Ficha Corrida

29/08/2014

Qual é o papel da Rede Globo no racismo?

ali kamelSe o maior grupo de comunicação do Brasil tem como responsável pelo jornalismo uma pessoa que faz o possível e o impossível, a ponto de escrever um livro, para esconder o racismo, esperar o que da manada que segue bovinamente tudo o que a Globo diz. Aqui no RS, a RBS reproduz, acriticamente, qualquer bobagem que a Rede Globo faz.

São estas pessoas que ocupam postos de visibilidade na velha mídia, do tipo Luis Carlos Prates, Arnaldo Jabor, Lasier Martins, Ana Amélia Lemos, Yeda Crusius que depois os anencefálicos votam. Se Ali Kamel escreve um livro para tentar provar que não há racismo no Brasil, e aí merece ser guindado ao maior posto do Grupo Globo, então está na hora de botar o racismo na conta da família Marinho e das suas repetidoras estaduais. Não por acaso, são parceiros regionais da família Marinho os coronéis do tipo Sarney, no Maranhão, Jereissati, no Ceará, Alves, no RN, Collor, em Alagoas, e Sirotsky no RS e SC. São eles que dizem o que existe não existe no Brasil.

Aranha é alvo de ofensas racistas no Sul

COPA DO BRASIL
Goleiro do Santos sofre xingamentos e ouve sons de macaco em vitória de 2 a 0 sobre o Grêmio

DE SÃO PAULO

O goleiro Aranha, 33, do Santos, foi chamado de "macaco" e ouviu gritos racistas vindos de torcedores do Grêmio durante a vitória por 2 a 0 do time paulista, nesta quinta (28), em Porto Alegre, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Os incidentes aconteceram nos minutos finais, quando o placar já estava definido.

Gritando, o goleiro se virou para torcedores que estavam atrás do gol que defendia, começou a bater no braço e chamou a atenção do árbitro.

"A torcida pegar no pé é normal, mas aí começaram com palavras racistas, como preto fedido’ e cambada de preto’. Aguentei até que começaram com o barulho de macaco. Fico nervoso. Desculpe pela palavra, fico puto com essas coisas", disse o goleiro, bastante emocionado, em entrevista à ESPN Brasil.

"Quando me chamaram de preto’, eu disse: sou preto, sim; sou negão, sim.’ Sempre tem alguns racistas no futebol. Está dado o recado para ficar esperto para a próxima partida", completou.

As imagens da ESPN Brasil comprovam as denúncias feitas por Aranha. Há pelo menos duas cenas nítidas de ofensas raciais no estádio.

Em uma delas, uma mulher grita a palavra "macaco". Em outra, um grupo de torcedores, alguns com as bocas tampadas para tornar difícil a leitura labial, fazem o barulho de "uh, uh, uh", como imitação de um macaco.

Aranha decidiu não ir à delegaria prestar queixa pelo ocorrido na Arena do Grêmio. O goleiro deixou o estádio mais tarde porque passou pelo exame antidoping.

O caso de racismo uniu jogadores dos dois clubes.

O zagueiro Edu Dracena, do Santos, chamou os agressores de "imbecis" e pediu que eles sejam banidos dos estádios de futebol.

Já o lateral Zé Roberto, do Grêmio, também pediu punição aos torcedores, mas disse entender que "não vai adiantar muita coisa porque está enraizado na sociedade. O racismo existe de maneira muito forte no Brasil."

IDENTIFICAÇÃO

O assessor de futebol do Grêmio, Marcos Chitolina, afirmou que o clube irá usar vídeos para identificar agressores do goleiro Aranha.

O dirigente ressaltou que o caso foi "isolado" e disse que o clube não deve ser punido, já que colaborará na identificação dos torcedores.

No primeiro semestre, o Esportivo foi punido com a perda de pontos no Gaúcho por racismo contra o árbitro Márcio Chagas da Silva.

Em 2013, a Fifa aprovou uma série de medidas para endurecer o combate à discriminação nos estádios, como perda de pontos, desclassificação e até rebaixamento de clubes cujos torcedores ou jogadores cometerem ofensas.

Apesar disso, a avaliação do presidente Joseph Blatter é que o combate à discriminação na Copa do Mundo foi mais brando do que deveria. Cartazes com mensagens neonazistas e cantos homofóbicos não foram punidos.

1 Comentário »

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