Ficha Corrida

28/09/2014

Folha de aluguel

Nestas e em qualquer eleição, estar do lado oposto ao da RBS, Folha, Estadão, Veja & Globo é, como diria Kant, um imperativo categórico!

Folha ditaduraAs duas matérias abaixo foram publicadas no jornal Folha de São Paulo deste domingo, 28/09/2014. Qual das duas matérias mereceu a capa? Aquela que é uma especulação em relação ao PT. Qual das duas o partido aparece em destaque? Aquela que está de acordo com os propósitos da D. Judith Brito e sob orientação do Instituto Millenium.

De um lado tem um dado concreto, um e-mail. Do outro vasa uma investigação. A escolha define o modus operandi da Folha e do conglomerado da velha mídia. Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS estão enlouquecidos tentando viabilizar um ventríloquo, que pode ser um “aspirador” como um teúda e manteúda pelo Banco Itaú.

Não posso deixar passar batido a informação colhida dias atrás de que um grupo de policiais federais estão trabalhando para criar factóides, via a$$oCIAdos do Instituto Millenium, para atingir Dilma de todas as formas. Faz lembrar o tempo em que José Serra dispunha de um grupo de policiais, adestrados por Marcelo Itajiba. Os poodles do Itajiba, para merecerem um biscoito do Serra, foram postos a cheirarem o bunker de Roseana Sarney, que estava à frente de Serra nas pesquisas. É o mesmo grupo que José Serra levou para o Ministério da Saúde para fazerem dossiês contra seus adversários. Qualquer adversário, incluindo seu inimigo figadal, Aécio Neves. Quem não lembra do famoso artigo “Pó pará, governador”, publicado por Mauro Chaves no Estadão? A resposta de Aécio também veio por meio de parceiros da velha mídia: Minas a reboque, não

Dilma e o PT sabem que, se a velha mídia cria um site para patrulhar o Poder Judiciário, por que não o faria em relação a eles?!

E-mail indica favorecimento em licitação de órgão de SP

Mensagem aponta que Tejofran foi beneficiada pelo departamento de águas

Empresa investigada no cartel dos trens tentava contrato de piscinões, mas concorrência foi cancelada pelo governo

FLÁVIO FERREIRAMARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULO

O chefe de um dos principais órgãos responsáveis pelo gerenciamento da crise de água no Estado atrasou e direcionou licitações para favorecer o grupo Tejofran, indica e-mail encontrado por autoridades federais em busca realizada na empresa.

A mensagem obtida em operação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) menciona Alceu Segamarchi Jr., o superintendente do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), órgão que faz a gestão dos sistemas de água no Estado de São Paulo.

É o terceiro e-mail descoberto pelo Cade que traz indícios de irregularidades no relacionamento entre executivos da Tejofran e integrantes do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Outras duas mensagens achadas na busca –e reveladas pela Folha — apontam ação suspeita da Tejofran em relação ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e à CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Ambas levaram à abertura de investigações pelo Ministério Público.

O e-mail sobre o DAEE foi escrito em 29 de maio de 2013 pela diretora da Tejofran Henriqueta Giolito Porto. Ela relata a seu irmão e diretor da Tejofran, Telmo Porto, reunião que teve com o superintendente do órgão.

Um dos temas do encontro foi a concorrência para a implantação de uma PPP (Parceria Público-Privada) para construção e manutenção de piscinões no Estado, cujo edital havia sido lançado em março de 2013 e tinha valor estimado de R$ 3,8 bilhões.

Segundo o e-mail, o superintendente do DAEE afirmou que deixou de realizar concorrências públicas para favorecer a Trail, empresa do grupo Tejofran que atua no setor de engenharia.

"[Segamarchi Jr.] Disse que está segurando outras licitações de gerenciamento só para nos ajudar… para dar [para] ver o resultado dos piscinões (que ele torce e acredita na Trail)", escreveu a executiva da Tejofran.

De acordo com o contexto da mensagem, o dirigente público quis dizer que o resultado da licitação dos piscinões condicionaria o desfecho de outras concorrências.

Também propôs no negócio uma parceria da Trail com outra empresa de engenharia, a Enger, segundo o e-mail.

"Para o Alceu, o gerenciamento dos piscinões é o melhor dos gerenciamentos e, se a Trail não levar a PPP, levará o gerenciamento. Se ganharmos a PPP, levaremos outro gerenciamento (Baquirivu, Barragens, Água Limpa, etc. etc.). Falou em nos casar com a Enger", relata Henriqueta na mensagem.

Cinco meses depois do envio do e-mail, o DAEE classificou o consórcio integrado pela Trail e pela empresa Técnica, do grupo Delta, em primeiro lugar na licitação da PPP, como supostamente queria Segamarchi.

O DAEE e a Tejofran refutam que a vitória tenha sido resultado de acerto (leia texto nesta página).

A concorrência, porém, foi interrompida depois por causa de um fator externo ao DAEE, causado por um escândalo que envolveu a parceira da Trail no consórcio que liderava a concorrência.

Em outubro de 2013, a Polícia Federal deflagrou operação para investigar a suspeita de que a Delta desviara recursos públicos e corrompera políticos e servidores.

No ano anterior, o governo federal já havia decretado que a Delta era inidônea e a proibiu de disputar licitações no âmbito federal. A Delta e a Técnica sempre negaram as irregularidades.

Em dezembro de 2013, essa proibição levou o Tribunal de Contas de São Paulo a recomendar que a Técnica fosse impedida de participar de licitações no Estado, já que integrava o grupo da Delta.

