Ficha Corrida

25/03/2014

Método paraguaio só pode ser aplicado no Paraguai!

tio samNão vi nos grupos mafiomidiáticos a mesma preocupação com a legalidade, nem com a rapidez, nem com qualquer outro tipo de preocupação, quando do afastamento do Presidente Fernando Lugo, pelo Paraguai. Aliás, o PSDB, secundado pela mídia, abraçou a causa como se fosse sua. Álvaro Dias, em muitos anos de parlamento, trabalhou mais pela causa paraguaia do que pela do Brasil. A ponta que une dos dois fatos chama-se EUA. No Paraguai, foi com instrução e apoio logístico da CIA/NSA que os deputados casaram, num processo que sequer durou 24 horas, o Presidente.

A deputada havia sido recrutada pelo CIA/NSA numa jogada marcada com o Panamá para atacar os países da UNASUL. O Paraná é, depois de Porto Rico, o entreposto norte-americano para a importação de drogas da Colômbia, que aliás também tem, coincidentemente, bases militares norte-americanas.

Chavista cassa deputada na Venezuela

María Corina perdeu mandato de forma sumária, segundo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello

Motivo seria ter aceitado oferta do Panamá para discursar na OEA; ato ocorre na véspera de missão da Unasul chegar

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS, pela Folha (Leia-se, CIA/NSA)

Em uma decisão sumária, que não teve apreciação da Justiça do país, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou ontem que a deputada de oposição María Corina Machado perdeu o seu mandato e está proibida de entrar na Casa.

Cabello afirma que Corina violou dois artigos da Constituição (149 e 191) ao aceitar o papel de representante suplente do Panamá e solicitar o direito à palavra em uma sessão da OEA (Organização dos Estados Americanos) na sexta-feira.

Em declaração publicada em sua conta no Twitter, a deputada negou a cassação.

"Senhor Cabello: eu SOU deputada da AN [Assembleia Nacional] enquanto o povo da Venezuela assim o quiser", escreveu após chegar a Lima, no Peru, para um seminário da Fundación Liberdad, do escritor Mario Vargas Llosa.

Ele disse que voltará à Venezuela o mais cedo possível para continuar a luta contra o governo. "Vamos lutar até vencer. O regime brutal de Nicolás Maduro pensou que com essa repressão iria nos assustar, mas nos deu mais força". E acrescentou: "Cabello deveria ler a Constituição. Ele não tem poder nem instrução da Assembleia para destituir um deputado".

Na sexta-feira, o Panamá havia cedido sua cadeira na sessão da OEA para que a deputada fizesse um relato sobre a situação no país, que vive intensos protestos contra o governo desde o início de fevereiro.

Os embaixadores dos Estados-membros da OEA aprovaram, no entanto, por 22 votos a favor, 3 contrários e 9 abstenções, o pedido da missão venezuelana para que fosse retirado da agenda o ponto dedicado à situação no país, fazendo com que Corina perdesse a palavra.

Cabello, que lidera a maioria governista da Assembleia, disse que Corina será também investigada por "traição à pátria". "Ela não tem mais imunidade parlamentar, pode ser detida a qualquer momento, sem prévia notificação de ninguém", disse Cabello.

Neste mês, Maduro rompeu relações com o Panamá porque o país levou a crise na Venezuela para a OEA.

O artigo 191 da Constituição da Venezuela afirma que nenhum deputado "pode aceitar ou exercer cargos públicos sem perder seu mandato, exceto em atividades docentes, acadêmicas, acidentais ou assistenciais, sempre que não suponham dedicação exclusiva".

Já o artigo 149 diz que nenhum deputado pode aceitar cargos e honras de governos estrangeiros sem autorização da Assembleia Nacional.

A destituição da deputada opositora acontece um dia antes do início da reunião, convocada pelo governo, de chanceleres da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) em Caracas para discutir a situação do país.

Já são 36 os mortos desde 12 de fevereiro devido aos protestos na Venezuela.

No domingo, uma grávida morreu em Guaicaipuro, no Estado de Miranda, ao receber um tiro. Ontem, um sargento da Guarda Nacional foi morto em Mérida enquanto desbloqueava uma via.

23/03/2014

Terrorismo made in USA & CIA

São vários os organismos já usados pela CIA para influenciarem nos destinos internos do Brasil. São já sabidos os intere$$es que moveram malas cheias de dinheiro para corromper generais em 1964. Agora Frei Betto revela que os EUA finanCIAram a Igreja Católica para que participasse do golpe. Afinal, são caras as ideias importadas dos EUA. Além dos impostos, claro…  Empresas, como a Ultragás do Boilesen, participaram ativamente, em dinheiro, com logística e pessoalmente, já que o cidadão este ejaculava vendo pessoas com pés e mãos atados sendo torturados. Dizem inclusive, que ele fazia questão de dar o tiro de misericórdia… A Folha, por exemplo, emprestava as peruas que distribuíam os jornais para que os torturadores pudessem desovar na madrugada os presuntos fabricados na véspera. O que foi a a$$oCIAção que resultou na criação do Instituto Millenium senão uma versão atualizada do velho IPES e IBAD

A bem da verdade, o Brasil não foi a única vítima do apego norte-americano pelo ódio e expropriação das riquezas internas dos países. Não há, desde o fim da Segunda Guerra, nenhum golpe que não tenha a participação ativa e efetiva dos EUA. E, convenhamos, tem sido barbada. Há um exército de brasileiros querendo acabar com o Brasil e dariam a vida para que os EUA pudessem fazer o que bem entendessem. Eles estão todo lugar, inclusive e principalmente nos meios de comunicação. É só ouvir a forma como William Waack argumenta, como Bóris Casoy fala do CCC, ou ódio do Lasier Martins sempre que há algum movimento social pelas ruas e avenidas do RS.

Sabem porque a CIA vendeu a ideia, e os idiotas compraram, de que comunista come criancinha? Por que era exatamente o que faziam os partidários da CIA na Espanha, Argentina, Uruguai e Brasil. O roubo de bebês para suprir a demanda das mulheres estéreis com as quais eram casados não era exatamente um canibalismo, mas era um fato. A recente confissão de uma atriz argentina, Haydée Padilla, sem saber que estava sendo transmitida por tv, confirma uma prática que vinha sendo denunciada pelas Madres da Plaza de Mayo.

A relação entre a CIA e a intervenção militar, por jns

dom, 23/03/2014 – 14:27

Enviado por jns

DERRUBANDO GOVERNOS

A TFP taí ….

OPERAÇÕES DE DESESTABILIZAÇÃO INTERNA

A relação de governos que foram derrubados pela CIA: Irã (1953), Tibet (1950), Guatemala (1954), Cuba (1959), Congo (1960), Iraque (1963), Brasil (1964), Gana (1966), Iraque (1968), Chile (1973), Afeganistão (1973-1974), Iraque (1973-1975), Argentina (1976), Irã (1980), Nicarágua (1981-1990), El Salvador (1980-1992), Camboja (1980-1995), Angola (1980), Filipinas (1986), Irã (2001- até o presente), Iraque (1992-1995), Guatemala (1993), Sérvia (2000), Venezuela (2002), Haiti (2004), Ucrânia (2014).

Observando os acontecimentos envolvendo o Irã e a Líbia, nota-se uma repetição de um “modus operandi” de comprovado sucesso , quando se deseja justificar uma intervenção militar ou a imposição de bloqueio econômico em um determinado país, visando enfraquecê-lo e assim tornar possível a queda do regime vigente, para ser, posteriormente, substituído por uma equipe de governo aliado aos da nação (ou grupo) que mantém interesses no chamado ‘país-alvo’.

As motivações para tais operações são:

Interesses de ordem econômica;

Interesses de ordem política;

Manutenção ou obtenção de áreas de influência, entre outras.

O ex-agente da CIA, Philip Agee reconheceu, em seu livro Inside the Company: Cia Diary, que essas operações são arriscadas porque quase sempre significam intervenção, pois visam a influenciar, por meios encobertos, os assuntos internos de outro país, com o qual os Estados Unidos mantêm relações diplomáticas. A técnica consiste essencialmente na “penetration” (inserção de agentes no país), buscando aliados desejosos de colaborar com a CIA e dissidentes do governo estabelecido. Daí que a regra mais importante na sua execução é a possibilidade de “plausible denial” (capacidade de negar um fato ou alegação), ou seja, negar convincentemente a responsabilidade e a cumplicidade dos Estados Unidos com o golpe de Estado ou outra operação, uma vez que se fosse descoberto seu patrocínio, as consequências no campo diplomático seriam graves.

Embora as principais potências mundiais (Rússia, China, Inglaterra, França, Espanha e várias outras) utilizem á séculos tal expediente em vários momentos de sua história, analisaremos somente algumas ações atribuídas aos Estados Unidos devido a sua relevância no contexto das Américas Central e Sul, as quais são sua esfera de influência e onde se localiza o nosso país.

1.  GOLPES DE ESTADO

Tal medida existe desde os primórdios da civilização humana. A técnica do “golpe de estado”, principalmente quando provocada por um governo externo, sempre foi utilizada quando pretende-se evitar o confronto direto, poupando assim recursos materiais e vidas humanas, além de manter ilibada a reputação da nação estrangeira que provocou (ou somente apoiou) o referido golpe, pois assim torna-se difícil, mas não impossível, a comprovação nos períodos iniciais do golpe, da efetiva participação desta nação estrangeira.

Para tanto, certos elementos são necessários para a eficácia do golpe de estado (não necessariamente obrigatórios, pois cada caso é um caso):

A existência dissidências internas no governo do país-alvo, o que faz com que o referido governo não tenha a coesão necessária para resistir ao golpe;

A centralização do poder decisório do país em um único local;

A realização de políticas pelo país-alvo que desagradem certas parcelas da população em detrimento á outras;

A existência de um clima de deterioração e caos político reinante no país, antecedendo ao golpe;

Hostilidade da população contra o governo, o qual se manifestará a favor da queda do regime;

A perda do crédito nas instituições-chave do país pela população;

Movimentação popular contra o regime a ser deposto.

A reunião de uma ou mais condicionantes fazem com que o país-alvo esteja vulnerável. Estas mesmas condicionantes servem de material a ser manipulado pelo país interessado na queda de regime, o qual se utilizará de técnicas especializadas que visam a produção de um ambiente que favoreça tal operação.

“Ora, um dos remédios mais eficazes que um príncipe possui contra as conspirações é não se tornar odiado pela população, pois quem conspira julga sempre que vai satisfazer os desejos do povo com a morte do príncipe; se julgar, porém, que com isso ofenderá o povo, não terá coragem de tomar tal partido, porque as dificuldades com que os conspiradores teriam que lutar seriam infinitas. A um príncipe pouco devem importar as conspirações se ele é querido do povo, porém se este é seu inimigo e o odeia, deve temer tudo e todos” – Nicolau Maquiavel

Devido a isto, certos governos ditatoriais tiveram seu fim antecipado assim que a população teve acesso a liberdade de expressão e a um estado de direito, os quais são utilizados como pretexto para a consecução de manobras de desestabilização interna do país-alvo (veja doutrina de intervenção humanitária), as quais são movidas quando nações estrangeiras tem interesses econômicos e políticos neste país.

