Ficha Corrida

31/03/2012

Porque hoje é sábado!

Filed under: Porque hoje é sábado! — Gilmar Crestani @ 10:44 am

Prelúdio da fornicação…

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Anis_tia!

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Resenha de ‘A privataria tucana’ causa demissão de jornalista na revista da Biblioteca Nacional

Filed under: Censura,Isto é PSDB!,Liberdade de Expressão,Privataria Tucana — Gilmar Crestani @ 10:43 am

 

Gabriel Bonis
Jornalismo e poder

29.03.2012 10:18

Resenha de ‘A privataria tucana’ causa demissão de jornalista na revista da Biblioteca Nacional

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‘A Privataria Tucana’, de Amaury Ribeiro Jr.

A demissão de dois profissionais da revista de História da Biblioteca Nacional semanas após a publicação de uma resenha favorável ao livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr – fato que despertou a ira de parlamentares do PSDB, alvo de denúncias na obra – colocou o veículo no centro de uma polêmica sobre uma suposta intervenção do partido no caso. A demissão foi apontada na imprensa na coluna do jornalista Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo, da quarta-feira 28. 

Publicado em 24 de janeiro, o texto do jornalista Celso de Castro Barbosa foi alvo críticas de tucanos, que liderados pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), ameaçaram processar a publicação, editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin) e que da Biblioteca Nacional recebe apenas material de pesquisa e iconografia.

Como resultado, a revista retirou a resenha do ar. “Fui censurado e injuriado”, diz o jornalista em entrevista a CartaCapital.

Barbosa destaca que a remoção do texto ocorreu apenas “após o chilique do PSDB” em 1º de fevereiro, nove dias depois da publicação em destaque na primeira página do site da revista. O motivo seria uma nota divulgada em um jornal carioca, segundo a qual a cúpula do partido estava “possessa” com a revista, tida pela legenda como do governo.

A evidente pressão externa fez com que o jornalista recebesse um chamado do editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo, naquele mesmo dia. “Ele [Figueiredo] disse concordar com quase tudo que havia escrito, mas o Gustavo Franco [ex-presidente do Banco Central no governo FHC] leu, não gostou e resolveu mobilizar a cúpula tucana.”

Leia mais:
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Para conter o movimento, relata, o editor-chefe se comprometeu a escrever uma nota assumindo a culpa pela publicação do texto. “Eu disse: ‘Culpa de que? Ninguém tem culpa de nada. É uma resenha de um livro.’”

No dia seguinte o diário O Globo destacou a história e um pronunciamento da Sabin a dizer que os textos da revista são analisados pelos editores, mas aquela resenha não havia sido editada. “Subentende-se que publiquei por minha conta”, ironiza Barbosa.

Por outro lado, em matéria publicada na terça-feira 27 no site do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, dois editores da revista, Vivi Fernandes de Lima e Felipe Sáles, desmentem a Sabin e confirmam ter editado a resenha antes da publicação no site.

Críticas a Serra

O texto de Barbosa destaca a vivacidade do jornalismo investigativo no livro e sugere que José Serra esteja “morto”. O ex-governador de São Paulo também é citado como a figura com a “imagem mais chamuscada” pelas denúncias, além de questionar a origem de seu patrimônio. (Leia o texto aqui)

Inconformado com a resenha, Guerra chegou a enviar cartas de protesto à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e a Figueiredo. Outros tucanos alegaram que a publicação era pública, trazia os nomes da presidenta Dilma Rousseff, e de Hollanda no expediente e recebia verba da Petrobrás. Logo, deveria se manter isentada de questões políticas.

Mas Barbosa destaca que a dona da revista é a Sabin. “Uma entidade privada, composta inclusive por bancos.”

O patrocínio, defende, não seria impedimento para a manifestação de opiniões no veículo. “Não está escrito na Constituição que em revista patrocinada pela Petrobras a manifestação contra eventuais adversários do governo é proibida.”

A revista, por outro lado, preferiu divulgar nota pedindo desculpas aos ofendidos pelo texto, além de alegar não defender “posições político- partidárias”.

Em meio ao ocorrido, Barbosa afirma ter sido ameaçado com um processo por Guerra e, após a pressão dos tucanos, seus editores avaliaram que seria menor que trabalhasse em casa.

Devido à situação, o jornalista revela ter questionado o posicionamento de Figueiredo em um email aberto à redação, no qual perguntava sobre a nota que o editor-chefe escreveria em seu apoio. “Ele escreveu uma nota mentirosa e deu para o presidente da Sabin assinar. Depois, em 29 de fevereiro, me demitiu.”

Sobre a reação tucana, Barbosa acredita que o partido poderia ter agido de outra forma. “Vivemos em um país livre e a Constituição me garante o direito à opinião.”

O jornalista se refere a declarações de parlamentares do PSDB, que o chamaram de “servidor público a favor do aparelhamento do Estado”. “Se há algum erro no tom, é deles [tucanos], não meu. Sequer tinha carteira assinada e cumpria jornada sem direito trabalhista.”

Um dos motivos pelo qual Barbosa processa a revista. “Na ação, também peço indenização por danos morais e uma retratação pela nota mentirosa.”

Procurada, a Sabin informou, via nota assinada pelo presidente da instituição, Jean-Louis Lacerda Soares, que “não interfere no conteúdo editorial da revista”, pois a “atribuição relacionada ao conteúdo é do Conselho Editorial”.

A sociedade nega ter sofrido interferência externa nas demissões e diz que o jornalista Celso de Castro Barbosa foi demitido pelo então editor Luciano Figueiredo, por sua vez, dispensado “exclusivamente por razões administrativas.”

A reportagem de CartaCapital também contatou Luciano Figueiredo por meio da assessoria de imprensa da Universidade Federal Fluminense, instituição na qual leciona, e foi informada de que o historiador não poderia dar entrevistas.

Outra tentativa foi realizada por email, mas não houve resposta do professor até o fechamento desta reportagem.

O PSDB divulgou, nesta sexta-feira 30, nota na qual afirma que a “a própria Revista de História da Biblioteca Nacional constatou ter cometido um erro ao publicar o artigo” e “lamenta o retorno do assunto”, ressaltando que “não teve nenhum tipo de interferência na demissão dos profissionais.”

