Ficha Corrida

07/09/2014

Factoides da inVeja

Gilmar Mendes comanda reunião de trabalho para abastecer  Veja de factóides

Gilmar Mendes comanda reunião partidária

Depois do Boimate, da Nueva Konigsberg, a Veja ressuscita o Delegado Bruno e  seus arapongas para atender interesse da Naspers

A lista dos Honoráveis Bandidos da Veja começa com Demóstenes Torres, Carlinhos Cachoeira, Policarpo Jr., José Roberto Arruda… e segue por outros (Daniel Dantas, Rober Abdelmassih) que Gilmar Mendes já soltou…

Nem vamos falar do grampo sem áudio, da ligação de FHC para Gilmar Mendes ou de como José Roberto Arruda deu a volta por cima do mensalão do DEM, ou do fato do jagunço de Diamantino chamar o Tribunal onde ele dá expediente de nazista. Mas tudo isto não teria acontecido se, ao invés de Gilmar Mendes, FHC tivesse posto lá alguém decente. Mas aí já seria pedir demais a quem foi capturado, com a ajuda de Miriam Dutra, pela Rede Globo.

Os cuidados com as jogadas da revista Veja

Jornal GGN

É sempre útil ter cautela com a embalagem que Veja usa para embrulhar suas “denúncias”.

No final da tarde de sexta-feira, depois da primeira matéria da Agência Estado sobre o suposto depoimento de Paulo Roberto Costa, o comentário geral era que a revista Veja divulgaria todo o depoimento e a lista de políticos citados (que chegava a 62).

A revista estimulou o boato, antecipando para as 18h a divulgação da capa da semana.  Uma capa genérica, sem nomes. O texto anunciava que eles viriam na edição impressa, junto com informações exclusivas sobre o “esquema de corrupção da Petrobras”.

Mais uma vez, Veja vendeu o que não tinha, ou muito mais do que tinha. Quanto a nomes, dois ex-governadores, a governadora Roseana, o ministro Lobão, um ex-ministro do PP, oito parlamentares e o tesoureiro do PT. Os suspeitos de sempre.

A revista não traz as prometidas informações sobre negociatas na Petrobras. O único exemplo mencionado é uma notícia requentada sobre uma operação de debêntures, que supostamente envolveria a Postalis (e que não se realizou porque os supostos autores foram presos).

Sobrou a embalagem. Sobrou? Veja não mostra papel, não mostra vídeo, não mostra um indício sequer de que botou a mão na massa. Tanto quanto o Estado e a Folha, ouviu um relato sobre o depoimento. A revista não cita fontes, reais ou fictícias. Não ousa escrever que “teve acesso ao depoimento”. Sequer recorre ao surrado “uma fonte ligada às investigações”.

Veja blefa, mais uma vez. Mas alguém conversou sexta-feira com a revista e com os portais, e vendeu um prato requentado.  E quase simultaneamente, o Valor  informava sobre mais um advogado que deixava a defesa de Paulo Roberto. Assim, de repente, sem explicações.

Um advogado à solta, neste momento, é conveniente para ocultar e lançar pistas falsas sobre a fonte do vazamento. Fonte criminosa, posto que a delação corre em sigilo.

A bola está com a direção da PF, com o PGR e com o ministro Teori, que podem dar um basta nesses vazamentos seletivos.

SQN

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