Ficha Corrida

28/04/2014

Manchetes que só a Folha consegue

ditadura militarUm médico é assassinado dentro de uma delegacia por agente público, funcionário administrativo do Sistema de Segurança do Estado de São Paulo. A Folha quase consegue dizer que a culpa foi do médico, como se o envolvimento em acidente de trânsito fosse leitmotiv do assassinato. Se este acontecimento trágico tivesse ocorrido num administração de esquerda, o PT seria o culpado.

Tudo o que acontece nas administrações da direita, parceiros da Folha e do Instituto Millenium, é acontecimento natural, sem causa nem causador. Se falta d’água em São Paulo é “crise hídrica” ou “crise d’água”, nunca racionamento nem imprevidência administrativa. Os desvios na Alstom e Siemens nunca são atribuídas aos beneficiados, aliás, condenados na Suíça e na Alemanha. Um ex-funcionário do Ministério da Saúde, ao tempo do Ministro Alexandre Padilha, veio a ser funcionário do Laboratório do doleiro preso. A Folha consegue culpar o candidato ao governo de São Paulo. Contudo, um helicóptero com 450 kg de cocaína de senador amigo do Aécio Neves some do noticiário ao soprar de uma brisa do Instituto Millenium. Veja-se o caso do Estadão: o Diretor de Redação, a pessoa mais próxima do donos, Pimenta Neves, assedia moral e sexualmente uma colega de profissão e subalterna da famiglia Mesquita, Sandra Gomide, a ponto de vir assassina-la. Não li nenhum linha cobrando explicação dos patrões, muito menos pondo neles a culpa pelo assassinato da funcionária.

Médico morre após levar tiro dentro de delegacia

Agente pensou que DP era invadido e disparou contra Ri­cardo Assanome

Tiroteio começou com PM que fugia de assalto; secretaria diz que houve erro de interpretação

AMANDA GOMESDO "AGORA"

Ricardo Seiti Assanome, 27, foi a uma delegacia em Santo André, na Grande São Paulo, na noite de sábado para registrar um boletim de ocorrência após um pequeno acidente de trânsito. Acabou morto. Foi atingido na cabeça por um disparo feito por um policial civil durante um tiroteio no local.

O caso ocorreu na noite de sábado. Socorrido, o médico não resistiu e morreu ontem à tarde.

Outro jovem e um policial também ficaram feridos.

De acordo com informações da Polícia Civil, por volta das 18h30 de sábado, um policial militar à paisana, que fugia de uma suposta tentativa de roubo, caiu com sua moto Yamaha YZF na porta do 2º Distrito Policial.

O barulho do veículo, que estava em alta velocidade, assustou o médico, sua noiva, e mais quatro pessoas que aguardavam atendimento.

Eles, então, correram para trás do balcão da recepção.

Com a confusão, o agente de telecomunicações André Bordwell da Silva saiu de sua sala e, segundo contou à polícia, viu as pessoas correndo em sua direção.

Por achar que se tratavam de "marginais invadindo a delegacia", segundo informou em nota a Secretaria de Estado da Segurança Pública, o agente passou a atirar contra o grupo.

Ao todo, foram cerca de dez disparos. O médico foi atingido na cabeça.

ERRO

Na mesma nota, a secretaria de Segurança diz que o tiroteio que aconteceu na delegacia "foi provocado por um erro de interpretação dos policiais do DP".

Outra vítima, Ricardo Grillo Perchi Mahlow, ficou ferida na perna e no quadril. Ele está internado no Hospital Bartira, em Santo André.

Um investigador da delegacia, que não teve sua identidade revelada pela pasta, achou que Silva estava sendo atacado pelo grupo ao ver a confusão.

Segundo a polícia, ele quis defender o colega e atirou em um dos homens, mas acabou atingindo o agente de telecomunicações, no peito.

A Secretaria de Segurança Pública não informou onde o agente de telecomunicações, que efetuou os disparos, está internado.

A Corregedoria da Polícia Civil foi acionada e o agente foi preso em flagrante por homicídio doloso (com intenção de matar). Ele permanece com escolta no hospital e será detido ao receber alta médica.

A reportagem não conseguiu localizar o advogado de de­fesa de Silva. A polícia não informou se o investigador que atingiu o colega no peito será punido pelo disparo.

Para o coronel José Vicente da Silva, consultor em segurança pública, Silva –que fez o disparo que atingiu o médico– não deveria portar arma. "Ele é um agente de telecomunicação e não tem preparo para agir como um policial", afirma.

"Falta regulamentar a atividade de cada profissional. Todos os policiais recebem treinamento. Os outros profissionais são agentes de suporte administrativo e técnico", explicou o coronel.

1 Comentário »

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