Ficha Corrida

19/09/2014

Torcida gremista brinca com corda em casa de enforcado

Ali Aranha comeu Kamel

Rede Globo Racista_oCom tudo o que tenho lido, ouvido e visto acredito que o racismo no RS será difícil de extirpar. Nossa velha mídia, e as novas que estão surgindo, estão tentando de todas as formas vitimizar Patrícia Moreira e demonizar o goleiro Aranha. Há dois personagens na Rádio Grenal que são deprimentes pela indigência mental, Haroldo de Campos e Farid Germano Filho. Há outros menos cotados, mas o que ouvi destes dois dá vontade de vomitar. Usam raciocínio enviesado, buscando de todas as formas diminuir o impacto da condenação envolvendo até a vida pessoal do Aranha. Como se o fato do Aranha ser qualquer coisa, mesmo bandido, desse à torcida gremista o direito de serem racistas com ele. Pior, são tão obtusos que não se deram conta que foram eles os responsável por mais uma manifestação de puro acumpliciamento da torcida com seus racistas. O acobertamento, o apoio explícito aos atos racistas se deram nos apupos durante o jogo com o Santos. É evidente que uma torcida magoada buscaria formas de se vingar de quem ousou pendurar no pescoço dela a tabula “racista”. Até aí, digamos, é da natureza humana. Não querer ver que foi isso que aconteceu, é do mau caratismo da nossa velha mídia. A mesma velha mídia que na mesma edição em que mostrou ignorância explícita, também condenou o jogador Sheik por simples ter dito que a CBF é uma vergonha.

Por que Sheik foi condenado pelo Sportv da Globo? Por que Globo tem parceria com a CBF, que hoje é comandada por um notório ladrão de medalhas, um tal de Marin, cria da ditadura e da sociedade paulista que, neste momento, coloca na ponta das pesquisas, Marco Feliciano, Tiririca e Paulo Maluf.

A surpresa boa deste lodo todo tem sido a frieza e o raciocínio cristalino e coerente do goleiro Aranha!

O racismo continua como sempre esteve: vivo e forte

ARANHA ME REPRESENTA
Leandro Fortes

Algumas coisas têm me chamado a atenção, a partir desse episódio que envolveu a torcida do Grêmio e o goleiro Aranha, do Santos.

A primeira e mais importante delas: Aranha tem um grau de politização e articulação de ideias muito raro no futebol brasileiro. Desde que foi ofendido por manifestações racistas pela torcida do Grêmio, tem dado uma aula de lucidez e cidadania à sociedade brasileira, no todo, e aos jornalistas, no detalhe.

Nessa entrevista, ele foi achacado por quatro microfones da TV Globo e submetido à essa indigência quase natural ao jornalismo esportivo da emissora, que é incapaz de fazer uma avaliação minimamente crítica do papel que tem.

Um casal de repórteres perguntar, nessa altura do campeonato, que diferença tiveram as vaias de então, nos leva a duas circunstâncias: ou a dupla é burra, ou sofre de grave deficiência de caráter.

Outra coisa que está cada vez mais clara é o viés culturalmente racista da torcida do Grêmio. Claro, há gremistas horrorizados com o comportamento de seus pares em Porto Alegre, mas parecem ser uma minoria cada vez mais condenada ao silêncio.

O técnico do time, Luiz Felipe Scolari, é talvez o principal emblema desse engessamento moral do Grêmio em relação ao caso.

Essa semana, Felipão pediu ao assessor de imprensa do time para perguntar aos jornalistas se ele iriam "cair na esparrela" de Aranha, novamente. Referia-se à insistência do goleiro santista em não se submeter à vontade da mídia, sobretudo a gaúcha, de deixar o assunto morrer.

Aranha, além de tudo, recusou-se a se encontrar com torcedora Patrícia Moreira da Silva, flagrada pelas câmeras no momento em que o chamava de "macaco". Patrícia aposta, agora, na própria vitimização e na cultura do deixa-disso que tanto agrada o jornalismo brasileiro, principalmente quando se trata de uma moça branquinha disposta a se entregar a atos de contrição cristã.

Aranha, seguro de si e de seus direitos, disse que perdoa a moça, mas ela que se entenda com a Justiça.

Ainda assim, a torcida do Grêmio preferiu se apegar à deixa de Felipão e foi ao estádio vaiar Aranha.

A tal vaia que os repórteres da Globo não conseguiram decifrar.

Mas a maioria do povo brasileiro entendeu, muito bem, o que significaram essas novas vaias: de que o racismo continua vivo e bem nutrido lá pro lado dos Pampas.

SQN

1 Comentário »

  1. […] Torcida gremista brinca com corda em casa de enforcado […]

    Pingback por Torcida gremista brinca com corda em casa de enforcado | MANHAS & MANHÃS — 20/09/2014 @ 6:25 am | Responder


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