Ficha Corrida

25/11/2011

As antas do jornalismo e as capivaras do direito

Arquivado em: Ditabranda,Fernando Rodrigues,Poder Judiciário — Gilmar Crestani @ 7:24 am
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Do Executivo tudo se sabe. E se não se sabe, se inventa, por que é da natureza da política. O CNJ já vem se ocupando do Judiciário. Quem se ocupa dos associados da OAB? E dos pilantras jornalistas? Quando os jornais passarão a publicar quanto recebe de Jabá? Por que os jornais não publicam a lista de seus jornalistas que recebem bolada de político para fabricarem notícias favoráveis para si e caluniosas contra adversários? Na RBS, por exemplo, tinha jornalista com acesso ao Sistema Guardião, concedido pela ex-funcionária da casa, a pior exemplar que já encostou a bunda nos pilares do Piratini. O Fernando Rodrigues poderia contextualizar o que o patrão dele fez na ditadura passada, aquele período de transparência total, translúcida, que achou por bem chamar de Ditabranda!

A capivara e os juízes
(24.11.11)

Por Fernando Rodrigues,
jornalista (*)
Talvez a capivara perdida e depois capturada perto do Supremo Tribunal Federal tenha sido um sinal para as Excelências ali dentro, sede do Poder mais opaco da República.
Desde a volta do país à democracia, a transparência foi avançando. Hoje, quase tudo se sabe sobre deputados e senadores. De passagens aéreas a salários e vantagens obtidas no dia a dia. No Poder Executivo, o Portal da Transparência mostra uma vasta lista de despesas de cada órgão público.
O mesmo não se pode afirmar do Poder Judiciário. Nesta semana, as coisas pioraram. O presidente do STF, Cezar Peluso, limitou o acesso – já pequeno – a processos disciplinares existentes contra seus pares.
Por um curto período foi possível conhecer as iniciais dos nomes de juízes processados. Agora, eliminou-se essa brecha. Houve uma justificativa legal, é claro. Um artigo da Lei Orgânica da Magistratura Nacional determina que "o processo e o julgamento das representações e reclamações [contra juízes] serão sigilosos, para resguardar a dignidade do magistrado".
Na categoria de iniquidade legal, esse artigo concorre como um dos mais indignos. A lei dos juízes está para ser reformada há anos, mas o Poder Judiciário não se move. O próprio Peluso, ao assumir, comprometeu-se a tratar do tema com vigor. Até agora, nada.
Qualquer cidadão em litígio na Justiça tem exposta a sua "capivara", jargão policial para folha corrida. Deputados, senadores e ministros são escrutinados todos os dias, com suas fotos e declarações publicadas na mídia.
A proteção indevida que os juízes se autoconcedem não serve só para proteger os incompetentes e os corruptos.
Quando essa minoria fica escondida, todos têm a imagem prejudicada. Até a capivara que apareceu na terça-feira no STF sabe disso.

………………
(*) Repórter especial da Folha de S. Paulo em Brasília. Foi editor de Economia, correspondente em Nova York, Washington e Tóquio. Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo em 1997 e, em 2002, o "Esso de Melhor Contribuição à Imprensa".

ESPAÇO VITAL – capivara-e-os-juizes

Assassino de Aluguel na Rota do PSDB

Arquivado em: Isto é PSDB!,Salvador Modesto Madia,Ubiratan Guimarães — Gilmar Crestani @ 7:18 am
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Réu no caso Carandiru assume o comando da Rota
(24.11.11)

Réu no processo do massacre da Casa de Detenção de São Paulo, o tenente-coronel Salvador Modesto Madia foi nomeado o novo comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em São Paulo. Madia não é qualquer réu no processo.
Depois do coronel Ubiratan Guimarães – absolvido da acusação de ser responsável por 102 das 111 mortes -, Madia e outros 28 policiais são acusados de matar 76 presos no Carandiru.
O massacre aconteceu no dia 2 de outubro de 1992 e é considerado um divisor de águas dentro da PM. Na época, uma briga entre detentos do pavilhão provocou uma rebelião. A Tropa de Choque foi chamada para abafar a revolta e retomar o controle. De acordo com a denúncia, os 80 policiais invadiram o pavilhão e mataram os presos – nenhum oficial morreu.
Depois do massacre, dezenas de PMs foram afastados da Rota, o então secretário da Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, pediu demissão e a PM criou programas de controle da violência letal.
O nome do novo comandante da Rota está na folha 32 da denúncia. A 2ª Vara do Júri de São Paulo decidiu mandar Madia e os demais réus a julgamento pelas mortes – até agora, só o coronel Ubiratan foi julgado – e pelo espancamento de presos depois de controlado o motim. Os réus recorreram da decisão e aguardam decisão do TJ-SP para saber se vão ou não a júri.

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23/11/2011

Capivara? Vai presa! Fosse anta, Gilmar Mendes daria dois habeas corpus!

Arquivado em: Capivara,STF — Gilmar Crestani @ 9:25 pm
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Capivara é resgatada no prédio do STF
(23.11.11)

Alan Marques (Folha de SP – reprodução)

Brigadistas particulares e policiais militares do DF trabalharam na retirado do animal capivara.

