Ficha Corrida

06/06/2014

Trem pagador

pinheirinho-240112-alckminDilma, como astuta política da escola mineira de Milton Campos, encontra a melhor solução às demandas sociais. Diz-se que o político mineiro, Milton Campos tornou-se figura lendária pelo exemplo de bom senso foi quando diante de uma interminável greve de ferroviários (em Divinópolis) alguns assessores lhe haviam sugerido que enviasse soldados da policia estadual para acabar com a greve, em resposta retrucou: “Não seria melhor mandar o trem pagador?”

Quando da greve em virtude do preço das passagens, desonerou itens que compunham o preço das passagens e baixou o PAC da mobilidade urbana. Hoje, só em Porto Alegre, há uma dezena de obras decorrentes desta política, como o BRTs. Para as demandas das comunidades onde os médicos brasileiros não iam nem querem ir, criou o programa Mais Médicos, já existente em vários outros países para suprirem a carência de atendimento básico aos menos favorecidos. Insere-se nesta política a construção do Hospital da Restinga, em Porto Alegre, uma dos locais mais carentes da cidade.

E agora este exemplo de hoje, em São Paulo. Ao invés de fazer como Geraldo Alckmin, seguiu a lógica de Milton Campos. Ao invés de polícia para bater no MTST, como fez Alckmin na Desocupação do Pinheirinho, habitação popular!

É evidente que, depois do propinoduto da ALSTOM e SIEMENS, falar em trem pagador em São Paulo enseja interpretações, mas que cada um tire suas próprias conclusões…

Governo pede, e sem-teto suspendem ato

Grupo que invadiu terreno próximo ao Itaquerão prometia atrapalhar trânsito em área de amistoso da seleção

Gestão Dilma Rousseff estuda comprar o terreno, por meio da Caixa, e destiná-lo à habitação popular

NATUZA NERYVALDO CRUZ, DE BRASÍLIA, para a FOLHA, 06/06/2014

Emissários do governo federal negociaram uma trégua com os sem-teto para analisar a pauta de reivindicações do movimento.

Segundo a Folha apurou, interlocutores de Dilma Rousseff pediram a suspensão das manifestações previstas para esta sexta-feira (6), durante amistoso da seleção brasileira na capital paulista.

Líderes do MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem-Teto) concordaram em esperar, ao menos até esta sexta, uma resposta mais concreta do governo federal.

A presidente Dilma Rousseff estuda comprar a área próxima ao estádio Itaquerão, palco da abertura da Copa, invadida por 4.000 famílias do MTST em 3 de maio.

Nas últimas duas semanas, os sem-teto intensificaram exigências para a desapropriação da área da ocupação, chamada de Copa do Povo, e a destinação para habitação.

O grupo também pede mudanças no programa federal Minha Casa, Minha Vida e uma proposta de Lei do Inquilinato que controle os reajustes de aluguel.

O movimento quer a inclusão do terreno hoje ocupado, uma área de 150 mil m², em programas de moradia.

O grupo ameaça continuar com as manifestações e resistir à reintegração de posse.

Durante visita a São Paulo no mês passado, Dilma recebeu líderes do movimento e prometeu analisar a possibilidade de compra do imóvel. Mas as negociações pouco avançaram de lá para cá.

Apesar do compromisso de não haver protestos na sexta-feira, o Planalto não sabe por quanto tempo consegue evitar uma nova manifestação.

Entretanto, há disposição do Executivo de negociar uma solução com os sem-teto.

Na quarta (4), após ato próximo ao Itaquerão, os sem-teto ameaçaram protestar nos arredores do estádio do Morumbi, onde o Brasil jogará contra a Sérvia –última partida da seleção antes da Copa.

Interlocutores do governo disseram à Folha que há uma sinalização positiva para resolver o impasse em relação ao terreno. Até mesmo representantes do movimento afirmam em São Paulo que houve avanço nas negociações sobre o terreno. Há expectativa de que algum anúncio seja feito em breve.

O jogo amistoso do Brasil será contra a Sérvia e acontecerá no estádio do Morumbi.

Oficialmente, o MTST diz que cancelou o ato porque vai aguardar uma resposta das negociações que do poder público com a construtora Viveiros, proprietária do terreno.

Colaboraram ANDRÉIA SADI, de Brasília, e GUSTAVO URIBE e FELIPE SOUZA, de São Paulo

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