Ficha Corrida

19/01/2013

“Bife de chorizo”

Filed under: Buenos Aires — Gilmar Crestani @ 10:32 am

Para os carnívoros convictos as dicas para cometer um dos pecados da carne em Buenos Aires.

El mejor bife de chorizo de Buenos Aires

Cuatro parrillas donde saborear la pieza de carne más famosa de Argentina

Pablo Croci19 ENE 2013 – 10:08 CET3

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Interior del restaurante porteño La Cabrera.

Hay algunas palabras clave que si se introducen en el buscador más famoso del mundo pueden dar como resultado una imagen aproximada del argentino: Maradona + Messi + Tango + Dulce de Leche + Bife de Chorizo. Mucho se ha escrito de las primeras pero poco de la última y más jugosa de todas: el bife de chorizo. Y pasar por Buenos Aires sin comer ese manjar es un pecado que sólo los vegetarianos devotos pueden darse. Poco se sabe de dónde proviene el nombre de esta delicia, de entre tres y cinco centímetros de alto, que no tiene huesos y proviene del lomo externo de la vaca. Se suele servir bien cocida por fuera y un poco cruda y jugosa por dentro, acompañada junto a patatas fritas, huevos fritos, ensalada mixta y un buen vino tinto argentino. Si para esta altura del párrafo ya se te hizo la boca agua y planeas visitar la ciudad de la humedad, va de regalo un circuito imprescindible para degustar esta joya de la parrilla argentina.

1 El Pobre Luis

El Pobre Luis (Arribeños 2393; 054 11 4780 5847/4782 4488). Todos los fanáticos coinciden que la casa del asado de Luis Acuña es uno de los templos porteños del bife de chorizo. Uruguayo de nacimiento, porteño por adopción, Luis es un especialista desde niño en seleccionar los mejores cortes de carne que llegan desde los frigoríficos. Los suele acompañar con otras delicias como el chorizo de rueda sin atar, el hígado de tela o las pamplonas de pollo. Pero, pese a ser uno de sus hits, Luis tiene una duda existencial: ¿Por qué el bife de chorizo se llama así? Se ha comprometido a invitar a uno al que le dé la respuesta. El restaurante abre solo de noche y cierra los domingos, conviene reservar mesa y sacarse una foto en el comedor repleto de banderines y camisetas de fútbol.

2 Don Zoilo

Con más de veinte años en el barrio de Villa Crespo, La parrila de Don Zoilo (Honorio Pueyrredón 1406; (054 11) 4588 1194) es una parada obligada para comer el mejor y más jugoso bife de chorizo de Buenos Aires. Elegida como una de las mejores opciones de la ciudad por el crítico gastronómico italiano Pietro Sorba, todos destacan que no se puede salir del salón sin acompañar el bife con la selección de achuras (vísceras) más deliciosa que hay para los porteños: mollejas, chinchulines y riñoncitos. Mozos clásicos, servicio rápido, salón ordenado y un precio equilibrado hacen de esta parrilla un espacio perfecto para celebrar la noche porteña (los lunes permanece cerrada).

3 La Cabrera

Palermo, el barrio de moda en Buenos Aires, también tiene su emporio del bife de chorizo. Al mejor estilo for export, el salón y el servicio de La Cabrera (Cabrera 5099; (054 11) 4831 7002) ofrecen un estilo gauchesco, sirviendo sus carnes y achuras en cazuelitas con guarniciones y bandejas con forma de vaca. Junto al bife de chorizo, como estrella del lugar se ofrece el ojo de kobe, un churrasco gigante de origen japonés difícil de terminar por su tamaño. La calidad de todos sus productos es excelente pero el precio sobrepasa al de las parillas anteriores. En todas partes del mundo la moda tiene su precio.

4 Cabañas Villegas

El moderno y lujoso barrio de Puerto Madero también ofrece una jugosa opción para conocer el bife de chorizo: Cabaña Villegas (Alicia Moreau e Justo 1050; (054 11) 4331 0642). Junto a la entraña y la picaña, este nuevo restaurante ofrece, según el responsable del lugar, “el mejor bife de chorizo de Buenos Aires”. Con un ambiente cálido y un precio equilibrado, la opción de degustar este corte y luego pasear a través del puerto y el Puente de la Mujer no puede ser ignorada por quien visite la ciudad de la avenida más grande del mundo.

El mejor bife de chorizo de Buenos Aires | El Viajero en EL PAÍS

10/11/2012

Observações sobre a marcha em Buenos Aires

Filed under: Buenos Aires,Cacerolaço,Grupo Clarin,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 9:08 am

Além dos manifestantes, o governo argentino também deve se preocupar com os descontentes que ficaram em casa

A marcha desta quinta-feira (08/11) superou, em termos de público, os panelaços de setembro. A quantidade numérica de participantes será objeto de disputa. O setor que a organizou, quem participou, os grandes meios de comunicação e a direção da oposição consideraram a marcha um golaço e um sucesso que superou suas expectativas. À primeira vista, ampliou-se o número de participantes, mas não se enriqueceu o espectro social.
Uma multidão se fez presente no tradicional epicentro na Cidade Autônoma. Também houve mobilizações em diferentes cidades de várias províncias. O número no espaço público sempre indica algo. O nível da manifestação de ontem foi elevado, um sintoma do afã de um setor da cidadania de “disputar a rua” com o kirchnerismo. O envolvimento de minorias usualmente não ativas amplia o campo democrático. Sua participação e as coberturas militantes de tantos meios de comunicação deram testemunho de uma ampla liberdade de expressão.
A ação direta não é uma novidade na Argentina, tampouco que ela seja utilizada contra o atual governo. Greves incluindo serviços públicos muito sensíveis, bloqueios de ruas e estradas, ocupações de estabelecimentos ou escolas e atos similares são um dado cotidiano. É lógica instrumental: a ação direta é, em média, proveitosa para quem a promove. Quando reivindica alguma questão específica, vale mais ainda. Não é este o caso.
Há algo central nas mobilizações de 13 de setembro e 8 de novembro, que as distingue nitidamente das (para citar exemplos memoráveis, não únicos) convocatórias de Juan Carlos Blumberg ou os bloqueios e mobilizações “do campo”. É sua absoluta carência de reivindicações precisas, objetivos imediatos acessíveis, lideranças visíveis e (aspecto não menor) oradores que as expressem, sintetizem ou enquadrem no encerramento dos atos.