Uma capivara foi resgatada ontem (22) à tarde, na sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Visivelmente assustado, o animal permaneceu na parte externa do prédio, escondido embaixo de uma estrutura suspensa de mármore, junto à entrada principal, por quase duas horas.
A capivara foi retirada pela Polícia Militar Ambiental do DF e levada para o centro de triagem de animais silvestres, do Ibama, para exames. Seu focinho sangrava. Caso necessite de tratamento, ela será transferida ao zoológico de Brasília.
Veja a galeria de imagens da capivara no Supremo, divulgada pela Folha de S. Paulo.
"Não se sabe em que momento ela chegou ao local, localizado a pelo menos 2 km de distância do Lago Paranoá, de onde provavelmente ela veio" – vaticina o jornalista Felipe Seligman, da Folha de S. Paulo, um dos muitos que acorreu o local.
Ela foi avistada, quando tentava se esconder, por pessoas que passavam pelo prédio do Supremo. A segurança foi avisada, mas não soube o que fazer. Os bombeiros foram chamados, mas também não tinham os equipamentos necessários para resgatar a capivara. Foi quando a Polícia Militar Ambiental foi acionada.
"Não é a primeira vez que uma capivara aparece por aqui. Certa vez, uma entrou no lago do Congresso Nacional e resgatá-la foi muito mais difícil", afirmou o cabo Dennis, responsável pela operação.
Não faltou a presença de centenas de curiosos, principalmente com a chegada dos agentes que
tentavam resgatar o animal. As pilhérias foram uma constante:
- "Ela deve ter vindo interpor um habeas corpus" – disse um circunstante.
- "Negativo! Veio em busca de informações sobre os bandidos de toga, depois que o presidente do CNJ resolveu eliminar da divulgação as iniciais dos juízes que estão sendo investigados" – provocou um homem que, pelo jeito de vestir e pasta que portava, parecia ser um advogado.
Uma mulher não perdeu a oportunidade para ser espirituosa: "O bicho quer saber quando será julgado o
processo do mensalão!"…
Encontrada em certas áreas das Américas do Sul e Central, próximo a rios e lagos, a capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) é o maior roedor herbívoro do mundo. Alimenta-se de capins e ervas, comuns em várzeas e alagados, e pode chegar a pesar até 80 kg. No RS é também conhecida por capincho ou carpincho.
É uma excelente nadadora, tendo inclusive pés com pequenas membranas. Ela se reproduz na água e a usa como defesa, escondendo-se de seus predadores. Ela pode permanecer submersa por alguns minutos. A capivara também é conhecida por dormir submersa com apenas o focinho fora dágua.

ESPAÇO VITAL – capivara-e-resgatada-no-predio-do-stf

Democracia made in USA

Arquivado em: Democracia made in USA,Direitos Humanos,Violência — Gilmar Crestani @ 9:22 pm
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Só gostaria de saber quando a OTAN vai bombardear o Pentágono, aquele antro de terroristas. Se fazem isso com o próprio povo, imagina o que não fizeram com os povos invadidos. Estes, sim, são peritos na tortura e morte de mulheres e crianças. Seria uma pena se não existisse inferno. De qualquer forma, se existisse, nem o diabo os aguentaria… Para quem ainda sustenta a Ku Klux Kan, torturar e matar não passa de mais um simples prazer destes sádicos. Onde estão os Repórteres Sem Fronteira? Onde está a ONU que não pede um teste de sanidade. Com que moral eles podem querer falar em apedrejamento no Irã? Onde estão os a$$oCIAdos do Instituto Millenium que não clamam contra esta barbaridade? Ah! se fosse na Venezuela!

E o que tem de imbecil brasileiro que ainda tira o sapato para entrar nos EUA. É não ter amor próprio mesmo!

Policial usando gás de pimenta contra estudantes é satirizado na Internet
(23.11.11)

De tão impressionante, a cena de um policial na Universidade da Califórnia jogando spray de pimenta diretamente contra um grupo de estudantes acabou virando paródia, esta semana,  em saites e redes sociais nos EUA.
Os estudantes da universidade se manifestavam na sexta-feira (18) em apoio ao movimento Occupy Wall Street de Nova York, que pede a mudança do atual sistema financeiro. As informações são do saite Opera Mundi, do Uol.
Montagens bem humoradas feitas por internautas mostram o policial caracterizado como a Estátua da Liberdade, em cenas e quadros históricos, como "Guernica", de Pablo Picasso, e até mesmo atravessando a famosa Abbey Road com os Beatles.
Nas sátiras, o policial aparece sempre da mesma forma, com o braço estendido, em direção aos rostos da imagem parodiada, apertando o spray de pimenta.
O policial John Pike foi afastado por 30 dias, em decorrência de uma decisão administrativa. Neste período, uma investigação irá apurar o que aconteceu na universidade.
As imagens do incidente provocaram indignação nos EUA por mostrar os manifestantes imóveis, sentados, tentando proteger o rosto enquanto recebem o jato de gás pimenta. Antes, o policial saca o tubo de gás e demonstra o que estava prestes a fazer.
Outras pessoas em volta da ação gritam para que o policial pare, mas a agressão dura alguns minutos, até que os estudantes começam a ser algemados e arrastados para viaturas. No total, dez pessoas foram presas.
Nas redes sociais, centenas de mensagens de protesto contra a ação policial foram postadas. Linda Katehi, reitora da Universidade da Califórnia, disse que "se assustou com as imagens" e afirmou que "montará um grupo de força-tarefa para investigar o incidente".
No entanto, membros da diretoria da própria universidade acusam a reitora de negligência ao permitir a entrada e a ação dos policiais.
Devido à violenta ação do policial, onze estudantes precisaram ser atendidos no local por paramédicos, enquanto outros dois foram levados para hospitais da região.

Veja o vídeo da agressão.
Fotos Opera Mundo (Uol)

Policial caracterizado como Estátua da Liberdade

Em quadros históricos…

…como Guernica, de Picasso, por exemplo

Ou afrontando Os Beatles, quando eles, tranquilamente atravessavam
a faixa de segurança…
Veja a notícia na íntegra, na origem.

ESPAÇO VITAL – policial-usando-gas-pimenta-contra-estudantes-e-satirizado-na-internet

22/11/2011

A cada espirro de banqueiro, dois habeas corpus no STF

Arquivado em: Ari Pargendler,Habeas Corpus — Gilmar Crestani @ 6:52 am
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Tem razão o Ministro. Do jeito que a coisa anda, até estagiário vai pedir “habeas corpus”…  O habeas corpus é o sofá na sala das infidelidades jurídicas. Não é culpa do instrumento o fato de um Ministro do STF, contra legis, dar dois, em menos de 24 horas, ao banqueiro Daniel Dantas.

