Ficha Corrida

22/06/2013

Sou a favor da PEC 37

Filed under: Ministério Público,PEC 37 — Gilmar Crestani @ 9:22 am
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O poder de investigação criminal, como está na Constituição, é exclusivo da polícia judiciária. Ao MP incumbiria  fiscalizar o bom cumprimento desta prerrogativa.

Ao se dar o poder ao MP se esvazia o da Polícia. Mas o problema, para mim que sou leigo, não é isso. Pior, quem fiscalizaria o MP? Aliás, alguém já se perguntou quem fiscaliza o MP? E não gosto principalmente porque os principais aliados do MP contra a PEC 37 é a Rede Globo. Ninguém considerado honesto pode se aliar impunemente à Rede Globo. Ou o MP não conhece as relações da Globo com a ditadura? Será que eles não leram o famoso editorial?

Seria o Gurgel, o estrábico ideológico que só investiga corrupção dos adversários e protege seus corruptos, como fez com seu colega de MP, Demóstenes Torres? Aliás, a PEC 37 viria para deixar mais claras as obrigações da Polícia e do MP. E por que só agora isso está vindo à tona? Por que o MP fez a escola preferencial em dar visibilidade midiática com, ao tornar pública uma investigação, provocar punição antecipada mediante o compadrio com a mídia. Foram estas relações incestuosas que, também há na Polícia Federal, como no caso do Delegado Bruno, mas que com o MP no Caso Carlinhos Cachoeira, virou parceria. Casos como o do Delegado Bruno podem ser fiscalizados pelo MP, no caso do Gurgel e Demóstenes Torres, quem os fiscalizaria?

Alguém ainda lembra de Geraldo Brindeiro? Pois é, muita gente sequer lembra quem foi este sujeito, mas à época ficou conhecido por Engavetador Geral, simplesmente porque todos os casos de corrupção que apareciam no governo FHC, como seu colega Roberto Gurgel agora faz em relação ao PSDB/DEM, engavetava. E aí, como me disseram alguns procuradores, eu estaria generalizando por causa de uma minoria.

É verdade estou generalizando. Por que estou generalizando?

Então vamos ver como são escolhidos os Procuradores Gerais. Tanto Geraldo Brindeiro como Roberto Gurgel foram escolhidos pela maioria do Ministério Público. Significa dizer que a maioria são como eles. Não é pouco, né.

Com o poder de investigação dado ao MP, os holofotes chamam mais atenção que a responsabilidade funcional. Assim, os casos em que a mídia der mais repercussão, lá estão eles dando entrevistas. Não se vê isso da mesma forma na Polícia Federal. E, se houvesse uma desmedida da Polícia Federal, teríamos o MP para fiscalizar. Quando o MP faz isso, quem fiscaliza?

Agora, por exemplo, o MP abraçou as manifestações para introduzir o cavalo de tróia da PEC 37. Luta legítima de quem quer manter esta prerrogativa. E quanto aos demais itens da pauta dos manifestantes?

Uma grande parcela dos manifestantes se dizia contrária às obras faraônicas e superfaturadas para a Copa de 2014. Por que o MP não explica o processo das obras para a Copa e seu papel “nisso TUDO”. Alguém ouviu alguém do MP falando se houve ou não ouve licitação? Se houve ou não houve vício na licitação? Pois é, este seria exatamente o papel do MP, fiscalizar. Se houve fraude houve falha na fiscalização. Mas o MP não é o único fiscal.

Além disso, para que serve o Tribunal de Contas da União? Para fiscalizar. TCU e MP não viram os superfaturamentos das obras da Copa? Se viram porque não denunciaram, se fiscalizaram e não viram, porque ficaram quietos.

Lembram do caso do Fórum Trabalhista de São Paulo, em que foi e continua preso, se ainda não morreu, Nicolau dos Santos Neto, o Lalau? Existia fiscal só para Lalau ou para quem abriu as portas dos cofres em Brasília? Por quê? Simplesmente porque o Procurador Geral, Geraldo Brindeiro, ao invés de fiscalizar a lei e denunciar a quadrilha, protegeu uns, e entregou Lalau como bode expiatório para salvar o resto da quadrilha. É como se Lalau tivesse saído de São Paulo, chegado em Brasília, o cofre se abrisse sozinho, enchesse uma mala de dinheiro e voltasse a São Paulo…

Como dizem os manifestantes do Passe Livre, não é pelos  0,20 que ele surrupiou “sozinho” mas pelo estrabismo ideológico do MP, que engaveta alguns processos, como fez com o mensalão tucano, e vaza os processos dos adversários à Veja, como fazia o procurador Demóstenes Torres em cumplicidade com seu colega Roberto Gurgel. Não é pela eficiência de umas investigações, mas pele seletividade delas, sempre conectadas com vazamentos para os grupos mafiomidiáticos. Que me desculpem os muitos trabalhadores do MP que investigam e são responsáveis por denunciar um monte de corrupção e bandidagem, as quais, quando chegam nas instâncias superiores, se envolvem “parceiros”, são esvaziadas por filigranas técnico-jurídicas.

Onde estava o MP quando Gurgel e Demóstenes faziam isso em compadrio com a Veja (Policarpo Jr) e Carlinhos Cachoeira!?