Na nota, Guerra afirma que o partido tem o direito de ir contra a resenha e também à Justiça. Ele nega interferência no caso.

*Atualizado às 12h55 de sexta-feira 30.

Resenha de ‘A privataria tucana’ causa demissão de jornalista na revista da Biblioteca Nacional | Carta Capital

Autista, ele não sabia de nada

Filed under: Poder Judiciário — Gilmar Crestani @ 10:42 am

 

Juiz do TJ-SP pede divulgação de nomes de quem recebeu pagamento antecipado

Desembargador Lagrasta Neto diz que ‘segredo de polichinelo’ coloca todos os juízes sob suspeita

30 de março de 2012 | 22h 30

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Aos 68 anos, desde 1975 a toga é sua vida. Caetano Lagrasta Neto é um homem angustiado. Nos arredores da Sé, no 18.º andar, o desembargador contempla o retrato dos filhos e netos, sobre o armário do gabinete no Tribunal de Justiça de São Paulo. “É um final de carreira melancólico o meu, apontado na rua, no clube, em família.”

Veja também:
link Sob inspeção do CNJ, TJ do Rio corta benefício e juízes protestam
link Eliana Calmon defende vale-alimentação de juízes em SP

Desembargador enviou e-mail ao presidente da corte, Ivan Sartori - Márcio Fernandes/AE

Márcio Fernandes/AE

Desembargador enviou e-mail ao presidente da corte, Ivan Sartori

Apontado, ele diz, como um dos milionários da corte, aquinhoado com pagamento antecipado de grande soma, o que não é verdade. A infâmia o desconforta, por isso clama pela publicação da lista dos bem-pagos. “Escuto toda hora: ‘Você recebeu?’ Eu nem falo mais que sou desembargador.”

Caetano Lagrasta Neto é uma tradição na maior corte do País. Sua palavra, atestam os pares, tem o peso de uma sentença. “Amanhã meus netos vão comentar: ‘Olha o que aconteceu no tribunal e o nosso avô estava lá’. Eu não queria isso. Depois de uma vida inteira sem uma única reclamação, uma vida limpa, é este o prêmio que recebo.”

São 211 os juízes e desembargadores que receberam pagamentos antecipados. Não significa que tenham praticado conduta ilícita ou desfalcado o erário, já que o dinheiro era devido por férias e licenças-prêmio não tiradas no tempo certo.

São 29 os que embolsaram acima de R$ 100 mil e estão sob investigação. Dois ex-presidentes – Roberto Vallim Bellocchi e Antonio Carlos Vianna Santos – somam R$ 2,65 milhões. O dinheiro foi pago durante suas próprias gestões. Outros três, que integravam a Comissão de Orçamento e Finanças, ganharam mais de R$ 600 mil cada. A corte sangra, dia após dia. Será assim até o Órgão Especial decidir o que fazer: punição ou gaveta.

Mensagem. Lagrasta, da 8.ª Câmara de Direito Privado, não está em lista nenhuma. Nem ele nem outros desembargadores que também vivem dias de aflição e o apoiam na cruzada para a corte tornar público o rol de magistrados que podem ter violado o princípio da impessoalidade.

Não é de hoje que Lagrasta defende a divulgação dos nomes protegidos pelo manto do sigilo e do corporativismo. Em 21 de dezembro, ele enviou e-mail ao atual presidente, Ivan Sartori, de quem é amigo. “Prezado Ivan. Este segredo de polichinelo prejudica a todos, colocando-nos sob suspeita, ao mesmo tempo em que preserva os que se aproveitaram da amizade ou do conluio para desobedecer a preceitos legais.”

Ele retomou a pauta em fevereiro, quando o TJ informou que não eram 29 os beneficiários, mas 300. Enviou novo e-mail, agora para o Conselho Superior da Magistratura. “Quer parecer o lançamento de uma cortina de fumaça, capaz de confundir a verdade e o tamanho da afronta cometida”, escreveu. “Qual a origem desses 300? Uma coisa é receber o que a administração disponibiliza ou disponibilizou em holerite, sem que ninguém tivesse requerido. Outra, bem diferente, é requerer a si próprio, como membro da cúpula ou da Comissão de Vencimentos, e a si próprio deferir.”

Em 8 de março, Sartori comunicou a Lagrasta e a toda a classe que o Conselho Superior indeferiu pedido de divulgação dos nomes que receberam “antecipações excepcionais de créditos devidos, por estar a matéria pendente de decisão do Órgão Especial, respeitado o princípio da presunção de inocência”. Lagrasta defende a cautela do presidente. “Se o Ivan (Sartori) fosse impulsivo, teria mostrado a lista. Por que crucificar o presidente? Mas a divulgação da lista é importante”, reforça.

Lagrasta fala de um poder acuado. “Por que chegamos a este ponto? A partir do momento em que deixamos de julgar governador, hoje responsabilidade do Superior Tribunal de Justiça”, opina. “O Judiciário está de chapéu na mão. Não podemos ficar reféns do Executivo.”

A menos de dois anos da aposentadoria, o desembargador não quer homenagens, nem placa com seu nome gravado. Apenas que se restaure a honra maculada da toga.

Juiz do TJ-SP pede divulgação de nomes de quem recebeu pagamento antecipado – politica – politica – Estadão

Os fundilhos da UDN

Filed under: Carlinhos Cachoeira,Demóstenes Torres,DEMo,Direita,UDN — Gilmar Crestani @ 10:31 am

Quando um candidato a Presidente, que havia praticado aborto, acusa adversário, é porque a escola da moralidade chega ao ápice. Demóstenes Torres moralista não pior que um torpedo em forma de bolinha de papel, com perito Molina & Jornal Nacional a$$oCIAdos

O senador Demóstenes Torres seria apenas mais um caso de promiscuidade entre políticos e interesses privados – criminosos ou “apenas” escusos -, somente  um dos muitos que a gente sabe que há por aí.

Com bicheiros, com empreiteiros e – os mais sofisticados – com banqueiros e outros “financeiros”.