“A cada espirro do juiz, um hábeas corpus”

(21.11.11)

O presidente do STJ, Ari Pargendler, esteve na sexta-feira passada (18) em Porto Alegre, no evento que reuniu as cúpulas dos tribunais brasileiros. Leia a síntese de sua entrevista concedida ao jornal Zero Hora. defende mudanças na legislação que limitem recursos.
Leia a síntese da entrevista:
Quais os planos para reduzir a demora nas decisões do Judiciário?
Ari Pargendler – A demora judicial não é um fenômeno brasileiro, mas mundial. Um processo demanda garantia para ambas as partes, então o autor fala, o réu tem de responder, e assim por diante. Então nós temos a atenção voltada para esse fato, mas sem esquecer que a qualidade não pode ser prejudicada pela celeridade – e esse é um grande risco. O desafio é conciliar a celeridade com a qualidade.
Em quais áreas está a maior demora?
Pargendler – Há um fato novo no Direito Penal: lidamos com a maior abrangência do habeas corpus. Originalmente era um instrumento para tirar alguém da prisão. Hoje, a cada espirro do juiz se entra com um habeas corpus.
Qual a solução para o fato de os tribunais superiores terem se tornado uma saída fácil?
Pargendler – O habeas corpus deveria se limitar à função original, que é socorrer o réu preso. Incidentes processuais deveriam ser resolvidos por meio de recurso.

ESPAÇO VITAL – ildquoa-cada-espirro-do-juiz-habeas-corpusrdquoi

19/11/2011

Processômetros

Arquivado em: OAB,Poder Judiciário,Processômetro — Gilmar Crestani @ 9:32 am
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Faço minhas as palavras do Juiz Marco Augusto Ghisi Machado: “Excelente! Vamos ver agora o processômetro da OAB? Quantos processos disciplinares há em cada Subseção e no Conselho Federal? Com as iniciais também de cada advogado e a infração apurada? Apenas para comparação e em homenagem à estatística.

E, para ser completo, também sugiro a inclusão dos servidores públicos, com um adendo; que se mostre a proporcionalidade relativa aos respectivos quadros.

“Processômetro” do CNJ já revela 1.150 processos administrativos contra juízes
(18.11.11)

No último fim de semana, quando o presidente do Conselho Nacional de Justiça determinou a publicação do sistema de acompanhamento online que permite o acesso às iniciais dos magistrados (estaduais( que respondem a procedimentos administrativos nos tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal, soube-se estarem em curso pouco mais de 700 processos (incluídos pedidos de providência e reclamações disciplinares).
E que a corregedoria do TJ do Piauí é a que tinha aberto o maior número (211) desses processos, superando o TJ de São Paulo, onde tramitavam 134 procedimentos.
Com as novas informações enviadas por tribunais que não tinham ainda fechado o levantamento, o número de processos propriamente ditos e de procedimentos disciplinares subiu para 1.150.
A Justiça estadual de Pernambuco assumiu a nada honrosa dianteira da lista, com 292 procedimentos; o TJ de Piauí exibe o mesmo número da primeira lista (211), e o TJ de São Paulo tem agora 159.
Os tribunais da Paraíba e do Mato Grosso do Sul declararam a existência de apenas três processos administrativos em curso nas corregedorias e o tribunal do Rio de Janeiro, apenas cinco processos. O de Santa Catarina registrou somente dois.
Veja a tabulação atualizada

Tribunal – Total

Tribunal de Justiça do Estado do Acre 21

Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas 50

Tribunal de Justiça do Estado do Amapá 2

Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas 56

Tribunal de Justiça do Estado do Ceará 11

Tribunal de Justiça do Distrito Federal 33

Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo 31

Tribunal de Justiça do Estado de Goiás 16

Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão 43

Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso 71

Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul 3

Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais 53

Tribunal de Justiça do Estado do Pará 21

Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba 3

Tribunal de Justiça do Estado do Paraná 10

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco 292

Tribunal de Justiça do Estado do Piauí 211

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro 5

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte 15

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul 4

Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia 7

Tribunal de Justiça do Estado de Roraima 5

Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina 2

Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe 10

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo 159

Tribunal de Justiça do Estado de Tocantins 16

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O Maksoud do Henry

Arquivado em: Henry Maksoud,Maksoud Plaza — Gilmar Crestani @ 9:27 am
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O dono, força do credo, matou sua obra prima. O festejado hotel dos bem possuídos, propagandista do neoliberalismo não sobreviveu às regras do seu deus mercado. E do trabalho escravo. Aliás, a revista Visão, também já falecida, de quem a Veja herdou o brunch, era também típica de uma mente míope e autista.

Avaliado em R$ 140 milhões, Hotel Maksoud Plaza vai a leilão
(18.11.11)

Ícone do glamour paulistano na década de 1980, o Hotel Maksoud Plaza foi mandado a leilão pela Justiça do Trabalho para pagamento de dívidas trabalhistas. Famoso por ter hospedado autoridades, celebridades e socialites brasileiras e estrangeiras, o imóvel é avaliado em R$ 140 milhões.
Situado a uma quadra da Avenida Paulista, o empreendimento teve o leilão marcado para a segunda semana de dezembro pelo TRT de São Paulo. Apesar de o hotel sustentar que já fez um depósito para pagamento da dívida, o TST informou que ainda não há decisão judicial sobre a suspensão e o leilão está mantido. Ainda precisa ser avaliado, por exemplo, se o valor depositado cobre toda a dívida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de hoje (18), em matéria assinada pela jornalista Mariângela Gallucci.
Tradicionalmente, a Justiça do Trabalho tenta vender imóveis, como o Maksoud, em leilões. Se o empreendimento não é arrematado na primeira oferta, novos leilões são realizados. A Maternidade São Paulo, também na região da Paulista, só foi vendida depois de mais de dez tentativas.
O Maksoud já chegou a ir a leilão em 2008. Quase 400 pessoas lotaram o auditório do Fórum Rui Barbosa, na zona oeste de São Paulo, mas não houve interessados no cinco-estrelas. Na ocasião, o leiloeiro apresentou o imóvel de 7,3 mil m² e 22 pavimentos, mas ninguém ofereceu o lance mínimo de R$ 47,5 milhões.
Para o TRT-2, um dos motivos que podem ter afastado os compradores é o fato de os proprietários do
imóvel terem entrado com uma liminar na Justiça para suspender os efeitos do leilão – ou seja, corria-se o risco de conseguir arrematar o bem, mas não poder usá-lo.
O empresário Henry Maksoud disse na época que "todo o processo que levou a esse leilão estava
prenhe de ilegalidades". Procurada ontem, sua assessoria confirmou o depósito judicial.
Até ontem era possível fazer reserva para hospedagem no Maksoud em dezembro – as diárias variavam de cerca de R$ 500 a aproximadamente R$ 2 mil. Além de hospedar pessoas famosas, o Maksoud sempre foi frequentado nos fins de semana por famílias endinheiradas que participavam do famoso brunch. O café da manhã do hotel ainda atrai as classes média e alta da cidade.

