Ficha Corrida

14/12/2011

Isto é PSDB: Papel, Só De Bolinhas…

Filed under: CITCO,Isto é PSDB!,José Serra,JP Morgan,Verônica Serra — Gilmar Crestani @ 8:59 am

 

Os bons negócios do JP Morgan com Verônica Serra e com o homem da Citco, a empresa do Caribe

Vamos contar duas histórias, que estão à espera do nosso famoso “jornalismo investigativo”.

Apenas fatos e documentos, sem qualquer ilação.

História N°1:

No dia 1° de fevereiro deste ano, a edição digital do jornal Monitor Mercantil publicou:

A One Equity Partners (OEP), braço de investimentos do banco J.P.Morgan, acertou a aquisição de 50% do Portal de Documentos, empresa brasileira que fornece soluções de gestão integrada nos serviços de cobrança de crédito”“

Cinco dias antes, a Portal de Documentos, até então uma empresa limitada, com capital social de R$ 200 mil, transformara-se em Sociedade.

Naquele 1° de fevereiro, a Portal de Documentos realiza uma assembléia, mas não há transferência de cotas para a OEP ou para o JP Morgan. Há, porém a eleição de dois cidadãos americanos como conselheiros administrativos: Bradley J.Coppens e Christian (que está grafado como Christina na Junta Comercial) Patrick Raymond Ahrens, ambos diretores da empresa de investimentos ligada ao JP . Amos fornecem CPF errado e indicam como residência Strawinskylaan 1135, NL-1077, a sede do JP Morgan na Holanda, embora o banco possua uma aqui, e muitos negócios no Brasil, como a compra, em outubro de 2010, da Gávea Investimentos, de Armírio Fraga, ex-presidente do BC no Governo FHC.

Na mesma assembléia, Bradley e Arhens nomeiam sua procuradora com plenos poderes.

A Sra. Verônica Allende Serra.

História N°2:

Era uma vez três empresas modestas.

A Dernamo Participações Limitada, a mais rica de todas, com capital social de R$ 1.000,00 e duas outras, bem modestas, a Gurham Participações Ltda. e a Hemath Participações Ltda, cada das duas com R$ 100 (cem reais, não cem mil) de capital registrado.

Todas foram criadas por um escritório de despachantes, o Serpac – Serviços Paralegais e Contábeis – atualmente chamada TMF – que, criado em 2007 com capital de R$ 100 mil, pulou para mais de R$ 820 mil em em 2009.
Mas voltemos às três empresinhas.

Em junho de 2009, o J.P. Morgan Trustee and Depositary Company , de Londres, compra 99% da Dermano, por R$999. Em março de 2010, faz o mesmo com a Gurham e com a Hemath, pagando 99 reais por cada uma.

E aí, quem é nomeado administrador da empresa, que passa a chamar-se Select Brazil Investimentos Imobiliários?

Sim, ele, o multihomem, José Tavares de Lucena, que é o representante brasileiro da Citco do Caribe e gestor das empresas de Paulo Henrique Cardoso, o PHC: a Radio Holdings e a Rádio Itapema, a famosa Rádio Disney, em sociedade com a Walt Disney Corporation, sob o nome de ABC Venture Corp.

Com ele, o outro administrador da rádio PHC, Jobiniano Vitoriano Locateli.

E aí a empresa é capitalizada em mais de R$ 18,9 milhões!

A mesma coisa aconteceu com a Ghuram e a Hemat, mas em escala ainda maior. Dos R$ 100 de capital social que cada uma tinha, passou-se, de uma só tacada, para R$ 57.134.999,00 na Ghuram e para R$ 54.977.782,00 na Hemath.

Que destino será que tomaram estes mais de R$ 130 milhões vindos de fora,justo em 2010?

As três empresas são renomeadas, neste processo, como Select Brazil Investimentos Investimentos Imobiliários – I, II e III – e cada uma tem um real (isto mesmo, R$ 1) de participação da Select Brazil Nominee Limited, com sede em Londres, mais precisamente no escritório de advocacia Addleshaw Goddard & Co ., se estiver correto o endereço fornecido.