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Há quem veja pura virtude nessas ausências, que o cronista lê como um limite severo. Sua presença, supõe este escriba, poderia assinalar o potencial de outras manifestações. Em setembro, estava anunciado que haveria outro ato e que seria maior. A repetição no futuro poderia ser mais trabalhosa, ainda que nenhum futuro esteja escrito totalmente de antemão.
Espontaneidade e prêmios
O cronista não acredita que as marchas espontâneas “valem” mais que as organizadas. Inclina-se mais pelo oposto. Pessoas antipolíticas ou auto-designadas apolíticas defendem o contrário. Houve quem quis embelezar os idos de setembro atribuindo-lhes esse “dom”. Desta vez, a maquiagem foi impossível já que proliferaram os convocadores. O editorial de ontem do jornal La Nación, que convoca a superar “o medo” e se jacta da própria constância republicana, ganhou a medalha de ouro. Sua desenvoltura ao evocar o passado, omitindo o apoio que deu ao golpe e à ditadura também merece seu troféu: um Guinness da hipocrisia e da mentira.
A cobertura dos meios de comunicação dominantes durante as semanas prévias ao ato e dos dias vindouros exalou pertencimento. La Nación online se valeu das redes sociais para comprovar que o repúdio anti-K disse “presente” em todo o planeta. Começou na Austrália, como os festejos de fim de ano: 32 assistentes. O fato de massas se ramificou em Paris, Roma, Viena e outros locais, incluindo o Azerbaijão. Deveras.
Um fantasma percorre o mundo, poderia se dizer, se a frase não fosse de quem fosse. O exagero varia entre o simpático e o cômico (você dirá) além de ser muito sintomático. Tornar-se grande é o lema. O governo da Província de Buenos Aires difundiu “cifras oficiais” do protesto que convocou. O Clarín online as tomou como verdade revelada. Pouco sério…
Incentivo, convoco, não vou
Dirigentes opositores trataram de capitalizar a marcha, sem contrariar seus participantes que alegam não querer ser “usados”. Alguns poucos foram à manifestação. Interpelaram “o povo”, ainda que prometendo não fazer isso. “É a sociedade civil que se expressa” e “não devemos perturbar o ato” foram, com matizes mínimos, os argumentos mais repetidos. Há uma inescapável contradição nesse endeusamento de uma sociedade encapsulada e o chamado para que ela se mova. Mauricio Macri e Elisa Carrió incorreram nela, sem problema algum.
Os manifestantes, conforme seus cartazes mostraram, têm como consignas preferidas os “Não” e os “Basta”. Isso pode servir para o protesto, não para articular uma força com potencial de governar.
O afã dos dirigentes que chamam e não vão é mostrar uma improvável unidade de 46% que votou fora do kirchnerismo em dezembro. E comandar esse coletivo para ir mais adiante. Vários obstáculos interferem com essa tática, não tão diferente a do Grupo A, a partir de 2008. O primeiro é que esse “coletivo 46” exista enquanto tal, unido e organizado. O segundo, mais específico, é que uma alternativa político-eleitoral requer um esboço de programa. O cientista político e jornalista José Natanson acerta no alvo quando assinala em um artigo publicado no Le Monde Diplomatique que não há na praça uma oferta de programa econômico alternativo ao oficialista.
Tampouco emerge uma força não-K que interpele com certo êxito a distintos setores sociais. Com ironia, Natanson lembra aqueles que “vociferam contra o populismo oficialista” que “o kirchnerismo é, como toda experiência populista, um movimento policlassista”. Sem base social ampliada nem projeto articulado, a oposição se pendura no pescoço dos manifestantes.
A parte e o todo
A vulgata midiática e “a Opo” falaram do “povo” ou da “cidadania” como se a parcialidade de ontem expressasse toda a sociedade. Não se sabe em que lugar ficam os que pensam diferente. Que matemática os leva a avaliar que uma marcha mede melhor a legitimidade que um rotundo veredito eleitoral recente.
O kirchnerismo, por sua vez, deveria evitar a tentação de confundir a parte com o todo. Em dois sentidos. Um, bastante trilhado no oficialismo, seria reduzir a pluralidade dos manifestantes a seu ramo mais odioso, que existe e se faz notar. Mas a extrema direita na Argentina é minoritária e espanta votos, diferente do que ocorre no Chile, por exemplo. Esses grupos colocam toda sua munição a mostra, é certo, mas jamais somam tanto. Se pudessem o teriam feito em Comodoro Py, ante cada sentença exemplar contra os repressores.
Outra má leitura seria acreditar que os que saíram para a rua são os únicos que questionam, que rechaçam (mesmo que em parte) suas políticas públicas ou que tiveram contrariados interesses próprios no mandato da presidenta Cristina Fernández de Kirchner. Sim, há descontentamento para além dos manifestantes. Problemas de gestão, erros em determinadas políticas impactam o cotidiano de muitas pessoas. Ou seja, sim, há argentinos que ficaram em casa (em relação aos quais é bom prestar atenção) descontentes ou menos de acordo do que um ano atrás. Isso é, em rigor, uma obrigação constante do governo. Fatos como o 8 de novembro devem induzir a revisões ou olhares mais panorâmicos que transcendem as visões mais imediatas. Sem abandonar o contrato eleitoral, é o caso de confirmá-lo.
Esta nota foi escrita sobre a marcha, da dupla acepção possível. São as primeiras acepções. Deverão ser ampliadas e melhor precisadas nos próximos dias, quando o calor der uma trégua.
mwainfeld@pagina12.com
*Artigo republicado originalmente pela Carta Maior

Opera Mundi – Observações sobre a marcha em Buenos Aires

30/10/2012

Buenos Aires alagada

Filed under: Buenos Aires,Temporal — Gilmar Crestani @ 9:28 am

EL PAIS › Dos muertos y 2800 evacuados por el temporal

ERES OTRA VENECIA MAS FRIA Y MAS GRIS

Por Emilio Ruchansky

La Ciudad volvió a colapsar con las fuertes lluvias de la madrugada. Autos arrastrados, calles y negocios inundados, subtes interrumpidos y cortes de luz. En el Gran Buenos Aires desbordaron ríos y arroyos en La Matanza, Quilmes y Lomas de Zamora

Barrios con el agua al cuello

La lluvia, record para octubre en esa franja horaria, superó la capacidad de absorción en la Ciudad y desbordó ríos y arroyos en el Gran Buenos Aires. Hubo cortes de luz, subtes y trenes parados, daños en autos y derrumbes.

