Ficha Corrida

10/09/2014

Moddy’s usava minha avó, agora todo mundo usa OB

Filed under: Agências de Qualificação,Moddy's,PIBe,Pibinho — Gilmar Crestani @ 10:02 am
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EUAGloboQue coincidência, todas as agências de risco são dos EUA… E tem tanta credibilidade quanto aquela informação de que o Iraque tinha armas de destruição em massa… Pior, são tão competentes que não conseguiram prever a quebra dentro de casa. Afinal, a crise de 2008 começou pelos EUA e se alastrou pela Europa e continua provocando vítimas. Será que a Moddy’s ameaçou a Alemanha agora que foi divulgado que o PIB daquele país está em 0,2%.

Agência com nome de absorvente só poderia absorver e divulgar o que é bom para seus clientes. Esta aí um bom exemplo do mau exemplo fornecido pela parceria da Rede Globo com o Rubens Ricúpero, via Parabólica… “O que é ruim a gente aumenta, o que é bom a gente esconde”.

Agência cita PIB fraco e ameaça rebaixar nota de risco do Brasil

Ação pode implicar em aumento do custo da dívida do país, de estatais e de empresas brasileiras no exterior

Mesmo se mudança for confirmada, país ainda manteria o grau de investimento, selo de bom pagador de dívida

TONI SCIARRETTADE SÃO PAULO

A agência americana de classificação de risco Moody’s ameaçou rebaixar a avaliação do Brasil, uma ação que, se for confirmada, pode implicar em um aumento sensível do custo de financiamento no exterior do governo e das empresas estatais, além de bancos e empresas.

Os motivos para a revisão, que ocorre a menos de um mês do primeiro turno da eleição presidencial, são o baixo crescimento da economia, o abalo na confiança do investidor e a deterioração das contas do governo.

Tecnicamente, a Moody´s manteve a nota "Baa2" (considerada mediana), mas colocou em perspectiva negativa, o que a coloca mais perto de um rebaixamento.

Com a reavaliação, foram colocadas em perspectiva negativa as notas de 22 empresas e bancos –entre eles BNDES, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco– que têm as avaliações diretamente referenciadas na nota do país.

Mesmo se forem rebaixados, o país e as empresas continuariam com o grau de investimento, espécie de selo de bom pagador. Estariam, porém, a um passo de se tornar "grau especulativo", de alto risco de calote.

Apesar das críticas aos erros das agências de risco, principalmente no pico da crise global, em 2008, essas avaliações ainda servem de parâmetro para grande parte do mercado internacional.

Suas avaliações, porém, pesam nas decisões de investidores e tendem a causar impacto no dólar e na Bolsa.

A rival Standard & Poor´s reduziu em março a nota do Brasil, que está no limite de se tornar grau especulativo.

A terceira grande agência, Fitch reafirmou em julho a nota do país, que segue no segundo passo do grau de investimento. "Revisamos constantemente as avaliações e poderemos alterá-las se houver mudança material nos indicadores", disse Shelly Shetty, chefe de risco da Fitch para a América Latina.

Foi a segunda vez que a Moody’s mexeu na perspectiva da nota do país em menos de um ano. Em outubro de 2013, mudou a perspectiva de positiva para estável.

Mauro Leos, responsável na Moody’s por avaliar o Brasil, dissera em março que não haveria rebaixamento antes da eleição. Afirmara, na ocasião, que o processo eleitoral limita a ação do governo ao ajustar políticas públicas.

ESTAGNAÇÃO

A decisão da Moody’s ocorre após a divulgação, no fim do mês passado, de que a economia encolheu nos dois primeiros trimestres deste ano. A projeção dos analistas é que o PIB do Brasil cresça 0,48% em 2014.

Para a Moody’s, o país tem pouco espaço para retomar o crescimento potencial de 3%. A previsão da agência é de avanço inferior a 1% em 2014.

A Moody’s cita a deterioração acentuada da confiança na economia e aponta a formação bruta de capital, componente do PIB que mede investimento em máquinas e na expansão dos negócios.

O índice caiu a 16,5% do PIB, o pior desde 2006 e algo que a agência americana afirma ser discrepante entre países similares.

"Os níveis fracos de confiança do empresariado e do investimento irão impor obstáculos à recuperação", disse Leos, em nota. O crescimento baixo, afirmou, desafia a arrecadação e dificulta gerenciar os gastos públicos.

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