Ficha Corrida

01/01/2014

GM: Ganância de Merda

Filed under: Edward Snowden,Eleições 2014,GM — Gilmar Crestani @ 8:23 am
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tio samA General Motors desencadeia a Guerra Psicológica de que falava Dilma. Quanto a CIA está pagando  ou que exigências fez a GM, não se sabe ao certo. O certo é que Edward Snowden já explicou direitinho como funciona o esquema da NSA. As multinacionais ianques funcionam como longa manus do governo dos EUA. São elas ou através delas que se preparam desestabilizações. E é como funcionários disfarçados destas empresas que provocam e instigam vandalismos e/ou insurreições sociais. Foi assim na ditadura, tem sido assim nos países onde os EUA tentam monitorar para defender seus interesses.

Revelou-se que, com todo apoio do governo às montadoras, é nela que se choca o ovo da serpente. Eis uma boa crítica que poderia ter sido feito ao Governo, mas a oposição preferiu ser marionete da mídia e se resumir a fazer discursos moralistas, contra o bolsa família, sem qualquer lastro com a realidade.

O que a GM fez chama-se sadismo.

ELIO GASPARI

Há alguém de parafuso solto na GM

Demitir às vésperas do Ano Novo parece ser apenas malvadeza, mas o cheiro é de coisa pior

Alguem está com um parafuso solto na diretoria da GM brasileira. Ela é presidida por Jaime Ardila, um quadro da elite da empresa. Ainda assim, na véspera do Ano Novo, mandou um telegrama a centenas de funcionários de sua unidade de São José dos Campos informando-os que estavam desempregados.

Podiam fazer isso na próxima semana, evitando o mal-estar na famílias das vítimas. A medida não parece ter sido produto da pura malvadeza. Parece coisa pior. A montadora criou um fato social para pressionar o governo, que determinou o retorno gradativo da alíquota do IPI dos automóveis aos níveis de 2012. As empresas temem uma queda nas vendas. Segundo as montadoras, a volta do tributo poderá provocar um aumento médio de 2,2% no preço dos carros só com a mudança destes dias.

A coincidência de datas, com as demissões ocorrendo junto com restauração gradativa do IPI, sugere que nela está embutida a estratégia da tensão: Você encarece meu carro, eu demito trabalhadores. Nos próximos meses o retorno do imposto elevará a alíquota para 7%.

A GM está com um parafuso solto porque tem todos os argumentos para fechar uma de suas fábricas de São José dos Campos. Outras sete da região continuarão funcionando. A empresa investiu R$ 5,7 bilhões em quatro outras unidades e a carta das demissões estava no baralho desde janeiro de 2013. Foram dadas férias coletivas e licença remunerada aos trabalhadores que agora perderam o emprego. Nenhuma empresa pode ser obrigada a manter uma linha de produção que se mostrou inviável. Ademais, segundo a montadora, suas fábricas de São José dos Campos têm um custo de produção elevado.

Até onde o sindicato dos trabalhadores finge surpresa, não se sabe. Já o Ministério da Fazenda entrou no lance com a parolagem típica do doutor Guido Mantega. Informou que um acordo com as empresas garantia que a elevação do IPI não provocaria alta nos preços, nem demissões de trabalhadores. Se alguém fez esse acordo, entrou nele achando que o outro era bobo. Ou ambos continuam tratando os consumidores como tolos. Numa época em que o governo da doutora Dilma faz mágicas fiscais, assiste-se à ressurreição da lorota dos acordos com empresários, coisa comum ao tempo em que fabricava-se inflação.

As montadoras não querem que o retorno da alíquota do IPI reduza suas vendas. Os consumidores também não querem carros mais caros, mas Brasília quer arrecadar, para gastar sabe-se lá onde. Essa é a discussão verdadeira. Demitir funcionários nos últimos dias do ano é chutar o cachorro manso.

As manifestações de junho mostraram que houve uma mudança nos sentimentos do andar de baixo. O próprio doutor Ardila expôs a questão com clareza: "Não pedem a derrocada do governo. Pedem melhores serviços públicos. O que pode ser mais razoável?" A rua roncou contra governadores e prefeitos que subiram tarifas de transportes e mandaram a polícia cuidar do caso. (Geraldo Alckmin e Fernando Haddad foram para Paris, onde formaram uma dupla cantando "Trem das Onze" num ágape.) Salvo a ação de baderneiros, ninguém se mobilizou contra empresas. A turma de parafuso solto da GM, bem como a guilda das montadoras desafiam um ato do governo desempregando trabalhadores às vésperas do Ano Novo. Má ideia.

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2 Comentários »

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