Por Emilio Ruchansky

SUBNOTAS

Entre las 3 y las 9 de ayer, en la ciudad de Buenos Aires y su conurbano, cayeron alrededor de 81 milímetros de agua, una medida histórica para el mes en curso. Dos personas fallecieron por incidentes relacionados con el anegamiento y el desborde de ríos y arroyos, mientras se calculaba que había 1900 evacuados en territorio bonaerense. En la Ciudad flotaron y se encimaron varios autos, unos sobre otros, en los barrios de Belgrano, La Boca y Parque Chacabuco; hubo cortes de luz, subtes paralizados por la mañana, semáforos descompuestos y liquidaciones “de temporal” en tiendas de calzado, ropa y telas. Dos viviendas se derrumbaron parcialmente en Constitución. Y en medio del caos una ambulancia no pudo atender el parto de una joven de 18 años en el inundado barrio de Villa Centenario, en Lomas de Zamora, donde Agustín, de tres kilos, tuvo como partera a su abuela.

Daniel Paz & RudyLa primera víctima, de 76 años, falleció de madrugada en su casa en Gregorio de Laferrère, partido de La Matanza, cerca de la esquina de avenida Marconi y Maciel. Según informó el dirigente matancero Luis D’Elía, se llamaba Miguel Anríquez. Estaba durmiendo cuando sintió el agua dentro. “Intentó salvar el televisor, se cayó, quedó atrapado por un mueble y murió ahogado”, relató el hijo de Anríquez. En ese partido se registró la mayor cantidad de evacuados, alrededor de 1200, luego del desborde de un arroyo y del contaminado río Matanza.

Pasado el mediodía, se supo que una mujer había fallecido electrocutada mientras manipulaba un alargue en Lanús, al sur de conurbano, informaron las autoridades municipales. En el partido lindante, Avellaneda, se inundaron las principales avenidas y el agua recién bajó por la tarde, cuando todavía podía verse a los chicos jugando a deslizarse por los alambrados de un sector de la avenida Hipólito Yrigoyen para no pisar los charcos. En Dock Sud la inundación cedió sólo en altura y anoche continuaban anegadas gran parte de las calles cercanas al Riachuelo.

“Desde muy temprano estamos monitoreando con los intendentes las zonas más afectadas, realizando las evaluaciones pertinentes y coordinando el envío de ayuda técnica y material que se requiera”, dijo el ministro de Desarrollo Social bonaerense, Martín Ferré. Después de La Matanza, los lugares con más evacuados fueron Quilmes, Lomas de Zamora, Pilar, Suipacha, Las Heras, Ezeiza, Chivilcoy, Navarro, San Miguel, Hurlingham y Cañuelas. “No creció el río, pero llovió tanto que la zona por momentos parece una laguna”, describió Oscar, un vecino de la castigada ribera de Quilmes.

Las congestiones de tránsito salpicaron a varias zonas bonaerenses, a la ciudad de Buenos Aires y también a Santa Fe. La Dirección Nacional de Vialidad emitió un alerta por las inundaciones en la avenidas General Paz, Libertador y Mitre e Hipólito Yrigoyen en Avellaneda. Hubo extensas demoras y momentos de colapso en las autopistas del Oeste, La Plata-Buenos Aires y Riccheri. En el sur de Santa Fe fueron cortadas las rutas 11, 9 y 33 de acceso a la ciudad de Rosario. Los trenes con cabeceras en Once, Constitución y Retiro estuvieron suspendidos por la mañana. También hubo complicaciones en los aeropuertos de Ezeiza y Aeroparque.

“El conserje del edificio me avisó a las seis y media que el viento y el agua habían movido algunos coches. Bajé por escaleras porque se había cortado la luz. Al mío lo había dejado estacionado en la puerta y lo encontré a casi tres cuadras y montado arriba de otro auto”, relató Martín Pucci, vecino del barrio porteño de Parque Chacabuco. Como el seguro no quiso hacerse cargo de sacarlo “por si se dañaba el otro auto”, afirmó Pucci, debió hacerlo con la ayuda de otros vecinos, unos palos y un criquet. “Quedó abollada una puerta y tengo todo el motor lleno de agua”, comentó.

Sobre la calle Blanco Encalada, cerca del cruce con Ciudad de la Paz, también hubo autos flotando. “Y en un momento vi un colectivo de la línea 60, que no entiendo por qué tomó esta calle, que perdió el control y se estrelló contra un auto. Encima iba con pasajeros”, relató Marta Massimo, encargada de una remisería en esa cuadra. “Ya perdí dos autos por el temporal en 2004”, aseguró la mujer, que estuvo sin luz durante todo el día. Al lado de su local, dos personas vaciaban el agua del sótano de un edificio con una bomba extractora, impulsada por un generador eléctrico.

En medio de los lamentos e insultos de los comerciantes de Belgrano, un joven iba y venía con unos pesados chapones. “El trabajo me lo pasó un amigo hace un año. Pongo las compuertas a la noche y las saco a la mañana, todos los días. Tengo siete locales en Blanco Encalada y dos en avenida Cabildo”, explicó Diego Oliván, quien trabaja en un local cercano. Las compuertas miden metro y medio y al parecer ayudaron bastante, aunque algo de agua entró. “Los comerciantes ponen estas barreras por la lluvia, pero también por seguridad”, explicó.