2. DESESTABILIZAÇÃO INTERNA

Operações de desestabilização interna são ações que antecipam e fornecem condições para que um golpe de estado ocorra, propiciando o caos político, a agitação social, e a descrença nas instituições nacionais do país-alvo. São por vezes utilizados o terrorismo, operações psicológicas e os chamados “ataques de falsa bandeira’, para confundir e amedrontar a opinião pública (nacional e internacional), criando um clima de guerra civil e justificando assim uma intervenção no referido país.

Um exemplo atual de ataque de falsa bandeira seria a suposta tentativa de assassinato do embaixador saudita por agentes iranianos em território americano, sendo utilizado para isto um traficante mexicano (tentar matar dois pássaros com uma só pedra?), mesmo o Irã tendo assassinos treinados na chamada ‘Força Quds’ que poderiam facilmente levar a cabo a tal missão em qualquer país do oriente médio.  Esta foi uma trama comparada pelo próprio diretor do FBI, Robert Mueller, a “um roteiro de Hollywood”.

E o que dizer sobre as armas nucleares de destruição em massa iraquianas (2003) tão propagadas e que nunca foram de fato encontradas?

E o incidente do Golfo de Tonquim (1965), que iniciou a escalada da guerra do Vietnam?

O afundamento do USS Maine, ancorado em Cuba (1898) resultando na guerra Americano-Espanhola.

As operações Nortwood e Mongoose (1962), as quais não chegaram a ser executadas, quando a invasão da Baía dos Porcos (Girón) orquestrada pela CIA falhou?

Existem até os dias de hoje tentativas de organizações norte-americanas a favor de uma melhor explicação do que aconteceu no 11/09, algo que provavelmente nunca saberemos ao certo o que ocorreu. Existem outras operações do tipo, as quais devido a quantidade não poderiam ser abordadas de forma resumida.

Uma operação de desestabilização interna em um país inicia-se através de várias ações, como por exemplo:

Infiltração de indivíduos especializados na montagem de uma rede subversiva, os quais irão orientar, treinar e equipar a força dissidente do governo, visando a queda do mesmo (operadores do SAS capturados na Líbia);

Montagem de grandes manifestações populares contra o governo (Marcha da Família com Deus pela Liberdade no Brasil);

Estabelecimento de centros de pesquisa de opinião pública, visando analisar as características do público-alvo e definir quais os melhores procedimentos para manipular a formação da opinião pública e a mídia, voltando-as para a finalidade do país interessado (IPES);

Desmoralização nacional e internacional de figuras importantes do governo-alvo (classificação como comunista no passado, nos dias atuais, como terrorista).

São vários exemplos de operações de desestabilização interna na América Latina no passado, como por exemplo a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida no Brasil no ano de 1964, a qual foi organizada por elementos conservadores e dissidentes do governo João Goulart e o padre católico conhecido como Patrick Peyton chamado de “padre Hollywood”, fundador do Movimento da Cruzada do Rosário pela Família, o qual era ligado a CIA (Central de Inteligência Americana).

Tais manifestações tinham como objetivo desestabilizar o governo de João Goulart, através de características inerentes do brasileiro (religião), propiciando assim um clima favorável a sua derrubada do poder, principalmente depois que o mesmo apresentou seu programa de ‘reformas de base’, os quais eram tidos como revolucionários pelo setor conservador da sociedade brasileira, além dos EUA que consideravam Goulart com tendências de esquerda.

O Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais – IPES tinha como principal tarefa a organização de estudos e movimentos contra o presidente João Goulart. Era patrocinado por grandes conglomerados empresariais nacionais e multinacionais, e entidades de classe. Realizava levantamento da maneira de expressão do brasileiro de forma a mapear o comportamento social do público alvo, que era a classe média baixa da população, além dos formadores de opinião, como entidades religiosas diversas, para elaborar filmes publicitários, documentários, confecção de panfletos e propagandas.

E o que dizer então das operações Brother Sam e Popeye, as quais praticamente selaram o destino de João Goulart e mergulharam o país em 21 anos de regime militar?

3. OPERAÇÕES BEM SUCEDIDAS

Guatemala 1954 – Operação PBSUCESS

Jacobo Arbenz Guzman, presidente da Guatemala  eleito democraticamente, foi deposto num golpe orquestrado e financiado pela CIA, que o substituiu por uma brutal ditadura militar. O seu programa de reforma agrária ameaçou os interesses comerciais dos EUA, em particular os da United Fruit Company. As preocupações dos EUA se uniram em planos secretos para destruir o governo de Arbenz.

Jacobo Arbenz Guzman foi eleito democraticamente presidente da Guatemala e governou o país entre 1951 e 1954, quando foi deposto pela junta militar patrocinada pelos EUA.

A United Fruit Company, uma empresa em que tinham interesses pessoais o secretário de estado do governo dos EUA, John Foster Dulles e seu irmão Allen Dulles, então diretor da CIA, além de várias instituições bancárias, trabalharam com a CIA para proteger seus interesses no país, instigando que Arbenz era uma ameaça comunista e criando um clima desestabilizador no país.

A operação PBSUCCESS foi autorizada pelo presidente Eisenhower em agosto de 1953, com um orçamento de US $ 2,7 milhões para “guerra psicológica, ação política e subversão” para poder viabilizar a tomada do poder pelos militares, além de um pequeno exército paramilitar, comandado pelo general Carlos Castillo Armas.

Carlos Castillo Armas (4 de Novembro de 1914 – 26 de Julho de 1957) foi presidente da Guatemala de 8 de Julho de 1954 a 26 de Julho de 1957, data em que foi assassinado.

Depois de uma pequena insurgência desenvolvida na sequência do golpe, os líderes militares da Guatemala, desenvolvidos e aperfeiçoados na “Escola das Américas” com a assistência dos EUA, realizaram uma campanha maciça de contra-insurgência que deixou dezenas de milhares de guatemaltecos mortos, mutilados e desaparecidos. A violência subsequente causou a morte e desaparecimento de mais de 140 mil guatemaltecos. Alguns ativistas de direitos humanos colocam o número de mortos em cerca de 250.000.

United Fruit Company

A United Fruit Company (1889-1970) era uma empresa multinacional americana que enriqueceu explorando o comércio de frutas tropicais (principalmente bananas) em regiões do terceiro mundo. Com a ajuda do governo dos EUA, derrubou vários governos de países do terceiro mundo que iam contra seus interesses, e impondo líderes locais alinhados com sua política empresarial. Daí surgiu o termo ‘República das Bananas’.

Em Cuba, era uma das empresas que controlavam a produção de açúcar e que foram expulsas em 1959, devido á revolução cubana que um ano mais tarde, em 01 de janeiro de 1960, nacionalizaria todas as suas possessões.

Em 1969 foi comprada por Zapata Corporation, empresa relacionada com o ex-presidente americano George H. W. Bush. A empresa modificou sua razão social para Chiquita Brands e até hoje opera com esse nome.

Em 2007, a Chiquita Brands enfrentou um julgamento nos EUA por haver financiado grupos paramilitares na Colômbia que foram responsáveis pelo massacre de sindicalistas e camponeses. A companhia teve que pagar multa às autoridades de seu país. As autoridades colombianas buscam cooperação dos EUA para que extraditem os funcionários responsáveis por esses delitos para que sejam julgados em território colombiano.

Operação Fulbelt

O golpe de estado de 11 de Setembro, ocorrido no Chile em 1973, consistiu na derrubada do governo eleito democraticamente do Chile e de seu presidente, Salvador Allende, tendo sido articulado por oficiais da marinha e do exército chileno, com apoio militar e financeiro do governo dos Estados Unidos através da CIA, bem como de organizações extremistas chilenas, como a Patria y Libertad, de tendências nacionalistas e neofacistas, tendo sido encabeçado pelo general Augusto Pinochet, que se proclamou presidente.

Allende foi o primeiro presidente marxista a ser eleito democraticamente e decidiu tomar medidas para redistribuir riqueza e terras em Chile. Aumento de salários de cerca de 40 por cento foram introduzidas. Ao mesmo tempo, as empresas não foram autorizadas a aumentar os preços. A indústria do cobre foi nacionalizada, assim como os bancos.

Para impedir Allende de chegar ao poder ou para derrubá-lo, o presidente Richard Nixon tinha ordenado a CIA para “fazer gritar de dor” a economia chilena, através de sanções econômicas visando desestabilizar a economia do país.

Com a queda do presidente Salvador Allende, subiu ao poder o general Augusto Pinochet, o qual levou a nação chilena a dezessete anos de regime militar, onde foram mortas cerca de 40 mil pessoas mortas, presas ou torturadas.

Quatro meses depois do golpe, seu balanço já era atroz: quase 20 000 pessoas assassinadas, 30 000 prisioneiros políticos submetidos a torturas selvagens, 25 000 estudantes expulsos de escolas e 200 000 operários demitidos. A etapa mais dura, sem dúvida; ainda não havia terminado.

Operação Ajax

Foi assim chamada a operação de desestabilização que levou á queda do presidente iraniano democraticamente eleito, Mohammed Mosaddeq. Foi realizada uma operação conjunta entre a CIA (EUA) e o MI6 (Inglaterra), apoiados por iranianos pró-ocidentais e militares dissidentes.

Mossadeq nacionalizou a extração de petróleo visando condições mais justas, pois as anteriores favoreciam enormemente a Anglo-Iranian Oil Company (AIOC).  Em 1947, por exemplo, AIOC relatou lucros após impostos de £ 40 milhões (US $ 112 milhões), e foram repassados ao Irã apenas £ 7.000.000. Foram realizadas operações de desestabilização e terrorismo na capital Teerã por operativos da CIA através de movimentação de massas, culminando na derrubada do poder do democraticamente eleito Mossaddeq.

Em seu lugar assumiu o Shah Reza Pahlavi, escolhido pela CIA e pelo MI6 para governar o país com mão de ferro, garantindo os interesses dos EUA e da Inglaterra. Após o golpe de 1953, o governo do Xá formou a Savak (polícia secreta iraniana), cujos agentes foram treinados nos Estados Unidos. A Savak foi dado “carta branca” para torturar dissidentes suspeitos.

Revolução Islâmica

A impopularidade do regime tirânico de Reza Pahlavi e de sua Savak, além de políticas fracassadas voltadas para o povo, foram exploradas pelos clérigos islâmicos, os quais eram a única frente organizada contra o Shah. Através de manifestações contra o ocidente e o governo, Reza Pahlavi fugiu de Teerã e buscou refúgio nos EUA, abrindo caminho assim para o Aiatolá Ruhollah Khomeini, o qual instaurou a República Islâmica do Irã, com forte tendências antiocidentais.

