Ficha Corrida

31/10/2013

Mauro Ricardo, um quadro do partido dos melhores quadros

Filed under: Isto é PSDB!,Mauro Ricardo — Gilmar Crestani @ 10:40 pm
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Chega ao fim mais um capítulo de uma lenda urbana dos anos 90. Naquela década os grupos mafiomidiáticos se desdobravam tecendo loas ao partido que tinha os “melhores quadros”, o PSDB. E, de fato, para se desincumbir do papel de vendilhões que o neoliberalismo exigia, o PSDB foi farto e se fartou. Mas um a um dos postes de FHC e Serra foram queimando fio até chegarmos em Mauro Ricardo. Nós gaúchos conhecemos muito bem aquela que, por ter sido amestrada nos corredores e atrás das portas da RBS, também foi catapultada para administrar o Piratini. Os gaúchos, sempre dispostos a engoliram qualquer merda que a RBS defeca, sufragaram o nome da cruela, que a história registra como tendo sido a pior inquilina do Piratini. E olha  que para ser pior que Antonio Britto não é fácil, mas nada é impossível quando se trata de um agente da RBS. Mas, voltando ao incensado quadro do PSDB, hoje está pendurado na Prefeitura de ACM Neto, em Salvador. Amanhã poderá abrilhantar uma penitenciária, onde já deveria estar aquele que, junto com Fujimori e Menem, compunha o trio de patetas teleguiados pelo Consenso de Washington, FHC, égua madrinha desta quadrilha. Quadrilha é o coletivo de “melhores quadros”…

Quem liga Cerra ao rombo na Prefeitura de SP

Mauro Ricardo teve o “domínio do fato” ? Kassab diz que sim !

Mauro Ricardo é carioca. Formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, se tornou funcionário de carreira da Receita Federal em 1993.
Em 1995, foi trabalhar com o então Ministro do Planejamento, José Serra.
Desde então, se tornou uma espécie de “secretário padrão” de Serra.
Sempre que o tucano ocupou um cargo público, Mauro Ricardo esteve com ele como membro destacado da equipe.
Em 1998, depois de perder a eleição para a prefeitura de São Paulo para Celso Pitta, Serra se tornou ministro da Saúde de Fernando Henrique, e lá foi Mauro Ricardo. Na gestão de Serra, ele assumiu a presidência da Funasa, Fundação Nacional de Saúde.  
Mauro Ricardo permaneceu no cargo até o fim do Governo de FHC.
Em 2002, Serra perdeu a eleição presidencial para Lula e fica momentaneamente sem mandato.
Nesse período, Mauro Ricardo foi presidir a Copasa, Companhia de Saneamento de Minas Gerais.
Presidiu a estatal mineira entre 2003 e 2004 – na administração do também tucano Aécio Neves.
Em 2004, José Serra é eleito prefeito de São Paulo, e Mauro Ricardo volta a trabalhar com ele, dessa vez, para assumir a Secretaria de Finanças do Município.
No meio do mandato, Serra renuncia para ser candidato ao governo do Estado de São Paulo.
Serra é eleito em 2006, e Mauro Ricardo “sobe” com ele: assume a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Em 2010, Serra se prepara para mais um voo presidencial – novo voo frustrado. Ele perde a eleição e fica novamente sem mandato.
O substituto de Serra no Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin, se apressa em ocupar os espaços da máquina do Governo serrista, e a despeito dos pedidos de Serra – noticiados pela imprensa na época – Mauro Ricardo é substituído em 2011.
Imediatamente, Mauro Ricardo volta para a Secretária de Finanças do Município de São Paulo, na gestão do então prefeito Gilberto Kassab. Vice de Serra em 2004, Kassab herdou a prefeitura em 2006, e se reelegeu em 2008.
Mauro Ricardo ficou como titular da pasta de Finanças até o fim do mandato de Kassab.
Nesse período, ele chefiou diretamente – segundo o ex-prefeito Gilberto Kassab, com ”total autonomia” – pelo menos dois dos quatro ex-servidores presos hoje, suspeitos de desviar 200 milhões de reais dos cofres da prefeitura de São Paulo, nos últimos 3 anos.
Mauro Ricardo era chefe direto de Ronilson Bezerra Rodrigues, ex-subsecretário da Receita Municipal (exonerado do cargo em 19/12/2012); e Eduardo Horle Barcelos, ex-diretor do Departamento de Arrecadação e Cobrança (exonerado do cargo em 21/01/2013).
No final do mandato de Kassab, Mauro Ricardo foi ”disputado” por dois prefeitos eleitos em 2012 – Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), de Salvador, e Arthur Virgílio (PSDB-AM), de Manaus.
Mauro Ricardo escolheu Salvador, onde é novamente Secretário de Finanças.
Clique aqui para ler a nota do Prefeito Haddad sobre a “Operação Necator”.
Murilo Henrique Silva, editor do Conversa Afiada
Clique aqui para ler “Haddad põe a polícia em cima de equipe do Cerra”

