Ficha Corrida

09/03/2014

Ministério Público paulista tem lado, o de trás

Filed under: Corrupção,Isto é PSDB!,Ministério Público,São Paulo — Gilmar Crestani @ 7:20 pm
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Ninguém mais discute se o Ministério Público paulista é do PSDB. A única dúvida diz respeito a quem é mais fiel a José Serra ou a Geraldo Alckmin. Vimos isso também no âmbito Federal, com Rodrigo de Grandis e Roberto Gurgel, dois expoentes do engajamento nas fileiras amadrinhadas por Gilmar Mendes. Oriundos, na sua imensa maioria de classes médias com pretensões elitistas, são partidários. Por isso até hoje a confusão política de quem deveria zelar pela lei é tão grande que tudo não passa de um grande Mistério Público! Se alguém tinha dúvida de quem dava respaldo às falcatruas perpetras pelo PSDB em São Paulo ao longo deste vinte anos de Alstom e Siemens agora não existe mais, desfeito o Mistério Púbico!

Eleição no Ministério Público paulista opõe alas ligadas ao PSDB

Candidatos alinhados ao governador Geraldo Alckmin e ao antecessor José Serra disputarão comando do órgão

Rosa afirma que não se combate violência com discurso de procurador; Marrey diz que gestão atual é ‘sem liderança’

MARIO CESAR CARVALHOFLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

A eleição para o cargo de procurador-geral de Justiça, o chefe do Ministério Público de São Paulo, marcada para o dia 5 de abril, virou uma disputa entre dois grupos ligados ao PSDB.

Uma das alas é alinhada com o governador Geraldo Alckmin e tem como candidato o procurador-geral licenciado Márcio Elias Rosa.

A outra tem laços com o ex-governador José Serra e é galvanizada pela candidatura do ex-procurador-geral Luiz Antonio Guimarães Marrey.

Apesar das ligações com o mesmo partido, o clima entre os candidatos é de confronto. Marrey, que foi procurador-geral por três vezes, diz que a Procuradoria foi omissa no mandato de Rosa.

"É uma gestão sem liderança, politicamente tímida e muda. Não se sabe qual é a posição do Ministério Público sobre quase nenhum tema importante", afirma.

Já Elias Rosa defende que durante a sua administração "implantou um modelo de trabalho em que há menos discurso e mais resultados efetivos na atuação de promotores e procuradores".

Para Marrey, o silêncio do adversário faz parte de uma estratégia: "Ele não quer incomodar. Alguém que cobre soluções em segurança pública pode desagradar quem está na chefia da [secretaria de] Segurança Pública".

O ataque cifrado de Marrey tem dois alvos: 1) a segurança é o ponto mais criticado do governo Alckmin; 2) o secretário de Segurança, Fernando Grella, antecedeu Rosa no cargo de procurador-geral e foi o padrinho político do atual candidato da situação.

Rosa afirma que a crítica de Marrey é "injusta e improcedente". Segundo ele, "não se combate a violência com discurso do procurador-geral. O protagonismo é do promotor de Justiça".

E ataca Marrey: "Talvez ele sinta falta do culto ao personalismo, que de fato não existe hoje na instituição".

AÇÃO DE PROMOTORES

Segundo Rosa, sua gestão apoiou ações de promotores e grupos especiais de investigação e tomou iniciativas como a criação de uma agência de atuação integrada com o Executivo e as polícias.

Há algo mais em comum entre Rosa e Marrey além das ligações com os tucanos. Ambos já foram conduzidos à chefia do Ministério Público apesar de não terem vencido a eleição.

Marrey não ganhou em 1996, mas foi o escolhido do então governador Mário Covas (PSDB). Em 2012, o procurador Felipe Locke obteve o primeiro lugar na votação, porém Alckmin indicou Rosa, o segundo colocado, para o cargo. Segundo a lei, o governador pode escolher qualquer um dos três primeiros colocados.

Uma das principais investigações em curso no Ministério Público é sobre a ação de um cartel em licitações do Metrô e da CPTM entre 1998 e 2008, nas gestões tucanas de Covas, Serra e Alckmin.

Marrey diz que sua ligação com Serra, de quem foi secretário de Justiça, não o silenciaria numa eventual apuração sobre o ex-governador.

Dois dos contratos citados pela Siemens como alvos de ação do cartel foram assinados durante o governo Serra.

"Todo mundo sabe que a minha atuação [como procurador] é de não poupar ninguém", afirma Marrey. No período que ele foi procurador-geral, o Ministério Público moveu ações contra duas secretárias de Covas, Rose Neubauer e Marta Godinho.

Rosa também diz que terá atuação independente em relação ao governo, inclusive nas apurações sobre o cartel.

"Se as investigações vierem para o meu gabinete, o meu dever é de levar a cabo e de responsabilizar quem quer que seja", diz.

O procurador-geral licenciado diz que mostrou isenção ao pedir à Assembleia a cassação do vice-governador paulista Guilherme Afif Domingos (PSD), por acúmulo de função. Afif passou a integrar o quadro de ministros da presidente Dilma Rousseff (PT).

4 Comentários »

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