Muitos historiadores entendem que o atual extremismo religioso antiocidental iraniano, é resultado das ações dos EUA/GB no país na década de 50. E o caso de se pensar se o termo “grande satã” cunhado por Khomeini em relação aos EUA seria realmente tão injusto…

Anglo Persian Oil Company

Fundada em 1908, foi rebatizada Anglo-Iranian Oil Company – AIOC, em 1935, e atualmente é conhecida como British Petroleum – BP. Durante a operação Ajax, foi a responsável direta pelo envolvimento da CIA e do MI6 que depuseram o presidente democraticamente eleito Mohammed Mossadeq. Em 2010, foi considerada a terceira maior empresa de energia do mundo e a quarta maior empresa do mundo, com valores agregados de cerca de 308 bilhões de dólares.

Governos Derrubados pela CIA

Irã (1953), Tibet (1950), Guatemala (1954), Cuba (1959), Congo (1960), Iraque (1963), Brasil (1964), Gana (1966), Iraque (1968), Chile (1973), Afeganistão (1973-1974), Iraque (1973-1975), Argentina (1976), Irã (1980), Nicarágua (1981-1990), El Salvador (1980-1992), Camboja (1980-1995), Angola (1980), Filipinas (1986), Irã (2001- até o presente), Iraque (1992-1995), Guatemala (1993), Sérvia (2000), Venezuela (2002), Haiti (2004).

4. TRABALHO DE CONVENCIMENTO

Os chamados “trabalhos de convencimento” são operações que visam convencer a mídia nacional e internacional da legitimidade de uma operação militar ou de um bloqueio econômico contra determinado país, mesmo que suas razões não sejam provadas explicitamente. Visam desqualificar o país-alvo e seus governantes em relação as suas políticas de gerenciamento nacional ao mesmo tempo que convencem a mídia nacional e internacional de que “algo precisa ser feito”. A população é exposta diuturnamente á versão que interessa ao país interessado na queda do regime, formando assim opinião favorável á operação.

O Brasil sofreu este tipo de pressão nas décadas de 80 e 90, quando da tentativa de se justificar a internacionalização da Amazônia, chamada na época de ”pulmão do mundo”. Nesse período, a mídia televisiva exibia constantemente a derrubada de árvores e a queimada de partes da floresta, além da questão indígena. A repetição destas imagens na mídia causou uma comoção internacional, resultando em debates acalorados por vários setores da sociedade mundial, sendo que alguns desses setores defendiam uma imediata internacionalização da floresta tropical brasileira. A questão indígena também é explorada por estes países, mesmo que estes tenham exterminado todos os seus índios no passado.

A ameaça direta ao nosso amado Brasil:

“O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia”. François Mitterrand, 1989, então presidente da França;

“As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no mundo. As campanhas ecologistas internacionais que visam à limitação das soberanias nacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início a uma fase operativa, que pode, definitivamente, ensejar intervenções militares diretas sobre a região”. John Major, 1992, então primeiro ministro da Inglaterra;

“Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós”. Al Gore, ex-Vice-Presidente norte-americano:

“A Amazônia é um patrimônio da humanidade. A posse dessa imensa > área pelos países mencionados (Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador) é meramente Circunstancial”. Conselho Mundial de Igrejas Cristãs reunidas em Genebra, 1992.

5. INTERESSES GLOBAIS

Os EUA é a nação que dominou o cenário no século XX, com interesses globais que respondem pelo seu modo de vida e sua compreensão com relação ao resto do mundo. Simplesmente nada de novo, pois os grandes impérios sempre fizeram o mesmo em seu auge. Para manter o que consideram a paz em seus termos (Pax Americana), promoveram intervenções em várias nações, muitas delas democráticas ou não, visando defender os seus interesses econômicos e estratégicos. Esse acúmulo de poder e interesses globais gerou uma nação que interfere em todas as grandes questões mundiais, para o bem ou para o mal.

Cabe a nós, brasileiros, entender o que se passa no mundo, pois a verdade está bem além do que se vê na mídia ou que é recebida dos órgãos federais. Devemos, como povo instruído, entender os mecanismos utilizados por aqueles que podem um dia tornar-se o nosso algoz, intervindo nos nossos assuntos internos, sobre os quais só cabem á nós mesmos decidir. Com o potencial energético, humano, industrial e econômico que o Brasil possui, somos alvos da cobiça internacional travestida de “operações humanitárias ou ecológicas” as quais estão em andamento atualmente.

Felizmente o Brasil, possui uma situação um pouco diferente dos demais países que são alvos fáceis para este tipo de operações, por ter uma capacidade real de crescimento e ser uma democracia real, podendo se tornar uma potência com capacidade de decisão em um futuro próximo.

Mas isso não é nada que um bom ‘trabalho de convencimento’ não possa vir a mudar…

Fonte: PLANO BRASIL, 29 OUTUBRO 2011

A relação entre a CIA e a intervenção militar, por jns | GGN

21/03/2014

Terrorismo de Estado made in USA

 

Guerras Sujas: como os Estados Unidos assassinam inocentes

Guerra Suja trata de ações militares dos Estados Unidos contra civis em países estrangeiros. Entre as vítimas estão crianças e mulheres grávidas.


Gérson Trajano

reprodução

Guerras Sujas, dirigido por Rick Rowley, trata de ações militares dos Estados Unidos contra civis no Afeganistão, no Iêmen e na Somália, e que não são justificadas e nem reconhecidas pelo governo americano. Entre as vítimas estão crianças, mulheres grávidas e até um cidadão americano.  
O documentário questiona a declaração oficial de que as forças armadas estariam nessas regiões apenas para garantir a segurança e não para atuarem em combate. O longa-metragem foi indicado ao Oscar 2014 de melhor documentário, mas perdeu a estatueta para A Um Passo do Estrelato.
Logo no início do filme,  o jornalista Jeremy Scahill, correspondente da revista The Nation, promete revelar os verdadeiros interesses dos EUA. Contudo, não consegue relacionar claramente o envolvimento ilícito do governo americano em atividades militares supostamente clandestinas. O final do filme é inconclusivo.
Autor do livro Blackwater, sobre uma companhia de mercenários no Iraque que teria contratos de 600 milhões de dólares com o Washington, Scahill investiga principalmente as ações do Comando de Operações Especiais Conjuntas (J-SOC), grupo de elite do exército americano acusado de executar supostos inimigos em nome do combate ao terror, desencadeado após o 11 de setembro.
Para contar a sua história, ele reúne em uma sala vazia, que se transforma em uma verdadeira base de operações, mapas, fotografias, e-mails, gráficos e dossiês. Scahill vai montando o seu quebra-cabeças, conectando dados históricos com as suas anotações de repórter.  
O documentário ganha ares de um thriller de conspiração. Os cenários sombrios, estradas desertas, a narração que conduz ao suspense e enquadramento próximo ao rosto do repórter reforçam o clima de que tudo tenha sido planejado secretamente pelo governo americano.
Mas, sendo um filme documentário, Scahill entrevista ex-oficiais, congressistas, parentes das vítimas, visita os locais dos ataques, mostra fotografias dos mortos e até descobre uma suposta lista com alvos civis do J-SOC. 
O trabalho de investigação começa em Gardez, no Afeganistão, onde uma família tem sua casa invadida durante à noite por uma unidade militar americana. Um homem e duas mulheres grávidas são mortos. Em princípio, não há razão para a operação, pois nenhum membro da família afegã era suspeito de terrorismo.
Em seguida, Scahill viaja para o Iêmen, onde visita um vilarejo destruído por mísseis de fabricação americana. Na ocasião, 46 pessoas foram mortas, entre elas, 21 crianças e 14 mulheres. Ironicamente, os habitantes do local passaram a usar o termo “talibã americano” ao se referirem os soldados americanos, responsabilizados pelo ataque.
Um dos alvos no Iêmen seria Anwar Al-Awlaki, cidadão americano e simpatizante dos tabilãs. Al-Awlaki comandava um programa de rádio que fazia propaganda contra a política dos EUA. A partir desse momento, o filme de Rowlei passa a questionar o fato de o governo assassinar um cidadão americano sem antes tê-lo julgado formalmente, o que, em principio, a Constituição proíbe.
De acordo com o documentário,  o J-SOC também foi o responsável pela morte de Abdul-Rahman Al-Awlaki, de 16 anos, filho de Al-Awlaki. Um foguete, disparado por um drone teria matado o rapaz.
A força militar sintetiza o valor da extensão territorial e do poder econômico da grande potência americana. Gérald Lebrun, em  O que é Poder  (editora brasiliense.1991), citando Max Weber, define potência como toda a oportunidade de impor a sua própria vontade, no interior de uma relação social, até mesmo contra resistências, pouco importando em que repouse tal oportunidade.
Segundo o filósofo francês, existe poder quando a potência, determinada por uma certa força, se explicita de uma maneira precisa. Não sobre o modo da ameaça, da chantagem, mas sob o modo da ordem dirigida a alguém que presume-se, deve cumpri-la. Guerra Suja é uma mostra dos Estado Unidos exercendo o seu poder como potência.

Guerras Sujas: como os Estados Unidos assassinam inocentes – Carta Maior

20/03/2014

A necrofilia dos agentes do terror ditatorial

Filed under: Ditadura,Necrofilia,Terrorismo,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:34 pm
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Oscuro goce del Estado terrorista

El autor destaca que en el agente del Estado terrorista –de igual modo que en “la risa del capitalista” que señaló Marx– se verifica “una satisfacción particular”, de modo que “el golpe de 1976 no sólo tuvo razones económicas, políticas y militares”, sino también las concernientes a “un goce oscuro”.

Por Osvaldo L. Delgado *

Karl Marx, al referirse a la plusvalía, observa: “Nuestro capitalista lo previó, y es eso lo que le provoca risa” (Marx, K. y Engels, F., Obras escogidas, ed. Ciencias del Hombre, Buenos Aires, 1972, T. 1, p. 201). La risa del capitalista, en el preciso momento de la apropiación de la plusvalía, expresa una satisfacción particular, que en su momento Jacques Lacan designó como “plus de gozar”. Cuando Marx escribe “lo previó”, da cuenta de la subjetividad, de un deseo y cálculo de goce anticipado a la lógica económica de las fuerzas productivas. La risa sanciona la realización de ese deseo, la satisfacción alcanzada de quedarse con algo de otro. Por lo tanto, no es sólo la satisfacción por el producto económico que va a su bolsillo, sino además por el acto extractor mismo, lo cual da cuenta de la economía libidinal en juego. “Lo previó” es la causa de goce en el inicio de la operación. En mi texto “La sonrisa del dictador” (publicado en esta sección de Página/12 el 16 de junio de 2011), me referí a la sonrisa de Jorge Rafael Videla cuando formuló que los desaparecidos no estaban ni vivos ni muertos, eran una entelequia, estaban desaparecidos. Describí a esa sonrisa como la emergencia de un goce oscuro para fundamentar que el golpe de 1976 no sólo tuvo razones económicas, políticas y militares, sino también pulsionales. Infinidad de testimonios en distintas dictaduras dan cuenta de prácticas de torturas que no tenían fundamento militaroperacional. Los nazis distraían esfuerzos militares del frente de batalla para dedicarlos a asesinar. Lacan denominó a estas prácticas “ofrenda de sacrificio a los dioses oscuros”. En contrapartida, las Madres y Abuelas de Plaza de Mayo se constituyeron en el paradigma ético de nuestra sociedad. Nombrarse a sí mismas “madres” y “abuelas” implicaba dar existencia a lo que se había buscado hacer desaparecer. A los desaparecidos se les dio así existencia para siempre, es un modo de duelo muy particular, quizás único, que borró para siempre la sonrisa de los criminales.

