Ficha Corrida

27/05/2013

CIA paga, Folha torce pela ALCA

Filed under: ALCA,Aliança do Pacífico,Isto é EUA!,Neoliberalismo — Gilmar Crestani @ 7:56 am
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garras paraguaiasVeja que, para os a$$oCIAdos do Instituto Millenium, só o Mercosul é politizado; a ALCA, não. Lá é tudo etéreo, fato da natureza, como a chuva, o sol e as noites frias.  Sabe por quê? Porque a ALCA que transformou o México num puteiro e entreposto de drogas, é composta por anjos… FHC é o grande motor para trazer o Brasil de volta para o quintal dos EUA. É  tal da Teoria da Dependência, segundo a qual só seremos independentes se formos dependentes dos EUA… A questão não se resume se o bloco exportou mais ou menos que o outro, mas se os recursos gerados com tais exportações chegam ao povo. Uma empresa americana no Chile que exporta para os EUA, fica tudo em casa. Quando ela for embora, para outro país capacho, deixa só o rastro da destruição. Como a Zara na Índia…

Só..rindo!

Viés liberal da Aliança do Pacífico desafia Mercosul

Novo bloco exportou 10% a mais em 2011 do que o grupo que Brasil integra

Crescimento médio de 4,9% registrado por Chile, Colômbia, México e Peru em 2012 supera o brasileiro

ISABEL FLECKDE SÃO PAULO

Com um PIB de 35% do total latino-americano e crescimento que supera os vizinhos do Mercosul, a jovem Aliança do Pacífico –que completa um ano em junho– dividiu a região e já desperta interesse como "a alternativa pró-mercado" do continente.

Diante de um Mercosul com imagem fragilizada por decisões políticas recentes, como a suspensão do Paraguai, e pela lentidão em fechar um acordo de livre comércio com a UE (União Europeia), o grupo formado por Colômbia, Chile, Peru e México tomou para si o papel de "novo motor econômico e de desenvolvimento da América Latina".

Segundo o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, a Aliança "não tira o sono" do Brasil. Para o Itamaraty, não existe "inveja" ou medo de "perder espaço".

No entanto, o contraponto mais liberal ao Mercosul está criado e ganha atenção –o que se deve, em parte, pelo papel "pouco ativo" do Brasil e do bloco do sul, na opinião do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"O Brasil não conseguiu exercer uma liderança capaz de impedir a fragmentação da América do Sul", disse FHC à Folha. "Os países do Mercosul não se esforçaram por acordos comerciais e tampouco avançaram na direção de formar um verdadeiro bloco integrado."

VANTAGEM

Em 2011, os países da Aliança do Pacífico já exportaram 10% a mais em bens e serviços que os do Mercosul (incluindo a Venezuela, que não fazia ainda parte do bloco). O crescimento em 2012 entre os integrantes do grupo do Pacífico foi de 4,9%, em média –bem acima dos 2,2% do Mercosul.

Enquanto as negociações de um acordo entre Mercosul e UE se desenrolam lentamente após mais de uma década de discussões, a Aliança já atraiu França, Espanha e Portugal como observadores.

Para o Brasil, o bloco do Pacífico ameaça o que era até então uma vantagem comparativa do país: o tamanho do mercado. Juntos, os países da Aliança têm população de 209 milhões e PIB de US$ 2 trilhões –próxima aos 198 milhões de habitantes e US$ 2,4 trilhões de PIB do Brasil.

"Para atrair investimentos, a Aliança é muito mais interessante porque é do tamanho do Brasil, mas cresce mais rápido e tem mais qualidade de política, com inflação baixa e economias menos fechadas", avalia Armando Castelar Pinheiro, coordenador de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.

Suspensão do Paraguai indica bloco politizado

DE SÃO PAULO

A suspensão do Paraguai do Mercosul após o impeachment-relâmpago do esquerdista Fernando Lugo, em junho passado, e o rápido respaldo do grupo à contestada vitória do chavista Nicolás Maduro na Venezuela, em abril, são, para especialistas, evidências da politização que teria intimidado o avanço comercial do bloco e comprometido sua imagem pelo mundo.

"Para entender a transformação do Mercosul numa aliança mais política do que comercial é preciso entender as personalidades dos partidos que estão no poder nesses países [Argentina, Brasil e Venezuela] e a relação entre eles", afirma o economista Armando Castelar Pinheiro, da FGV.

Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a influência dos países "bolivarianos" pode ter levado o Mercosul a "uma política comercial mais acanhada". "A tal ponto que o Uruguai sentiu-se compelido a avançar sozinho na busca de novos mercados e o Paraguai acabou isolado dentro do Mercosul", diz FHC.

Tanto Paraguai como Uruguai –que fechou um acordo de livre comércio com o México– ingressaram como observadores na Aliança do Pacífico.

RESPOSTA

O Itamaraty rebate que o argumento é um "julgamento ideológico" sem base em fatos concretos. "O comércio dentro e fora do Mercosul cresceu acima da média do crescimento mundial", diz o porta-voz do ministério, Tovar Nunes. Segundo ele, os recentes pedidos de ingresso de Bolívia e Equador mostram que há interesse pelo bloco. "E não é um interesse político."

(IF)

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2 Comentários »

  1. Republicou isso em Florencio1's Blog.

    Comentário por florencio1 — 27/05/2013 @ 9:07 am | Responder


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