Ficha Corrida

21/10/2014

Mais Educação, só com Dilma

Filed under: Educação Pública,José Ivo Sartori,PMDB,PSDB,Vladimir Safatle — Gilmar Crestani @ 9:05 am
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sartori tumeleiro terraA educação da turma do Aécio foi vista no Itaquerão, na abertura da Copa do Mundo. Coxinhas financiados e amestrados pela Multilaser e pelo Banco Itaú, aproveitaram a abertura da Copa do Mundo para mostrarem ao mundo o seu nível educacional. FHC chama nordestinos de ignorantes, mas os seus eleitores deram mostras do que ele entende por educação. As práticas do PSDB, e e FHC, a em prol da educação são por demais conhecidas, por terem sido, sim, motivos de atraso ao país. Não há avanço em educação sem continuidade de políticas que ultrapassem os mandatos. Se um governo não só não investe, como corta investimentos e proíbe a criação de escolas técnicas, estamos diante de um quadro que sinaliza para o passado e não para o futuro.

A proposta do PSDB sempre foi a da privatização do ensino. Os alunos das universidades públicas deveriam saber disso na hora de votar. Se dependesse exclusivamente do PSDB, não haveria mais universidades públicas. Eles querem a volta da república dos doutores, do voto censitário, das capitanias hereditárias.

Sartori é o exemplo de como os adversários do PT tratam a questão da educação.

VLADIMIR SAFATLE

A educação de Aécio

Quem realmente se importa com a educação nacional não pode decidir seu voto sem antes refletir sobre alguns dados a respeito de nossas universidades. Queiram seus protagonistas ou não, esta é uma eleição de retrovisor. Não só o governo apoia-se principalmente naquilo que já fez, usando o discurso da perda possível do que foi conquistado como motor de mobilização. A oposição também se apresenta com basicamente os mesmos personagens vindos do finado governo FHC.

Desde o responsável pelo programa econômico até a responsável pelo programa de educação, todos, a começar pelo próprio Aécio Neves, estiveram organicamente ligados aos oito anos de governo FHC. Não houve autocrítica alguma nem renovação ou reposicionamento a partir dos fracassos passados. Por isso, impossível não esperar a reedição do que o país já viu nos anos 90.

Vale a pena insistir neste ponto porque o legado educacional desses anos foi lamentável. Durante oito anos, o país não inaugurou nenhuma (há de se sublinhar, nenhuma) nova universidade federal. Ao contrário, quando o sr. Paulo Renato entregou seu cargo de Ministro da Educação, o país conhecera oito anos sem concursos públicos para professores universitários, deixando um déficit de 7.000 professores no sistema nacional.

Apenas a título de exemplo, a UFRJ, uma das mais importantes universidades do país, diminuiu (sim, diminuiu) em 10%, sendo obrigada, entre outras coisas, a fechar cursos noturnos por não ter dinheiro para pagar a conta de luz (não, isso não é uma metáfora). Bem, depois de 2002, 18 novas universidades federais foram inauguradas.

Como se não bastasse esse legado, seu partido, no governo do Estado de São Paulo há mais de duas décadas, é atualmente responsável direto pela situação falimentar das universidades paulistas. Afinal, é o governador do Estado que indica os reitores, muitas vezes contra as escolhas da maioria da comunidade acadêmica, como foi com o polêmico senhor João Grandino Rodas. Nestes anos de Tucanistão, o Estado paulista impôs um ritmo de crescimento às universidades desprovido de dotação orçamentária para tanto. O resultado é a crise que aí está.

Agora, se isso não basta, façam uma pesquisa e perguntem qual é a situação da Universidade Estadual de Minas Gerais, esta sim sob a responsabilidade direta do senhor Aécio e seu grupo. Suas condições deterioradas de trabalho, com seus professores "designados" e sua infraestrutura precária, são conhecidas no meio acadêmico e motivos de greves periódicas.

Com toda esta história e este presente, há de se perguntar: é essa "renovação" que o país precisa?

VLADIMIR SAFATLE escreve às terças-feiras nesta coluna.