Pilar Calveiro, en su libro Violencias del Estado (cap. 5, “El tratamiento de los cuerpos”, así como Eduardo Luis Duhalde, en El Estado terrorista argentino, aportan elementos contundentes para fundamentar la dimensión pulsional en la práctica represiva. Duhalde señala que “incluso la psicología moderna ha aportado sus experiencias condicionantes para convertir a un ‘buen ciudadano común’ en un experto torturador, sin necesidad de apelar a sádicos locos y criminales natos. Vietnam también mostró la eficiencia de este aporte. Los estudios como los realizados en la Universidad de Yale por Stanley Milgram sobre sumisión y obediencia a la autoridad, son altamente demostrativos de este tipo de contribuciones”. Freud se refirió al concepto de “desmezcla pulsional”, que alcanza el fundamento mismo del vínculo primario entre los hombres, esto es el odio. Sabemos que existen las que Lacan llama “perversiones transitorias”: no se necesita ser perverso para realizar actos perversos. Un neurótico puede realizar actos perversos, si está seguro de no pagar un precio por ello. Su cobardía esencial lo lleva a desplegar todos sus fantasmas sádicos y, por identificación con la víctima, sus fantasmas masoquistas, cuando se encuentra a resguardo de sanción por sus actos; incluso puede ser un modo de “hacer carrera”.

Lacan, en el Seminario 16, “De un otro al Otro”, se refirió a las Cruzadas, donde los caballeros, al arrasar con todo, encontraban la perversión que iban a buscar. Advirtió también que hay que estar atentos ante otras cruzadas, actuales. En los testimonios de los sobrevivientes de los campos de concentración encontramos el relato de los fantasmas perversos que proferían y realizaban los torturadores, con una fijeza inaudita y una repetición al mejor modo del marqués de Sade. Sostengo que en las llamadas perversiones transitorias, en los actos perversos de tantos neuróticos represores, se ponía en juego asumir la posición de ser un instrumento del Otro para buscar completarlo. “El sádico también intenta, pero de manera intensa, completar al Otro gritándole la palabra e imponiéndole su voz, pero en general falla. Baste en este sentido referirse a la obra de Sade, donde es verdaderamente imposible eliminar de la palabra, de la discusión, del debate, la dimensión de la voz”, sostuvo Lacan en aquel mismo seminario. Desde la posición sádica, la voz viene al lugar de completar al Otro, produciendo en la víctima el desgarramiento de angustia. Se trata de volverse un mero instrumento para realizar con ese acto perverso la división angustiante del sujeto. A eso lo llamaban “quebrar”.

Jacques Alain Miller, en Piezas sueltas, subraya que Lacan “construyó ese plus de gozar como el análogo de lo que en Marx es la plusvalía. No lo esconde, lo dice con claridad: el plus de goce está construido del mismo modo que la plusvalía”, hasta tal punto que “si decimos que la plusvalía es plus de gozar, el plus de gozar es plusvalía”. La obtención tanto de la plusvalía como del plus de goce hizo necesaria la dimensión del terror de la dictadura cívico militar. En la Argentina, no es sólo la sonrisa de Videla al referirse a los desaparecidos lo que testimonia el goce oscuro, sino también el primer discurso de José Alfredo Martínez de Hoz como ministro de Economía, donde profiere la frase “piedra libre para los empresarios”. La piedra libre se garantizó con el terror, con 30 mil desaparecidos, con 500 bebés secuestrados, con la destrucción del aparato productivo, con la pérdida de derechos ciudadanos. Fue así: ¡sonriamos, piedra libre al goce!

Jorge Rafael Videla se refiere a un error táctico que cometieron los militares: “El uso excesivo que hicimos del término ‘desaparecidos’; al principio nos resultó cómodo, porque encubría otras realidades y dejaba el problema como en una nebulosa. Pero tendríamos que haber dejado en claro rápidamente lo que sucede en toda guerra: que hay muertos, heridos y desaparecidos. Desaparecidos que están muertos, pero cuyos restos no se sabe dónde están. No lo hicimos, y ahora eso favorece la manipulación de las cifras de desaparecidos” (Ceferino Reato, Disposición final). Sabemos perfectamente que se buscó producir la figura del desaparecido, del sin lugar, que eso tuvo razones tácticas, estratégicas y de psicología del terror para el conjunto de la sociedad. Aumentar el horror, para producir el desgarramiento de angustia y desesperación de los familiares, con una versión más horrenda que la muerte misma. La frase de Videla expresa claramente la ética sadeana de estar bien en el mal.

Pero desde otra perspectiva, en verdad fue un error estratégico. Ante la pérdida de un ser querido se puede hacer un duelo, sea normal o patológico. El patológico implica un proceso de melancolización por la dimensión regresiva que se pone en juego, y la inclemencia del autorreproche. En todo caso, ante la pérdida de un ser querido, perdemos el lugar de falta que representábamos para él. Ante la pérdida, por muerte, por abandono, está en juego dejar de ocupar el lugar de una falta para ese Otro. Pero si el otro está desaparecido, ni vivo ni muerto, es imposible dejar de ocupar un lugar de falta para ese Otro. Más bien se produce todo lo contrario. Se encarna mucho más ese lugar. Madres, abuelas, familiares, compañeros, hacen de su vida el encarnar ese lugar de ser una falta en el Otro. Se produce un deseo potente de seguir encarnando ese lugar. Esa fue la respuesta, que continúa, al piedra libre de la fiesta sadeana a la que llamaron los golpistas.

* Profesor de psicoanálisis en la Facultad de Psicología de la UBA. Texto extractado del trabajo “La indignidad del Estado terrorista argentino”.

Página/12 :: Psicología :: Oscuro goce del Estado terrorista

11/03/2014

Os EUA contra a Venezuela

Filed under: Imperialismo Colonial,Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:04 am
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Quando os EUA libertarem seus presos políticos Bradley Manning, Julian Assange e Edward Snowden, só aí poderão cobrar de outros países tratamento idêntico. Quem deu aos EUA o direito de dizerem o que é bom para a Venezuela, Brasil, Colômbia, Chile, Argentina, Criméia, Vietnã, Irque, Síria, Líbia?! Todas as ditaduras implantadas abaixo do Rio Colorado o foram com participação direta dos EUA. Os EUA são hoje a maior sementeira de terroristas. São eles que treinam e financiam golpistas. Os EUA já estão merecendo um lema: cidadão norte-americano bom é aquele envolto na bandeira deles, dentro de um saco de viagem, nos bagageiros de avião.

Os EUA contra a Venezuela: a Guerra Fria esquenta

Nil  Nikandrov

NIL NIKANDROV 10 de Março de 2014 às 08:03

O governo de Maduro está fazendo tudo que pode para contrabalançar a propaganda hostil com que Washington está tentando agravar a situação na Venezuela, obtendo assim um pretexto para interferir nos assuntos internos do país

(originalmente publicado na Rede Voltaire)

Durante o recente carnaval na Venezuela, os focos isolados de protestos estudantis que ocorrem em grandes cidades desapareceram como que por magia. Ou, para ser mais preciso, eles morreram nas áreas privilegiadas das cidades. Os organizadores dos protestos contra o governo tinham assegurado ao mundo que o carnaval não aconteceria, e que a tradição de viajar para as praias caribenhas seria cancelada, desde que "a insatisfação do povo" tinha chegado um clímax. Um pouco mais e o regime iria ruir, o Presidente Nicolás Maduro e seus camaradas fugiriam para Cuba, e o país voltaria a ser uma "verdadeira democracia". Os protestos foram amplamente cobertos pelos principais canais de televisão no oeste e, agora –silêncio total. Os venezuelanos estão celebrando e relaxando.

Um papel importante na informação e guerra psicológica contra a Venezuela pertence às agências de inteligência dos EUA. Toda a presidência de Hugo Chávez transcorreu em meio a uma severa guerra de informação na qual os EUA colocaram grande ênfase a fim de comprometer a própria idéia de construir um socialismo do século XXI na Venezuela. Chavez nunca prometeu um rápido sucesso nessa jornada; mas, sua bem pensada política social alcançou muitas coisas. De acordo com as pesquisas de opinião, os venezuelanos estão entre algumas das pessoas mais felizes no hemisfério ocidental.

As conquistas da Revolução Bolivariana, em matéria de cuidados de saúde, educação e a construção de habitações, garantiram o apoio popular de Chavez. Uma sólida política interna tornou possível para Chavez combater com êxito as operações subversivas dos EEUU, não só na Venezuela mas na arena internacional também. Um dos pontos focais da guerra de informação foi a criação do canal TeleSur TV, com o apoio dos países latino-americanos aliados, e a criação subseqüente da estação de rádio RadioSur. Redes locais de rádio e televisão foram organizadas em toda a Venezuela, e um estúdio de cinema nacional foi aberto, o qual produz longa-metragens sobre temas patrióticos. Um novo filme venezuelano aparece nas telas do país quase toda semana, atraindo tantos espectadores como filmes de ação de Hollywood. Filmes documentários também são liberados, os quais expõem a política dos Estados Unidos na América Latina, incluindo a apreensão dos campos petrolíferos e a remoção dos políticos que Washington acha discordantes.

Após a morte de Chávez, a guerra de informação e propaganda contra seu sucessor – Nicolás Maduro – tornou-se ainda mais difundida. Washington decidiu que tinha chegado o momento oportuno para derrubar o regime. Isso envolveu todo o arsenal de desestabilização de Washington– de paramilitares colombianos infiltrando o país para realizar ataques terroristas, à sabotagem econômica e financeira e ao uso de sites das redes sociais na Internet.

Falando na ONU, o Ministro de Negócios Estrangeiros da Venezuela, Elias Jaua, disse que a mídia da oposição venezuelana e estrangeira está se envolvendo em uma campanha ativa para derrubar o Presidente Maduro. Jaua explicou depois que ele estava se "referindo a bem preparadas campanhas que estavam sendo implementadas através de redes de televisão influentes." Ele observou que proeminentes figuras do mundo da arte europeia e americana, "que nem sabem onde a Venezuela se localiza", estavam sendo usadas para comprometer o governo. As recentes declarações na cerimônia de entrega do prêmio Oscar, por exemplo.

