Ficha Corrida

11/09/2014

Para livrar Alckmin, Folha diz que racionamento é “crise da água”

agua da sabesp spSe fosse na Petrobrás, falariam do mar de lama, da Dilma, do PT, dos PeTralhas. Esse vocabulário que a Veja criou para os que não tem cérebro repetirem como mantras de hare-krishnas. Como o PT não distribui assinaturas da Veja, Folha, Estadão, qualquer motivo é suficiente para incriminar com manchetes garrafais cheias de adjetivos. Nunca é demais lembrar que Judith Brito, dirigente da Folha na ANJ, declarou os veículos a$$oCIAdos ao Instituto Millenium órgãos opositores ao Governo Federal, mas só enquanto o PT estiver no governo. A prova disso é como abordam o racionamento d’água em São Paulo. Nestas horas não há discussão sobre choque de gestão, meritocracia e demais diversionismos para engambelar o povo.

Dentre outros prejuízos que o baixo consumo d’água causa está a interdição do cérebro. O sujeito vira sonhático, mais sem memória do que se estivesse com Alzheimer. Só assim para explicar porque paulistas continuam votando no PSDB.

CRISE DA ÁGUA

10% e caindo

Sistema Cantareira chega a 9,8% da sua capacidade, a pior marca após começar a receber o ‘volume morto’, em maio

HELOISA BRENHADE SÃO PAULO

O sistema Cantareira rompeu a marca dos 10% e chegou nesta quarta (10) a 9,8% de sua capacidade de armazenamento, sua pior marca desde que o "volume morto" começou a ser utilizado.

A reserva de água que fica abaixo das comportas das represas passou a ser bombeada pela Sabesp em 15 de maio, dia em que o manancial registrou o menor nível de sua história: 8,2%.

A medida demandou uma obra emergencial estimada em R$ 80 milhões e fez com que os estoques de água saltassem para 26,7%.

Desde então, a reserva vem sendo consumida por quase metade da população da Grande São Paulo. Dos 182,5 bilhões de litros da primeira cota do volume morto, 110,5 bilhões de litros já foram consumidos, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas).

A companhia estadual está fazendo mais obras para retirar uma segunda cota do "volume morto", de 110 bilhões de litros. A estatal não informa o custo dessas obras nem a data em que iniciaria o novo bombeamento. Diz apenas que a segunda cota será usada "se houver necessidade".

Enquanto isso, o nível do sistema baixa 0,1 ou 0,2 ponto percentual por dia. Até novembro, há pouca chance de chover forte sobre as represas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.

Para o professor da USP Rubem Porto, o nível do Cantareira não deve chegar nem a 50% antes de 2016. "Temos tempos duros pela frente. Se as séries históricas se repetirem e se a Sabesp conseguir retirar uma quantidade pequena de água do sistema, mesmo após a seca atual, ele levará de 1,5 a 2 anos para encher pela metade", diz.

Ao longo da crise, a Sabesp diminuiu em mais de 10 mil litros por segundo a retirada de água do Cantareira, conforme dados da ANA.

Em parte, a redução foi por economia de água: seja pela queda no consumo (estimulada por bônus na conta), seja pela restrição no fornecimento à noite (pela redução na pressão da rede) –medida que coincide com uma onda de queixas de falta de água.

Por outro lado, a menor retirada foi compensada pelo remanejamento de água entre sistemas, como Guarapiranga e Alto Tietê. Juntos, os dois já assumiram ao menos 2 milhões dos 8,8 milhões de usuários do Cantareira.

Embora crucial para garantir o abastecimento da região metropolitana que abriga 10% da população do país, a medida trouxe impactos.

O risco de colapso agora ronda também o sistema Alto Tietê, que, após seis meses socorrendo o Cantareira, tinha ontem (10) apenas 14,4% da água que é capaz de guardar.

Sem água, escola na zona leste de SP suspende aulas

DE SÃO PAULO

Os 1.200 estudantes da escola Isaac Newton, no bairro de Artur Alvim, zona leste de São Paulo, ficaram sem aula nesta quarta (10) por falta de água.

Os quatro reservatórios do colégio particular, que armazenam até 60 mil litros de água, estavam quase vazios no dia anterior, segundo o diretor Washington Alves.

"Os reservatórios enchem com água da rua, mas não fazíamos ideia de que estavam tão baixos. Se tivéssemos aberto, os alunos não teriam como dar descarga no banheiro", afirma.

Alves conta que mora na mesma rua da escola e que ali a água é cortada diariamente desde março. "Na minha casa, o abastecimento para por volta das 22h e demora a voltar pela manhã. Escovo os dentes com água mineral", diz.

Em nota, a Sabesp diz que uma equipe foi ao local e "verificou que o fornecimento de água na rede está normal", mas que havia uma "obstrução no cavalete que abastece o reservatório da escola".

A empresa afirmou que ia substituir o cavalete ainda ontem (10) para normalizar o abastecimento.

A Sabesp diz não ter "registro algum de reclamação de falta de água nas imediações da escola".

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