Sobre Cabildo, en medio de un caos de tránsito, el agua cedió por la tarde y, como es habitual, los comerciantes salieron a rematar la mercadería mojada. Al menos eso decían. En la zapatería ubicada al 2410 de esa avenida, se vendían pares por 50 y 100 pesos y el encargado dejaba pasar a la clientela en tandas de cinco personas. “Perdimos todo. La alfombra, un montón de zapatos, vamos a tener que empezar de nuevo”, dijo el encargado de Marta Sixto. Eduardo, dueño de un local de ropa sobre Blanco Encalada, esperaba sentado en un banquito, en remera y pantalones cortos, a que volviera la luz. “Cuatro veces se inundó, sólo una vez me pagó el gobierno porteño”, aseguró.

En medio del incesante caminar de curiosos y oportunistas, dos casas de ropa concentraron la atención en Cabildo. Una prometía “todo a 35 pesos”, la otra simplemente anunciaba: “Todo mojado”. En la primera había una larga cola y detrás de la vidriera señoras y señores revolviendo ropa, mientras un encargada pasaba cada tanto para tirar más prendas, algunas nuevas y sin manchas de agua. “No me queda, algo más grande”, gritaba una joven del otro lado de esa vidriera. Adentro del local, su pareja revolvía sin éxito. En la otra tienda, la cola promediaba las 50 personas.

A las 18, el comunero Gustavo Acevedo pasó por las tiendas para dar la mala nueva. “En una hora se va a largar a llover fuerte de nuevo”, decía. Y la tormenta cumplió, por dos horas más. Hoy, la zona metropolitana amanecerá nublada otra vez y, según el Servicio Meteorológico Nacional, hay probabilidad de lluvias, lloviznas y vientos regulares a moderados del Sur. Mañana volvería a salir el sol.

emilioru@pagina12.com.ar

Página/12 :: El país :: Barrios con el agua al cuello

22/04/2012

Brasileiros em Buenos Aires

Filed under: Buenos Aires — Gilmar Crestani @ 7:51 am

Sem querer querendo, o Clarin mostra que os brasileiros estão salvando a administração do mauricinho Macri, office-boy do Grupo Clarin. Estive recentemente em Buenos Aires e a cidade estava suja; parques, uma tradição portenha, abandonados. Mas o Boca estava nas bocas. Nem nos piores momentos De La Rua, com os cacerolaços, a cidade esteve tão suja.

Se frena el turismo extranjero en la Ciudad y caen las ventas

Por Nora Sánchez

Una actividad clave para la economía porteña. De 2009 a 2010 había aumentado 29%, pero para 2011 creció menos del 2%. Lo atribuyen al alza de precios por la inflación y la crisis global. Hay menos de Europa y EE.UU, pero compensan los de Brasil.

22/04/12

En un viaje entre Copacabana y el Museo de Bellas Artes de Río de Janeiro, el taxista carioca reta a sus pasajeros argentinos: “¿Cómo no conocen el Zoológico de Luján? Es maravilhoso . Buenos Aires también es maravilhosa . Fui hace dos meses con mi señora y una pareja amiga, porque es un destino muy de moda entre la gente de Rio. Estuvimos cuatro días, comimos muy bien, conocimos muchos lugares pero no hicimos compras: no era para nada barato . Sólo trajimos alfajores, que aquí no hay, y carteras de cuero, que sí estaban a buen precio”.

La cantidad de turistas extranjeros que visitan la Ciudad viene cayendo desde junio del año pasado. Entre 2009 y 2010 había aumentado un 29%, pero entre 2010 y 2011, el incremento no llegó al 2% . Según el observatorio del Ente de Turismo porteño, en 2011 llegaron un 5,6% menos de visitantes de los Estados Unidos y Canadá que en 2010 y un 6,7% menos de europeos. Pero los brasileños siguen eligiendo Buenos Aires y amortiguaron la baja del turismo internacional: el año pasado vinieron un 3,6% más que en 2010. Y en los dos primeros meses de este año, ingresaron 155.055, un 6% más que en igual período de 2011.

El perfil de los turistas que llegan de Brasil cambió mucho con respecto a otros años. Los más pudientes ahora van a Miami, donde reeditan el “Déme dos” de la plata dulce criolla. Y una naciente clase media que antes no podía viajar , como el taxista carioca, se da el gusto de descubrir la Ciudad en una escapada de fin de semana que paga en cuotas con su tarjeta de crédito. Los comerciantes cuentan que estos turistas gastan menos, pero que son muy bienvenidos porque aún así activan la economía porteña . De hecho, siguen siendo los que más gastan. Mientras el promedio de gasto diario de un turista internacional es de US$ 116,10, el de un brasileño alcanza los US$ 196,90.

“Muito caro”. La frase suena seguido en los locales de la calle Florida. “Piensan que una prenda de cuero cuesta 200 reales y descubren que no es así –cuenta Rafael Fajgenblat, del local de ropa de cuero Guns Leather–. A los brasileños les resulta muy barato sacar el pasaje y la estadía en hoteles de dos o tres estrellas: el otro día una parejita joven me contó que los iban a pagar con la tarjeta en 12 cuotas de 50 reales. Pero después el presupuesto se les va en comida y algún taxi y no les queda plata para hacer compras”. Aún así, el 70% de los clientes de su comercio son turistas. “El mejor cliente sigue siendo el brasileño –aclara–, a pesar de que no vienen los de poder adquisitivo alto, sino los de clase media. Pero una campera de cuero que acá cuesta $ 950 o 380 reales, en Brasil no baja de 750 reales. La diferencia es favorable también en zapatillas. El resto de la ropa, acá está más cara”.

En una vinería que ofrece botellas de alta gama en calle Florida, están resignados. “No estamos vendiendo nada –dice una empleada–. Los turistas ya ni entran. Nos salvan los regalos empresarios”.