ESPAÇO VITAL – avaliado-em-r-140-milhoes-hotel-maksoud-plaza-vai-leilao

18/11/2011

Os supermercados da informação

Arquivado em: MCI,RBS,Supermercados,TELMEX,Walmart — Gilmar Crestani @ 8:48 am
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“E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.”

Os que espanta não são nem a prática abusiva dos supermercados, nem a necessidade de se acionar a Justiça em busca de justiça. De mor espanto, como diria Camões, é o silêncio ensurdecedor dos maiores beneficiários com as propagandas dos supermercados. Até parece que os abusos constantes das cadeias (que nome mais apropriado!!) de supermercados não é de interesse público. Mas, com certeza, é do intere$$e das privadas, Grupo (ou seria cadeia?!) RB$!! É fato notório que o Carrefour “aluga” o Fórum Partenon como seu, no entanto nenhuma “reportagem especial”, nenhuma investigação jornalística, nenhum denúncia de rádio, tv ou jornal para entender o fenômeno.

Como é sabido, também, o Nacional foi comprado pelo Walmart e continua sendo “Nacional”.

Fenômeno parecido com o que aconteceu com  EMBRATEL, que foi comprada mas continua usando o nome EMBRATEL. Por quê? Por que se é bom para os EUA é bom para o Brasil… Lembro que certa feita a Revista Exame, da famiglia Civita, para justificar a compra da Reeleição pelo prof. Cardoso saiu-se com esta bobagem que de tempos em tempos acomete os vira-latas: Se é bom para os EUA… Nacional e Embratel foram vendidos, respectivamente, para a Walmart e MCI, ambas americanos. Concidentemente, num período em que no Brasil se trocava empresas públicas por espelhinhos. No caso da EMBRATEL, a generosidade americana fez com que pagasse um ágio de 47,22%, ou, dizendo de um outro modo. Ágio era um eufemismo que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium usava para substituir trambique, filhadaputismo e mutreta. Os vira-latas nacionais haviam feito uma avaliação da EMBRATEL 47,22% inferior ao que valia ou pelo menos poderia ser vendida. Isto é, não bastava tirar os sapatos para entrar descalços nos EUA, tinham de ficar de quatro e declarem-se, como bons cucarachas, “com mucho gusto e placer”. Eram os tempos em que o PSDB fazia do país o que ainda faz de São Paulo, uma Capitania Hereditária governada como o inspirador puteiro Café Millenium.

Juíza representa contra prática abusiva dos Supermercados Nacional
(17.11.11)

A juíza Laura Ullmann López, titular da 1ª Vara Cível de Tramandaí (RS) ingressou ontem (16) com representação no Ministério Público Estadual contra os Supermercados Nacional (Rede Walmart) por prática abusiva e ofensa ao Código de Defesa do Consumidor.  A representação é em favor dos consumidores dos Municípios de Tramandaí e Imbé em razão do longo tempo de espera em fila nas unidades do supermercado localizadas nos dois balneários.
Na representação, a magistrada lembra que o Nacional possui duas unidades nos municípios referidos, ambas dotadas de uma razoável estrutura, como estacionamento próprio e uma ampla variedade de produtos. Entretanto, é disponibilizado número insuficiente de caixas-operadores em cada um dos estabelecimentos. "Além disso, os caixas-operadores, que já são insuficientes, ainda realizam a atividade de empacotadores; tal situação determina em uma má-prestação de serviço aos consumidores" – observa a magistrada.
Ela destaca, ainda, que ao deixar de colocar em funcionamento toda a bateria de caixas em seus terminais, a empresa comete grave prática abusiva, vez que o tempo de espera do consumidor nas filas acaba por ultrapassar, não raras vezes, o prazo de 30 minutos, inclusive a fila dos idosos. "Enquanto se vislumbra uma série de terminais sem operadores, o consumidor amarga quase por 45 minutos para efetuar o pagamento e conferência dos produtos", pondera a magistrada em sua representação ao MP.
No entendimento da juíza Laura, ao submeter os consumidores a uma espera quase interminável pelo atendimento configura prática abusiva em face da superioridade econômica do fornecedor e “da desconformidade com os padrões mercadológicos de boa conduta com relação ao consumidor”, de acordo com a lição de Ada Pellegrini Grinover (“Código Brasileiro de Defesa do Consumidor: comentado pelos autores do anteprojeto”, 8ª ed., Rio de Janeiro: Forense, 2005, pp. 361-362).  
Prossegue o documento: "basta adentrar em qualquer um dos supermercados para verificar a escancarada necessidade de melhoria na prestação dos serviços, seja com a contratação de mais funcionários (operadores de caixas e empacotadores), seja com a instalação de instrumentos emissores de senha, a fim de efetivar um real controle de filas".
A juíza disse que "na época do veraneio a situação se agrava sobremaneira, visto que não obstante a demanda aumente de forma significativa, ainda assim o fornecedor não oferece a contraprestação adequada, aumentando-se de forma ainda mais desarrazoada o tempo da fila de espera".
A magistrada observa ainda a possibilidade de que outras pessoas venham a aderir ao pedido de providências; basta enviar e-mail para mptramandai@mp.rs.gov.br.

ESPAÇO VITAL – juiza-representa-contra-pratica-abusiva-dos-supermercados-nacional

15/11/2011

As bombas do CANSEI

Arquivado em: OAB,Ophir Cavalcanti — Gilmar Crestani @ 9:31 am
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janioquadrosAo contrário das Pombas do Raimundo Correa, as bombas do CANSEI não voltam mais. O suprassumo da hipocrisia, dos fiéis seguidores de Jânio Quadros, como todo movimento da direita, só esconde depravação. Mas temos de agradecer a eles. É através desses arremedos golpistas que conhecemos o caráter dos hipócritas, é a forma com que saem do armário. Desde os tempos de seminarista sei que por trás de todo ferrenho moralista se esconde o pior fariseu.

“Também dos corações onde abotoam
Os sonhos, um a um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais.”

Ação civil pública contra o presidente nacional da OaB
O homem do "outrossim"!

