Ficha Corrida

13/05/2010

Os Bons Companheiros

Filed under: Cosa Nostra — Gilmar Crestani @ 10:26 pm

Como na Máfia,

Famiglias do pizzo!

Famiglias do pizzo!

algumas famiglias que concentram as mídias também se acham “donos do Brasil“. Veja como funciona a distribuição do pizzo(no dialeto siciliano se pronuncia pizzu) midiático nacional. Na foto, duas famiglias mafiomidiáticas representativas do coronelismo eletrônico que domina o brasil como se ainda vivêssemos em Capitanias Hereditárias:

Grupo 1:

No primeiro grupo, os cabeças-de-rede são as famílias que controlam as redes de nacionais de comunicação, de TVs, rádios, e jornais de circulação nacional.
– Organizações Globo – Família Marinho
– Rede Record-Igreja Universal – Edir Macedo
– Sistema Bandeirantes de Comunicação – Família Saad
– Sistema Brasileiro de Televisão-SBT – Silvio Santos
– Grupo O Estado de São Paulo (Estadão) – Família Mesquita
– Grupo Folha – Família Frias
– Grupo Abril – Família Civita (responsável por 70% do mercado de revistas do país, incluindo a Veja).

É importante ressaltar que alguns desses grupos possuem também portais na internet e agências de notícias (exemplo: UOL, da Folha; globo.com; Agência Estado; Agência Globo).

Grupo 2:
O segundo grupo de donos da mídia é composto por grupos nacionais e regionais com presença econômica expressiva e alguns fortes grupos regionais. Entre estes grupos estão:
– Grupo RBS – Família Sirostski no Rio Grande do Sul e Santa Catarina;
– Organizações Jaime Câmara – Goiás e Tocantins
– Jornal do Brasil (*);
– Gazeta Mercantil (**).

Grupo 3:
O terceiro grupo é composto por grupos regionais de afiliados às redes nacionais de TV. Neste grupo estão presentes as oligarquias regionais que, obviamente, controlam tanto o poder econômico, quanto o político. Outra questão importante a ressaltar é que, embora vinculados às redes nacionais de TV, esses grupos locais controlam todo o sistema de comunicação regional por meio de inúmeras rádios e jornais. Exemplos em alguns estados:
– Ceará – Família Jereissati (do senador Tasso Jereissati – PSDB)
– Rio Grande do Norte:
– Família Maia (do senador Jose Agripino Maia – DEM);
– Família Alves (do senador Garibaldi Alves Filho – PMDB);
– Bahia – Família Magalhães (do deputado ACM Neto – DEM);
– Maranhão – Família Sarney (do senador José Sarney – PMDB);
– Alagoas – Família Collor (do senador Fernando Collor de Mello – PRTB);
– Sergipe – Família Franco (do senador Albano Franco – PSDB)
– Pará – Família Pires (do deputado Vic Pires – DEM).

Grupo 4:
O quarto grupo é composto por pequenos grupos regionais de TV, rádio e jornais ou ainda por veículos de pequena participação no mercado de mídia, mas que muitas vezes são apêndices de fortes grupos que atuam em outros ramos da economia. Um bom exemplo dessa situação é a TV Brasília, que durante bom tempo foi propriedade do Grupo Paulo Octávio. Ou seja, os pequenos grupos de mídia estão também, em sua maioria, sob controle do poder local. É por isso que nos municípios do interior do país, o dono da rádio local é também o chefe político municipal.

(*) Jornal do Brasil:
O Jornal do Brasil é publicado na cidade do Rio de Janeiro e atualmente pertence ao empresário Nelson Tanure, do grupo Docas Investimentos, que também administra a revista Forbes no Brasil e agência de notícias InvestNews. É tradicionalmente voltado para uma elite diminuta da classe alta que se concentra na Zona Sul do Rio de Janeiro e que se pretende formadora de opinião a nível nacional.

(**) Gazeta Mercantil:
Apesar de haver fechado em maio de 2009, o jornal Gazeta Mercantil continua sob o controle acionário do grupo Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure, e conta com uma redação unificada com os demais produtos jornalísticos da empresa (JB, a Forbes e a agência de notícias InvestNews).

Histórico: A crise que deflagrou na transferência do controle acionário da família Levy para Nelson Tanure ocorreu no final da década de 90 e início dos anos 2000. Após anos de liderança absoluta no mercado, as contas da empresa se deterioraram e, ao mesmo tempo, a direção do jornal decidiu ampliar as áreas de atuação, com investimentos em internet e televisão.

As novas áreas contaram com parceiros que foram a Portugal Telecom, antiga controladora da Telesp Celular – atualmente Vivo, na web e a TV Bandeirantes e a TV Gazeta, controlada pela Fundação Cásper Líbero, na televisão. O jornal passou pela crise e uma drástica reestruturação nos últimos anos. Tinha uma tiragem de 70 mil exemplares de acordo com levantamento do IVC de julho/2007.

Em 25 de maio de 2009, Nelson Tanure anunciou que devolveria a administração do jornal aos proprietários anteriores, não se responsabilizando mais pela publicação a partir de 1 de junho. Alegou que herdou dívidas de mais de 200 milhões de reais em processos trabalhistas. Dessa forma, a última edição do jornal foi a de 29 de maio de 2009. O grupo português Ongoing negou interesse em comprar o jornal “porque o título tem uma dívida muito grande”, mas animou-se com a possibilidade de ingressar na imprensa econômica brasileira, aproveitando o vácuo deixado pela interrupção. O grupo Ongoing estreou o jornal Brasil Econômico em 8 de outubro de 2009.

2 Comentários »

  1. Mas, minha gente, o perigo é o Brasil Econômico e seus controladores portugueses! E o portal Terra! São eles que ameaçam a mídia independente do país!

    Comentário por RC — 18/05/2010 @ 2:08 pm | Responder

    • Quanto mais mídia, mas chances de pluralidade. Atualmente, agem mafiosamente, como prova a criação do Instituto Millenium. Que venham novos grupos, até porque hoje não só não dependemos dos grandes grupos midiáticos como devemos evitá-los para bem nos informamos.

      Comentário por Gilmar Crestani — 19/05/2010 @ 10:14 am | Responder


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