Ficha Corrida

14/12/2011

O que se aprende na RBS?

Filed under: CPI do DETRAN,Isto é PSDB!,Lair Ferst,Operação Rodin — Gilmar Crestani @ 8:00 am

Quantas empresas há no RS? Não sei, mas uma coisa é certa. Nenhuma outra contribui com tantos ex-funcionários para um dos maiores escândalos de corrupção jamais visto neste Estado, a RBS. Direta ou indiretamente, de forma explícita ou implícita, lá estavam José Barrionuevo, que por longos anos prestou serviços à RBS na Central de Recados. E toda bagagem cultural e econômica, Yeda Crusius angariou pelos corredores do famoso grupo que é ávido por todos os lados. Que outra empresa poderia emplacar dois ex-funcionários no maior esquema de gatunagem desbaratado pelo serviço público federal? Na matéria que os patrões permitiram, abaixo, a Lôca aparece apenas para ser eximida de responsabilidades. E quem haveria de cobrar responsabilidade de uma irresponsável?!  Sendo do PSDB, que outro comportamento se poderia esperar?

Quanto se trata da participação de ex-funcionários o Grupo RBS é parcimonioso na cobertura. Não há foto nem ilustração. Uma informação franciscana, do tipo é dando que se recebe. Não vai render capa da Zero Hora, nenhum comentário do Luluzinho Laseir da Pomerânia Martins. A Veja, Folha, Estadão e Globo não cobrem corrupção, só se importam com o PT, uma ideia fixa desde os tempos da ditadura.

Depoimento à Justiça Federal 13/12/2011 | 21h08

Réu Lair Ferst confirma versão do MPF de que teria havido desvio do Detran

Empresário afirmou que teria ocorrido superfaturamento de contratos e pagamento de propinas

O empresário Lair Ferst, um dos 32 réus do caso Rodin, falou nesta terça-feira durante seis horas à Justiça Federal de Santa Maria e fez várias acusações. Em seu interrogatório, ele afirmou que teria havido a contratação de empresas terceirizadas só para facilitar o desvio de dinheiro do Detran gaúcho, por meio do superfaturamento desses contratos. Essas terceirizadas prestavam serviços à Fatec, fundação de Santa Maria que fazia os exames de carteira de motorista no Estado para o Detran. A suspeita é que tenham sido desviados R$ 44 milhões do órgão estadual, segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

Em seu depoimento, Lair confirmou a tese do MPF de que teria havido desvio de dinheiro do Detran. Ele disse ainda que teria ocorrido o pagamento de propina para diversas pessoas e partidos.

– Em uma conversa com Flávio Vaz Netto (ex-presidente do Detran, que também responde criminalmente nesta mesma ação), ele me disse que o pessoal (os envolvidos no suposto esquema) é muito ganancioso. Vaz Netto disse também que nem ele estava tendo espaço para ganhar "um" (dinheiro), e a governadora (Yeda Crusius) também não estava tendo espaço para receber o dela – disse Lair.

Em seus depoimentos, os demais réus já haviam negado todas as acusações e se declarado inocentes. A ex-governadora Yeda Crusius não é mais ré da ação de improbidade, também relacionada ao caso Rodin. A reportagem não conseguiu contato com Yeda para comentar as declarações de Ferst.

Réu Lair Ferst confirma versão do MPF de que teria havido desvio do Detran – Zero Hora – Jornal do RS com notícias de esportes, economia e mais

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