“La Argentina ya no es un destino para hacer compras –sostiene Osvaldo Souto, de la Asociación Amigos de la Calle Florida y dueño de la Casa Rhoder’s–. Tenemos inflación en pesos y en dólares y los precios están casi a valores internacionales y, en algunos casos, son superiores. Un café en un bar tradicional de la peatonal cuesta 1,5 euro y en la galería Alberto Sordi de Roma, 1 euro. La ropa también está mucho más cara. Esto repercute en el turismo. En el caso de los brasileños, que tienen un dólar bien cotizado, les resulta baratísimo ir a Miami y ese es el destino que eligen los más pudientes. Al mismo tiempo, en Brasil surgió una nueva clase media que desconocía Latinoamérica o la Argentina y que ahora, la está visitando”.

A Rhoder’s, una tradicional casa de ropa masculina, cada vez van menos turistas a comprar. “Los que siguen viniendo, son clientes de siempre. Por ejemplo, ayer vino un brasileño que nos visita cada seis meses y se llevó cuatro trajes. Más allá de esto, en Florida se sigue escuchando mucho el portugués, porque aunque compren menos, los brasileños la siguen eligiendo para pasear”.

Los taxistas extrañan a los brasileños de otras épocas: “Te pedían que los lleves al shopping o a los outlets de Aguirre y que los esperaras dos horas. Después, te preguntaban por algún lugar para comer y, de paso, que los llevaras. Hoy hacen viajes cortos y son mucho más desconfiados”, contó uno.

En las casas de tango, afirman que tuvieron una temporada razonable , aunque no “brillante”. “Hubo una menor afluencia de europeos por la crisis en Europa y, en particular, en España –observa Juan Fabbri, de La esquina de Carlos Gardel y Tango Porteño–. Al mismo tiempo hubo un incremento de turistas asiáticos, sobre todo de chinos y coreanos. También hubo un cambio fundamental en cuanto a los turistas brasileños, que en las casas de tango son los más numerosos. Compran un paquete de cuatro días y una semana y siempre, sí o sí, incluyen una noche de tango. Puede ser que los que vienen ahora tengan menos poder adquisitivo, pero también es verdad que aumentó su volumen y una cosa compensa a la otra”.

Se frena el turismo extranjero en la Ciudad y caen las ventas

07/04/2012

Buenos Aires

Filed under: Buenos Aires — Gilmar Crestani @ 4:38 pm

Se a semana é  Santa, bons ares é o que se busca…

Buenos Aires é uma cidade que se aprende a amar na mesma proporção da convivência.

Perambular para apreciar o casais de cabelos brancos e roupas fora de época, como o amor que nutrem um pelo outro, sentados nas praças e cafés. E opões há. Em cada esquina, uns defronte outros, cafés e restaurantes se sucedem.

Pode-se dizer de Buenos Aires o que Quintana escreveu sobre Porto Alegre: é um mapa com vida própria e diferente em cada bairro, por onde corre o sangue de todas as nacionalidades, com idades distintas. Dos provectos autóctones aos recentes chineses.

Nesta época, os abundantes acer canadenses, com os plátanos, estão como um por-de-sol, dourados… As praças parecem aquarelas, salpicadas de folhas amarelas e vermelhas.

Uma cidade para se andar. Cada andar para um tipo de descoberta, como a dos portões artisticamente trabalhados, como só em Palermo ou próximos de San Telmo. Ou dos bares em construções históricas na Recoleta e Palermo. As livrarias da Corrientes. Ou taxis e  remises; taxistas de várias nacionalidades e níveis culturais. Em Buenos Aires os taxistas sabem a diferença entre Clarin & La Nacion e Página12.

E é uma cidade que ama a cultura brasileira e que nos trata com deferência e carinho. E sabem da nossa música tanto quanto curtem.

E há a Buenos Aires em que bairros políticos. Não haveria Recoleta e Palermo sem o Boca, dos macristas. Os conservadores da Recoleta e Palermo, tal pão dormido, tomam cafés encharcados com um dos bastiões da ditadura: La Nación. Em poucas bancas se encontra Página12. Mas em todas se vendem Clarin e La Nación. O que iguala um bairro e outro é a quantidade de baganas pelas calçadas. E cocôs de cachorro. Ainda não havia visto uma Buenos Aires com tanto lixo pelas ruas. E mendigos. E lá estive no “apogeu” do De La Rua…

No temporal de quarta-feira de cinzas morreram 16 pessoas. Nenhuma dos bairros ricos, o que mostra que a natureza é seletiva, e pune quem mora em casas mais simples, afastadas do poder público.

Em termos jornalísticos, Página12 está para a informação como Clarin está para o entretenimento e os negócios. Enquanto naquele se respira contundência, neste vende-se e se vende. Uma única matéria do Página12 tem mais “toques”, se textos ainda fossem medidos pela quantidade de toques, que uma edição inteira do Clarin. Numa única edição Clarin tem mais fotos que um mês de Pagina12.

Ultimamente um “sonido” que atravessa as madrugadas tem samba no pé e decibéis na língua. Os males de las calles y las tendas son los brasileños que hablam fuerte, como turistas de primeira viagem…

Lomo a la pimienta, com um honesto Malbec de Mendoza, para dois, não passa dos oitenta pesos, que, convertidos, chega a R$ 40,00, e ainda podem ser pagos em cartão de crédito e até mesmo mesmo em reais.

Só não esqueça das gorjetas, é da cultura, tanto quanto o tango…

02/03/2012

Once

Filed under: Buenos Aires,Cultura,Once — Gilmar Crestani @ 7:18 am

O bairro Once de Buenos Aires é como o Bonfim de Porto Alegre, só que muitas vezes maior.  Mas faz parte da mitologia citadina, pela cultura judaica, tal qual o Bonfim na literatura do Moacir Scliar.

CINE › ENTREVISTA A DIEGO Y PABLO LEVY, DIRECTORES DE NOVIAS MADRINAS 15 AÑOS

Los códigos del Once, desde adentro

En la sedería de su padre, los cineastas retrataron la cotidianidad de los vendedores y su relación con el propietario. Y dejando que el relato se construya sin intervenir, demostraron que en cada rincón de Buenos Aires hay historias que valen la pena ser contadas.