Em janeiro deste ano, para evitar o desgaste político de contratar o consórcio formado pela Técnica, o governo Alckmin cancelou a licitação da PPP dos piscinões. Oficialmente, alegou motivos técnicos para encerrar a concorrência.

Promotores que examinaram o e-mail de forma preliminar dizem que o relato de Henriqueta aponta indícios da prática de crimes previstos na Lei de Licitações.

MECENAS

No e-mail, a diretora da Tejofran também relatou que Alceu pediu ajuda para uma peça teatral de uma filha.

"Outro assunto: pediu se o mecenas da Tejofran, você, não tem algum contato que possa conseguir um teatro em São Paulo, para que a peça que a filha dele está levando pelo Brasil possa vir a São Paulo (ele falou da dificuldade de teatro em SP naquele último almoço)", escreveu Heriqueta para Telmo.

A Tejofran é uma das empresas investigadas por autoridades federais e estaduais pela participação no cartel que fraudou licitações de trens em São Paulo de 1998 a 2008, em sucessivas gestões do PSDB. Os e-mails foram encontrados em busca ligada a essa apuração.

PF apura elo de tesoureiro petista com doleiro preso

Polícia investiga suspeita de que dirigente do PT intermediou investimentos de fundos de pensão de estatais em empresas de fachada ligadas a Alberto Youssef

Parte do dinheiro foi parar em firma de consultoria usada para fazer repasses a políticos, afirma PF

LEONARDO SOUZADO RIOMARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULO

A Polícia Federal abriu mais uma frente de investigação na Operação Lava Jato para apurar se investimentos feitos por fundos de pensão de estatais em empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef foram negociados pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Dois fundos, o Petros, dos empregados da Petrobras, e o Postalis, dos Correios, aplicaram R$ 73 milhões e perderam praticamente todo o investimento. Vaccari nega ter participado desses negócios.

Segundo a polícia, parte do dinheiro foi para uma consultoria usada por Youssef para repassar propina de empreiteiras e fornecedores da Petrobras a políticos do PT e de outros partidos que apoiam o governo da presidente Dilma Rousseff no Congresso.

E-mails encontrados pela PF em computadores de pessoas ligadas a Youssef sugerem que Vaccari ajudou os operadores do doleiro a fazer contato com o Petros em 2012, quando o grupo tentava captar recursos para o Trendbank, empresa que administra fundos de investimento.

Um desses fundos quebrou no fim do ano passado, deixando um rombo de cerca de R$ 400 milhões e causando prejuízos aos fundos de pensão e a outros investidores.

Segundo os e-mails, o elo entre Vaccari e Youssef era Enivaldo Quadrado, um operador do mercado financeiro que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por ter distribuído dinheiro do mensalão no início do governo Lula e que mais tarde passou a trabalhar para o doleiro.

Em fevereiro de 2012, um executivo do Trendbank, Pedro Torres, disse a Quadrado que precisava falar sobre o Petros. Três dias depois, Quadrado respondeu por e-mail: "Falei hoje com João Vaccari sobre Petros, vamos ter reunião com os caras dia 28/02".

A PF interpretou a frase como uma conquista de Quadrado: "Vale ressaltar que houve tentativas por parte de Quadrado de trazer […] outros fundos de previdência, entre eles […] o Petros" para os investimentos do doleiro, diz um relatório.

O Trendbank investiu boa parte do dinheiro que captou em papéis podres de empresas fantasmas ligadas a Youssef, apontado pela PF como chefe de um bilionário esquema de lavagem de dinheiro.

Essas empresas ofereciam como garantia aos investidores contratos de prestação de serviços com empreiteiras, mas a PF concluiu que tudo não passou de uma fraude.

Duas dessas empresas, a Rock Star Marketing e a JSM Engenharia e Terraplanagem, que receberam mais de R$ 100 milhões dos recursos aplicados pelo Trendbank, repassaram ao menos RS$ 1,5 milhão em 2010 à MO Consultoria, firma controlada por Youssef.

Segundo o Ministério Público Federal, os recursos repassados à MO eram propina, já que a empresa não prestava os serviços pelos quais recebia.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que foi preso em março junto com Youssef e há um mês passou a colaborar com as autoridades, apontou Vaccari como um dos recebedores de propina do esquema de Youssef.

Vaccari esteve na sede de uma empresa do doleiro, a GFD, um mês antes de a PF deflagrar a Operação Lava Jato. A GFD era a empresa usada por Quadrado para captar recursos dos fundos de pensão. O tesoureiro disse em agosto que conhece Youssef e foi à GFD, mas não revelou o motivo da visita.

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3 Comentários »

  1. Verdade? Você viu isso? Presenciou o fato?

    Comentário por Oj Malagoli — 26/10/2015 @ 12:44 pm | Responder

  2. […] Nestas e em qualquer eleição, estar do lado oposto ao da RBS, Folha, Estadão, Veja & Globo é, como diria Kant, um imperativo categórico! As duas matérias abaixo foram publicadas no jornal Folha de São Paulo deste domingo, 28/09/2014.  […]

    Pingback por Folha de aluguel | BOCA NO TROMBONE! | Scoop.it — 29/09/2014 @ 7:58 am | Responder

  3. […] se dá pela transferência dos lucros que as empresas obtém por aqui. O lucro que o Santand 3h Folha de aluguel Nestas e em qualquer eleição, estar do lado oposto ao da RBS, Folha, Estadão, Veja & Globo […]

    Pingback por Eleitores paulistas preferem sujos a tomarem banho | MANHAS & MANHÃS — 28/09/2014 @ 10:55 am | Responder


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