Em particular, isso se refere ao canal de televisão CNN, que não está sendo usado pela CIA apenas para distribuir informações falsas sobre a Venezuela, mas também para desenvolver estereótipos negativos do governo venezuelano e do Presidente Maduro. Também tem havido cobertura tendenciosa dos protestos de rua dos estudantes, os quais a CNN descreveu como pacíficos, sem mencionar os protestos pelos grupos de estudantes militantes que bloquearam as ruas, incendiaram carros, atacaram policiais e ameaçaram a infra-estrutura urbana, incluindo o metrô. Entre outras coisas, os ativistas da oposição estão obstruindo as estradas com farpas de metal feitas de pregos, causando um aumento acentuado de acidentes de trânsito. Há também a prática de estender fios de nylon nas estradas para derrubar os chamados motorizados – motociclistas que entregam mercadorias, medicamentos, cartas e assim por diante. Esses motociclistas são geralmente leais às autoridades e são, portanto, vistos pela oposição como uma força hostil. A CNN, no entanto, não relata esses tipos de detalhes.

Os meios de comunicação internacionais também estão mantendo silêncio sobre os esforços do Presidente Maduro para estabelecer um diálogo pacífico na Venezuela e sua busca por um entendimento mútuo com a oposição e aqueles círculos oligárquicos do país que têm organizado, e em particular estão financiando, uma prolongada campanha de desobediência civil. A tolerância das autoridades venezuelanas cada vez mais está sendo percebida como uma fraqueza.

Como resultado da tendenciosa e às vezes até inflamatória cobertura dos eventos na Venezuela, os correspondentes da CNN foram expulsos do país. Os jornalistas da Associated Press, daAgence France-Presse, da Agência EFE, da Reuters e outros também estão dando uma interpretação tendenciosa dos acontecimentos na Venezuela. Eu não consigo pensar em um único momento em que os jornalistas ocidentais reconhecidos na Venezuela mostraram um pouco de independência discernível na sua interpretação dos fatos. Um alinhamento geral com forma de pensar de Washington, na avaliação de políticos e de eventos internacionais, é característico de quase todo o corpo de jornalistas ocidentais no país.

O governo de Maduro está fazendo tudo que pode para contrabalançar a propaganda hostil com que Washington está tentando agravar a situação na Venezuela, obtendo assim um pretexto para interferir diretamente nos assuntos internos do país. Avisos e ameaças contra o governo venezuelano têm sido emitidos repetidamente pelo governo dos Estados Unidos: foi pedido que o governo libertasse os estudantes presos durante os protestos de rua, e que o governo se sentasse para conversar com a oposição. Barak Obama mencionou isto durante uma reunião com os colegas canadenses e mexicanos emToluca (México) em 20 de fevereiro de 2014. Uma declaração do senador republicano John McCain parecia um ultimato: "Precisamos estar prontos para usar a força militar para entrar na Venezuela e estabelecer a paz lá." O Senador observou que a operação poderia envolver os soldados da Colômbia, do Peru e do Chile. Além disso, ele salientou que existem líderes democráticos na Venezuela que estão totalmente preparados para assumir a responsabilidade de governar o país com o pleno consentimento dos EEUU e dar-lhe liberdade. McCain também explicou exatamente por que Washington precisa de "democratas fantoche" na Venezuela. Primeiro e acima de tudo, para garantir a entrega rápida de hidrocarbonetos para os EUA. As entregas de petróleo do norte da África e do Oriente Médio geralmente levam 45 dias; mas, apenas cerca de 70 horas da Venezuela.

Para explicar a situação no país e a posição do governo venezuelano, o Ministro das Relações Exteriores Elias Jaua já fez uma turnê de países da América Latina e Europa, enquanto o Ministro da Energia venezuelano Rafael Ramirez reuniu-se com o presidente russo Vladimir Putin e membros do governo chinês.

A Presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner afirmou que existe uma ameaça real de um golpe de estado"brando" na Venezuela: "Eu não estou aqui para defender a Venezuela, ou o Presidente Nicolás Maduro. Estou aqui para defender o sistema democrático de um país, assim como fizemos com a Bolívia, Equador, ou com qualquer outro país na região, não importa se eles são da esquerda, da direita. A democracia não pertence à direita ou à esquerda; democracia é respeitar a vontade do povo. Seria fatal para a região, para os grandes avanços de integração que a América Latina tem feito nos últimos anos, se deixássemos que ventos estrangeiros varressem e destruissem nosso país fraterno."

Cristina Fernández lembrou também que houve 19 eleições na Venezuela durante os últimos 14 anos, das quais apenas uma foi perdida pelo partido no poder. Em conformidade com a Constituição, um referendo poderia ser realizado em 2016. Esta é a única maneira legítima de mudar o governo. A grande maioria dos líderes latino-americanos é da mesma opinião de Cristina Fernández.

Analistas políticos estão prestando atenção para o calendário dos esforços dos EUA para substituir os governos da Venezuela e da Ucrânia. Washington quer mostrar ao mundo que ainda é uma superpotência capaz de dirigir o curso dos acontecimentos em diferentes partes do mundo na direção que quiser. Obama gostaria de concluir sua presidência com vitórias espetaculares na Europa Oriental e na América Latina: transformando a Ucrânia em um Estado satélite, o que garantiria a presença militar dos Estados Unidos nas fronteiras da Rússia, e efetuando uma mudança significativa na Venezuela a fim de abortar todos os projetos independentes de integração latino-americana…

Nil Nikandrov

Tradução 
Marisa Choguill

Os EUA contra a Venezuela: a Guerra Fria esquenta | Brasil 24/7

07/03/2014

Ucrânia, a Guerra do Gás

Filed under: Guerra do Gás,Terrorismo de Estado,Ucrânia — Gilmar Crestani @ 8:34 am
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ucrainainPor que os EUA não fazem guerra ao Paraguai? Por que no Paraguai não tem Petróleo ou gás? Sim, mas também porque o Paraguai, assim como Porto Rico e Panamá, já são dos EUA…

EUA sofrem pressão interna para vender gás a ucranianos

Políticos e indústria petroleira aproveitam crise na Europa para tentar liberar vendas para o continente

Argumento é que ‘diplomacia energética’ reduziria a influência da Rússia, mas estratégia tem limites

ISABEL FLECKDE NOVA YORKRAQUEL LANDIMDE SÃO PAULO

Enquanto a Casa Branca pune a Rússia com novas sanções diante da crise na Ucrânia, cresce a pressão dentro dos EUA para que o governo autorize a exportação de gás natural para o ex-território soviético, limitando a influência de Moscou na região.

Sob o argumento de ajuda a Kiev, republicanos, políticos de Estados produtores de gás e a indústria petroleira aproveitam para impulsionar no Congresso propostas para liberar as exportações e para agilizar, no Executivo, as autorizações para a implantação de unidades de gás liquefeito.

Por lei, os EUA só podem exportar gás para países com os quais mantêm acordos de livre comércio. Nos últimos meses, contudo, empresas de seis países –China, Japão, Taiwan, Espanha, França e Chile– assinaram discretamente acordos com Washington autorizando a transação.

Em 2013, os EUA ultrapassaram a Rússia como principais produtores de gás do mundo. A quantidade exportada pelo país, porém, é irrisória, e destina-se principalmente ao México e ao Canadá.

A Rússia, por sua vez, exporta 30% de todo o gás consumido na Europa, sendo que a metade dele passa por gasodutos na Ucrânia. Nos últimos anos, Moscou já cortou o fornecimento para Kiev por pelo menos duas vezes –precedente que tem deixado não só ucranianos, mas também europeus apreensivos.

"Há cada vez mais um consenso de que acabar com essa verdadeira proibição de exportações não só controlaria [o presidente russo Vladimir] Putin como ajudaria nossa economia e os nossos aliados na Europa", disse o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, ontem.

O especialista em energia Edward Chow, do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, porém, alerta para a falácia do argumento de diplomacia energética usado pela indústria petroleira.

"Aprovar a exportação não teria impacto algum sobre a situação atual da Ucrânia. Os EUA não têm fábricas de gás liquefeito e não terão até o fim de 2015", afirma Chow.

O Instituto de Petróleo Americano, que representa o setor, reconhece que pode demorar mais de dois anos para as exportações começarem.

"Essa ameaça de a Rússia interromper o fornecimento não vem de agora. Temos que tomar passos hoje para termos a possibilidade de colocar mais gás no mercado em cinco, dez anos", disse Eric Wohlschlegel à Folha.

Para os críticos, as exportações podem significar um aumento no preço doméstico do insumo, elevando custos para a indústria local.

"Não acredito que os EUA devam utilizar a energia com uma arma diplomática", disse Daniel J. Weiss, do Centro para o Progresso Americano.

Para ele, a melhor maneira de reduzir a influência da Rússia é ajudar os países aliados a utilizarem sua energia de forma mais eficiente.

27/02/2014

Venezuela x EUA: a pergunta que não quer calar

Filed under: Guerra do Petróleo,Isto é EUA!,Terrorismo de Estado,Venezuela — Gilmar Crestani @ 8:17 am
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Venezuela petroleoSe, como diz o Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, “As tensões entre os dois países já duraram demais", por elas existem!? O que a Venezuela fez aos EUA para haver tensão? Por acaso a Venezuela anda se imiscuindo nos assuntos internos dos EUA?

Os EUA dizem e fazem o que bem entendem nos assuntos internos das nações porque há sempre uma classe de vira-latas que se vende por trinta dinheiros e algumas quinquilharia de Miami, se lixando para o resto da nação. É assim na Venezuela, em Porto Rico, que virou colônia de férias dos EUA, Argentina, Colômbia e Brasil.

Todo os dias lemos nos jornais e vimos pelas TV que o é bom para os EUA é bom para o Brasil. Nunca foi nem nunca será, pelo simples motivo de que países não têm amigos, tem interesses! Nos EUA, depois de 50 anos os documentos são liberados e a verdade vem a tona. No caso da Venezuela, está por demais clara a participação dos EUA desde o golpe que derrubou Hugo Cháves e colocou Pedro Carmona por dois dias na Presidência. Tempo suficiente para seu Pedro fechar o Congresso, Suprema Corte, e, por isso, ser reconhecido pelos EUA como “governante legítimo”…

EUA querem nova relação com Caracas

Provável embaixador venezuelano no país, porém, tem retórica de combate à influência americana no continente

Maximilien Arveláiz já serviu no Brasil, onde participou de ato de apoio a condenados no escândalo do mensalão

ISABEL FLECKDE NOVA YORK

Um dia depois de os EUA retaliarem Caracas, expulsando três diplomatas venezuelanos, o secretário de Estado americano, John Kerry, disse ontem estar disposto a tentar normalizar as relações entre os dois países.

"Estamos preparados para mudanças nessas relações. As tensões entre os dois países já duraram demais", disse Kerry à emissora MSNBC.

Kerry, porém, destacou que os EUA não vão aceitar ser "responsabilizados por coisas que nunca fizeram".

Há dez dias, quando expulsou três diplomatas americanos do país, Maduro acusou o governo americano de tentar "desestabilizar a democracia venezuelana".

Anteontem, o chanceler venezuelano, Elías Jaua, havia anunciado a indicação do atual assessor internacional de Nicolás Maduro, Maximilien Sánchez Arveláiz, para assumir o posto de embaixador em Washington.