Por Emanuel Respighi

Diego y Pablo son hijos de “El Negro” Levy, propietario de la sedería Kreal, de Azcuénaga al 400.
Imagen: Sandra Cartasso.

¿Hasta qué punto una película sobre un grupo de cincuentones vendedores de una sedería del barrio del Once puede resultar un trabajo tan interesante como divertido para quienes no forman parte del oficio? Esa es una de las tantas preguntas que gratamente encuentran respuesta en Novias Madrinas 15 Años, la película de Diego y Pablo Levy que retrata el particular mundo que funciona dentro de la sedería Kreal, propiedad del padre de ambos. En realidad, el trabajo documental hace foco en la cotidianidad de cinco veteranos vendedores de telas para vestidos de fiestas de casamiento y cumpleaños de 15 y la relación que éstos tienen con Elías, el propietario del negocio de Azcuénaga al 400. Sin subrayar ni enfatizar actitudes, dejando que el relato se construya con la lógica de un voyeur, sin intervenir, la virtud de Novias… reside en la simpleza con la que demuestra que en cada rincón de Buenos Aires hay historias que valen la pena ser contadas. Como la de estos “maestros” en los secretos de la seda que pasan su vida adentro de uno de los últimos reductos de negocio tradicional atendido por su dueño, el “Negro” Levy, el complejo jefe y amigo.

Ganadora del premio del público en el Bafici 2011 y contando en su haber con haber formado parte de la selección oficial de la Viennale y de Cineuropa, Novias Madrinas 15 Años es una de esas simpáticas películas que corroboran la idea de que el cine –como cualquier otra producción audiovisual– no depende de los golpes de efecto para atornillar a los espectadores a las butacas del Gaumont o de Artecinema, las dos únicas salas donde por el momento se exhibe esta película independiente surgida en el lugar menos pensado: un velatorio familiar. “Siempre nos parecieron personajes muy interesantes, y un día los vimos fuera de su contexto habitual, en el velatorio de mi abuelo, y en ese momento nos propusimos empezar a filmarlos. Al principio no pensábamos en hacer un largo, pero a medida que avanzaba el registro nos fuimos haciendo a la idea”, cuenta Diego Levy en la entrevista realizada junto a su hermano.

–¿La película tiene como objetivo abordar ese rubro textil o, por el contrario, su motivación fue retratar ese grupo humano en particular?

Diego Levy: –El grupo humano siempre fue el objetivo, pero también el mundo textil está muy ligado a nuestra historia y nos interesaba mostrarlo. Pero la riqueza mayor de la película está en sus personajes.

Pablo Levy: –Estos personajes de la vida real que tranquilamente –y, de hecho, por momentos genera la duda– podrían estar guionados o pensados por alguien; pero no, así son ellos, y así quisimos mostrarlos, dedicando un tiempo a cada uno. Algo así como unos retratos vivos.

–La película parece querer retratar sin resaltar las paradojas de esos veteranos vendedores que se las ingenian para vender telas que jamás usaron ni utilizarán, con apariencia de conocimiento de causa. ¿Ese fue un eje planificado previamente al rodaje?

D. L.: –Retrata exactamente eso. Saben de lo que hablan. Conocen cada una de las telas, sus ventajas y desventajas. Saben tomar medidas y calcular la cantidad necesaria para cada modelo de vestido. Saben más que las modistas, como dice mi padre.

P. L.: –Y lo más difícil, o por lo menos lo que hay que lograr como vendedor en ese rubro, es seducir, lograr que la clienta quiera comprar. Comprar la tela para tu vestido de novia no es una decisión fácil. Y el trabajo de ellos es convencerlas de que con esa tela se van a casar. Ese, como dice Ricardo, es “el arte de la venta”.

–¿La mirada sobre los protagonistas que muestra el film es extensible a todo negocio tradicional atendido por su propietario? ¿Sería posible encontrar el funcionamiento de ese grupo humano en una franquicia, tan de moda hoy en día?

D. L.: –Hay una particularidad en la relación entre propietario y empleados, sobre todo en relaciones de muchos años, donde los roles a veces se confunden y las relaciones cobran matices muy interesantes. Andrés, uno de los empleados, trabaja con mi padre desde hace más de treinta años y se pelean todos los días, pero sin dudas se tienen un afecto particular. No sé si sería posible encontrar esto en una franquicia, donde los empleados están, en general, más de paso.

P. L.: –A ellos algo los compromete con el negocio, creo que ninguno piensa en irse. Y yo, que fui el último en pasar por ese local, siento que tienen “la camiseta puesta” o algo así y que ya saben trabajar con “El Negro” y ya no les afecta lo que diga.

–En ese sentido, ¿creen que Novias…, de alguna manera, tiene anclada una mirada melancólica sobre los negocios atendidos por sus dueños?

D. L.: –Es un oficio en extinción, sólo hay que ver la edad de los empleados. No hay jóvenes. Y sin dudas el Once es uno de los últimos bastiones porteños de ese modelo.

–¿Hasta qué punto el barrio del Once, aun cuando la película transcurre casi íntegramente dentro del negocio, no es un protagonista más del film, tácito y presente a la vez?

D. L.: –El Once es un protagonista presente en el film aunque casi no salimos del negocio. Fue una decisión no salir a hacer muchas imágenes afuera, pero hay referencia en los testimonios y algunos planos. Y para nosotros esos personajes son “el Once”.

P. L.: –Es un barrio muy particular, ya conocido por muchos de los que vivimos en Buenos Aires: todos tenemos algo para decir del Once. Novias Madrinas 15 Años propone algo más interno, algo que para nosotros fue común toda la vida, pero que para mucha gente entendíamos que podría ser muy interesante. Muchos van a comprar al Once; nosotros conocíamos el interior, los códigos, los personajes.

–Cuando su padre y sus empleados vieron el film terminado, ¿cuáles fueron sus reacciones iniciales?

