Ficha Corrida

03/06/2014

Filósofo de ocasião

Filed under: Antonio Negri,Copa 2014,Torcidômetro — Gilmar Crestani @ 7:37 am
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copa 2014 glçoboComo a mídia atrelada à oposição vê em qualquer desgaste do governo uma tábua de salvação para seus desesperados correligionários, todos os oportunistas em busca de espaço nesta mesma mídia entram na barca. A nau dos insensatos.

Então quer dizer que o Brasil não sabe organizar grandes eventos? E como é que o Brasil organizou a Rio-92? E o carnaval do Rio, Bahia, Olinda, Parintins, quem organiza? Quem organizou a Copa das Confederações?

A COPA COMO ELA É

Brasil errou ao atrair Copa e Olimpíada, diz filósofo marxista

Para Antonio Negri, ‘política dos grandes eventos’ é uma negação dos valores locais e da cultura das favelas

Italiano afirma que Fifa e COI são como grandes ONGs capitalistas, que não vão aos países para ajudar, mas para lucrar

BERNARDO MELLO FRANCODO RIO

Um dos mais influentes intelectuais marxistas deste início de século, o filósofo italiano Antonio Negri, 80, diz que o Brasil errou ao apostar na realização da Copa e da Olimpíada. Ele vê na "política dos grandes eventos" uma negação dos valores locais e da cultura das favelas.

Em visita ao país, Negri critica as exigências da Fifa e diz que a entidade age como um instrumento do "novo capitalismo" globalizado.

Negri fala na quinta (5), às 19h, no evento "Multitude", no Sesc Pompeia (SP). Leia trechos de entrevista à Folha.

Folha – O Brasil acaba de viver onda de manifestações contra o governo e o poder em geral. Nasceu algo novo no país?
Antonio Negri – A elite do governo e a elite da imprensa não viram que a aliança construída em torno de um grande projeto de desenvolvimento, que devia ser coroado com o sucesso e a exposição internacional do país, esquecia as novas gerações que querem se expressar, querem ser protagonistas com sua cultura.
A cultura que vem das favelas foi negada pela política dos grandes eventos, a política de Dilma. Essa política não reconheceu a prioridade das transformações revolucionárias iniciadas por Lula.

Mas foi Lula quem lutou pelos grandes eventos, aceitando as condições da Fifa e do COI.
Então isso significa que Lula errou no último período.
O Brasil viveu transformações fundamentais no povo, nas pessoas. Havia uma energia reprimida que explodiu, vinda de sindicatos e das favelas. Isso tinha que ser respeitado. Os revoltados [manifestantes] estão certos ao avaliar a política de grande eventos como um erro político.

A atuação da Fifa e do COI e suas exigências ao Brasil têm relação com o novo capitalismo que o sr. estuda?
Sem dúvida, com as novas formas do capitalismo. Com certeza, muito capital brasileiro já foi empenhado, porque as novas formas de capitalismo não são externas aos países.
Quando se fala de Fifa ou do COI, fala-se de plataformas de agenciamento de capitais financeiros em nível mundial, que atravessam as Bolsas dos países com um alvo, que nesse caso é o Brasil.
O Brasil aceitou participar com suas próprias forças, negociando diretamente a entrada de capitais. Fifa e COI são como grandes ONGs capitalistas. Mas não vão aos países para ajudar ou dar esmola, e sim para lucrar.

NA INTERNET
Leia a íntegra
folha.com/no1464004

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