Seria, não fosse a evidente cumplicidade que se formava entre ele e dirigentes do Judiciário e com a mídia.

Demóstenes era um dos “cavaleiros da moralidade”, incensado pela mídia em geral e, como se sabe agora, com “canais particulares” com o núcleo do que Brizola chamava de “Comando Marrom”, a revista Veja, com a mesma intimidade de quem “quebrava galhos” de Carlinhos Cachoeira.

Ele esteve no centro de quase todas as “ondas moralizadoras” da imprensa desde o início do Governo Lula que, curiosamente, começaram com o caso Waldomiro Diniz – Carlinhos Cachoeira, que agora, sabe-se, era saudado por ele como um “Fala, Professor!”

Demóstenes, porém – o legado refere-se à sua auto-admitida morte política -,  deixa  uma lição  para a política brasileira.

Uma lição que, mesmo sendo ensinada desde os anos 40 pela UDN, ainda não foi completamente absorvida pelo nosso pensamento.

Não é raro, nem é exceção que os cruzados da moralidade tenham, eles próprios, os fundilhos imundos.

E não é raro, nem exceção, que estejam sempre associados às causas mais desumanas, antipovo e antipaís, que se possa conceber.

Demóstenes era assim, ao ponto de dizer que conspurcar, sob convite oficial, a Suprema Corte brasileira, dizendo em seus salões que foram os negros os responsáveis pela escravidão e que as negras, no Brasil escravocrata, consentiam em fazer sexo com  seus senhores.

Bem, não dá para dizer que essa visão de “consensualidade”  entre escravo e senhor , infelizmente, esteja desentranhada dos nossos tribunais, não é?

Aliás, ela habita, nesta e em outras variantes, a cabeça da elite brasileira. Porque são assim as mentes que concebem uma modernidade onde exista fome, um cosmopolitismo onde existam colônias, um progresso que consuma gente, uma democracia onde exista uma gentalha inferior, que deva ser grata aos luminares que a condenaram, por séculos, ao atraso e à perda de autonomia.

É esse o mundo digno, honesto e ético que apregoam.

O exemplo dos fundilhos de  Demóstenes, revelados – e ainda só parcialmente – num golpe do acaso e é eloquente como poucos.

Sigam-lhe os outros estreitos laços, além de Cachoeira, e outros se revelarão tão mal-cheirosos, a menos que a mídia se encarregue, como parece provável, de lançá-lo logo ao mar, como um estorvo.

O que nos ensina Demóstenes, pela enésima vez, é que não há moralidade possível em quem rejeita o primeiro princípio da honradez, que é o de que todos os seres humanos são iguais em direitos e que a política não é um jogo de nobres, mas uma ferramenta do bem e do progresso comuns.

Porque não há imoralidade maior que defender a exclusão, o atraso, a desumanidade.

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto » Blog Archive » Os fundilhos da UDN

Cachoeira-Veja: um Murdoch brasileiro?

Filed under: Carlinhos Cachoeira,Corrupção,Corruptores,Grupos Mafiomidiáticos,Murdoch,Veja — Gilmar Crestani @ 10:20 am

Do site Brasil 247:

Relações incestuosas e, portanto, desvirtuadas entre jornalistas e fontes já causaram prisões e fecharam uma publicação secular. Na Inglaterra, ano passado. Diretora executiva da News Corp., o conglomerado de mídia do magnata Ruppert Murdoch, a jornalista Rebekah Brooks chegou a ser presa pela polícia inglesa, interrogada por 12 horas e libertada sob fiança somente após contar o que sabia a respeito do trabalho de apuração que incluía escutas ilegais sobre personalidades do país e aquisição de informações com policiais mediante pagamentos em dinheiro.

O jornal The News of the World, que veiculava o material obtido na maior parte das vezes por aqueles métodos, teve de ser fechado por Murdoch, depois de mais de cem anos de publicação, por força dos protestos dos leitores e do público em geral. Eles se sentiram ultrajados com o, digamos, jeitinho que a redação agia para obter seus furos. Os patrões Ruppert e seu filho James precisaram dar explicações formais ao Parlamento Britânico sobre as práticas obscuras. Ali, foram humilhados até mesmo por um banho de espuma a contragosto.

No Brasil, neste exato momento, a revista impressa de maior circulação do país está com seus métodos de apuração igualmente colocados em xeque. Afinal, o caso das duzentas ligações telefônicas grampeadas pela Polícia Federal, nas investigações da Operação Monte Carlo, envolve num circuito fechado, e privilegiado, um contraventor especializado em se infiltrar em grandes estruturas do establishment e o atual número dois da revista. O jornalista Policarpo Jr., que acumula o cargo de diretor da sucursal de Brasília, pode até ser visto como o número três ou quatro na hierarquia interna, à medida em que, em seu último arranjo de poder, o diretor de redação Eurídes Alcântara estabeleceu o singular modelo de ter três editores-chefe na publicação. Mas com pelo menos quinze anos de serviços prestados à revista no coração do poder, Policarpo, reconhece-se, é “o cara”. Ele foi repórter especial e seu estilo agressivo de atuar influenciou a atual geração de profissionais de Veja. Eles são temidos por sua capacidade de levantar escândalos, promover julgamentos morais e decretar o destino de reputações. A revista, a cada semana, se coloca como uma espécie de certificadora da moral e dos bons costumes no País, sempre pronta a baixar a marreta sobre o que julga fora dos seus padrões.

O problema, para Veja, é que o jogo de mão entre Policarpo Jr. e Carlinhos Cachoeira pode ter sido pesado, apesar de ainda não estar claro. O silêncio da revista a respeito não contribui em nada para o seu esclarecimento. A aparente relação de intimidade pessoal entre editor-chefe e o contraventor não apenas não é um fato como outro qualquer, como pode ser a ponta do maior escândalo de mídia já visto no Brasil. A não publicação, na edição de Veja que está nas bancas, da surpreendente descoberta de ligações perigosas entre o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) – que na terça-feira 26, sob intensa pressão, renunciou ao posto de líder do partido no Senado – e Cachoeira acentuou a percepção generalizada de que o bicheiro e o jornalista tinham um ou alguns pactos de proteção e ajuda. Será?