As duas capitais estão sem embaixadores desde 2010, quando o então presidente Hugo Chávez se recusou a aceitar o nome indicado por Washington. Em retaliação, os EUA suspenderam o visto do então embaixador venezuelano, Bernardo Herrera.

A escolha do governo venezuelano para o posto, contudo, já levanta dúvidas sobre a intenção de Maduro de ter uma real reaproximação com os EUA.

Arveláiz, que serviu como embaixador no Brasil entre 2010 e 2013, sempre foi um importante articulador político de Chávez na América do Sul e representante de sua retórica de combate à influência americana na região.

Em setembro de 2012, em uma das poucas entrevistas concedidas no Brasil, ele atribuiu ao governo de Barack Obama "dois golpes de Estado: um em Honduras [2009] e outro no Paraguai [2012]".

"Chávez entregou a Obama o livro do [Eduardo] Galeano –escritor uruguaio, autor do clássico Veias Abertas da América Latina’, sobre os anos de exploração e dominação no continente. Mas parece que Obama não leu", disse Arveláiz ao blog do amigo José Dirceu.

No dia em que o presidente paraguaio Fernando Lugo foi destituído, em junho de 2012, Arveláiz esteve em Assunção com o então chanceler Maduro, acusado de incentivar as Forças Armadas paraguaias a se rebelarem contra a cassação de Lugo.

Ele também foi importante elo entre Chávez e a esquerda brasileira. Em 2013, foi criticado por participar, como embaixador, de um ato de apoio aos petistas condenados no caso do mensalão.

Em 2007, quando era ministro-conselheiro em Brasília, articulou a distribuição de um livro sobre Simón Bolívar em escolas públicas.

Descrito por Maduro como o "filho queridíssimo de Chávez", Arveláiz ostentava em seu escritório em Brasília uma foto jogando futebol de mesa com o comandante.

No ano passado, foi escolhido por Maduro para assessorá-lo em política externa "sob a nova ética socialista".

Caso os países resolvam restabelecer sua relação, o nome de Arveláiz ainda terá que ser aceito pelos EUA.

26/02/2014

CNN, braço da CIA

 

Ancla de CNN tuvo que retractarse por foto falsa de Venezuela

Por: Aporrea.org | Domingo, 23/02/2014 08:24 AM | Versión para imprimir

Caracas, febrero 23 – Uno de los anclas de CNN, Carlos Montero tuvo que retractarse por haber publicado una falsa foto haciendola pasar como venezolana cuando en realidad corresponde a Singapur.
El equipo web de la televisión ecuatoriana a través de su cuenta en Twitter @tvecuador, publicó el tuit del recule.
Algunos medios internacionales comienzan por fin a contrastar las imagenes falsas.
En el caso español, al llegar imágenes que ellos saben que son españolas y no venezolanas publican las dos versiones comenzando a tumbar el engaño mediático.
Así le pasó al ancla de CNN cuando le comenzaron a enviar imágenes que él daba como venezolanas.

Ancla de CNN tuvo que retractarse por foto falsa de Venezuela

25/02/2014

Descoberta da pólvora

Serra_EUAOs serviços de inteligência dos EUA, após o sucesso das manifestações no Iraque, Afeganistão, Líbia, Egito, Síria, Ucrânia, Venezuela e Brasil, descobriram que é mais barato finanCIAr um Black Bloc do que sustentar um soldado. Além disso, toda retaguarda pode facilmente ser substituída por âncoras de telejornais e colonistas de jornal… A Veja já faz este serviço de graça.

Secretário de Defesa dos EUA propõe redução do Exército

Sem militares no Afeganistão, país poderia ter menor efetivo desde a Segunda Guerra

ISABEL FLECKDE NOVA YORK

O secretário de Defesa, Chuck Hagel, apresentou ontem um plano de Orçamento para 2015 que pode reduzir o Exército americano ao seu menor efetivo desde a Segunda Guerra mundial.

Segundo Hagel, a proposta -que terá que ser aprovada pelo Congresso- reflete "a magnitude dos desafios fiscais" dos EUA. "Há decisões difíceis pela frente. Esta é a realidade com que temos que conviver", disse, em entrevista coletiva.

O Departamento de Defesa propõe diminuir o número de militares dos atuais 520 mil para algo entre 440 mil e 450 mil ""o menor efetivo desde 1940.

O Orçamento, de US$ 496 bilhões, prevê ainda acabar com a frota dos antigos aviões de ataque A-10, desenvolvidos na década de 70 para destruir tanques soviéticos ""uma economia de US$ 3,5 bilhões nos próximos cinco anos"" além de cortes em alguns benefícios para militares.

A previsão de retirada dos militares do Afeganistão neste ano, que marcará o fim da ocupação no país, contribuiu para a decisão sobre o enxugamento do Exército.

"Pela primeira vez em 13 anos, estamos apresentando ao Congresso um orçamento que não é de guerra. Esse é um orçamento decisivo, porque começa a redefinir [a Defesa]", disse Hagel.

Essa "redefinição" da Defesa americana passaria por uma mudança de direcionamento estratégico, com um enfoque cada vez maior à Ásia ""em especial, às ameaças cibernéticas da China"" e aos grupos afiliados à Al Qaeda na África.

Funcionários do Pentágono consideram que a redução do ainda garantiria uma força militar "capaz de derrotar qualquer adversário".

23/02/2014

Na ditadura não tinha corrupção, tinha bandidos!

JANIO DE FREITAS

Os terroristas

O Puma usado no atentado ao Riocentro foi roubado em SP e se tornou o carro do capitão Wilson Machado

A denúncia criminal dos generais e outros autores do ato terrorista do Riocentro, ocorrido em 1981, é suficiente para calar qualquer contestação de autoria e objetivos. Mas os quatro mosqueteiros que retomaram esse caso, como procuradores da República, ainda querem um ou outro complemento. Querem tudo. Podem então incluir em suas buscas adicionais um aspecto bastante ilustrativo de como agiam os terroristas acobertados pela farda, pelo enfeites nos ombros e pelos superiores.

O carro esporte Puma em que explodiu, antes da hora, a bomba levada pelo capitão Wilson Machado (hoje coronel reformado) e o sargento Guilherme Rosário, ferindo o oficial e matando o outro, tinha placa do Rio, OT-0297. Mas não era do Rio. É sempre citado como propriedade de Wilson Machado. E não era dele. Ou não era dele legalmente.

O registro verdadeiro do Puma era da cidade de São Paulo. Com outros números e letras. Era propriedade da dona de uma butique (como se chamavam, na época, as pequenas lojas da elegância). Foi roubado em São Paulo, recebeu no Rio placas enganadoras e se tornou o carro do capitão Wilson Machado.

A pesquisa nos Detrans do Rio e de São Paulo permitiria agora, por meio dos números de identificação colhidos pela perícia depois da explosão, chegar à confirmação do roubo e à dona do Puma, com sua história. Wilson Machado não era só capitão e terrorista.

Pelo menos outros quatro carros foram usados no plano de explodir o Riocentro a ser posto às escuras por outra bomba, com os 20 mil presentes no show de celebração ao Dia do Trabalho. Todos eram carros roubados. Roubar e apropriar-se de carros alheios foi comum entre militares e agentes do DOI-Codi, do SNI e de outros núcleos da repressão.

JANGO

A investigação aberta pelo Ministério Público da Argentina tem mais possibilidades de chegar a uma conclusão sobre a morte de João Goulart do que a investigação brasileira. Exceto quanto ao envenenamento, ou não, como causa pesquisada com a recente exumação.

Além de Jango ter sido vigiado sempre pelos "serviços" de lá, a decência e a coragem dos argentinos para desvendar seus segredos é infinitamente maior que a dos militares e agentes brasileiros. Graças a essa qualidade argentina, descobre-se, por exemplo, como efeito colateral de um velho pedido de vigilância sobre brasileiros em Buenos Aires, que um quartel do Exército no interior do Paraná teve papel relevante na perseguição a exilados brasileiros, inclusive a Jango.

Está com os argentinos a oportunidade de descobrir, afinal, o que é verdadeiro nos fartos relatos de Mario Neira Barreiro, ex-agente que se diz participante de uma operação de envenenamento de Jango. Quando dois jornais publicaram aqui, em dezembro, que Neira "vive no Rio Grande do Sul, em liberdade condicional", ele já vivia em Buenos Aires. Até já dera entrevista, explicando por que, posto na condicional, tratou de fugir, mas não para o Uruguai, seu país: "Na Argentina o nosso pessoal pode me dar melhores condições".

ÓBVIA

Não entendi a tira do Laerte de quarta-feira –e não digo que a culpa seja dele. Mas, antes que se difundam interpretações entre pessoas que não conheceram Millôr, amigos seus lembramos que ele, contrariamente ao que diz um personagem da tira, não era gay, não.

22/02/2014

Miami ou mi deixe!

Filed under: Arapongagem made in USA,Guerra do Petróleo,Miami,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:12 am
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Venezuela petroleoA leitura deste artigo me fez lembrar d’Os últimos soldados da guerra fria. Uma leitura imperdível, em bom estilo, totalmente baseada em fatos reais, que mostra todo o golpismo gestado em terras ianques.

Miami

Por Luis Bruschtein

Todos los golpes antidemocráticos dicen que se producen para defender a la democracia. Y todos deponen a gobiernos elegidos democráticamente para instalar otros de facto. Por eso las excusas no son importantes, sino las consecuencias. Para Estados Unidos, cualquier gobierno que no acepte sus políticas para la región es comunista, populista o cualquier otro ista que se pueda inventar. O sea: para Washington no es democrático estar en desacuerdo con sus intereses y en consecuencia cualquier ataque que se le infiera al desobediente estará justificado. No es una elaboración teórica o ideológica sino la historia de América latina. Se sabe que Washington financió la huelga de los camioneros contra Salvador Allende en Chile, y al ejército de los contras en Nicaragua contra los sandinistas. La lista es mucho más larga en esa historia de guerras provocadas, de invasiones y de golpes militares y hasta de asesinatos de dirigentes populares, promovidos, protagonizados o financiados desde Estados Unidos.

Con sus diferencias, los gobiernos que surgieron tras el repliegue del neoliberalismo en la región iniciaron un proceso independiente de integración e intercambio. Son gobiernos que protagonizan a su manera fenómenos masivos de inclusión, desde la Argentina, hasta Ecuador, Uruguay, Bolivia o Brasil y Venezuela. Venezuela era el peor de todos. Con una riqueza petrolera infinita, los venezolanos pobres eran más pobres que los de Arabia Saudita, un país feudal. Los contrastes en los demás países, aunque fuertes, no se comparaban con los de Venezuela. De allí salió el chavismo. Donde más profunda fuera la desigualdad, la polarización necesariamente iba a ser mayor en un proceso que tratara de revertirla.