O presidente nacional da OAB, Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior, é acusado – em ação civil pública – de receber licença remunerada indevida de R$ 20 mil mensais do Estado do Pará. A ação foi ajuizada no dia 11 deste mês por dois advogados paraenses (Eduardo Imbiriba de Castro e João Batista Vieira dos Anjos) em meio a uma crise entre a OAB nacional e a seccional do Pará, que está sob intervenção.
Eduardo é conselheiro da Seccional da OAB-PA. A petição inicial é assinada, em causa própria, pelos dois profissionais da Advocacia que são os autores.  A ação foi distribuída à 1ª Vara da Fazenda Pública de Belém (PA). O réu ainda não foi citado.
Segundo a petição, Ophir Cavalcante, que é paraense, está em licença remunerada do Estado do Pará há 13 anos – o que não seria permitido pela legislação estadual -, mas advoga para clientes privados e empresas estatais. Os autores querem a condenação de Ophir para que "devolva ao Estado os benefícios acumulados, que somam cerca de R$ 1,5 milhão".  (Proc. nº 0039528-64.2011.814.0301).
Para entender o caso
* Ophir Cavalcante é procurador – concursado – do Estado do Pará. De acordo com a petição inicial, ele tirou a primeira licença remunerada em fevereiro de 1998 para ser vice-presidente da OAB-PA. Em 2001, elegeu-se presidente da seccional, e a Procuradoria prorrogou o benefício por mais três anos. Reeleito em 2004, a licença remunerada foi renovada.
* Nova licença em 2007, quando Cavalcante se elegeu conselheiro federal da OAB, e outra vez em 2010, quando se tornou presidente nacional da entidade.
* Segundo os autores da ação, uma lei estadual autoriza o benefício para mandatos em sindicatos, associações de classe, federações e confederações da classe dos procuradores do Estado. Alegam que "a OAB não é órgão de representação classista dos procuradores". Além disso, a lei só permitiria uma prorrogação do benefício.
* Em 23 de outubro, o Conselho Federal da OAB afastou o presidente e os quatro membros da diretoria da OAB do Pará, após acusações sobre a venda irregular de terreno da entidade em Altamira.
Contraponto
Ophir Cavalcante foi ouvido no sábado (11) pela Folha de S. Paulo, no Rio de Janeiro.
Ele afirmou que "é legal a licença remunerada que recebe como procurador do Estado do Pará".
Segundo ele, até 2002, o benefício foi autorizado pelo procurador-geral do Estado em exercício e, a partir daí, pelo Conselho Superior da Procuradoria do Estado.
Ophir sustenta que "a OAB é também uma entidade classista, o que me permite receber a licença; outrossim, o limite de uma prorrogação não se aplica para cargos diferentes".
O presidente nacional da OAB diz que "não pode prescindir do pagamento, de cerca de R$ 20 mil mensais, porque seu cargo na OAB não é remunerado". Disse ainda que seu escritório de Advocacia é legal, "desde que não atue contra o Estado do Pará".
Para Cavalcante, a ação é consequência da intervenção na Seccional do Pará, embora ele tenha se declarado impedido para votar na sessão que aprovou a medida.
Disse que resistiu a pressões e ameaças para impedir a intervenção na seccional. "Ameaçaram tornar público o recebimento da licença remunerada. Não tenho o que temer. A OAB não pode varrer a sujeira para baixo do tapete" – afirmou.

ESPAÇO VITAL – acao-civil-publica-contra-presidente-nacional-oab

11/11/2011

No Walmart tem de rebolar

Arquivado em: Walmart — Gilmar Crestani @ 10:04 pm
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O Supermercado dos vira-latas. Para aqueles que acham que tudo o que vem de fora é melhor. Que os brasileiros somos vagabundos. Que os EUA são isto é aquilo. Bem,, eles são aquilo mesmo…

O que me espanta é a suspeita de que alguém paga, e se pagam alguém recebe, para que nossos gloriosos meios de comunicação silenciem sobre este tipo de filhadaputagem!

Tem que rebolar no supermercado…
(11.11.11)

A Justiça do Trabalho confirmou, em segunda instância, a condenação da Walmart, maior rede varejista do mundo, por ter feito um ex-diretor rebolar enquanto entoava o grito de guerra da empresa. A decisão da 10ª Turma do TRT de São Paulo, manteve a sentença de primeira instância e condenou a multinacional norte-americana a pagar reparação por danos morais arbitrada em R$ 154 mil para o executivo Eduardo Grimaldi de Souza, 40 de idade. Ele foi funcionário do Walmart de 2000 a 2009. A empresa informou que vai recorrer ao TST.
Na abertura e no final das reuniões, uma espécie de hino motivacional era entoado. Num trecho da música – "Me dá um W, um A, um L, me dá um rebolado" – todos tinham de fazer o movimento. Quem não rebolava convenientemente, era levado diante dos colegas para fazer o movimento de forma isolada – o que ocorreu com Souza mais de uma vez.
O juiz de primeiro grau já havia reconhecido que o executivo foi alvo de danos morais ao ser obrigado a passar pelo vexame. O magistrado Diego Cunha Maeso Montes afirmou que o ato do Walmart  "é medieval e a empresa tratou os funcionários como bonecos e servos da gleba, que mudos e calados, devem se submeter a todo tipo de ordens e caprichos de seu dono".
Ao avaliar recurso da Walmart, o TRT-2 entendeu que as provas testemunhais confirmaram que o autor era "submetido à situação vexatória, tendo que se expor diante de seus colegas".  O valor da condenação, equivalente a dez vezes o valor da última remuneração de Souza, tem "caráter pedagógico", diz o acórdão.
O advogado Eli Alves da Silva, que representa Souza na ação, disse que "a condenação confirma excessos por parte da empresa, tendo ficado reconhecido que houve abuso no que diz respeito à dignidade do empregado".
Contraponto
Em nota divulgada por sua assessoria, a Walmart informou que "repudia incondicionalmente qualquer comportamento abusivo e está integralmente comprometida com os valores da ética, integridade, diversidade e respeito ao indivíduo".
A empresa diz que o grito de guerra tem como objetivo "descontrair o ambiente de trabalho antes das reuniões e integrar as equipes".
Informou também que vai recorrer ao TST porque "a decisão de segunda instância não considerou uma série de fatos e argumentos relevantes". (Proc. nº 02782001920095020203)

ESPAÇO VITAL – tem-que-rebolar-no-supermercado

10/11/2011

Por que esta informação não é divulgada nos que se dizem grandes jornais?