Em nome de ter a notícia em primeira mão, é admissível, do ponto de vista ético, ao profissional da mídia, manter relacionamentos privilegiados com quem ele considerar importante para este fim. Inclusive contraventores. O que não é eticamente aceitável é fazer com que esses relacionamentos derivem para a não publicação de notícias ou a divulgação parcial dos fatos.

O ex-governador José Serra, recentemente, foi apontado pelo ex-ministro em plena queda Wagner Rossi como um dos pauteiros (aquele que define os assuntos a serem abordados) de Veja. Pode ter sido um efeito de retórica do Rossi flagrado pela revista como dono de uma mansão incompatível com seu histórico de homem público. Mas jamais, como agora, houve a suspeita real de que um contraventor pudesse exercer o mesmo papel de, digamos, pauteiro externo da revista. A interrogação é procedente à medida em que, especialmente em Brasília, circulam rumores de que Policarpo comentaria abertamente com Cachoeira os assuntos que seriam abordados em edições futuras da revista e as angulações editoriais das reportagens.

Para qualquer um que trabalhe com informação, conhecer por antecipação o conteúdo de Veja é uma grande vantagem competitiva. Um assessor de imprensa, por exemplo. A posse desse tipo de ativo pode representar a diferença entre um bom contrato e nenhum contrato. Se se abre o espaço para a indicação de assuntos, então, ai o lobista entra no paraíso, passando a ter condições de posicionar seus interesses em espaços nobres que vão da capa à última folha do papel tipo bíblia de Veja, passando pela prestigiada sessão de entrevistas, as páginas amarelas. Será?

Na Inglaterra, em meio às primeiras informações sobre o real modo de agir dos jornalistas do The News of the World, a primeira reação da casa foi também a de silêncio. Em seguida, negativas. Mas os desdobramentos do caso, que incluíram o suicídio de um ex-alto funcionário do governo britânico, levantaram o véu da farsa e a verdade, finalmente, mostrou sua face. Na versão tupi, a suspeita é de que tenha ocorrido, entre Policarpo e Cachoeira, bem mais do que acontece num relacionamento normal entre jornalista e fonte de informação. Cachoeira, via Policarpo, talvez tenha se tornado um observador privilegiado da construção semanal da pauta política da revista, especialmente durante a eclosão do escândalo do mensalão, como afirmou ao 247 o ex-prefeito de Anápolis, Ernani de Paula.

Em nome de ter a notícia em primeira mão, é admissível, do ponto de vista ético, ao profissional da mídia manter relacionamentos privilegiados com quem ele considerar importante para este fim. Mas quase nunca é aceitável fazer com que esses relacionamentos derivem para a não publicação de notícias ou a divulgação parcial dos fatos.

Normalmente, o mundo político espera uma edição da revista Veja para conhecer o conteúdo que ela apresenta sobre os outros. Neste final de semana, o que se quer saber é o que Veja falará dela mesma.

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

Onde lê-se “crise”, leia-se “achaque”

Filed under: Analfabetismo,Merval Pereira — Gilmar Crestani @ 10:18 am

Se um imortal não sabe dar nome aos bois, que vá para a academia! Qualquer analfabeto invertebrado sabe que as crises são disputas por espaços políticos e nacos de poder. O PMDB, inclusive, tem MBA no assunto. Morde como poucos…

Uma história de conflitos

Merval Pereira, O Globo

A comemoração da Presidente Dilma, diretamente da Índia, apontando a aprovação da Lei Geral da Copa como uma prova de que a crise institucional entre o Executivo e o Legislativo só existia “na imprensa”, pode ser precipitada.

Há quem veja na rápida reorganização dos partidos da coalizão governamental não odedo de uma coordenação eficiente com a distribuição de verbas aos parlamentares, mas um recado do Legislativo de que a crise só existe por que a Presidente Dilma não sabe lidar com seus aliados.

Nunca a frase “a crise viajou”, cunhada pelo então senador Fernando Henrique Cardoso para criticar o Presidente José Sarney, foi tão usada pelos parlamentares.

As crises entre o Legislativo e o Executivo brasileiros estão registradas na nossa História, confronto que parece permanente, desde o Império, talvez reforçado pelas características parlamentaristas de nossa Constituição de 1988.

Como temos historicamente um Executivo "imperial", e um Legislativo forte, o choque parece inevitável.

Como exemplos da força do Legislativo, alguns políticos apontam que nunca foi possível ao Executivo impor decisões ao Legislativo, e sempre que isso foi tentado, um dos dois poderes acabou submetido, ou o Presidente caiu (Getulio, Jânio, Collor) ou o Congresso foi fechado, como no regime militar.

O cientista político Sergio Abranches cunhou o termo “presidencialismo de coalização” para caracterizar as necessárias relações entre o Executivo e o Legislativo, e o jurista Pontes de Miranda, no primeiro volume dos “Comentários à Constituição de 1946” já chamava nosso sistema pluripartidário de “presidencialismo de codecisão”, que herdáramos da Europa e dos Estados Unidos da América.

Mas ambos imaginavam negociações políticas em torno de programas partidários, e não fisiológicas como se registram hoje.

Leia a íntegra em Uma história de conflitos

Blog de Ricardo Noblat: colunista do jornal O Globo com notícias sobre política direto de Brasília – Ricardo Noblat: O Globo

Uma Cachoeira de dados sobre políticos cascateiros

Filed under: Carlinhos Cachoeira,Corrupção,Corruptores — Gilmar Crestani @ 10:13 am

 

Quem tem medo de cachoeira

Bicheiro preso pela PF ameaça empresários e políticos com material explosivo. Gravações estariam escondidas numa chácara em Anápolis

Claudio Dantas Sequeira

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DEVASTADOR
Pivô do escândalo que levou à queda de Waldomiro Diniz da Casa Civil em 2004, Carlinhos Cachoeira diz ter em seu poder novos grampos contra políticos