Economia e educação impulsionam Dilma

Setor da classe média parece ver na petista melhor preparo para gerir principais áreas que lhe renderam ascensão social

A CLASSE MÉDIA INTERMEDIÁRIA PARECE NESTE MOMENTO PENDER MAIS À REELEIÇÃO DE DILMA

MAURO PAULINODIRETOR-GERAL DO DATAFOLHAALESSANDRO JANONIDIRETOR DE PESQUISAS DO DATAFOLHA

O equilíbrio na disputa pela Presidência continua, mas a inversão numérica entre Dilma e Aécio desloca a atenção para as próximas pesquisas. O quadro pode configurar o início de uma tendência pró-reeleição, assim como apenas oscilações dentro da margem de erro.

Nesses casos, garimpar dados nos cruzamentos dos resultados pode trazer algumas pistas do que motivou esse movimento.

Em menos de uma semana, a presidente cresceu em quase todos os segmentos do eleitorado, exceto entre os mais ricos e habitantes da região Sul. Pelo perfil socioeconômico e demográfico dos pontos conquistados nesse espaço de tempo, seu desempenho melhorou especialmente entre os jovens e integrantes da classe média.

Mas nada se compara ao peso dos cinco pontos percentuais conquistados no Sudeste, onde ela concentrou esforços nos últimos dias.

Aécio demonstra tendência oposta –perdeu pontos em vários estratos, especialmente nos níveis médios de escolaridade e renda.

Com as movimentações mais intensas nesses subconjuntos, conclui-se que as variações dos últimos dias concentram-se nos setores da classe média que mais cresceram ao longo dos 12 anos de gestão petista.

A classe média intermediária que vinha dividida, equilibrando uma disputa cristalizada nos extremos (pró-oposição entre os mais ricos e pró-governo entre os mais pobres), parece neste momento pender mais à reeleição de Dilma.

Ao se combinar ensino médio e renda familiar de até cinco salários mínimos, características que marcam o estrato, Dilma alcança 53% dos votos válidos, ante 47% de Aécio. Na pesquisa da semana passada, essas taxas correspondiam a 48% e 52%, respectivamente. Houve, portanto, uma inversão nas intenções de voto nesse segmento que representa a maior fatia do eleitorado, 35%.

Além dos excluídos (baixas renda e escola), esse é o único segmento de classificação socioeconômica em que Dilma aparece, mesmo que numericamente, à frente de Aécio. Em todos os outros, é o tucano que lidera.

Filho da inclusão da era Lula, esse setor da classe média vai se tornando mais sensível ao discurso da comparação entre as gestões do PT e os governos tucanos.

E não significa apenas o embate raso entre a candidata dos pobres e o candidato dos ricos. Esse imaginário já é comum e majoritário em todos os segmentos do eleitorado e parece ter peso relativo na composição do voto de diversos estratos.

A diferença está no fato de que esse subconjunto, mais que os outros da classe média, enxerga na candidata do PT, mais que no do PSDB, melhor preparo para administrar as duas principais áreas que lhe renderam ascensão social nos últimos anos –a educação e a economia.

Não é possível dizer ainda, com segurança se o sentimento desse contingente permanecerá estável ou não até domingo. Dependendo da estratégia de comunicação adotada pelas campanhas a partir de agora e no último debate, ele pode ser anulado ou, ao contrário, se intensificar.

Parte desses eleitores se mostra volúvel. No grupo, entre os 47% que escolhem Dilma, 3% não se mostram convictos. A taxa é de 4% entre os 41% que optam por Aécio.

SETOR, FILHO DA INCLUSÃO DA ERA LULA, VAI SE TORNANDO MAIS SENSÍVEL À COMPARAÇÃO ENTRE GESTÕES DE PT E PSDB

1 Comentário »

  1. […] Mais Educação, só com Dilma A educação da turma do Aécio foi vista no Itaquerão, na abertura da Copa do Mundo. Coxinhas […]

    Pingback por Deu no NYT: Mais Médicos, menos hiPÓcrisia! | MANHAS & MANHÃS — 21/10/2014 @ 1:07 pm | Responder


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