Hay una regla de hierro en la historia de la región. Cuanto más pujan los gobiernos por la distribución de la riqueza, más lejos los pone Estados Unidos. En cambio, cuanto más hicieran por la concentración de la riqueza, o sea por favorecer a los ricos locales y las grandes empresas, más cerca estaban del poderoso vecino del Norte. La administración menemista fue un ejemplo en Argentina de lo que debe hacer un gobierno para que Estados Unidos lo considere su aliado. Es muy difícil ser amigo de los Estados Unidos si no se trata de un gobierno que favorece a los ricos. Se supone que una cosa es la política interna y otra diferente las relaciones internacionales. Sin embargo, es evidente que hay una ligazón porque varios de los nuevos gobiernos han tratado de concordar con Washington, pero a lo sumo pudieron lograr una relación más bien fría.

La propuesta de los Tratados de Libre Comercio es que cada país de la región comercie de manera unívoca con Estados Unidos. Una especie de embudo. La idea del Mercosur, la Unasur y la Celac es hacer horizontal esas relaciones como una trama y no un embudo y también para que la negociación con las grandes economías no sea tan desigual. Son estrategias que se contradicen y por lo tanto hay una contradicción entre estos procesos de integración y las estrategias de Estados Unidos.

Esas contradicciones tienen puntos de fricción y el más ríspido de todos ellos ha sido Venezuela desde que asumió Hugo Chávez. Estados Unidos importa gran parte del petróleo que consume. Venezuela tiene las reservas de petróleo más importantes del planeta y es el tercer proveedor de los Estados Unidos que, a su vez, es el principal comprador de Venezuela. Esa cantidad de energía –que tiene una proyección mínima de cien años de productividad– puede aportar a los procesos de integración o alimentar a la economía más grande del mundo. En realidad tiene tanto que puede hacer ambas cosas, como sucede ahora. Pero además, el proceso chavista ha sido el más crítico y desafiante para los gobiernos norteamericanos. Todos esos condimentos confluyen en el corazón de un proceso político interno muy polarizado y crispado.

Con el respaldo que tenía, Chávez pudo haber optado por formas de gobierno más autoritarias pero, con todas sus imperfecciones eligió el camino de la democracia, donde gran parte de los medios de comunicación más importantes estuvieron siempre en manos de la oposición, los partidos opositores tienen libertad para organizarse, expresarse y manifestarse y se han realizado ya numerosas elecciones impecables. En una de ellas incluso perdió el chavismo, que lo reconoció sin dudarlo. Hay un Parlamento pluripartidario y funciona un Poder Judicial, aunque es cierto que está atravesado por la misma polarización que afecta a toda la sociedad. Como expresión de esa polarización, gran parte de la clase rica de Venezuela se marchó a Miami. No son exiliados ni perseguidos políticos. Son personas con la suficiente capacidad adquisitiva como para darse el lujo de vivir en Estados Unidos porque no toleran al gobierno de su país. La base de ese éxodo es la intolerancia, el mismo sentimiento perturbador que sustentó el surgimiento de Leopoldo López como representante de los grupos más recalcitrantes de la oposición.

López fue parte de comandos civiles durante el golpe de Estado del 2002 contra Chávez. Como actor civil del golpismo, con chaleco antibalas y acompañado por una patota de simpatizantes, arrancaba de sus domicilios a funcionarios del gobierno de Chávez. López es un acérrimo anticomunista muy ligado a Miami y acusa al gobierno bolivariano de ser una dictadura comunista. “Vamos a salir a la calle para echar a este gobierno”, “no vamos a parar hasta echar a Maduro” fue la convocatoria de López a las marchas que devinieron en violencia.

Cuando una convocatoria no tiene una reivindicación concreta y se da por tiempo indefinido, está provocando una situación de violencia insurreccional golpista. El presidente Nicolás Maduro ganó las elecciones presidenciales del año pasado por una pequeña diferencia –1,5 por ciento, alrededor de 200 mil votos– al candidato Henrique Capriles, quien aglutinó a toda la oposición. Poco tiempo después esa diferencia se amplió a casi diez puntos y más de un millón de votos, en las elecciones municipales. Tras la muerte de Chávez y con una situación económica difícil, el respaldo a Maduro no sólo no fue en descenso, sino que creció. Convocar a su destitución constituye una declaración de fe golpista. López buscó repetir las condiciones que desembocaron en el fracasado golpe del 2002 del que participó como civil aunque ahora sea presentado por la CNN y los grandes medios de comunicación como una persona democrática.

Al igual que en el golpe de 2002, la CNN pasó a tener un rol militante, que traduce al lenguaje del periodismo el discurso de la crispación golpista. La difusora forma parte del dispositivo ideológico creado durante la Guerra Fría por Washington. Una millonaria inversión convirtió a la ciudad de Berlín occidental en una bella vidriera del capitalismo frente a una eternamente destartalada Berlín oriental. Miami fue el paraíso de plástico y consumo que se levantó frente a Cuba. Misteriosamente surgieron grandes fortunas entre los exiliados cubanos y varios de ellos las volcaron en empresas mediáticas y ONG orientadas a América latina. Tras el fin de la Guerra Fría, Miami se convirtió en la Meca de las capas medias latinoamericanas del deme dos y los nuevos ricos. Las aristocracias, en cambio, prefieren a la capital cosmopolita de Nueva York. Pero con el sustrato ultrarreaccionario de la primera camada del exilio cubano, Miami se ha convertido en un faro ideológico para estas capas medias altas, muchas de las cuales se enriquecieron gracias a los gobiernos de los cuales abominan.

Los alineamientos han sido claros. Mercosur, Celac y la Unasur anunciaron su respaldo a las instituciones venezolanas. La mayoría de los países de la Alianza para el Pacífico que tienen tratados de libre comercio con Estados Unidos cuestionaron al presidente Maduro. En Argentina, el gobierno, el peronismo, los movimientos sociales y los sectores de izquierda y centroizquierda que respaldan al kirchnerismo se expresaron en consonancia con la Unasur. La oposición, desde Sergio Massa y el radicalismo hasta el centroizquierda que alguna vez pudo haber simpatizado con el chavismo se expresaron en el mismo tono que la CNN de Miami. O sea en el mismo tono del voto que buscan representar.

Página/12 :: El país :: Miami

21/02/2014

Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria… Ucrânia… Venezuela!

Filed under: Arapongagem made in USA,CIA,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 7:28 am
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UcraniaA notícia boa é que a União Europeia, se entendi bem a estória, congelou os bens da CIA…

Choques põem Ucrânia à beira de guerra civil

Manifestantes e polícia rompem trégua; país tem dia mais sangrento desde independência, com ao menos 47 mortes

União Europeia retira vistos e congela bens de responsáveis por violência; Rússia envia representante a Kiev

DIOGO BERCITOENVIADO ESPECIAL A KIEV

A Ucrânia viveu ontem seu dia mais violento desde que se desmembrou da União Soviética, há 22 anos.

A trégua, que havia sido estabelecida no país após os confrontos desta semana, foi rapidamente desfeita pela troca de hostilidades entre o governo e opositores. Tiroteios na capital, Kiev, deixaram ao menos 47 mortos.

De acordo com informações do departamento de saúde da cidade, 75 já morreram desde a terça-feira, colocando em dúvida as já inconsistentes negociações entre o governo e a oposição.

A Ucrânia pode estar encaminhada, segundo a opinião de analistas, para uma guerra civil, com a separação entre a região leste, alinhada à Rússia, e o oeste, mais próximo da União Europeia.

A crise ucraniana começou em novembro passado, quando o presidente Viktor Yanukovich rejeitou um plano de integração à União Europeia. Ao preferir aproximar-se de sua aliada Rússia, ele revoltou parte da população –já descontente com a dependência econômica de Moscou–, que tomou a praça da Independência.

A posterior aprovação de leis repressivas, somada a embates com os manifestantes nas ruas, aprofundou o abismo entre o governo e a oposição, levando a Ucrânia a uma violenta divisão social. Hoje, protestos exigem a deposição de Yanukovich.

SANÇÕES

O presidente reuniu-se ontem, a centenas de metros desses embates, com uma delegação de ministros de três países da União Europeia (Alemanha, França e Polônia) para discutir uma solução política à crise.

O governo tem sido pressionado pelos europeus a evitar os confrontos violentos.

Pouco após a reunião, a União Europeia baniu vistos e congelou bens dos responsáveis pela violência nos protestos. Os EUA tomaram medidas similares anteontem.

De acordo com relatos, o encontro com os europeus durou cerca de quatro horas e deve continuar hoje. Há expectativas de que esse diálogo culmine no estabelecimento de um governo interino e na convocação para eleições antecipadas.

Yanukovich conversou também ao telefone com a chanceler alemã Angela Merkel, que exigiu o diálogo "urgente" com os opositores.

A solução política não é simples, porém, uma vez que a oposição na Ucrânia está enfraquecida e dividida.

A Rússia, aliada de Yanukovich, afirmou que as ações europeias e americanas são "chantagem" e que prejudicam a situação na Ucrânia.

PRISIONEIROS DE GUERRA

Em uma declaração recebida por manifestantes como absurda, o ministro ucraniano do Interior, Vitali Zakharchenko, elogiou a "contenção" e a "tolerância" das forças de segurança.

Ele afirmou, ainda, ter entregue à polícia armas de combate a serem usadas "de acordo com a lei". Segundo seu ministério, há ao menos 67 policiais detidos por manifestantes, no país.

A reportagem da Folha testemunhou alguns deles sendo transferidos na praça da Independência, escoltados por opositores como se fossem prisioneiros de guerra.

Apesar da declaração do ministro Zakharchenko, diversos opositores ouvidos pela reportagem nas ruas de Kiev descrevem a ação policial na cidade como sendo pouco contida ou tolerante.

Por outro lado, Oleh Mykhnyuk, comandante de um dos acampamentos da oposição, admitiu às agências de notícias que manifestantes atiraram coquetéis molotov contra policiais durante a trégua.

    20/02/2014

    Terrorismo de Estado made in USA

    terrorismo

    Por que o apoio dos EUA à mudança de regime na Venezuela é um erro

    Postado em 19 Feb 2014

    por : Diario do Centro do Mundo

    Publicado originalmente no Guardian.

    POR MARK WEISBROT

    Quando é considerado legítimo tentar derrubar um governo democraticamente eleito? Em Washington, a resposta sempre foi simples: quando o governo dos EUA diz que é. Não  por acaso, esta não é a forma como os governos latino-americanos, em geral, encaram a questão.

    No domingo, os governos do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) divulgaram um comunicado sobre as manifestações da semana passada na Venezuela. Descreveram “os recentes atos de violência” na Venezuela como “tentativas de desestabilização da ordem democrática”. Eles deixaram bem claro de que lado estavam.

    Declararam “seu firme compromisso com a plena vigência das instituições democráticas e, neste contexto, rejeitam as ações criminosas de grupos violentos que querem espalhar a intolerância e o ódio na República Bolivariana da Venezuela como uma ferramenta política”.

    Podemos lembrar que quando manifestações muito maiores balançaram o Brasil no ano passado não houve declarações do Mercosul ou de governos vizinhos. Isso não é porque ninguém ama a presidente Dilma Rousseff, mas porque esses protestos não procuravam derrubar o governo democraticamente eleito do Brasil.

