Ficha Corrida

17/07/2014

Despeito por BRICS, EUA abrem caixa de Pandora contra a Rússia

Filed under: Arapongagem made in USA,BRICS,EUA,Rússia,Terrorismo de Estado,Ucrânia — Gilmar Crestani @ 7:55 am
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euanCom Putin no Brasil, Rússia é alvo de novas sanções norte-americanas

Empresas terão restrição de acesso a crédito; punição ocorre por apoio a separatistas ucranianos

Líder russo participava de encontro do grupo dos Brics; um dia antes, bloco criticou punições anteriores dos EUA

DE WASHINGTONDOS ENVIADOS A BRASÍLIADE BRASÍLIA

O governo americano anunciou nesta quarta-feira (16) novas sanções contra a Rússia por "violar a soberania da Ucrânia e continuar a apoiar separatistas".

Elas são dirigidas a bancos e empresas energéticas e de armamentos russas. São as mais duras já anunciadas desde o início da crise ucraniana, em fevereiro.

O anúncio se deu enquanto o presidente da Rússia, Vladimir Putin, participava, em Brasília, do encontro do grupo Brics (reunindo também Brasil, Índia, China e África do Sul) com a Unasul (nações sul-americanas).

Ele ocorre um dia após os Brics terem divulgado comunicado condenando sanções econômicas sem aval da ONU, um recado claro aos EUA pelas rodadas anteriores de punição aos russos.

As sanções do governo Obama vão vetar especialmente o acesso ao mercado de créditos superiores a 90 dias. As empresas russas atingidas poderão fazer apenas negócios de curto prazo, dificultando empréstimos a médio e longo prazo.

Europeus também anunciaram suas punições, mas menos rigorosas, pedindo que bancos de investimento suspendam acordos financeiros com Moscou.

Até agora, as sanções eram pontuais, direcionadas a autoridades russas, com congelamento de ativos no exterior e recusa a pedidos de visto.

Americanos e europeus condenam a anexação pela Rússia da península ucraniana da Crimeia. Também acusam Putin de apoiar separatistas no leste da Ucrânia.

"O governo russo precisa ver que suas ações têm consequências", disse o presidente Barack Obama em discurso na Casa Branca, afirmando que o fluxo de armas e tropas para a Ucrânia são "contínuas provocações contra a soberania" do país.

As sanções atingem grandes empresas russas, como Gazprombank, braço financeiro da estatal do gás Gazprom, Kalashnikov (armamentista, fabricante dos fuzis AK), a gigante do gás privada Novatek, e a petroleira estatal Rosneft, segundo o governo dos EUA.

NAMORO

Nem o Itamaraty nem os russos se pronunciaram. Apesar de não querer melindrar Putin, o governo brasileiro deve evitar declarações contundentes sobre a escalada de sanções contra a Rússia, porque está "retomando o namoro" com os EUA, segundo um integrante do governo.

"Fomos nós que moderamos o tom sobre as sanções no comunicado dos Brics, a declaração de Fortaleza", disse, em caráter reservado.

A intenção é ter cuidado nessa fase de reaproximação com os Estados Unidos, abalada desde o escândalo de espionagem revelado em 2013.

Em encontro com correspondentes estrangeiros na semana passada, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a relação com os EUA "está morna".

O anúncio das sanções aconteceu horas depois de uma conversa entre o presidente americano e a chanceler alemã, Angela Merkel.

O governo americano quis indicar que a ação foi coordenada com os europeus.

Merkel, por meio de seu porta-voz, afirmou que Putin não tinha cumprido o prometido em uma cúpula anterior e que os rebeldes pró-Rússia se negavam a negociar. (RAUL JUSTE LORES, TAI NALON, PATRÍCIA CAMPOS mello, FLÁVIA FOREQUE, SOFIA FERNANDES, MARIANA HAUBERT e MARCELO NINIO)

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