Nas últimas semanas, a revelação das conexões do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos, empresários e policiais estremeceu a capital federal. O arsenal de informações contidas no inquérito da Operação Monte Carlo foi tão devastador que conseguiu silenciar uma das principais vozes da oposição, o senador Demóstenes Torres (DEM/GO). O parlamentar, porém, pode não ser o único a cair em desgraça sob a acusação de manter ligações perigosas com o contraventor. Para tentar entender por que Cachoeira atemoriza tanta gente, mesmo isolado numa pequena cela do presídio federal de Mossoró, Rio Grande do Norte, ISTOÉ ouviu pessoas ligadas a ele. Os relatos dão conta de um esquema milionário que abasteceu o caixa 2 de diferentes partidos. Os pagamentos eram acertados pelo próprio Cachoeira com os arrecadadores de campanha. E o que mais provoca temor em seus interlocutores e comparsas: a maioria dessas negociatas foi devidamente registrada pelo empresário da jogatina.
Em pouco mais de uma década, o bicheiro acumulou um vasto e explosivo acervo de áudio e vídeo capaz de comprometer muita gente graúda. Na operação de busca e apreensão na casa de Cachoeira no início do mês, a PF encontrou dentro de um cofre cinco CDs avulsos.
No entanto, outra parte do material – ainda mais explosivo – estava escondida em outro lugar, uma chácara em Anápolis (GO). O local sempre serviu como espécie de quartel-general para reuniões do clã Cachoeira, além de esconderijo perfeito para seu acervo de gravações. Conforme apurou ISTOÉ, nos vídeos que ainda estão em poder de Cachoeira não constam apenas reuniões políticas ou pagamentos de propina. Lá há registros de festinhas patrocinadas por ele com a presença de empresários e políticos. Uma artilharia capaz de constranger o mais desinibido dos parlamentares.

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FIM DE LINHA
Flagrado em conversas nada republicanas com o contraventor, o senador Demóstenes
Torres deixou a liderança do DEM no Senado. Constrangido, avalia renunciar ao mandato

O modus operandi de Cachoeira não é novidade. Em 2004, uma dessas gravações deflagrou o escândalo que levou à queda de Waldomiro Diniz, ex-assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Depois do escândalo, ele foi para a Argentina, de onde passou a operar. No Brasil, quem gerenciava o jogo para o bicheiro, num esquema que movimentou R$ 170 milhões em seis anos, era seu braço direito Lenine Araújo de Souza. Cachoeira também contratou arapongas bastante conhecidos em Brasília, como Jairo Martins, o sargento Dadá e o ex-delegado Onésimo de Souza. Consta do inquérito da PF que pelo menos 43 agentes públicos serviam a Cachoeira.“Quem detém informação tem o poder”, dizia o bicheiro. Antes de ser preso, ele recebia mensalmente gravações e um relatório dos monitoramentos dos alvos e dava novas diretrizes de ação, inclusive a elaboração de perfis de autoridades de interesse. Boa parte disso está guardada em seu QG, a chácara em Anápolis. Este mês, dois novos vídeos circularam na imprensa. Neles, o bicheiro conversa com o deputado federal Rubens Otoni (PT- GO) sobre pagamentos para a campanha do petista. Até agora, Otoni não se explicou. A divulgação da conversa com Otoni, porém, foi uma pequena amostra do poder do bicheiro. Apenas um dos vários recados que ele enviou a Brasília desde que foi preso em fevereiro. Pessoas próximas a Cachoeira dizem que ele ainda tem muita munição. As mensagens foram captadas pela cúpula petista, que acionou o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Ele reuniu-se com a mulher de Cachoeira, Andressa, no último dia 21, e pediu que convencesse o marido a se controlar, com a promessa de que conseguiria retirá-lo da cadeia em breve. Andressa voou para Mossoró e deu o recado de Thomaz Bastos ao bicheiro. Desde então, ele silenciou à espera do habeas corpus.
Ao mesmo tempo, porém, Carlinhos Cachoeira mandou espalhar que possui gravações contra políticos de um amplo espectro partidário. É o caso, por exemplo, dos integrantes da chamada bancada do jogo que defendia a regularização dos bingos no País. Além do deputado goiano Jovair Arantes (PTB), arrolado no inquérito da Operação Monte Carlo, mantinham contatos frequentes com Cachoeira os deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Lincoln Portela (PR-MG), Sandro Mabel (PR-GO), João Campos (PSDB-GO) e Darcísio Perondi (PMDB-RS). Todos têm mantido silêncio absoluto sobre a prisão de Cachoeira.

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ALVOS
Segundo a PF, Cachoeira teria alimentado campanhas do governador
de Goiás, Marconi Perillo (acima), e do deputado petista Rubens Otoni (abaixo)

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A lei do silêncio foi seguida também pelo senador Demóstenes, que, além de presentes, teria recebido pelo menos R$ 1 milhão do esquema do bicheiro. Para investigar essas e outras, Demóstenes teve seu sigilo bancário quebrado pelo STF na quinta-feira 29. Outro que em breve terá de se explicar é o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. Segundo o inquérito da PF, Cachoeira indicava pessoas para cargos de confiança no governo Perillo. A PF suspeita ainda que o dinheiro repassado por Cachoeira às campanhas de vários políticos viria não só da contravenção, mas de contratos entregues a empreiteiras para quem o bicheiro serviu de intermediário.

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ISTOÉ Independente – Brasil

Isto é PSDB!

