem quando estava melhor do que agora se leu na imprensa que estava bom. É evidente que já estivemos melhor e estaríamos não fosse o fracassomaníacos que provoca orgasmos múltiplos nos vira-latas. Agora compare, estávamos com 4,5% de desemprego, que é considerado pleno emprego, ao mesmo tempo em que na Espanha o desemprego chegava a 27,7%. Hoje, estamos pior, com uma taxa de desemprego entorno de 7%, muito, mas muito abaixo da taxa dos tempos gloriosos do neoliberalismo de FHC. Ah, sim, a corrupção. É verdade, não foi resolvida. Mas se combate como nunca. Não há mais espaço para compra de reeleição nem mesmo se admitiria um Engavetador Geral. Claro que falta muita coisa para melhorar. Por exemplo, acabar com a seletividade do MPF/PF, que agem como cães amestrados da velha mídia. Só midiotas não vêem os pesos e medidas com que são tratados os 300 milhões do Aécio ou os 100 milhões do FHC em comparação com os pixulecos do Vaccari…

      Comentário por Gilmar Crestani — 21/01/2016 @ 3:52 pm | Responder

  2. […] em SP Dois ex-deputados e um vereador de Ribeirão Preto estão entre os punidos Sen 3h Desemprego em baixa, Brasil em alta Sem contar com o baixo desemprego, a Folha traz outra informação, talvez até mais importante: […]

    Pingback por Veja como funciona o modus operandi dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium | MANHAS & MANHÃS — 24/10/2014 @ 1:04 pm | Responder


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