Dois contadores, diga-se, que vivem em casas modestas, considerando que o primeiro é administrador, diretor ou conselheiro de 66 empresas e o segundo de 204 empresas, a grande maioria com participação de capital estrangeiro.

PS:os documentos, que é só clicar e ampliar e  todas as informações societárias foram obtidas dos arquivos online da Junta Comercial de São Paulo. São públicos. Basta fazer o cadastro e pesquisar.  Ou isso será pedir muito ao “jornalismo investigativo”?

Daqui a pouco, aqui neste Tijolaço, duas histórias exemplares de como se fazem negócios no Brasil.

Nas duas, um personagem comum: o JP Morgan.

Que tem como procuradores Veronica Serra e José Tavares de Lucena, o gestor da Citco – a lavanderia do Caribe – no Brasil

 

Se mídia não crê no Amaury, acredite na Veja

O deputado Brizola Neto vai levar, hoje, um dos livros do jornalista Amaury Ribeiro Júnior à tribuna da Câmara.

Porque, como já se disse aqui, são dois livros. Um, que conta a história. Outro, que tem os documentos que a provam.

Por isso, o que vai ser levado ao plenário é um só: a parte, o que contém os documentos que provam as conexões entre o “coletor” das campanhas de José Serra – a expressão não é nossa – e os paraísos ficais no Caribe.

Quem vai dizer o que ele fazia não é o Amaury, para não se impugnar a verdade por conta de seu desprezo pelos tucanos.

Vai ser uma denúncia daquelas que a imprensa gosta, com a reprodução de uma matéria da Veja.

Não a Veja de agora, quando ela ignora solenemente este escândalo.

Mas a de 8 de maio de 2002,que noticia que Ricardo Sérgio – e dois ministros de FHC o confirmam – andava pedindo R$ 15 milhões de propina na privatização da Vale.

“Ricardo Sérgio não caiu de pára-quedas no chamado ninho tucano. Ele foi apresentado a José Serra e a Fernando Henrique Cardoso pelo ex-ministro Clóvis Carvalho. Em 1990, José Serra candidatou-se a deputado federal e não tinha dinheiro para fazer a campanha. Clóvis Carvalho destacou quatro pessoas para ajudá-lo na coleta. Um deles era Ricardo Sérgio. Em 1994, Serra se candidatou ao Senado por São Paulo, e Ricardo Sérgio voltou a ajudá-lo como coletor de fundos de campanha. A última disputa da qual Serra participou foi para a prefeitura de São Paulo, em 1996. Depois, o senador não mais concorreu em nenhuma outra eleição, até a deste ano. Ricardo Sérgio também foi uma das pessoas acionadas para arrecadar contribuições para a campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso, em 1994. O mesmo acontece uma reeleição de FHC, em 1998. Na função de coletor de contribuições eleitorais, Ricardo Sérgio era muito bem-sucedido.