Filed under: Carlinhos Cachoeira,Isto é PSDB!,Marconi Perillo — Gilmar Crestani @ 10:09 am

Essa é gente que fazia a festa na ditadura…

Cachoeira é o governador tucano de Goiás

Cachoeira (E) manda no Perillo (D)

Saiu na capa da Carta Capital reportagem de Leandro Fortes:

“O crime no poder.”
Segundo investigação da Policia Federal, Carlinhos Cachoeira mandava e desmandava no Estado de Goiás, que, na teoria, é governado por Marconi Perillo, um tucano frente e verso.
Leandro já tinha demonstrado que Demóstenes ficava com 30% da receita do Cachoeira.
E, quando tentaram desmenti-lo, Leandro matou a cobra.
Agora, nesta edição que chega às bancas, ele mostra:
“Em conversas telefônicas, o bicheiro jacta-se da influência sobre Perillo e sempre recorria a Demóstenes Torres, vulgo ‘gordinho’ “
O juiz Paulo Lima disse: “É assustador o alcance dos tentáculos da organização criminosa.”
Leandro também conta que o sargento Jairo Martins, da PM de Brasilia, foi quem gravou o famoso vídeo da propina nos Correios, que deu origem ao chamado “mensalão” aquele que, segundo o Mino, ainda está por provar-se.
O sargento Martins operava para Cachoeira.
Leandro reafirma que Policapo Jr., insigne representante do detrito de maré baixa em Brasília, deu mais de 200 telefonemas para Carlinhos Cachoeira.
Mas, afinal, explica-se: a Veja odeia o Brasil, porque o dono, o Robert(o) Civita não passa de um perdedor.
E, perdido por um, perdido por mil.
Ainda mais que ele não está na Argentina.
Porque, na Argentina, mandaram os Civita embora.
Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim

Cachoeira é o governador tucano de Goiás | Conversa Afiada

GANGBANG

Gangbang?! Tá na Wikipédia!

Nassif: Cerra é fã de Demóstenes

Como se dizia em “Casablanca”, são “the usual suspects”

O Conversa Afiada reproduz post do Blog do Nassif:

Os elogios de Serra e do TJ GO a Demóstenes

Por galileogalileo

Do Blog do Demóstenes
Serra elogia atuação de Demóstenes na área de segurança pública

12 DE OUTUBRO DE 2010

O presidenciável José Serra falou nesta segunda-feira (11), durante passagem para eventos de campanha em Goiânia, sobre a importância do senador Demóstenes Torres para a construçāo do sistema de segurança do país. Após a reeleiçāo com mais de 2, 2 milhōes de votos, Demóstenes assumiu a coordenaçāo de campanha do candidato a governo Marconi Perillo na regiāo metropolitana e continua como um dos principais cabos eleitorais de Serra no estado.

José Serra elogiou a atuação de Demóstenes na área de segurança pública e afirmou que o senador será peça importante nas políticas da área caso seja eleito presidente. O tucano ainda elogiou o governador Marconi Perillo e lembrou que o goiano foi responsável pela sugestāo que culminou na criaçāo do programa Bolsa Família, como o próprio presidente Lula já admitiu em público.

Do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás – Notícias

Demóstenes Torres e Gilmar Mendes recebem Colar do Mérito Judiciário 05/out/2010

Ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres recebem o diploma do Colar do Mérito Judiciário

Por propositura do desembargador Paulo Teles, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), com aprovação da maioria dos membros da Corte Especial, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres foram homenageados na noite desta segunda-feira (04/10) com a medalha do Colar do Mérito Judiciário. “Esta é a maior honraria entregue pelo Tribunal goiano e faz justiça à vida de dedicação destes dois homens ilustres, pelo exemplo de vida e trabalho em defesa do Direito e pela manutenção da ordem democrática”, justificou Paulo Teles. “São verdadeiros brasileiros; de corpo, alma e coração”, completou.
“Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda. Porém, há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis”, afirmou o desembargador José Lenar, citando Bertold Brecht, ao fazer a saudação ao senador Demóstenes Torres. “Encontrei em Demóstenes Torres exemplo inesgotável de dignidade, de trabalho e de amizade. Sua vida pessoal e profissional é emoldurada de sucesso e grandes conquistas, sendo este momento de engrandecimento para esta Corte e para o Estado de Goiás”, disse Lenar.
Ao receber o Colar do Mérito do Judiciário, Demóstenes Torres disse estar emocionado e lembrou sua experiência no Tribunal goiano, então como Procurador de Justiça. “Minha convivência com esta Casa sempre foi positiva, aqui fiz diversos amigos. Tenho o maior respeito por seus membros, assim como tenho pelo Poder Judiciário, o qual não me privo de defender em minha atuação no Senado”, frisou Demóstenes. O senador lembrou ainda que a honraria ocorre justamente um dia após confirmar sua reeleição. “Este momento é ímpar em minha vida. Já recebi muitas homenagens, mas esta, por certo, é a mais tocante. E agradeço a Deus por me dar forças para trabalhar; a Paulo Teles, pela honra concedida; ao meu amigo e professor José Lenar, pelas palavras de carinho, e ao povo goiano, pela confiança mais uma vez depositada”.

“É com muita honra e alegria que recebo essa marcante e fidalga homenagem do Tribunal de Justiça de Goiás”, disse Gilmar Mendes. “Tenho uma relação fraterna para com este Estado, desenvolvida ao longo de muitos anos de convivência, e um grande respeito por todos os membros desta Casa”. O ministro do Supremo agradeceu de forma enfática à Corte Especial, especialmente ao presidente do TJGO, e disse que o Colar do Mérito traduz o reconhecimento do esforço empreendido na consolidação do Estado de Direito e na defesa das prerrogativas e da independência do Poder Judiciário.

Após os agradecimentos, Gilmar Mendes proferiu a aula magna da Universidade do Poder Judiciário do Estado de Goiás – UniJudi, em seus quatro cursos que já estão em desenvolvimento: pós-graduação Latu Sensu em Responsabilidade Social e Ambiental; Gestão em Tecnologia da Informação; Docência Universitária e Gestão de Projetos.

Além dos desembargadores da Corte Especial, participaram da solenidade o diretor-geral do TJGO e reitor da UniJudi, José Izecias de Oliveira, o coordenador acadêmico, Augusto Fleury Veloso da Silveira, membros do Conselho Superior da Unijudi e todos os estudantes matriculados nos cursos da UniJudi.

Texto: Alaor Félix
Fotos: Wagner Soares

Clique aqui para ler “Demóstenes é a cabeça do iceberg. CPI tem que ir mais fundo”.

