Ficha Corrida

14/10/2014

Dando as cartas e jogando de mãe

Filed under: Fernando Collor de Mello,José Ivo Sartori,Leda Collor,Veja — Gilmar Crestani @ 6:47 am
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Sartori não é novidade, a mãe chama de Zé. Eu, em homenagem ao Pedro Ortaça, chamo de Sorro Manso. Não confiaria minhas galinhas ao filho da d. Elsa…

Houve outro momento que uma candidatura política se escondeu embaixo da saia da mãe. Era o homem família, jovem, boa praça, que empolgava. Ele tinha a força. Pelo menos era o que as imagens de tv dizia. A verdade é sempre um pouco mais dura. Como sempre, os velhos grupos de mídia, que estiveram ao lado do gorilas para dar o golpe, e, depois do golpe que ajudaram dar, publicaram um editorial saudando a chegada da ditadura. Com Collor não foi diferente. Ainda não existia o Instituto Millenium para coordenar a publicação daquilo que viria se tornar o padrão Rubens Ricúpero do jornalismo que se revelou no Escândalo da Parabólica: “Não tenho escrúpulos…”

Hoje, as cinco irmãs (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky) fazem venda casa, entre eles. Resolveram também patrulhar o Poder Judiciário, mas é sabido que 90% da cúpula do Poder Judiciário é oriundo de uma classe média conservadora. Não precisam patrulhar, o Judiciário vaza. Seletivamente. Mas para os a$$oCIAdos não basta vazar, tem de ser controladamente, por eles. Quando não é a Polícia Federal que bota uma camita do PT no sequestrador do Abílio Diniz, é o Delegado Bruno que em parceria com a Globo divulga uma foto-montagem que, passadas as eleições daquele ano não deu em nada.

O problema, portanto, não é o homem em si. Não é Sartori e sua mãe. É que enquanto o zorro manso come “sá con bolassa e bife na sapa”, a turma que já esteve com Brito, Rigotto, Yeda vai estar no galinheiro cuidando das galinhas. Já vimos este filme antes, e depois dá um trabalho danado viver das penas recolhidas por onde passou a matilha.

Governar não é uma brincadeira de infância, mãe e filho. As relações não se equiparam às familiares e o Piratini não é a casa da mãe Elsa. Entregar o Banrisul à sanha da RBS é outra bem diferente. Não é mero acaso que a RBS, por seus funcionários, já desembarcaram no colo de d. Elsa.

Com José Ivo Sartori corremos o risco de ver Jardel tomando conta da cultura, senão de porta-voz do próprio governo. Para quem já apoiou Mônica Leal não vai fazer grande diferença.

O Estado não é uma chácara de família, não é o espaço lúdico para charla de galpão, para brincar de casinha. Mexer com o destino de milhões de gaúchos não é a mesma coisa que mexer polenta. Haverá interesses contrariados, prioridades, valores que podem não ser exatamente o da própria família.

Já tivemos um D. Leda, vamos ressuscitá-la de mãe Elsa?! Aliás, tá tão interessante este Complexo de Édipo que, ao invés de leva-los para a Casa da Dinda, digo, do Piratini, d. Eva Sopher deveria leva-los ao São Pedro, o teatro…

Abaixo as Cartas da d. Leda e do Millôr, que guardei como exemplo de infantilidade política que vez por outro assombra algum dos quatro cantos do Brasil, como já assombrou todo. Caso queira le-las, basta salvar e ampliar.

Carta D. Leda

Carta Millor 1

Carta Millor 2

2 Comentários »

  1. […] Dando as cartas e jogando de mãe […]

    Pingback por Dando as cartas e jogando de mãe | MANHAS & MANHÃS — 14/10/2014 @ 1:42 pm | Responder

  2. […] Dando as cartas e jogando de mãe Sartori não é novidade, a mãe chama de Zé. Eu, em homenagem ao Pedro Ortaça, chamo de Sorro […]

    Pingback por Xico Sá, cabra marcado pra morrer | MANHAS & MANHÃS — 14/10/2014 @ 6:52 am | Responder


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