Ficha Corrida

13/08/2011

O ovo da serpente

Filed under: Bolsonaro,O Ovo da Serpente — Gilmar Crestani @ 7:01 am
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A mortandade em Tucson, a hecatombe na Noruega. Por traz de aparentes  loucuras, uma lógica política que a Direita sempre soube praticar. Agora com aval da velha mídia, de Murdoch aos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. A  velha mídia brasileira é aquela que haja o que houver, aconteça o que tenha de acontecer está sempre ao lado dos criminosos do colarinho branco, não por acaso identificados com a direita. Se estiverem de algum modo favoráveis à ditadura, então são amados e recebem espaços generosos, nunca perseguem um Bolsonaro!

Filho de Bolsonaro diz que juíza executada no Rio ‘humilhava réus’

No Twitter, deputado do Rio afirma que recebia queixas por ela chamar acusados de ‘vagabundos’

12 de agosto de 2011 | 18h 17

SÃO PAULO – O deputado estadual do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PP) disse nesta sexta-feira, 12, em seu perfil no Twitter (@flaviobolsonaro), que a juíza executada em Niterói na noite de ontem, Patrícia Acioli, "humilhava" os réus que interrogava e que isso teria contribuído para ela adquirir "desafetos" durante a carreira.

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Reprodução

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Segundo Flávio, forma de agir de Patrícia era gratuita

"Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais nas sessões contribuiu para ter muitos inimigos", escreveu o político, filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP). Após receber possíveis críticas pelo comentário, ele esclarece: "Repudio a morte da juíza, apenas disse que ela teria muitos inimigos, não pelo exercício da profissão, mas por humilhar gratuitamente réus."

Flávio cita exemplos de reclamações que recebia sobre o suposto tratamento grosso de Patrícia para com os réus. "Cansei de receber em meu gabinete policiais e familiares, incentados (sic) por ela, acusando-a de chamá-los de ‘vagabundo’ e ‘marginal’ nas oitivas. (Eu) orientava sempre que deveriam formalizar denúncia no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra ela, por abuso de autoridade, nunca para tomar atitude violenta."

Por outro lado, colegas de profissão, como o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, ressaltam a coragem de Patrícia ao confrontar grupos criminosos, apesar de não falar de seus métodos. "Enfrentava grupos perigosos que atuavam na região: milícias, bicheiros e quadrilhas de transporte clandestino", disse.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) também aponta o bom trabalho que a magistrada fazia na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, na Baixada Fluminense. "Realizava exemplarmente o seu trabalho no combate ao narcotráfico em defesa da sociedade", afirma em trecho da nota divulgada.

Patrícia Acioli foi morta dentro do carro com vários tiros quando se aproximava da entrada do condomínio onde morava, em Niterói. Ela foi surpreendida por homens utilizando toucas ninja ocupando duas motos e dois carros. A polícia acredita que o crime tenha sido encomendado.

Filho de Bolsonaro diz que juíza executada no Rio ‘humilhava réus’ – brasil – Estadao.com.br

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