Ficha Corrida

11/04/2014

O alvo

Filed under: Dilma,Golpismo,Golpistas,José Dirceu,Lula,Ministério Público — Gilmar Crestani @ 8:54 am
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O alvo do consórcio conduzido por Roberto Gurgel em parceria com Assas JB Corp nunca foi a verdade, muito menos José Dirceu. Desde o princípio os mesmos que compraram a reeleição para FHC também promoveram aquele que seria o maior escândalo, conhecido pela Ação 470. Como declarou FHC à época, “não derruba, deixa sangrar”. Eles queriam derrotar Lula, mas sem que o golpe ficasse como estrela principal. O golpe seria apenas acessório. Lula sangrou, mas o povo o reconduziu. É claro que uma derrota daqueles suscitaria o que existe de mais abjeto em seres abjetos. O golpe poderia dar-se de outras formas. Foi testado na Venezuela, usando os grupos mafiomidiáticos, mas deu certo apenas por dois dias. Pedro Carmona, em dois dias, fechou a Suprema Corte o Congresso Venezuelanos. Era o primeiro ensaio do que pretendiam fazer aqui. A internet não deixou, a cada mentira do Jornal Nacional, como aquela da bolinha de papel transformada em objeto contundente. Como nada estava dando certo, fizeram outro ensaio. Desta vez no Paraguai. Em menos de 24 horas, com apoio logístico e de informações da NSA/CIA, derrubaram Lugo e implantaram o genérico do generalíssimo Franco. Estava dada a senha. É aí que se forma o consórcio dos magarefes do direito. Alimentados por instrumentos, a dobradinha tinha o tempero dos que sempre estiveram ao lado de golpistas e ditadores. Reunidos entorno do Instituto Millenium, Veja, Globo, RBS, Folha & Estadão deflagraram, porque o show (de horror) não podia parar, o bombardeiro incessante contra tudo e todos, desde que tudo e todos fossem do PT.

O viés golpista fica bem evidente se comparados ao comportamento em relação ao escândalo nos trens paulistas. As justiças da Suíça e da Alemanha condenaram, respectivamente, Alstom e Siemens, por terem pagos milhões de dólares em propina ao PSDB paulista desde Mário Covas. Da Suíça veio a prova de Robson Marinho, Conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo, indicado por Covas e apadrinhado por FHC, Serra e Alckim, tinha e tem milhões de dólares depositados em bancos suíços. Ora, o que faz a mídia e o Ministério Público? Isso aí, NADA!!

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Promotora escondeu do STF plano de investigar Planalto

Pedido para rastrear suposto telefonema de Dirceu incluiu palácio como alvo

Petição do Ministério Público prevê quebra de sigilo de todos os aparelhos usados na sede do governo federal

DO PAINELDE BRASÍLIADE SÃO PAULO

A promotora que investiga suspeitas de que o ex-ministro José Dirceu usou um telefone celular na prisão escondeu sua intenção de investigar ligações feitas a partir do Palácio do Planalto ao pedir à Justiça a quebra de sigilo de aparelhos usados no local.

No pedido apresentado na semana passada ao Supremo Tribunal Federal, a promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, do Ministério Público do Distrito Federal, não faz nenhuma referência ao palácio, mas indica suas coordenadas geográficas como alvo da investigação.

Condenado no julgamento do mensalão, Dirceu está preso desde novembro no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. O Ministério Público abriu inquérito em janeiro para saber se ele fez ligações telefônicas de dentro do presídio, o que é proibido.

O secretário de Indústria da Bahia, James Correia, disse em janeiro à coluna "Painel" ter falado com Dirceu por celular no dia 6 de janeiro. O advogado de Dirceu, José Luis Oliveira Lima, nega que o contato tenha ocorrido.

No pedido de quebra de sigilo telefônico, a promotora disse que seria preciso o "confronto entre as ligações realizadas pelos aparelhos de telefonia móvel que se encontram no presídio e pelos aparelhos que se encontravam no Estado da Bahia" e indicou duas coordenadas geográficas para o levantamento.

Embora o requerimento não deixe isso claro, as coordenadas correspondem ao presídio da Papuda e ao Palácio do Planalto. O pedido permite que todos os aparelhos usados dentro da sede do governo sejam rastreados.

Procurado pela Folha nos últimos dois dias, o Palácio do Planalto não quis se manifestar sobre a investigação.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério Público do Distrito Federal não apresentou justificativas para a investigação do Planalto e afirmou que o foco da investigação é Dirceu e o uso de celulares no presídio, "independentemente de onde caia a coordenada geográfica".

O pedido foi apresentado ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, que foi o relator do processo do mensalão. Ele ainda não decidiu se vai autorizar a quebra de sigilo.

A promotora quer que as operadoras de telefonia celular enviem registros de todas as chamadas feitas e recebidas por celulares na Papuda e no Palácio do Planalto entre os dias 1º e 16 de janeiro.

DEVASSA

Na quarta-feira, os advogados de Dirceu apresentaram ao STF o parecer de um engenheiro identificando as coordenadas informadas pelo Ministério Público e pedindo que o requerimento de quebra de sigilo seja rejeitado.

Os advogados também querem que o STF analise o processo em que Dirceu pede autorização para trabalhar fora da cadeia, que está parado por causa da investigação sobre o contato telefônico que ele teria mantido na prisão.

"É preocupante o pedido formulado pelo Ministério Público, por ser genérico e desprovido de fundamentação", afirmou José Luis Oliveira Lima. "O Ministério Público propõe uma devassa indiscriminada em várias linhas telefônicas, o que é ilegal."

O advogado criminalista Pedro Iokoi disse que um pedido de quebra de sigilo que atinja indiscriminadamente todos os aparelhos celulares de uma determinada região é "absolutamente ilegal".

A lei nº 9.296, de 1996, que trata de interceptações telefônicas, diz que os pedidos à Justiça devem conter "indicação e qualificação dos investigados", incluindo os números dos telefones a investigar.

"A quebra indiscriminada do sigilo de telefones de uma área viola o direito constitucional à privacidade daqueles que não são alvo da apuração criminal", disse Iokoi.

Para o advogado, a autorização do rastreamento dos aparelhos usados no Planalto seria "uma indevida invasão do Poder Judiciário nas comunicações do Executivo".

(VERA MAGALHÃES, SEVERINO MOTTA, MATHEUS LEITÃO E FLÁVIO FERREIRA)

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