Ficha Corrida

06/07/2012

A fúria goebbeliana da RBS

Filed under: Goebbels,RBS — Gilmar Crestani @ 8:57 am

Paul Joseph Goebbels, foi ministro da propaganda de Adolf Hitler (Propagandaminister) na Alemanha Nazista. Goebbels, nos estertores da Alemanha Nazista, teria permitido que sua mulher, Magda, matasse os seus seis filhos pequenos. Goebbels, a exemplo da RBS, estava mais preocupado em repetir mentiras do que cuidar dos próprios filhos. Aliás, não consta que Goebbels tivesse um filho estuprador.

Como ensinava o velho guru da RBS, “uma mentira, repetida com freqüência e berrada alto o suficiente, ignorando todas e quaisquer declarações que desmascaram a mentira, irá com o tempo ser acreditada pelas massas”.

Uma mentira repetida em contínuos editoriais faz da RBS o veículo que melhor representa o modelo de propaganda nazista criado por Gobbels. Assim como Hitler elegeu os judeus como alvos para eliminação da vida pública, a fim de facilitar a purifcação da raça  alemã, a RBS elegeu o funcionalismo público como exemplo da perversidade que impede a purificação do espírito privatista ao modo mafiomidiático. Note que a RBS não está lutando contra a corrupção, mas contra o servidor público. Não critica golpistas nem os corruptores privados, só os servidores públicos. Por que esta fúria ensandecida?

Não se viu uma sequência de editoriais da RBS atacando Demóstenes Torres por ter se unido a bandidos, graças aos quais conseguiu chegar ao Senado.

A RBS não fez nenhum editorial mostrando o papel de Fernando Henrique Cardoso naquilo que deu origem ao livro A Privataria Tucana.

Marconi Perillo, governador de Goiás, a cada dia que passa mais e mais dados confirmam sua relações com o crime organizado. No entanto, nunca mereceu uma manchete da RBS. E ele é funcionário público, não? Este tipo de funcionário público que se envolve com o crime organizado não interessa à RBS. Tuda passa como se Goiás não existisse e Marconi Perillo fosse governador no Azerbaijão.

Quantos editoriais a RBS fez para denunciar a quadrilha comandada por Carlinhos Cachoeira e Policarpo Junior? Em algum momento a RBS critiou Roberto Civita por sua aliança com Carlinhos Cachoeira?

Aliás, a RBS sempre apoiou bandidos, a começar por aqueles que ocuparam o comando da nação através de um golpe militar. Bandidos que prendiam, torturavam e assassinavam. A RBS e seu aliado preferencial, Roberto Marinho, se deram muito bem com a relação especial que mantinham com torturadores sádicos e assassinos com distintivos oficiais.

Tivesse qualquer laivo de honestidade, a RBS encetaria um luta pela quebra do sigilo fiscal. Inclusive dela. Poderia começar justificando porque abriu uma empresa nas Ilhas Cayman.

Recebi por email alguns dos últimos editoriais da RBS. Eu, já fui vítima de um editorial da RBS, já não a lia mais. Me lixo para pessoas que perdem seu tempo lendo este lixo. Mas, diante da desonesta campanha que stá fazendo contra os servidores públicos, não posso ficar calado. Por que agora eles são contra o servidor público, como já foram contra os movimentos sociais, e amanhã poderão se manifestar contra quem usa bengala.  Não podemos esperar que aconteça aquilo foi denunciado no poema de Martin Niemöller:

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar… "

Martin Niemöller, 1933
– símbolo da resistência aos nazistas.

Goebbels em ação I (02/07/2012)

Editorial_02072012

Brecha perigosa é a da mãe do estuprador de Santa Catarina. É por lá que saiu o que de mais medonho uma sociedade pode ter.

Família que cria estupradores não tem autoridade moral para criticar ninguém. Da mesma forma, quem se socorre de banco público, como fez a RBS no tempo de FHC, pegando empréstimo do Banco do Brasil, não tem autoridade para falar em controle das contas públicas.  Seria por esta ou outra razão que teria trazido direto do governo FHC o sempre lembrado Pedro Parente?

 

Goebbels em ação II (03/07/2012)

Editorial_03072012

A fúrias voyerista da RBS não tem limite. Aposto como a comunidade de Florianópolis tem muito mais interesse em saber quem é o estuprador da família Sirotisky do que em saber qual é o meu salário.

A RBS é um concessão pública. Está na Constituição, gostem seus capitãoes-de-mato ou não, então porque não divulgam o nome e os salários de seus executivos? Se ocupam uma concessão pública, com isenção de impostos, não teriam de informar onde estão aplicando o dinheiro, se é em algo limpo em lavagem de dinheiro? O público não teria o direito de saber quais são as empresas do Grupo RBS que estão em atividades diferentes das de comunicação?

Os salários que aparecem nos contracheques são legais. Podem ser injustos, sob o ponto de vista de quem recebe um salário mínimo para entregar jornal, mas são legais, inclusive os impostos descontados na fonte. O sigilo fiscal, por onde transitam dinheiro mal avido não se exige transparência.  Por que a RBS, sendo uma concessão pública que nada tem a esconder, não abre seu sigilo fiscal? De livre acesso ao Ministério Público nas suas transações bancárias! Quem não deve não teme, não é verdade?

Sabia que todo grande traficante não quer ver seu sigilo quebrado? Todo bandido que se preza tem conta em banco. Por que o sigilo bancário é mais importante que o sigilo salarial?

O que a RBS quer, com a divulgação do salário do funcionalismo, é jogar a sociedade contra os servidores públicos e, ao mesmo tempo, prestar um serviço aos seus financiadores ideológicos. Tão logo o nome e os salários estejam disponíveis, as operadores de telemarketing começam a bombardeas com ligações oferencendo mil uma oportunidades. Será a farra bancos e operadoras de cartão de crédito. E os servidores públicos serão obrigados a explicrem pela enésima vez porque não querem assinar produtos made in RBS!

Servidor público que se respeita não consome produtos contaminados, como os oferecidos pela RBS. O caráter dessa gente se mede pelo tilintar das moedas que caem em suas armadilhas de caça níqueis.

 

Goebbels em ação III (05/07/2012)

Editorial_05072012

Desde quando a RBS está interessada na “agricultura familiar”?

Transparência é bom e eu gosto. Se a RBS quer ser transparente, publique em que paraísos fiscais abriu empresas e para que fins. Ou então divulgue quais empreendimentos imobiliários ela tem participação em Porto Alegre. Comece explicando porque uma empresa de comunicações não fala sobre comunicações. Poderia explicar ao público o que ensina aos seus funcionários, que quando são levados a ocuparem cargos públicos acabam sendo varridos por uma enchurrada de denúncias de corrupção, como o foram Antônio Britto e Yeda Crusius. O que estes dois personagens fizeram na vida pública teria algo a ver com o que viram nos corredores e atrás das portas na RBS quando lá estiveram?

Quando foi a última vez que a RBS pagou imposto e qual o montante? Aliás, a RBS paga impostos?

1 Comentário »

  1. […] Zero Hora publica uma série de editoriais atacando os servidores públicos mas não se digna a estampar nenhuma manchete para atacar os […]

    Pingback por Quem é o governador de Goiás? « Ficha Corrida — 07/07/2012 @ 10:34 am | Responder


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