Arquivado em: Lojas Americanas,Shoptime,Submarino — Gilmar Crestani @ 11:25 pm
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São só notinhas tímidas, cheias de reticências… encabuladas.

Desligamento dos saites das Lojas Americanas, Shoptime e Submarino
(10.11.11)

O Procon de São Paulo determinou ontem (9), que os saites de e-commerce de Lojas Americanas, Submarino e Shoptime fiquem fora do ar por 72 horas. A informação está sendo publicada hoje (10), na coluna Direto da Fonte, assinada pela jornalista Sonia Racy, no jornal O Estado de S. Paulo.
Além disso, as empresas terão de pagar uma multa de quase R$ 2 milhões por não entregarem produtos vendidos.
A determinação será publicada na edição de amanhã (11), do Diário Oficial de SP. Cabe recurso.

ESPAÇO VITAL – desligamento-dos-saites-das-lojas-americanas-shoptime-e-submarino

Tolerância zero com bebuns, viu Aécio!

Arquivado em: Aécio Neves,Bêbado,Tolerância Zero — Gilmar Crestani @ 11:16 pm
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aecio neves bebado

Sabe aquele Partido do Senador Dirigindo Bêbado (PSDB), será que vai trocar de nome? Ou de partido? Bebido, não; cheirado, sim!!!

Tolerância zero para o nível alcoólico de quem estiver dirigindo
(10.11.11)

Um projeto de lei do senador Ricardo Ferraço (PMDB), aprovado ontem (9), pela Comissão de Constituição de Justiça, pode tornar a Lei Seca mais rigorosa para o motorista bêbado que for parado em blitzes e para aqueles que causarem acidentes. O texto eleva para até 16 anos de prisão a pena para quem dirigir embriagado ou sob efeito de outras drogas, e provocar(em) evento(s) com morte(s).
Além disso, o projeto baixa de seis decigramas por litro de sangue para zero a tolerância de nível alcoólico de quem estiver dirigindo, sob pena de multa e até prisão.
Atualmente, são aceitos até 0,29 mg de álcool por litro de ar expelido no bafômetro, com aplicação de multa e proibição de dirigir por um ano, além de apreensão do veículo até que alguém sóbrio possa dirigir. No momento, cima de 0,30 mg/l, além das restrições acima, o motorista ainda pode pegar de seis meses até três anos de prisão.
A proposta modifica o Código de Trânsito Brasileiro para facilitar a punição e admitir novos indícios contra os infratores.
Pelo projeto, além do teste do bafômetro, também passarão a valer outras provas: vídeos, testemunhas e sinais de embriaguez. Segundo o senador, a proposta busca conter a violência no trânsito e evitar a impunidade. Agora, o projeto será encaminhado para a Câmara dos Deputados.
Dados do Ministério da Saúde divulgados na semana passada apontam que 40.610 pessoas morreram em acidentes de trânsito no Brasil em 2010 -, quase 7,5% acima do registrado em 2009. De acordo com o levantamento, 25% das vítimas estavam envolvidas em ocorrências com motocicletas.
De 2002 a 2010, a quantidade de óbitos em acidentes com motos quase triplicou no País, saltando de 3.744 para 10.143 mortes. Entre as regiões, o maior porcentual de aumento na quantidade de mortes nesse período foi registrado no Norte (53%), seguido do Nordeste (48%), Centro-Oeste (22%), Sul (17%) e Sudeste (10%).

Íntegra do Projeto de Lei nº 48/2011

Dispõe sobre Código Brasileiro de Trânsito, para tornar crime a condução de veículo automotor sob a influência de qualquer concentração de álcool ou substância psicoativa.

ESPAÇO VITAL – tolerancia-zero-para-nivel-alcoolico-quem-estiver-dirigindo

A marcha de juízes insensatos

Arquivado em: Elio Gaspari,Poder Judiciário — Gilmar Crestani @ 7:20 am
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Eu ainda gostaria de ler “a marcha dos jornalistas insensatos”, “a marcha dos meios de comunicação insensatos”. E até, por que não, da OAB insensata. Bem ou mal, embora em todas as corporações haja corporativismo, os Juízes são submetidos ao crivo das partes, com advogados obrigatórios (no mínimo dois, que passaram no Exame da Ordem), das Corregedorias, do CJF, do CNJ, do Ministério Público, e inclusive do Tribunal de Contas. Já a OAB se submete ao controle de quem? Para um jornalista, como Elio Gaspari, que esteve ao lado dos ditadores, é muita cara de pau falar dos outros. Ou existe algo pior do que a ditadura?

(09.11.11)