Quem liga Cerra ao rombo na Prefeitura de SP | Conversa Afiada

 

Os detalhes da quadrilha que beneficiava construtoras na prefeitura de SP

qui, 31/10/2013 – 09:41

Sugerido por Webster Franklin

Correio do Brasil

Fernando Haddad descobre “ninho” de corrupção de R$ 500 milhões

Por Redação, com agências – de São Paulo 

Uma investigação da Controladoria Geral do Município, criada pelo prefeito Fernando Haddad, resultou na prisão nesta quarta-feira, de quatro ex-altos funcionários da gestão de Gilberto Kassab entre os anos de 2006 e 2012. A operação, chamada de a Operação Necator, foi realizada em conjunto entre Ministério Público Estadual e a CGM (Controladoria Geral do Município), órgão criado por Haddad.

O ex-subsecretário da Receita Municipal e ex-diretor de Arrecadação são acusados de liderar uma quadrilha que abatia irregularmente ISS para grandes construtoras, que  pertenceram à equipe do então secretário de Finanças Mauro Ricardo, oriundo da gestão de José Serra, com dívidas de R$ 480 mil eram resolvidas por R$ 12 mil. Centenas de imóveis, carros de luxo e até lotéricas foram comprados com verba desviada.

A operação “acerto de contas” descobriu que escritório da quadrilha era chamado de “ninho” e  ficava a 300 metros da sede da Prefeitura.  O ex-prefeito Gilberto Kassabdeclarou: “Não foram indicados por mim”.

“Descobrimos outros Arefs”, exclamou um secretário municipal diante da prisão, na manhã desta quarta-feira 30, de quatro ex-altos funcionários da Prefeitura de São Paulo.

Ligados à Secretária de Finanças na gestão do prefeito Gilberto Kassab e do secretário Mauro Ricardo, oriundo da equipe do prefeito anterior José Serra, os quatro presos são acusados de fazer parte de uma quadrilha que pode ter desviado mais de R$ 500 milhões dos cofres municipais por meio do abatimento de irregular de dívidas de ISS – Imposto Sobre Serviço, o principal tributo do município.

Segundo investigação com origem em março na Controladoria Geral do Município, criada pelo atual prefeito Fernando Haddad, o grupo concedia “habite-se” para grandes construtoras de imóveis por meio de recebimentos pessoais por fora dos meios normais. Num dos casos apurados, uma construtora com dívida de R$ 480 mil de ISS conseguiu liberar a construção e entrega de um prédio recolhendo apenas R$ 12 mil aos cofres públicos.

Entre os presos na operação “Acerto de Contas” estão o ex-subsecretário da Receita Municipal Ronilson Bezerra Rodrigues e o ex-diretor de arrecadação do orgão Eduardo Barcelos. Ambos eram do primeiro escalão da Secretaria de Finanças, comandada por Mauro Ricardo. O secretário foi homem de confiança na Prefeitura paulistana do ex-prefeito José Serra e permaneceu no cargo na gestão de Gilberto Kassab.

– Não foram indicados por mim, desviou Kassab ao ser abordado sobre as prisões.

A Acerto de Contas apurou que os negócios ilegais sobre as dívidas de ISS eram feitos num escritório apelidado de “ninho”, que ficava a 300 metros da sede da Prefeitura, no centro da capital. Desvios de mais de R$ 500 milhões sobre o principal imposto municipal podem ter sido cometidos. Com o dinheiro obtido, a quadrilha, segundo as investigações, comprou dezenas de imóveis e carros de luxo, além de casas lotéricas. As propriedades foram legalizadas em nomes de terceiros.

A comparação com o caso de Hussain Aref Saab, ex-diretor diretor do Departamento de Edificações da Prefeitura, também nas gestões de Kassab e Serra, é quase automática. Aref amealhou mais de uma centena de imóveis em seu nome e no de familiares. Ele é acusado de ter liderado um esquema de corrupção com grandes construtoras para liberar bem mais facilmente a aprovação de edifícios residenciais e comerciais na maior cidade do país.

A operação, realizada nas cidades de São Paulo e Santos e no estado de Minas Gerais, mobilizou mais de 50 agentes da Controladoria Geral do Município, do Ministério Público do Estado de São Paulo e das Polícias Civis de São Paulo e de Minas Gerais. Também foi determinado pela Justiça o sequestro dos bens dos envolvidos e das empresas por eles operadas. Além das prisões, foram efetuados procedimentos de busca e apreensão de documentos e valores nas residências dos servidores e de terceiros por eles utilizados, assim como nas sedes de empresas ligadas ao esquema.