D. L.: –Mi padre vio un primer corte y nos pidió que lo “suavizáramos” un poco… Y los empleados se emocionaron mucho en el estreno del Bafici, la sala estaba llena, y en el final pasaron todos a decir unas palabras.

P. L.: –Fue genial, ellos no entendían nada. Mientras los entrevistábamos, muchos nos preguntaban: “¿A quién le puede interesar esto?”. Y finalmente, tanto ellos como nosotros nos sorprendimos de lo que generaron sus testimonios. Son personas normales, que lo único que hicieron es contar algo de su vida, y Novias Madrinas 15 Años demuestra lo atractivo que es escuchar.

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14/01/2012

De Buenos Aires al Pelourinho

Filed under: Buenos Aires,Carnaval,Música,Pelourinho — Gilmar Crestani @ 9:33 am

A partir de la amistad con uno de los fundadores de Olodum, el combo argentino de samba-reggae fue invitado para intervenir en la gran fiesta del género en Brasil. “Tenemos mucha incertidumbre, sobre todo por cómo nos van a recibir”, sostienen sus integrantes.

Por Cristian Vitale

“El espíritu de Cafundó pasa por rescatar géneros que se conocen poco aquí.”

Cafundó, combo madre del samba-reggae en Argentina, trabó relación con Pacote do Pelo, uno de los fundadores de Olodum, lo que derivó en un logro inesperado: participar a su batucada del Carnaval más grande do mundo y ser la primera “ciento por ciento argentina” en hacerlo. “Dos días antes de subir vamos a estar temblando como locos… tocar en ese Carnaval es como, no sé, ir a jugar el mundial de Francia”, arranca Ezequiel Szusterman, uno de los tres directores de la agrupación. El día “D” será el lunes 20 de febrero a la tardecita en el circuito Batatinha, del barrio de Pelourinho, donde, dicen los que saben, la fiesta se pone más caliente que en cualquier otro lugar. “No sé si estamos cagados, pero sí con mucha incertidumbre, sobre todo por cómo nos van a recibir… vamos con algo muy folklórico, muy de ahí, ellos son negros, nosotros blancos, en fin, es un enigma. Todavía no caemos”, plantea Matías Levi, ejecutante de repique, igual que Ezequiel Szusterman.

–¿El samba-reggae de Cafundó es copia fiel o aportan variantes?

Ezequiel Szusterman: –Desde que arrancamos, el fin fue tocar ese estilo, pero también buscar un espacio percusivo donde por un lado se respete el folklore afrobahiano y por otro la mente se abra a otras expresiones como la rumba, el candombe, el maracatu… en fin, eso y el lenguaje de señas, porque las nuestras no son iguales a las de los bahianos puros. El baile tampoco es un detalle menor. En el samba-reggae es tan importante como el batuque, van muy de la mano y no podés tocar el género parado o sentado en una silla. No va. De hecho, el samba-reggae toma muchos elementos del candomblé, de la danza de los Orixás, tiene mucho de eso y lo nuestro, nuestros pasos, son algo más de acá, porque el grupo es más versátil: hay tipos que son rumberos, otros hacemos pasitos onda Volcán (risas) y no sé cómo va a pegar eso.

Ramiro Daveggio toca el surdo y se incorpora a la charla cuando escucha hablar del maracatu. Es, explica, otra expresión popular del nordeste de Brasil (Pernambuco) que se conoce poco en Buenos Aires dada, precisamente, la lejanía. “El espíritu de Cafundó pasa precisamente por rescatar géneros que se conocen poco aquí. Poder decir ‘nos comprometemos con este género, lo militamos, lo pesquisamos y lo respetamos, a ver qué sale’”. Cafundó, palabra afro cuyo significado va desde “fin del mundo” hasta el nombre de una lengua que habla una tribu de las afueras de San Pablo, nació inspirado en los blocos folklóricos de San Salvador y de a poco se fue mostrando en diferentes vidrieras porteñas: el Festival de Bossa Nova en Buenos Aires, el Bizarren Music Party, La Trastienda, las fiestas Cafundó, un enroque con sus primos de ritmo y geografía (La Bomba de Tiempo) en el Centro Cultural Konex y fechas especialísimas junto a Pacote do Pelo. “Lo invitamos a tocar con nosotros, y a dar unas clínicas que fueron una sensación. Estar con Pacote se puede comparar, salvando las distancias y lo que representa cada género, con conocer a Ringo Starr: no es el que inventó el género, pero fue uno de los que formó parte del grupo que lo inventó. Es uno de los tres que quedan entre los que arrancaron Olodum en el ’80”, reseña Szusterman.

–¿Cómo lo conoció?

E. S.: –Un argentino, vecino de él, me lo presentó y pegué onda al toque. Enseguida, Pacote me invitó a ensayar con el grupo que dirige hoy (Tambores y Cores), y así nació la relación. Cuando lo trajimos acá, le encantó que hubiera una movida de músicos como nosotros tratando de vivir de la música tocando este estilo y, sobre todo, respetándolo.

Ramiro Daveggio: –Sobre todo una línea que es la de él, porque también sucede que en el samba-reggae hay distintas corrientes, es como con el candombe en Uruguay: no es lo mismo cuareim que ansina ¿no?, y entonces para el loco venir acá y ver que hay una movida seria provocó que se fortaleciera el vínculo: por él entramos al Carnaval, él nos va a prestar los tambores para tocar en las calles antes de subir a escena y él dirá qué estará pasando con la gente cuando nos vea.

–Atento a las experiencias porteñas que tuvieron desde que se afianzó el grupo, ¿cómo pega la tradición afrobrasileña en la ciudad del tango y el rock and roll?

E. S.: –Hace unos años, la percusión en general, sin irnos a un estilo en particular, atravesó una especie de boom, sobre todo desde que las bandas de rock empezaron a mirar a los tambores, tipo, no sé, la Bersuit o Los Piojos… esto aportó, abrió caminos en un lugar que sí, en esencia es de tango y de rock.

