Ficha Corrida

12/07/2014

PPP – Parceira Público na Privada, com Ricardo Teixeira & Aécio Neves

Coincidências. Ricardo Teixeira é o grande parceiro da Rede Globo. Aécio Neves é o candidato dos filiados ao Instituto Millenium. Dentre o público consumidor de cocaína, boa parte vem do mundo esportivo. Já os maiores fornecedores, vem de fora do mundo esportivo… E quando se fala em famosos consumidores de cocaína, nunca é demais lembrar que a Globo exerce uma esquisita força atrativa. E por aí se explica por que um helicóptero com 450 kg de cocaína foi praticamente escondido do noticiário da Rede Globo. Para avaliar, basta lembrar que a tapioca comprada com cartão corporativo pelo Ministro Orlando Silva ocupou muito mais tempo no jornalismo da Globo do que 450 kg de cocaína no helicóptero dos Perrella.

Nos últimos tempos, depois que o helicóptero do pó foi escondido, houve uma profusão de casos de tráfico denunciados pela Associação dos Delegados da Polícia Federal (Polícia Federal desarticula quadrilha que faturava R$ 20 mi por mês), distribuída para o nordeste a partir de Juiz de Fora-MG. Coincidentemente, em época de arrecadação pré-eleitoral, Minas Gerais se distingue entre os Estados da Federação em mais este quesito. ..

Juca Kfouri diz que Aécio “não está tem aí para os que reduziram o futebol a pó”

12 de julho de 2014 | 12:23 Autor: Fernando Brito

cbf

Em seu blog, Juca Kfouri, o comentarista esportivo que já havia trazido a público o constrangedor episódio em que o senador Aécio Neves teria agredido uma mulher  numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio , acusou ontem à noite, em sua coluna, o candidato tucano de combater a ideia de uma ação de Estado para moralizar o futebol brasileiro, tema do qual tratei aqui.

Eis o texto:

“Aécio Neves é amigo de José Maria Marin e o homenageou, escondido, no Mineirão.

Deu-se mal porque o que escondeu em sua página na internet, Marin mandou publicar na da CBF.

Aécio também é velho amigo de baladas de Ricardo Teixeira e acaba de dizer que o país não precisa de uma “Futebras”, coisa que ninguém propôs e que passa ao largo, por exemplo, das propostas do Bom Senso FC.

Uma agência reguladora do Esporte seria bem-vinda e é uma das questões que devem surgir neste momento em que se impõe um amplo debate sobre o futuro de nosso humilhado, depauperado e corrompido futebol.

Mas Aécio é amigo de quem o mantém do jeito que está.

Não está nem aí para os que reduziram nosso futebol a pó.”

Caneladas à parte, é fato que Aécio cultiva relações intensas com a cartolagem do futebol brasileiro, ao ponto de a Folha publicar, em 2010, a satisfação de Ricardo Teixeira, ex (ex?) presidente da CBF com a eleição do mineiro para o Senado:

“O cartola viu aumentar sua influência nas articulações políticas em Brasília após a eleição de dois de seus principais aliados e a reeleição de outros três para o Senado. Teixeira assistiu a seu amigo pessoal e ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB-MG) chegar ao Senado, ao lado de outro antigo aliado, o deputado federal Ciro Nogueira (PP-PI).

Teixeira não ficaria triste, com certeza, com a chegada de seu “amigo pessoal” à presidência.

Ou será que o nosso acadêmico Merval Pereira – tão sisudo ontem ao apoiar a posição de Aécio e dizer que é preciso “reduzir a interferência política na gestão dos clubes e da CBF” – acha que “interferência política” a favor da cartolagem pode?

Até porque ficou famosa a “bancada da bola” e bola, aqui, no Rio, tem duplo sentido.

E rola solta no futebol.

Juca Kfouri diz que Aécio “não está tem aí para os que reduziram o futebol a pó” | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Texto da Folha de São Paulo de 06/10/2010:

São Paulo, quarta-feira, 06 de outubro de 2010

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Ricardo Teixeira aumenta sua presença no Senado

Copa do Mundo exigirá atuação de aliados de presidente da CBF e do COL
EDUARDO OHATA
BERNARDO ITRI
DO PAINEL FC

Em meio aos preparativos para a Copa do Mundo-14, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ganhou força política no Senado após o resultado das urnas de domingo.
O cartola viu aumentar sua influência nas articulações políticas em Brasília após a eleição de dois de seus principais aliados e a reeleição de outros três para o Senado.
Teixeira assistiu a seu amigo pessoal e ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB-MG) chegar ao Senado, ao lado de outro antigo aliado, o deputado federal Ciro Nogueira (PP-PI).
Além desses dois, reelegeram-se Delcídio Amaral (PT- -MS), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Gilvam Borges (PMDB-AP), políticos com o histórico de amizade com o presidente da CBF e do comitê organizador da Copa-14.
"O que for preciso para melhorar as relações institucionais e para não criar problemas nós vamos fazer", argumenta Nogueira, sobre as atividades do Senado em relação ao esporte e à Copa-14.
A Fifa apresentou ao país uma série de exigências para a organização do Mundial. Elas forçarão mudanças na legislação atual e incluem questões que envolvem os mais variados assuntos, que vão desde os impostos, passando pela lei trabalhista, até chegar aos royalties.
"Já existe um consenso no Senado em apoiar a Copa do Mundo de 2014. Agora, com a chegada deles [Aécio Neves e Ciro Nogueira], as questões relacionadas ao Mundial deverão fluir com mais facilidade", comenta o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
Um dos históricos opositores de Ricardo Teixeira no Senado, Alvaro Dias (PSDB- -PR) realizou leitura diferente à do fortalecimento da ""bancada da bola" na casa.
""Não vejo uma grande alteração na composição do Senado a favor da CBF. E ela sempre realizou um trabalho de relações públicas no Legislativo", argumenta Dias.
""Tem dois novos senadores [simpáticos à CBF] aí, vamos ver seu desempenho. Mas o Senado tem capacidade de reação. Veja o resultado da CPI do Futebol. Vamos continuar cuidando da transparência da Copa de 2014. "
Na Câmara dos Deputados, não conseguiu a reeleição o deputado Silvio Torres (PSDB-SP), tradicional opositor de Ricardo Teixeira.
""Eu era o contraponto [à CBF]. Com minha ausência, não sei se alguém assume esse tom mais crítico. Os deputados eleitos agora eu não conheço. Mas, dos que já estão, não tem ninguém tão focado nessa questão do esporte."
Dois históricos aliados de Teixeira permanecerão na Câmara: José Rocha e Gilmar Machado. Um terceiro, Wellington Salgado, suplente de Hélio Costa como senador, não conseguiu a eleição para deputado federal por Minas.

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