Estima-se que, em decorrência da ação da organização criminosa presa hoje, somente nos últimos três anos, tenha havido um prejuízo potencial superior a R$ 200 milhões para os cofres do Município de São Paulo, valor que pode chegar a R$ 500 milhões, se considerado todo o tempo em que os operadores do grupo atuaram no esquema desvendado.

As investigações tiveram seu início a partir da identificação, pela recém-criada Controladoria Geral do Município, de auditores fiscais que apresentavam fortes indícios de evolução patrimonial incompatível com a respectiva remuneração. Foi detectado que dois desses servidores atuavam em um mesmo setor, responsável pela arrecadação do ISS para fins de emissão do habite-se de empreendimentos imobiliários recém-construídos.

Por meio de análise estatística efetuada pelo seu setor de inteligência e de produção de informações estratégicas, a Controladoria constatou que nas obras sob a responsabilidade desses auditores fiscais a arrecadação do ISS era substancialmente menor ao percentual arrecadado pela média dos outros servidores que atuavam na mesma área.

De posse de tais dados, foi acionado o Ministério Público do Estado de São Paulo e iniciou-se uma investigação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Carteis e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos – Gedec.

No curso das investigações, com as informações decorrentes da quebra dos sigilos bancário e fiscal, dos dados provenientes do sistema de inteligência financeira e das interceptações telefônicas dos investigados, autorizadas pela Justiça, foi possível ratificar, não apenas a hipótese do crime de corrupção, como também toda a cadeia de comando da organização criminosa e a existência de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.

Do mesmo modo, por meio do exame dos dados oriundos da quebra do sigilo bancário, o Gedec identificou a existência de diversas transferências, em valores vultosos, efetuadas por empresas construtoras e incorporadoras de imóveis na conta corrente de empresas de titularidade de alguns dos auditores fiscais investigados e de seus familiares. Na conta bancária de uma dessas empresas houve depósitos de empresas construtoras que, em somente um mês, totalizaram mais de R$ 1,8 milhões. Outro detalhe que impressiona é que, no mesmo dia ou poucos dias após os depósitos, coincidentemente certificados de quitação do ISS eram emitidos, de modo que os empreendimentos imobiliários administrados pelas mesmas construtoras pudessem obter o “habite-se”.

Apenas exemplificando, em 02/12/2010, uma das construtoras/incorporadoras efetuou uma transferência bancária no valor de R$ 407.165,65 para a conta da empesa de um dos fiscais. No dia seguinte, 03/12/2010, a mesma empresa obteve o certificado de quitação do ISS, mediante o recolhimento aos cofres públicos municipais no valor de R$ 12.049,59, quantia cerca de 34 vezes menor que aquela depositado na conta da empresa do servidor.

Além disso, testemunhas foram ouvidas e confirmaram a extorsão efetuada e o “modus operandi” da organização criminosa, informando detalhes e o nome de outros possíveis agentes que supostamente também atuavam no esquema.

A Controladoria Geral do Município, dando prosseguimento às investigações já em curso, irá instaurar processo disciplinar para apurar as responsabilidades, na esfera administrativa, dos servidores envolvidos. Além disso, também determinará a instituição de uma força-tarefa, com vistas a adoção de medidas para o ressarcimento aos cofres municipais, inclusive, se for o caso, por meio da cobrança junto às empresas que possam haver se beneficiado do esquema.

Os servidores também deverão responder pelos crimes de concussão/corrupção passiva, advocacia administrativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

3 Comentários »

  1. […] Não se vê o mesmo afinco para traçar as carreiras que ligam Aécio Neves a Zezé Perrela, nem os dutos que ligam os vagões de José Serra a Mauro Ricardo. […]

    Pingback por Os fios que ligam Dirceu, desligam Aécio de Zezé Perrela | Ficha Corrida — 27/11/2013 @ 8:48 am | Responder

  2. […] para os pobres. Já o assalto ao cofres públicos pela quadrilha deixada por Serra e comandada por Mauro Ricardo fica em brancas nuvens e ninguém […]

    Pingback por Grupo protesta contra IPTU mas silencia ao assalto de Mauro Ricardo | Ficha Corrida — 01/11/2013 @ 9:03 pm | Responder

  3. […] See on fichacorrida.wordpress.com […]

    Pingback por Mauro Ricardo, um quadro do partido dos melhores quadros | EVS NOTÍCIAS. — 01/11/2013 @ 7:13 am | Responder


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