–Hay un antecedente más lejos en el tiempo, que es Raíces, la banda del Beto Satragni, pero el foco, tanto como en los grupos que ustedes mencionan, estaba puesto en una impronta más rioplatense que afrobrasileña. ¿Hay lazos igual?

R. D.: –Totalmente, sí, pero después se fue ampliando: la percusión fue ganando terreno con la confluencia de géneros. Bandas de fusión como La Vela Puerca o No te Va Gustar e incluso no tanto como El Bordo, tienen temas con algún grupo de batuque. En los festivales se ve: actúan bandas de varios géneros y la gente ya no se enoja. Ya no tira cosas ni putea y esto es un gran paso.

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01/01/2012

Um tour pelas livrarias de Buenos Aires, a capital mundial do livro

Filed under: Buenos Aires,Livrarias — Gilmar Crestani @ 11:17 am

Costumo dizer para meus amigos gaúchos que vão conhecer Buenos Aires que só a Corrientes tem mais livrarias que todo o Rio Grande. Pode parecer exagero, mas não é. É que por aqui, e no interior, costumam chamar de livraria lojas que vendem material escolar e alguns livros de literatura para vestibular. Pura enganação. A diferença na cultura livresca entre os dois países pode ser verificada no metrô. Basta comparar quantos brasileiros estão lendo enquanto viajam com os passageiros argentinos.

Aconteceu comigo algo interessante para mostrar a diferença cultural, e também da visão preconceituosa que lemos na mídia tradicional a respeito dos argentinos. Quem vai veranear em Canavieiras, Floripa, pode ficar com a impressão de que os argentinos são todos assim. Puro ledo Ivo engano. Estava numa livraria da Corrientes procurando uma edição espanhola de Anabasi, de Arrianos, da Gredos. Fui informado pelo atendente que não dispunham de nenhum exemplar, e desconhecia inclusive se houvesse uma edição. Já na rua, ao sair da livraria, um cliente que ouviu minha busca infrutífera, me abordou apontando uma livraria onde encontraria o que estava procurando. Dito e feito.

Um tour pelas livrarias de Buenos Aires, a capital mundial do livro

Capital argentina tem uma livraria para cada 6.000 habitantes, muitas bastante charmosas e tradicionais

Alejandro Lipszyc

Até abril de 2012, Buenos Aires é reconhecida pela Unesco com Capital Mundial do Livro; tradição de livrarias remete ao séc. XVIII

Elas estão espalhadas por todos os bairros. Existem as grandes redes, como a El Ateneo. As médias, as pequenas ou até minúsculas. As gerais ou especializadas. As de viejo, equivalentes aos nossos sebos. As de saldo, que só vendem títulos esgotados ou fora de catálogo. E as antiquárias. Essas senhoras charmosas são as livrarias argentinas, uma das marcas registradas de Buenos Aires. São cerca de 370 – uma para cada 6.000 habitantes.

Até abril de 2012, a capital argentina e suas livrarias vivem um momento especial: a cidade foi escolhida pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultur) como a Capital Mundial do Livro. O título é o reconhecimento a uma tradição livreira que remonta a 1780. Naquele ano, o vice-rei espanhol Juan José de Vértiz y Salcedo, no comando do vice-reino do Rio da Prata, fundou em Buenos Aires a Imprensa Real das Crianças Abandonadas, mediante a compra da tipografia que pertencera aos jesuítas, expulsos em 1767 do império espanhol.

Alejandro Lipszyc

Era o primeiro capítulo de uma longa história. Já em 1785 começava a funcionar o armazém La Botica, que vendia roupas, produtos alimentícios e… livros! Com o tempo, transformou-se na Librería del Colegio, o primeiro estabelecimento exclusivamente livreiro da cidade. Depois de ficar fechada por quatro anos e de quase virar uma lanchonete, a mais antiga livraria portenha reabriu em 1994, graças ao livreiro Miguel Ángel Ávila, que a rebatizou Librería de Ávila. Fica a poucas quadras da Plaza de Mayo.

A avenida Corrientes é, tradicionalmente, o epicentro das casas de livros portenhas: as quadras entre as calles Libertad e Ayacucho formam uma espécie de grande livraria. Aí ficam as casas de longa trajetória na Argentina; aquelas que superaram as ditaduras e as crises econômicas e continuam sólidas como uma rocha. As principais são a Hernández, a Prometeo e a Losada, mas também existem muitos sebos e algumas librerías de saldo distribuídas pela Corrientes e adjacências. É só perambular.

Nos últimos anos, o bairro de Palermo viu nascer algumas das livrarias mais atraentes da cidade. A Eterna Cadencia, em Palermo Hollywood, que fica em uma casa dos anos 1920, é uma delas. Em Palermo Soho, a Libros del Pasaje se destaca pelo ambiente cálido e a oferta variada de títulos.

O percurso pelas livrarias de Buenos Aires não pode deixar de incluir as antiquárias. Elas fazem parte de um mundo fascinante formado não só por livros, mas também por mapas e gravuras. Dois estabelecimentos se destacam neste segmento: Alberto Casares e Fernández Blanco.

Alejandro Lipszyc

A livraria Fernández Blanco é uma das principais antiquárias portenhas, com mapas, gravuras e outras rarirades

*Adriana Marcolini é autora do guia 50 Livrarias de Buenos Aires (Ateliê Editorial).

Serviço:

Librería De Avila

Calle Alsina 500

Tel: 4331 8989

Hernández

Avenida Corrientes 1436

Tel: 4372 7845

Prometeo Libros

Avenida Corrientes 1916

Tel: 4953 1165

Librería Losada

Avenida Corrientes 1551

Tel: 4375 5001

Eterna Cadencia

Calle Honduras 5574

Tel: 4774 4100

Libros del Pasaje

Calle Thames 1762

Tel: 4833 6637

Alberto Casares

Calle Suipacha 521

Tel: 4322 6198

Fernández Blanco

Calle Tucumán 712

Tel: 4322 1010

Opera Mundi – Um tour pelas livrarias de Buenos Aires, a capital mundial do livro

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