Ficha Corrida

10/11/2012

De como noticiar sem informar

Filed under: Ernestina Herrera de Noble,Grupo Clarin,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 8:43 am

A Folha de São Paulo, no afã de cumprir com o acordado no encontro patrocinado pela SIP na sede do Instituto Millenium, saiu a campo para fazer a defesa do Grupo Clarin sem mencionar o principal beneficiário das suas mal traçadas linhas. O que custaria à Folha informar que os manifestantes foram chamados pelo Grupo Clarin em virtude da lei de médios que entra em vigor no dia 07 de dezembro e à qual os grupos mafiomidiáticos argentinos devem se enquadrarem. Lei é lei! Ou seria a melhor nos tempos da ditadura, quando o Grupo Clarin nasceu, cresceu e desabrochou, à margem da lei, tendo inclusive adotado dois filhos de “desaparecidos” políticos. O roubo de bebês é um sub-produto típico de ditaduras estéreis. Aconteceu no Chile, Espanha e Argentina. Os “filhos” de Dona Ernestina Herrera de Noble, Marcela e Felipe Noble Herrera, teriam sido roubados de mães grávidas mortas pela ditadura. Outro aspecto que levou os novos ricos a se manifestarem contra o governo foi a proibição de “exportarem" dólares, uma mania argentina deste os tempos de Menem. E nada disso interessa à Folha.

Cristina ironiza panelaço com 500 mil participantes

"Ontem [na noite de quinta] aconteceu uma coisa muito importante, o Congresso do PC chinês", disse a presidente

Crise econômica foi um dos alvos do protesto; "aparato cultural" gera "ideia distorcida do país", diz mandatária

SYLVIA COLOMBODE BUENOS AIRES

A presidente argentina Cristina Kirchner ironizou o panelaço realizado anteontem contra seu governo, do qual participaram 500 mil pessoas em Buenos Aires, segundo cálculo da polícia.

Houve atos também em diversas cidades do país e a adesão de argentinos que vivem no exterior, incluindo um grupo que protestou na avenida Paulista, em SP.

"Ontem [anteontem] aconteceu uma coisa muito importante, o Congresso do Partido Comunista chinês", disse a mandatária. Cristina criticou indiretamente os organizadores da manifestação, dizendo que há "um formidável aparato cultural para que os argentinos tenham uma ideia distorcida do país".

A manifestação pediu liberdade, democracia, não à corrupção e à re-reeleição, suposta intenção de Cristina de mudar a Constituição para tornar viável sua candidatura a um terceiro mandato.

O protesto repercutiu intensamente na imprensa local. Jornais críticos, como o "La Nación", chamaram a manifestação de "histórica". Já os alinhados ao governo, como o "Pagina 12", deram manchetes negativas ("Mais do mesmo").

A manifestação ocorre num momento em que a popularidade da presidente está em queda. Segundo os institutos Poliarquia e Managment & Fit, a aprovação de Cristina ronda os 35%. Ela foi reeleita em outubro de 2011, com 54% dos votos.

Durante a marcha, houve confrontos entre manifestantes e jornalistas. O mais grave foi a agressão a um repórter do canal governista C5N, enquanto estava no ar. O agressor, Nicolás Ayuso, 29, foi detido no local.

O programa de TV "6,7,8" mandou repórteres à rua para confrontar os participantes do protesto. A jornalista kirchnerista Cynthia Garcia interpelou pessoas perguntando: "Você acha que a falta de segurança é tanta que merece uma marcha?".

A oposição elogiou o tom não agressivo da marcha e pediu que a presidente ouça o grito das ruas. "Tomara que se disponham a produzir as mudanças necessárias para deter a inflação, aumentar os investimentos e o emprego e melhorar a segurança e a educação", disse Ricardo Alfonsín, da União Cívica Radical.

Já o senador kirchnerista Aníbal Fernández disse não ter visto uma mensagem clara no protesto e não haver entendido "a quem se dirigia".

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