    A administração Obama foi um pouco mais sutil, mas também deixou claro de que lado estava. Quando o secretário de Estado John Kerry afirma que “estamos particularmente alarmados com relatos de que o governo venezuelano mantém detidos dezenas de manifestantes antigoverno”, ele está tomando uma posição política. Na verdade, houve muitos manifestantes que cometeram crimes: atacaram e feriram policiais com pedaços de concreto e coquetéis molotov, queimaram carros, destruíram e às vezes incendiaram prédios do governo, entre outros atos de violência e vandalismo.

    Um porta-voz anônimo do Departamento de Estado foi ainda mais claro na semana passada, quando expressou preocupação com o “enfraquecimento das instituições democráticas na Venezuela” e disse que havia a obrigação das “instituições governamentais responderem eficazmente à necessidades econômicas e sociais legítimas de seus cidadãos”. Ele uniu esforços com a oposição para deslegitimar o governo, uma parte vital de qualquer estratégia de “mudança de regime”.

    Claro que todos nós sabemos quem o governo dos EUA apoia na Venezuela. Eles realmente não tentam esconder: há US$ 5 milhões no orçamento federal americano de 2014 para financiar as atividades da oposição dentro do país e isso é quase certamente a ponta do iceberg – somando-se as centenas de milhões de dólares de apoio explícito nos últimos 15 anos.

    Mas o que torna importantes essas declarações atuais dos americanos e irrita os governos da região é que eles estão dizendo à oposição venezuelana que Washington está mais uma vez apoiando a mudança de regime. Kerry fez a mesma coisa em abril do ano passado, quando Maduro foi eleito presidente e o candidato da oposição Henrique Capriles afirmou que a eleição foi roubada. Kerry recusou-se a reconhecer os resultados das eleições. A postura antidemocrática agressiva de Kerry causou uma forte reação dos governos sul-americanos e ele foi forçado a mudar de curso e tacitamente reconhecer o governo Maduro. (Para quem não acompanhou esses eventos, não havia nenhuma dúvida sobre o resultado das eleições.)

    O reconhecimento de Kerry dos resultados colocou um fim à tentativa da oposição de deslegitimar o governo eleito. Depois que o partido de Maduro venceu as eleições municipais por uma larga margem em dezembro, a oposição estava derrotada. A inflação estava em 56% e houve escassez generalizada de bens de consumo, mas uma sólida maioria ainda tinha votado no governo. Sua escolha não poderia ser atribuída ao carisma pessoal de Hugo Chávez, morto há quase um ano, e nem era irracional. Embora o ano passado tenha sido duro, os últimos 11 anos – desde que o governo passou a ter o controle sobre a indústria do petróleo – têm trazido ganhos nos padrões de vida para a maioria dos venezuelanos que eram previamente marginalizados e excluídos.

    Havia muitas reclamações sobre o governo e a economia, mas os ricos e os políticos de direita da oposição não refletem os valores do povo e nem inspiram confiança.

    O líder da oposição Leopoldo López tem retratado as manifestações atuais como algo que poderia forçar Maduro a sair do cargo. Era óbvio que não havia, e ainda não há, possibilidade de isso acontecer de forma pacífica. Como o professor da Universidade da Georgia David Smilde argumentou, o governo tem tudo a perder com a violência nas manifestações e a oposição tem algo a ganhar.

    No fim de semana passado, Capriles, que estava inicialmente desconfiado de uma estratégia potencialmente violenta para a “mudança de regime”, mudou de ideia. De acordo com a Bloomberg News, ele acusou o governo de “infiltração nos protestos pacíficos para convertê-los em atos de violência e repressão”.

    Levou muito tempo para que a oposição aceitasse os resultados das eleições democráticas na Venezuela. Eles tentaram um golpe militar, apoiado pelos EUA em 2002; quando isso fracassou, tentaram derrubar o governo com uma greve do petróleo. Eles perderam uma tentativa de reclamar a presidência em 2004 e protestaram; em seguida, boicotaram as eleições para a Assembleia Nacional, sem motivo, no ano seguinte.

    A fracassada tentativa de deslegitimar a eleição presidencial em abril de 2013 foi um retorno a um passado escuro, mas não tão distante. Continua uma incógnita quão longe eles irão para ganhar por outros meios, já que não têm vencido nas urnas, e por quanto tempo terão o apoio de Washington para a mudança de regime na Venezuela.

    Diário do Centro do Mundo » Por que o apoio dos EUA à mudança de regime na Venezuela é um erro

    15/02/2014

    El Nieto de Tio Sam

    Qualquer semelhança não é mera coincidência. Se a “Time” sente-se em casa para falar do México, a Veja sente-se à vontade para falar dos EUA. Quem finanCIA cobra! O suprassumo do ridículo deu-se com a crise de 2008, quando os crimes financeiros cometidos por empresas dos EUA desencadearam a crise que se alastrou pela Europa, a Veja recebeu a capa pronta de quem a finanCIA. Além da Naspers, claro. Pior do que eles são os capachos que inundam consultórios de proctologia revistas deste tipo. Depois de emplacar uma capa da Veja, a CIA consegue uma capa doméstica, com desconto, mas em dólar.

    A revista ‘Time’ causa polêmica com uma capa de Peña Nieto

    A publicação chama o presidente de ‘salvador do México’, o que provocou deboche e paródias nas redes sociais

    Luis Pablo Beauregard Cidade do México 15 FEV 2014 – 14:07 BRST

    Imagem da capa de 24 de fevereiro.

    "Saving Mexico” – salvando o México. Depois de a revista ‘Time’ adiantar a capa da sua edição do dia 24 de fevereiro dedicada a Enrique Peña Nieto, uma polêmica tomou conta do país, especialmente nas redes sociais . O título foi acompanhado de um subtítulo também elogioso ao presidente: "Como as radicais reformas mudaram a história de um país marcado pelo narcotráfico".

    A revista, que tem tiragem de 3,2 milhões de exemplares e sairá com esta capa em suas edições na Europa, Oriente Médio, África, Ásia e no Pacífico Sul -ou seja, todas as suas edições exceto a do Estados Unidos-, foi muito criticada no Twitter e no Facebook por usuários que acham que a realidade mexicana não foi refletida na matéria. Vários comentários qualificaram a publicação como um ardiloso material de relações públicas orquestrado pelo Governo mexicano. 

    O autor da reportagem, Michael Crowley, disse no Twitter que se surpreendeu com a quantidade de críticas ao presidente que “acham que literalmente fui subornado para escrever uma história positiva sobre ele”. E pouco depois pediu que lessem seu texto antes de criticá-lo.

    Algumas paródias da revista na Internet.

    A longa reportagem é uma extensa narração dos primeiros doze meses de Peña Nieto na residência oficial. Toca em vários temas, das paixões que o político despertava em campanha até as crises que teve de enfrentar, entre elas a de violência. "Os assassinatos diminuíram em algumas áreas, mas outros crimes têm crescido", diz Crowley na reportagem. Os homens mais próximos ao presidente, o ministro do Interior, Miguel Osorio e o de Fazenda, Luis Videgaray, também foram entrevistados para a matéria.

    Não é a primeira vez que Peña Nieto ocupa a capa da ‘Time’. Em dezembro de 2012, antes de assumir a presidência, a revista fez uma matéria sobre os significados da volta do Partido Revolucionário Institucional (PRI) ao poder após 12 anos de governo da direita. Entre as suas edições, passaram-se 14 meses e ao menos dez reformas legislativas ambiciosas, quatro delas constitucionais, serviram de bandeira à administração.

    Caricatura publicada nesta sexta-feira no jornal ‘Reforma’ / CALDERÓN

    As reformas foram bem recebidas por organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a agência de classificação de risco Moodys, que após revisar as projeções do país, elevou a nota dos bônus mexicanos, que atingiram a nota A, algo que apenas o Chile havia conseguido na América Latina. “Diria que o México é de longe a nação predileta em Wall Street”, disse para a revista o diretor de mercados emergentes do Morgan Stanley, Ruchir Sharma.

    Mas o entusiasmo do mexican moment tem tido dificuldades para contagiar as ruas. O nível de aprovação do presidente caiu oito pontos entre a população e 27 entre os formadores de opinião em seu primeiro ano de Governo, segundo uma pesquisa publicada em dezembro passado.

    A lenta marcha da economia mexicana, que cresceu 1,2% em 2013, e os temas de segurança são duas das reclamações mais comuns contra a Administração. Nesta sexta-feira, o articulista Manuel Jáuregui escreveu no jornal ‘Reforma’: “Seguem nos rondando os espectros da violência e da corrupção: contra esses males que nos afligem ainda não se conseguiu reforma alguma.”

    A revista ‘Time’ causa polêmica com uma capa de Peña Nieto | Internacional | Edição Brasil no EL PAÍS

    02/02/2014

    Tomô!

    UcraniaSó doentes do Complexo de Vira-lata  em estado terminal continuam ainda praticam a arte de tirar os sapatos para entrar nos EUA. Ontem El País, em edição espanhola, revelou mais um nível na degradação moral dos EUA que mostra de forma pedagógica como se constrói terrorismo de estado.

    JANIO DE FREITAS

    Os fins dos meios

    Campos não terá mesmo a concordância de Marina em seu desejo de apoiar a recandidatura de Alckmin

    Ao sair de Brasília para encontrar-se com a secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores levava uma bagagem politicamente simples: o Brasil não deixou de condicionar a restauração das relações com os EUA, e em particular com o governo Obama, ao pedido de desculpas pela violação das comunicações da presidente e do governo brasileiros, revelada por Edward Snowden.

    Não era, por certo, o que Susan Rice esperava de Luiz Alberto Figueiredo, o que explica a brevidade do encontro depois da demorada viagem por ela pedida ao ministro. Menos de 45 minutos foram suficientes para os gestos protocolares, de chegada e de saída, e para o recheio com a explicação sobre as medidas –poucas, superficiais e sem garantias — anunciadas pelo próprio Obama na Agência Nacional de Segurança (NSA), a cidadela da espionagem.

    Menos de 24 horas antes do encontro infrutífero em Washington, Angela Merkel, ao inaugurar na tribuna do Parlamento o seu terceiro mandato de chefe do governo alemão, dedicou duros e inteligentes parágrafos à espionagem americana, que também a visou. E, inevitável, ao discurso de Obama em defesa da NSA. "As ações em que os fins justificam os meios, nas quais o uso da técnica não tem limites, traem a confiança e instauram a desconfiança."

    Os alegados fins da segurança a justificarem os meios. Razão bastante para a afirmação de Merkel, talvez jamais ouvida pelos americanos na voz de um aliado, de que Alemanha e Estados Unidos "estão muito distantes quando se trata de ética", entre "a liberdade e a ação do Estado". É estupendo que palavras assim venham da Alemanha.

    Mas historicamente grandioso para a Alemanha e seu povo, não para a humanidade. Porque são palavras dirigidas a um país e um povo que outrora as diziam ao mundo e hoje são os destinatários delas. Se não as ouvem cabisbaixos e enrubescidos, é por superpotência significar, na realidade, superprepotência.

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