Ficha Corrida

15/04/2013

E os EUA perderam novamente para um poste de Chávez

Filed under: Nicolás Maduro,Venezuela — Gilmar Crestani @ 7:27 am
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Decididamente, a CIA já não encontra vira-latas suficientes na Venezuela e os que recruta no Brasil, Argentina, Colômbia, El Salvador e Guatemala ou são mulas ou são malas. Assim, antes de 2019 só no golpe, mas que o vira-bostas vão tentar ah disso não tenham dúvidas. E, pelas páginas do El País, já começou com esta abertura de página: “Capriles no reconoce la victoria mínima de Maduro” Mas confessa mais uma tentativa da CIA: Venezuela corta Internet por un ataque ‘hacker’ contra Maduro . Já o Página12 argentino fez o contraponto: “VENEZUELA SIGUE MADURA”. A margem foi pequena, mas alguém ainda lembra como foi a vitória de George W. Bush nas eleições de 2000, na Flórida?

Maduro tem vitória apertada na Venezuela

Com 99% das apuradas, chavista tinha 50,66% dos votos contra 49,07% de Capriles; diferença de menos de 300 mil votos

Sucessor de Chávez pede que oposição aceite os resultados sem arrogância, mas admite recontagem

FLÁVIA MARREIROENVIADA ESPECIAL A CARACAS

Na primeira vitória do chavismo sem Hugo Chávez, a Venezuela elegeu ontem o ex-sindicalista Nicolás Maduro, 50, para governar o país até 2019 com menos de 1,6 pontos percentuais de diferença do segundo colocado, Henrique Capriles, -resultado que tinha a possibilidade de ser duramente questionado pela oposição.

Esta foi a primeira vez desde 2005 que os opositores questionavam os números dos CNE (Conselho Nacional Eleitoral), a quem acusam de favorecer o governo, antes dos resultados, num desdobramento que pode mergulhar o país numa grave crise política pouco mais de um mês após a morte de Chávez, vítima de um câncer em março.

Segundo o CNE, com 99,1% das urnas apuradas, Maduro, indicado por Chávez como sucessor, obteve 50,66% dos votos (7.505.338 votos) contra 49,07% (7.270.403 votos).

O reitor Vicente Diaz, o único do CNE próximo da oposição, pediu a auditoria de 100% dos votos -em geral acontece com apenas metade.

Em discurso feito logo depois do anúncio do resultado, em frente ao Palácio Miraflores, Maduro disse que confia no sistema eleitoral da Venezuela e que o resultado deve ser respeitado.

Ele pediu que a oposição aceite os resultados sem arrogância. Diante de um possível pedido de auditoria, ele pediu que o procedimento seja feito, "para que não fique dúvida dos resultados".

"Vamos construir um governo poderoso, do povo e vamos construir uma nova, ampla e poderosa maioria da revolução bolivariana."

A jornada eleitoral, que foi tranquila, encerrou com alta tensão política devido às declarações de vitória antecipadas tanto pela campanha de Maduro, como pelos aliados de Capriles.

Mais cedo, Capriles, em sua conta de Twitter, fez sua mais grave acusação contra o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) ao afirmar que estariam permitindo votos após o encerramento de mesas.

"Alertamos ao país e ao mundo a intenção de querer mudar a vontade expressada pelo povo", escreveu Capriles no Twitter, pedindo a reprodução da mensagem.

"Sigo recebendo resultados de todo país! Como mudaram as coisas desde 7 de outubro", chegou a comemorar o opositor em referência a disputa contra o então presidente Hugo Chávez, quando perdeu por 44% contra 55% dos votos.

Com um cenário de vitória apertada, a Venezuela pode mergulhar numa crise política pouco mais de um mês após a morte de Chávez, vítima de câncer.

Foi uma reviravolta em relação ao cenário previsto pelas pesquisas de opinião, que davam margem de ao menos oito pontos a favor de Maduro, apesar de advertir que Capriles vinha diminuindo a vantagem na última semana.

O ex-chanceler Maduro começou a corrida eleitoral no mês passado como franco favorito, embalado pelo ambiente de comoção no país pela morte de Chávez.

Nem o governo nem o próprio candidato hesitaram em transformar os atos em odes político-religiosas ao esquerdista, chamado de "Cristo Redentor dos pobres". Já Capriles, mais experiente em sua segunda disputa nacional, arriscou ao mesclar duros ataques ao governo com promessa de reconciliação do país.

POR CHÁVEZ

Maduro seguiu sua estratégia de apresentar o voto em sua candidatura como cumprimento do "último desejo" de Chávez, algo repetido pela maioria de seus eleitores ontem em Caracas.

O ex-chanceler foi votar acompanhado da mulher, a também dirigente chavista Cília Flores, e da família do mandatário morto.

Num discurso inusual para um chavista, o mandatário interino prometeu fortalecer a economia atraindo investimentos, incluindo os externos, "para desenvolver a indústria mista, pública e privada, pequena, média e grande".

Capriles, 40, que se reelegeu governador de Miranda em dezembro, votou em Las Mercedes, região abastada de Caracas.

2 Comentários »

  1. […] E os EUA perderam novamente para um poste de Chávez […]

    Pingback por Quando envolve um correligionário, a Folha faz isso aí, ó | EVS NOTÍCIAS — 15/04/2013 @ 1:15 pm | Responder

  2. Reblogged this on O LADO ESCURO DA LUA.

    Comentário por anisioluiz2008 — 15/04/2013 @ 8:53 am | Responder


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