Tome-se a campanha de José Serra para o Senado, em 1994. Coube a Ricardo Sérgio conseguir uma doação milionária do empresário Carlos Jereissati, do grupo La Fonte e um dos donos da Telemar. Jereissati é amigo de Ricardo Sérgio desde os anos 70. A pedido de Ricardo Sérgio, Jereissati lhe entregou o equivalente a 2 milhões de reais. “Foram quatro ou cinco prestações, não me lembro exatamente”, afirmou Jereissati a VEJA. Na lista oficial de doadores do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo não há registro de doação desse valor feita por Jereissati a Serra em 1994. Constam três doações de empresas do grupo La Fonte: uma no dia 11 de julho, de 15000 reais, outra em 9 de agosto, de 30000 reais, e uma terceira em 27 de setembro, de 50000 reais. Ou seja, os 2 milhões saíram do cofre de Jereissati e não chegaram ao registro oficial das arrecadações de Serra. Outro exemplo da eficiência arrecadatória de Ricardo Sérgio. Em 1998, ele teve uma conversa com os sócios do consórcio Telemar e obteve a segunda maior doação da campanha da reeleição de FHC. De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral, o Itaú foi o maior doador daquele ano, com 2,6 milhões de reais. Dois sócios da Telemar, o grupo Inepar e o La Fonte, deram juntos 2,5 milhões.
Como é natural na formação das equipes de governo, pessoas que trabalham nas campanhas acabam sendo convidadas a ocupar postos na administração pública. A qualidade do cargo está relacionada à importância do correligionário, mas leva em conta a formação profissional e o passado do candidato ao emprego. Ricardo Sérgio, de 56 anos, é economista, com pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas. Atuou no mercado financeiro e tem experiência internacional. Morou dois anos em Nova York, trabalhando pelo Citibank. O convite para o cargo em Brasília veio de Clóvis Carvalho. José Serra endossou a escolha. Foi indicada para Ricardo Sérgio a diretoria da área internacional e comercial do Banco do Brasil. Ele começou a trabalhar em 1995 e era o único diretor não escolhido pelo presidente do banco, Paulo César Ximenes. No dia-a-dia, o diretor mantinha uma atuação de espectro amplo. No Palácio do Planalto, costumava resolver problemascom o ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira, com quem falava sobre política. Na Previ, não apenas orientava decisões como também nomeou um dos pilares da instituição, o responsável pela direção de investimentos. O escolhido foi João Bosco Madeiro da Costa, com quem havia trabalhado na iniciativa privada. A intimidade dos dois era tão grande que costumavam tratar-se por “boneca” ao telefone.”

O livro de Amaury Ribeiro Jr. tem “apenas” as provas.

Há um processo arrastando-se na Justiça. E há, mais grave ainda, o mesmo esquema corrupto acontecendo no Brasil de hoje.

Documentos escandalosos que revelam uma triangulação empresarial entre o “administrador” da Rádio Disney, de PHC , o JP Morgan e o Citibank. Comprando empresas a R$ 99 e elevando seu capital, do dia para a noite, a mais de R$ 50 milhões.

E o mesmo banco comprando empresas em nome de prepostos e nomeando a filha de um conhecido político como conselheira e procuradora.

O novelo começou a ter seus fios puxados.

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

1 Comentário »

  1. […] Veja os documentos que provam as sacanagens dessas almas sebosas. LD_AddCustomAttr("AdOpt", "1"); LD_AddCustomAttr("Origin", "other"); LD_AddCustomAttr("theme_bg", "ffffff"); LD_AddCustomAttr("theme_border", "eeeeee"); LD_AddCustomAttr("theme_text", "555555"); LD_AddCustomAttr("theme_link", "2970A6"); LD_AddCustomAttr("theme_url", "c8c7c7"); LD_AddCustomAttr("LangId", "1"); LD_AddCustomAttr("Autotag", "technology"); LD_AddCustomAttr("Tag", "brasil"); LD_AddCustomAttr("Tag", "corrupcao-2"); LD_AddCustomAttr("Tag", "historia"); LD_AddCustomAttr("Tag", "jose-tavares-de-lucena"); LD_AddCustomAttr("Tag", "jp-morgan"); LD_AddCustomAttr("Tag", "pirataria"); LD_AddCustomAttr("Tag", "privatizacoes"); LD_AddCustomAttr("Tag", "quermesses"); LD_AddCustomAttr("Tag", "ricardo-sergio-de-oliveira"); LD_AddCustomAttr("Tag", "vale-do-rio-doce"); LD_AddCustomAttr("Tag", "veronica-serra"); LD_AddSlot("wpcom_below_post"); LD_GetBids(); Like this:LikeBe the first to like this post. Categories: Brasil, Corrupção, História Tags: José Tavares de Lucena, JP Morgan, Pirataria, privatizações, quermesses, Ricardo Sérgio de Oliveira, Vale do Rio Doce, Verônica Serra Comments (0) Trackbacks (0) Leave a comment Trackback […]

    Pingback por Ladrões venderam a Vale do Rio Doce. O maior roubo da história mundial « andradetalis — 14/12/2011 @ 12:41 pm | Responder


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