Ficha Corrida

15/06/2014

Sujou? A velha mídia limpa!

fhc-trip-maconhaOnde o PSDB governa não é só a boca que é suja. Além de cometerem necrofilia hídrica, gostam de cuspir no prato em que comem. Se no país de maior quantidade de água doce do mundo e com chuvas que inundam e destroem, não conseguem garantir água, querem mais o quê?! Depois do apagão nos tempos de FHC, agora o racionamento d’água que assola os paulistanos. Deve ser esta crise de abstinência que irritou o público VIP dos reis dos camarotes… Diarreia e vômito na população que não consegue comprar água mineral, como dito abaixo, não causa nenhuma indignação da elite paulistana.

Por que este assunto não ganha as manchetes dos jornais das cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS) nem espaço nos telejornais? Será pelo mesmo motivo que um helicóptero com 450 kg de cocaína ganhe menos espaço que uma tapioca? O Uruguai, com Mujica legalizou a maconha. FHC até já faz campanha pela legalização no Brasil.

E Aécio, será que ele teria coragem de desencadear uma campanha pelo tráfico livre para helipóperos pelo Brasil como já acontece em Juiz de Fora, Minas Gerais?! Será mera coincidência que a cocaína vinda dos países limítrofes seja distribuída pelo Brasil a partir da cidade mineira de Juiz de Fora? Será porque a história com um helicóptero com 450 kg virá pó no noticiário dos velhos parceiros mafiomidiáticos?

Note que a Folha consegue tratar do assunto sem informar que é mais uma obra tucana, no estado mais rico da federação, onde o PSDB está no poder há mais de 20 anos. E o problema nem é a parceria entre os a$$oCIAdos do Instituto Millenium com a direita brasileira, pois se trata de uma tradição que encontrou seu ápice na ditadura e que pro$$egue na democracia, mas o espírito de manada de pessoas com curso superior que ou não conseguem ver ou veem e compactuam. Ou são mal informados ou mal intencionados!

Com medo, paulistano troca torneira por galão de água

Apesar de Sabesp  garantir qualidade, morador desconfia de cor e cheiro

Após crise hídrica, vendedora que ganha R$ 900 por mês passou a gastar R$ 70 para comprar água mineral

ARTUR RODRIGUESEDUARDO GERAQUEDE SÃO PAULO

Moradora da Vila Guilherme, na zona norte de São Paulo, a artesã Magda da Silva, 63, aposentou o filtro de barro que usava havia mais de 40 anos. "Tem aquele volume morto, né? Aquela água que fica no fundo da represa, com cheiro de fossa", diz.

"Antes, lavando o quintal, eu até bebia água da torneira. Agora, nem para o meu cachorro eu dou", diz ela, que gastou R$ 400 em um purificador de água superpotente.

Um mês após o governo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciar o uso do chamado volume morto do sistema Cantareira para conter o risco de racionamento, é comum a desconfiança sobre a água que sai da torneira –apesar de a Sabesp garantir a qualidade.

O volume morto é formado pela água que fica no nível mais profundo dos reservatórios. Por estar abaixo da tubulação que capta o líquido, ela precisa ser bombeada para a superfície.

O termo "morto" contribui para a má impressão. Mas a maioria das queixas é ao cheiro de cloro e à cor esbranquiçada da água, que começaram antes do uso da reserva.

Na casa do professor Vitor Hugo Pereira, 53, na Vila Guilherme, a água chega branca feito leite. "Começamos a cozinhar com água mineral porque a da torneira dava gosto na comida e azia, chegaram até a vomitar", diz.

A Sabesp afirma que a coloração se deve a um fenômeno relacionado ao cloro (leia texto na pág. C2).

A explicação não convence o comerciante Ademir Bueno, 54. "Estão usando água mineral para tudo. A da Sabesp, só para lavar roupa", conta, mostrando um copo de água marrom recém-tirada da sua torneira.

Na Brasilândia (zona norte), o telefone dos depósitos de água também tem tocado mais. "Tem mais gente comprando galões pela primeira vez", diz Juscelino Santos, 32.

No seu estabelecimento, o galão de 20 litros custa R$ 25 na primeira compra e R$ 9 se o cliente já tem o vasilhame.

O novo hábito afeta o bolso de gente como Ângela da Silva, 44, que trabalha vendendo Yakult em um carrinho no bairro. Para comprar dois galões por semana, ela acaba gastando R$ 70 dos R$ 900 que ganha todo mês.

Alérgica a cloro, a aposentada Eliana Sabó, 64, moradora da Consolação, reclama. "Atacou o meu estômago. Acho que estão aumentando os bactericidas."

A dona de casa Lucicleide Santos, 28, da Freguesia do Ó (zona norte), proibiu o filho de beber água na torneira.

"Ele teve diarreia, ânsia de vômito. Depois que começamos a comprar água, parou."

2 Comentários »

  1. […] para passar o pires no FMI. Foi-se o tempo em que uma dor de barriga nos Tigres Asiáticos ou uma diarreia no México abalavam os pilares da economia do Farol de […]

    Pingback por PIBinhos pelo Mundo | Ficha Corrida — 14/08/2014 @ 7:57 am | Responder

  2. […] Ora, é muita cara de pau tentar livrar a cara dos incompetentes cujo descalabro já provoca diarreia na periferia de São Paulo, onde os mais pobres não tem dinheiro para comprar água mineral para […]

    Pingback por Manipulação made in Folha | Ficha Corrida — 16/06/2014 @ 9:18 am | Responder


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