Por Elio Gaspari, jornalista
Artigo publicado nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo de hoje
…………………………………………………………………..
Precisa-se do olho do juiz
americano Potter Stewart,
aquele que não sabia definir pornografia
…………………………………………………………………..
As guildas e o corporativismo de juízes estão produzindo fatos e números que apequenam o Poder Judiciário. A corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, criticou a "impunidade da magistratura", reclamou da sua blindagem e fez a frase de sua vida: "Sabe que dia eu vou inspecionar São Paulo? No dia em que o sargento Garcia prender o Zorro." (O gorducho Garcia está atrás dele desde 1919.)
Em seguida, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso (ex-desembargador do TJ de São Paulo), deu-lhe resposta: "Em 40 anos de magistratura nunca li coisa tão grave. (…) É um atentado ao Estado democrático de Direito".
Menos de um mês depois, o presidente do tribunal paulista pediu à Secretaria de Segurança a criação da figura de um "delegado especial" para cuidar de incidentes que envolvam juízes ou desembargadores. Só para eles. Os cardeais, as costureiras e os contadores continuariam democraticamente com a patuleia.
Vai-se adiante e vê-se que em 152 inquéritos que tramitam no STF envolvendo deputados, senadores e ministros, os nomes dos hierarcas são protegidos, apesar de não correrem em segredo de Justiça. Por exemplo: há um inquérito que trata das atividades de J.M.R. (A deputada filmada recebendo dinheiro do mensalão do DEM chama-se Jaqueline Maria Roriz, mas isso não é da sua conta).
A blindagem do andar de cima tem registro estatístico: há no Brasil 512 mil presos, 76 por corrupção passiva.
As guildas de magistrados organizam eventos arrecadando patrocínios com empresários e instituições que têm interesse em processos que podem passar por suas mesas. Isso para não falar do turismo embutido em muitos congressos, conferências e reuniões de fancaria.
A doutora Eliana Calmon pretende estabelecer critérios para essas atividades e as associações nacionais de juízes federais e do Trabalho informam que recorrerão em defesa daquilo que é um direito "inerente a todos os brasileiros e ao regime democrático". Grande ideia, pois os tribunais são o foro adequado para resolver questões desse tipo. (Graças à grita de alguns magistrados, Eliana Calmon detonou uma caixa de fraudes nos empréstimos que a Associação de Juízes Federais da 1ª Região fazia em uma financeira).
A magistratura é uma carreira vitalícia iniciada, por concurso, num patamar de R$ 18 mil mensais, com dois meses de férias, aposentadoria integral e plano de saúde. Ninguém pode demitir um juiz.
Já o juiz pode ir embora no dia que quiser, passando para a Advocacia privada, muitas vezes com êxito. Essa característica diferencia os magistrados dos vereadores e deputados, obrigados a renovar o contrato de trabalho junto à clientela a cada quatro anos. Eles optaram por uma carreira especial e são os responsáveis exclusivos pelo prestígio do Poder republicano que exercem.
A insensatez e o corporativismo jogaram a imagem do Judiciário no balcão da defesa de causas perdidas.  Não se pode criar um critério para decidir o que engrandece ou apequena a magistratura. Pode-se, contudo, seguir a recomendação subjetiva do juiz Potter Stewart, da Corte Suprema americana, tratando de outra agenda: "Eu não sei definir pornografia, mas reconheço-a quando a vejo".

O jornalista Elio Gaspari nasceu em 1944, em Nápoles (Itália), mas veio para o Brasil logo na infância. Começou a carreira jornalística num semanário chamado Novos Rumos. Sua experiência jornalística seguinte foi quando se tornou auxiliar do colunista social Ibrahim Sued.
A partir daí, não parou mais. Oportunidades de destaque foram surgindo, de tal forma que, veio a trabalhar no Diário de São Paulo, na revista Veja e no Jornal do Brasil. Atualmente é comentarista da Folha de São Paulo, mas  tem trabalhos veiculados em vários  outros periódicos importantes no país. Gaspari publicou quatro livros sobre a ditadura militar, divididos em duas partes, "As Ilusões Armadas" e "O Sacerdote e o Feiticeiro".

ESPAÇO VITAL – marcha-juizes-insensatos

01/11/2011

Refri gerando câncer

Arquivado em: Câncer,Coca-Cola,Regrigerante — Gilmar Crestani @ 8:45 am
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Refrigerantes brasileiros terão que reduzir substância cancerígena
(31.10.11)

Fabricantes de refrigerantes de baixas calorias ou dietéticos cítricos terão que reduzir a quantidade de benzeno (substância cancerígena) das bebidas, conforme acordo fechado com Ministério Público Federal em Minas Gerais. Mas as indústrias terão prazo de até cinco anos. As informações são da Proteste Associação de Consumidores.
O Termo de Ajustamento de Conduta assinado com Ambev, Coca-Cola e Schincariol prevê que a quantidade máxima deverá ficar em cinco microgramas por litro.
A presença do benzeno nas bebidas foi detectada em 2009 pela Proteste ao realizar exames em 24 amostras de diferentes marcas. O TAC foi assinado agora, dois após o MPF instaurar inquérito civil público para apurar o caso.
Ao analisar 24 amostras de diferentes marcas, a Proteste detectou a presença do benzeno em sete delas: Fanta laranja, Fanta laranja light, Sukita, Sukita Zero, Sprite Zero, Dolly guaraná e Dolly guaraná diet.
Em duas das amostras – Fanta Laranja Light e Sukita Zero – a concentração estava acima dos limites considerados aceitáveis para a saúde humana. Foram encontrados limites aceitáveis de benzeno no Dolly guaraná tradicional e light, na Fanta laranja tradicional, Sukita tradicional e no Sprite Zero.
De acordo com o MPF, a legislação brasileira, em especial o Código de Defesa do Consumidor, estabelece que os produtos colocados à venda no mercado não poderão trazer riscos à saúde ou à segurança dos consumidores, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a fornecer as informações necessárias e adequadas a respeito.

ESPAÇO VITAL – refrigerantes-brasileiros-terao-que-reduzir-substancia-cancerigena

Eliana Calmon passa Judiciário a limpo

Arquivado em: Eliana Calmon,Poder Judiciário — Gilmar Crestani @ 8:43 am
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O Judiciário não consegue ficar imune à invasão do crime organizado Wenderson Araújo/Gazeta do Povo