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  1. […] Noticias Comentar                 by Gilmar Crestani O poder de investigação criminal, como está na Constituição, é exclusivo da polícia judiciária. Ao MP incumbiria  fiscalizar o bom cumprimento desta prerrogativa. Ao se dar o poder ao MP se esvazia o da Polícia. Mas o problema, para mim que sou leigo, não é isso. Pior, quem fiscalizaria o MP? Aliás, alguém já se perguntou quem fiscaliza o MP? E não gosto principalmente porque os principais aliados do MP contra a PEC 37 é a Rede Globo. Ninguém considerado honesto pode se aliar impunemente à Rede Globo. Ou o MP não conhece as relações da Globo com a ditadura? Será que eles não leram o famoso editorial? Seria o Gurgel, o estrábico ideológico que só investiga corrupção dos adversários e protege seus corruptos, como fez com seu colega de MP, Demóstenes Torres? Aliás, a PEC 37 viria para deixar mais claras as obrigações da Polícia e do MP. E por que só agora isso está vindo à tona? Por que o MP fez a escola preferencial em dar visibilidade midiática com, ao tornar pública uma investigação, provocar punição antecipada mediante o compadrio com a mídia. Foram estas relações incestuosas que, também há na Polícia Federal, como no caso do Delegado Bruno, mas que com o MP no Caso Carlinhos Cachoeira, virou parceria. Casos como o do Delegado Bruno podem ser fiscalizados pelo MP, no caso do Gurgel e Demóstenes Torres, quem os fiscalizaria? Alguém ainda lembra de Geraldo Brindeiro? Pois é, muita gente sequer lembra quem foi este sujeito, mas à época ficou conhecido por Engavetador Geral, simplesmente porque todos os casos de corrupção que apareciam no governo FHC, como seu colega Roberto Gurgel agora faz em relação ao PSDB/DEM, engavetava. E aí, como me disseram alguns procuradores, eu estaria generalizando por causa de uma minoria. É verdade estou generalizando. Por que estou generalizando? Então vamos ver como são escolhidos os Procuradores Gerais. Tanto Geraldo Brindeiro como Roberto Gurgel foram escolhidos pela maioria do Ministério Público. Significa dizer que a maioria são como eles. Não é pouco, né. Com o poder de investigação dado ao MP, os holofotes chamam mais atenção que a responsabilidade funcional. Assim, os casos em que a mídia der mais repercussão, lá estão eles dando entrevistas. Não se vê isso da mesma forma na Polícia Federal. E, se houvesse uma desmedida da Polícia Federal, teríamos o MP para fiscalizar. Quando o MP faz isso, quem fiscaliza? Agora, por exemplo, o MP abraçou as manifestações para introduzir o cavalo de tróia da PEC 37. Luta legítima de quem quer manter esta prerrogativa. E quanto aos demais itens da pauta dos manifestantes? Uma grande parcela dos manifestantes se dizia contrária às obras faraônicas e superfaturadas para a Copa de 2014. Por que o MP não explica o processo das obras para a Copa e seu papel “nisso TUDO”. Alguém ouviu alguém do MP falando se houve ou não ouve licitação? Se houve ou não houve vício na licitação? Pois é, este seria exatamente o papel do MP, fiscalizar. Se houve fraude houve falha na fiscalização. Mas o MP não é o único fiscal. Além disso, para que serve o Tribunal de Contas da União? Para fiscalizar. TCU e MP não viram os superfaturamentos das obras da Copa? Se viram porque não denunciaram, se fiscalizaram e não viram, porque ficaram quietos. Lembram do caso do Fórum Trabalhista de São Paulo, em que foi e continua preso, se ainda não morreu, Nicolau dos Santos Neto, o Lalau? Existia fiscal só para Lalau ou para quem abriu as portas dos cofres em Brasília? Por quê? Simplesmente porque o Procurador Geral, Geraldo Brindeiro, ao invés de fiscalizar a lei e denunciar a quadrilha, protegeu uns, e entregou Lalau como bode expiatório para salvar o resto da quadrilha. É como se Lalau tivesse saído de São Paulo, chegado em Brasília, o cofre se abrisse sozinho, enchesse uma mala de dinheiro e voltasse a São Paulo… Como dizem os manifestantes do Passe Livre, não é pelos  0,20 que ele surrupiou “sozinho” mas pelo estrabismo ideológico do MP, que engaveta alguns processos, como fez com o mensalão tucano, e vaza os processos dos adversários à Veja, como fazia o procurador Demóstenes Torres em cumplicidade com seu colega Roberto Gurgel. Não é pela eficiência de umas investigações, mas pele seletividade delas, sempre conectadas com vazamentos para os grupos mafiomidiáticos. Que me desculpem os muitos trabalhadores do MP que investigam e são responsáveis por denunciar um monte de corrupção e bandidagem, as quais, quando chegam nas instâncias superiores, se envolvem “parceiros”, são esvaziadas por filigranas técnico-jurídicas. Onde estava o MP quando Gurgel e Demóstenes faziam isso em compadrio com a Veja (Policarpo Jr) e Carlinhos Cachoeira!?   Fonte: https://fichacorrida.wordpress.com/2013/06/22/sou-a-favor-da-pec-37/ […]

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