Dois anos após uma visita que detectou 113 falhas no Tribunal de Justiça do Paraná, o Conselho Nacional de Justiça vai promover uma revisão dessa inspeção. A ideia é aferir in loco se as determinações iniciais, que incluíam a extinção de benefícios e mudanças na estrutura remuneratória do TJ, estão sendo cumpridas. O retorno deve acontecer no fim de novembro.
Os trabalhos serão uma oportunidade de melhorar a imagem do Judiciário paranaense. “O Paraná causou uma maior surpresa porque nós esperávamos, como brasileiros, encontrar um tribunal mais organizado”, disse em entrevista ao jornal paranaense Gazeta do Povo, a corregedora do CNJ e ministra do STJ, Eliana Calmon, referindo-se à inspeção de 2009 no TJ-PR, realizada pelo seu antecessor no cargo, Gilson Dipp.
Na entrevista, Eliana trata ainda de temas nacionais, como a polêmica sobre a diminuição dos poderes de investigação do CNJ, e critica a campanha publicitária promovida pela Associa¬¬ção dos Magistrados do Paraná (Amapar), que usa o gancho de que os juízes brasileiros estão sendo condenados sem direito a julgamento.
O texto é do jornalista André Gonçalves.
Eliana Calmon, reafirmou à Gazeta do Povo que a declaração de que “há bandidos escondidos atrás da toga” não é uma “generalização” e que não entende os motivos para reações negativas dos colegas. Por outro lado, admitiu que a polêmica ajudou a amadurecer a discussão em torno da ação movida pela Associação dos Magistrados Brasileiros no STF para diminuir o poder de investigação do CNJ.
A ministra também refutou o rótulo de ícone do combate à corrupção. “Eu me assustei no momento em que eu fui levada a ser um baluarte de luta contra a corrupção. Na verdade, eu faço parte de uma engrenagem de um órgão de controle.”
Passado mais de um mês após a sra. ter dito que “existem bandidos escondidos atrás das togas”, qual é a sua reflexão sobre o impacto da declaração?
Na realidade, eu não compreendo o porquê do impacto. É mais ou menos o que eu tenho repetido há
muito tempo; até mesmo antes de chegar ao CNJ. Depois que cheguei, com muito mais razão, porque tenho visto muitas coisas. Aqui é um vale de lágrimas. As pessoas vêm fazer reclamações, abrem o coração e contam coisas. Mas eu falei aquilo dentro de um contexto. Uma palavra solta pode gerar uma série de equívocos. Quando nós [juízes] fazemos o exame da prova de interceptação telefônica, por exemplo, nós não usamos só a palavra, mas o contexto todo. Até a entonação da voz pode significar muita coisa. De forma que, no contexto, não havia porque eu generalizar. E eu não era maluca de dizer que os juízes são bandidos. Passado um mês [da declaração], posso dizer que as coisas estão nos seus devidos lugares.
Por que a declaração agrediu tanto determinados juízes?
Parece-me que a Associação dos Magistrados Brasileiros, que tem uma política de defender prerrogativas, não aceita a competência concorrente do CNJ. E, prevalecendo-se da minha fala, veio olhar com olhos bastante expressivos essa palavra – bandidos – e talvez tenha incentivado o ministro presidente do CNJ (Cézar Peluso) para essa afirmação.  Depois, outras associações entraram. Mas, após um mês, voltaram atrás. Muitas já estão inclusive se retratando. Também é muito importante que a gente tenha o apoio da mídia, o apoio popular. Foi um desabrochar da sociedade de forma muito espontânea. Eu só falei em entrevista à Associação Paulista de Jornais, uma vez, e não falei mais. A não ser no Jornal Nacional, quando achei por bem dizer que eu não quis generalizar. Fiquei 15 dias sem sequer cumprir as minhas agendas para me resguardar de criar polêmica.
Parece que os brasileiros estavam esperando por um ícone na luta contra a corrupção. A sra. cabe nesse papel?
Eu me assustei no momento em que fui levada a ser um baluarte da luta contra a corrupção. Na verdade,
faço parte de uma engrenagem de um órgão de controle. Não sou um baluarte do combate à corrupção; sou uma peça dessa engrenagem estatal. Se você é um baluarte, não cabe mais como peça, porque você passa a ter uma posição ideológica. E eu não tenho uma posição ideológica; tenho uma posição funcional. Quero fazer essa delimitação: estou aqui para exercer um papel dentro do Poder Judiciário. Às vezes me perguntam sobre corrupção no Executivo e no Legislativo, mas eu não posso extrapolar. No dia que fizer isso, fico enfraquecida institucionalmente. Não quero desapontar os movimentos que são contra a corrupção, mas quero que haja um entendimento da população de que eu tenho uma limitação funcional.
A sra. sente que a declaração serviu ao menos para deixar mais madura a discussão sobre os poderes do CNJ?
Sem dúvida alguma. No início, achei que foi uma coisa ruim e fiquei preocupada. Temia um enfraquecimento da corregedoria, de chegar aos tribunais e não ter força para exercer o meu papel. Estou viajando muito por diversos estados e, ao contrário do que pensei, estou tendo uma receptividade efusiva por parte dos tribunais. Aliás, estou até ganhando condecorações. O que eles dizem é que eu tenho uma linguagem muito direta e forte. Defendo que o Judiciário mude um pouco a visão que tem sobre a comunicação. Estamos no século 21; os ditadores do mundo árabe caíram em função dos novos meios de comunicação. É exatamente a partir daí que o Judiciário tem de compreender que precisa seguir um caminho diferente. Quando falo em uma linguagem mais forte é para chamar atenção para a quebra desse paradigma.
Há poucos dias a OAB conseguiu entrar como amicus curiae na ação que a AMB move no Supremo questionando o poder de investigação do CNJ. A sra. não teme que o julgamento vire uma queda de braço de juízes contra advogados?
Não. O DNA do CNJ nasceu dentro da OAB. O primeiro arauto de um controle do Judiciário nasceu na Ordem. Talvez a instituição com o maior interesse de ver mais preservado o CNJ seja ela. Eles nunca fizeram segredo disso. A entrada deles na ação foi de toda pertinência. Dentro de um regime democrático não existe espaço para essa queda de braço.
A senhora citou recentemente o caso de um pistoleiro que virou juiz. Esse tipo de situação é mais comum do que se imagina?
Isso começou a acontecer há menos de duas décadas. No momento em que vivemos uma abertura do concurso público, com aumento da base de juízes, essas investigações sobre os candidatos vão ficando mais rasas. Nós estamos hoje em um mundo invadido pelo crime organizado. E o crime organizado tem interesse de se infiltrar nas instituições. Naturalmente, o Judiciário não consegue ficar imune. Eles, criminosos, estão fazendo isso também dentro do Ministério Público, da Polícia Federal, da Polícia Militar. Temos de ter a precaução de fazermos uma seleção mais adequada.
O que a sra. defende para solucionar o problema?
Acho que a investigação da vida pregressa precisa ser feita com um critério maior. E que isso possa ir até para o edital do concurso. Isso é preciso não apenas no Judiciário, mas na polícia, no Ministério Público, em todas as carreiras que lidam com o social. Você observa que os países desenvolvidos exigem essas prerrogativas para a magistratura, para o magistério e para a polícia.
Leia a íntegra da entrevista na origem (Gazeta do Povo).

ESPAÇO VITAL – bro-judiciario-nao-consegue-ficar-imune-invasao-do-crime-organizado

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