Nassif: Cerra é fã de Demóstenes | Conversa Afiada

Agripino & amigos

Filed under: Agripino Maia,Demóstenes Torres,DEMo,Direita — Gilmar Crestani @ 9:56 am

No centro da foto, a batata assa: Faustino, Agripino e ele

Saiu no Estadão, na pág. A8: “MP pede que José Agripino seja investigado”.
O MP do Rio Grande do Norte enviou ao brindeiro Gurgel (isso é um perigo !) pedido para investigar o presidente, líder e coronel do DEMO, Agripino Maia, o Varão de Plutarco do Rio Grande do Norte.
Agripino teria – teria – recebido R$ 1 milhão da máfia da inspeção veicular no Estado.
O dinheiro teria sido pago no sotão do apartamento do ilustre senador, em Natal.
Tudo isso está registrado na Operação Sinal Fechado da Polícia Federal.

Navalha

Outro abatido pela Sinal Fechado, por causa de “irregularidades” na inspeção veicular, foi João Faustino, suplente do insigne senador Agripino.

Faustino trabalhou para o Padim Pade Cerra, no Governo de São Paulo, como braço direito de Aloysio 300 mil, então Chefe da Casa Civil do Padim Pade Cerra.

Depois que a Folha “matou” o adversário Romeu Tuma (no Sírio !!!), Aloysio 300 mil se elegeu senador.

João Faustino foi apanhado no sinal fechado.

Mas, antes, deu suculenta entrevista em vídeo para dizer que era amigo do peito do Cerra.

Demóstenes, Cachoeira, Policarpo, Faustino – diz-me com quem andas e te direi quem és.

Não deixe de ler “Cerra é fã do Demostenes e daria a ele função de destaque na área de Seguranca, se fosse eleito”.

Quem sabe, amigo navegante, Cerra poria o Demóstenes e o Cachoeira para combater os caça-níqueis, o jogo do bicho, a escuta clandestina, a corrupção na indústria de genéricos, o contrabando de cozinhas …

Como se sabe, Cerra é o nosso Putin.

Paulo Henrique Amorim

Agripino também vai para o inferno?

Por Altamiro Borges
Depois de Demóstenes Torres, o falso moralista do DEM flagrado em negociatas com o mafioso Carlinhos Cachoeira, agora é a vez do senador José Agripino Maia, presidente nacional dos demos. O Ministério Público do Rio Grande do Norte acaba de enviar à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação sobre a sua ligação com a máfia da inspeção veicular no Estado.

A solicitação foi feita com base num depoimento do empresário José Gilmar de Carvalho Lopes, preso pela Operação Sinal Fechado da Polícia Federal. Ele denunciou o repasse de R$ 1 milhão ao senador e a Carlos Augusto Rosado, marido da governadora Rosalba Ciarlini, também do DEM. O repasse ilegal, feito em dinheiro, ocorreu durante a campanha de 2010 e a grana não foi declarada na Justiça Eleitoral.
No sótão do apartamento do demo
Segundo a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, José Gilmar é sócio oculto do advogado George Olímpio, apontado como mentor das milionárias fraudes na inspeção veicular no Detran-RN. Em 24 de novembro do ano passado, mesmo dia das prisões de envolvidos no esquema, o empresário disse que seu sócio relatou ter feito pagamentos a Agripino e Rosado.
“A negociação teria ocorrido no sótão do apartamento do senador em Natal. Agripino nega ter recebido propina, mas diz que Olímpio esteve no imóvel, interessado em implementar o contrato de inspeção veicular no governo de Rosalba”, relata o Estadão. As denúncias são graves e caberá ao PGR encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de abertura de investigação.
O papel da blogosfera potiguar
A Operação Sinal Fechado vinha sendo abafada pela mídia demotucana. A PF confirmou o desvio de recursos do Detran para as empresas de Olímpio e para pessoas ligadas a ele. Segundo as investigações, políticos receberam vantagens para favorecê-las em licitação e contratos públicos. Agora, com a solicitação do Ministério Público, o caso volta à tona, para desgraça dos demos.
A blogosfera do Rio Grande do Norte é uma das responsáveis pela retomada deste escabroso caso. Blogueiros corajosos, como Daniel Lemos e Renato Dantas, entre outros, nunca deixaram de denunciar as supostas maracutaias do todo-poderoso presidente do DEM. Vale conferir uma das inúmeras postagens de Daniel, no blog “De olho no discurso”:
*****
Quando em 24 de novembro do ano passado o Ministério Público estadual deflagrou a Operação Sinal Fechado, todos tomamos conhecimento do esquema criminoso que pretendia faturar em torno de um bilhão de reais em dez anos, mas que antes já faturara bastante com um modus operandi envolvendo cartórios e veículos automotivos. A quadrilha, com ramificações no Paraná e São Paulo, surpreendia pelo patente envolvimento de políticos, magistrados e outras autoridades nas suas ações.
Já naquele momento os indícios se aproximavam perigosamente do senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM. Afinal, um dos presos e sobre quem recaem fortemente as acusações era o seu suplente, o ex-deputado João Faustino, do PSDB… Mesmo depois da suspensão e posterior cancelamento do contrato entre Detran e Inspar, a organização criminosa continuou se movimentando.
*****
Agora o caso denunciado pelos blogueiros chega à velha mídia, ainda de forma discreta – sem manchetes  nos jornalões ou destaque nos telejornais. Será mais difícil abafar o suposto escândalo. Pelo jeito, o diabo terá muita dor de cabeça para alojar tantos demos no inferno!

Postado por Miro às 19:40

Altamiro Borges: Agripino também vai para o inferno?

Cotas: Demóstenes afunda e Kamel perde um aliado

Fernando Brito, do Tijolaço, escreveu imperdível texto sobre Demóstenes e “os fundilhos da UDN”.
Lá pelas tantas, Brito remete o leitor a uma reportagem da sempre competente Laura Capriglione e Lucas Ferraz, na Folha (*), sobre o pensamento antropológico do Demóstenes que se afunda: a culpa da escravidão é dos negros.
Num histórico depoimento no Supremo Tribunal Federal sobre o tema cotas raciais nas universidades, Demóstenes se transformou num paladino contra as cotas.
E com uma certa razão: se os negros foram os responsáveis pela escravidão, para que protegê-los de mal que eles próprios se impuseram?
Irretocável !
Caro amigo navegante, o afundamento da cabeça do iceberg é uma punhalada nas costas do Ali Kamel, o maior inimigo das cotas raciais no Brasil.
Na Antologia das Trevas que este ansioso blog publica, com a produção intelectual de Kamel, o nosso Gilberto Freire (**), há um texto lapidar: “Não somos racistas nem brancos”; e um outro que entrará para a História da Matriz Energética do Brasil: “FHC fez o Apagão da Energia para salvar as criancinhas”.  
Mas, vamos à História, ao depoimento de Demóstenes sobre a origem da Escravidão:

DEM corresponsabiliza negros pela escravidão

LAURA CAPRIGLIONE
LUCAS FERRAZ
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Para uma discussão que sempre convoca emoções e discursos inflamados, como é a das cotas raciais ou reserva de vagas nas universidades públicas para negros, a audiência pública que se iniciou ontem (3) no Supremo Tribunal Federal transcorreu em calma na maior parte do tempo. Até que um óóóóóóó atravessou a sala. Quem falava, então, era o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que se esforçava para demonstrar a corresponsabilidade de negros no sistema escravista vigente no Brasil durante quatro séculos.

Disse Demóstenes sobre o tráfico negreiro: “Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. (…) Até o princípio do século 20, o escravo era o principal item de exportação da pauta econômica africana.”

Sobre a miscigenação: “Nós temos uma história tão bonita de miscigenação… [Fala-se que] as negras foram estupradas no Brasil. [Fala-se que] a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. [Fala-se que] foi algo forçado. Gilberto Freyre, que é hoje renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual.”

As referências à história “tão bonita” da miscigenação brasileira, ao negro traficante de mão de obra negra, o democrata usou para argumentar contra as cotas raciais, já adotadas em 68 instituições de ensino superior em todo o país, estaduais e federais. Desde 2003, cerca de 52 mil alunos já se formaram tendo ingressado na faculdade como cotistas.

O partido de Demóstenes considera que as cotas raciais são inconstitucionais porque, ao reservar vagas para negros e afrodescendentes, contrariariam o princípio da igualdade dos candidatos no vestibular.

Na condição de relator de dois processos sobre o tema (também há um recurso extraordinário interposto por um candidato que se sentiu prejudicado pelo sistema de cotas adotado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, decidiu convocar a audiência pública, que se estenderá até sexta-feira, com intervenções pró e anticotas.

A audiência pública é uma forma de as partes interessadas levarem seus pontos de vista ao STF. Segundo Lewandowski, o assunto será votado ainda neste ano. Se considerar que as cotas ferem preceito fundamental, acaba essa modalidade de ingresso no sistema universitário. Se considerar que são ok, a decisão sobre adotar ou não uma política de cotas continuará a ser dos conselhos universitários.

No primeiro dia, falou uma maioria de favoráveis às cotas, em um placar de 10 a 3. Falaram representantes de ministérios e de universidades favoráveis às cotas, e os advogados do DEM e do estudante gaúcho, além de Demóstenes.


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Conta-se que, um dia, em Apipucos, D. Madalena se virou para o marido e disse: Gilberto, essa carta está em cima da sua mesa há um tempão e você não abre. Não posso abrir, Madalena, respondeu o Mestre. Não é para mim. É para um Gilberto Freire com “i”.

Cotas: Demóstenes afunda e Kamel perde um aliado | Conversa Afiada

As celebridades engajadas

Filed under: Celebridades,Democracia made in USA — Gilmar Crestani @ 9:51 am

Falar da filhodaputice dos outros, fora, é fácil. Quero ve-los denunciando o país onde moram… Ou mesmo países parceiros dos EUA!

As celebridades engajadas

Enviado por luisnassif, sab, 31/03/2012 – 08:44

Por Paulo F.

Da Radio Nederland Wereldomroep

George Clooney testemunhando no senado norte-americano que o governo sudanês está atacando civis desarmados. Angelina Jolie na tribuna do Tribunal Penal Internacional (TPI) ao ser pronunciado seu primeiro veredicto – contra o ex-líder de milícias congolês Thomas Lubanga. E claro, P Diddy, Rihanna e Oprah Winfrey tuitando o líder rebelde ugandense Joseph Kony para a estratosfera das redes sociais com o vídeo ‘Kony2012’.

O promotor do TPI, Luiz Moreno Ocampo, e a atriz norte-americana Angelina Jolie

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….Qual a relação de celebridades com crimes de guerra? Elas merecem as críticas que recebem ou será que genuinamente ajudam a chamar atenção para conflitos pouco conhecidos?

“Sim, é uma regra geral”, diz Charlie Kaye, produtor executivo de rádio para a rede norte-americana CBS. Segundo ele, o foco de George Clooney no Sudão do Sul é o melhor exemplo da força das estrelas. “Forçou as emissoras a falar de temas que normalmente não receberiam nenhum tempo na mídia.”

Fotogênico
É exatamente o tipo de publicidade que as estrelas atraem que faz com que ONGs disputem seu apoio. “Clooney diz que, quando viaja, as câmeras o acompanham, que ele não pode escapar das câmeras. Mas muitas das pessoas que mais precisam de atenção, não importa o que façam, não conseguem nenhuma atenção da mídia”, diz Jonathan Hutson, diretor de comunicação do Enough Project, apoiado por Clooney. (O projeto tem como objetivo acabar com o genocídio e crimes contra a humanidade.)

“Então, a ideia dele é simplesmente ir a lugares onde as pessoas estão sofrendo violações dos direitos humanos e arrastar câmeras e microfones junto”, diz Hutson.

Assento VIP
Quando Angelina Jolie apareceu na tribuna do TPI para ouvir o primeiro veredicto contra o ex-líder de milícias congolês Thomas Lubanga, sua presença foi criticada por alguns observadores por tirar a atenção das vítimas dos crimes de Lubanga. Mas o porta-voz do TPI, Fadi El Abdallah, defendeu a presença da atriz. “Se ajuda a dar mais atenção às vítimas e crimes, não há razão para ser contra.”

O promotor do TPI, Luis Moreno Ocampo, é um defensor do apoio de celebridades para seu tribunal. Além de várias aparições públicas com Jolie, Moreno Ocampo aparece no vídeo ‘Kony2012’ – uma ação que ele apoia e que, Segundo ele, “mobilizou o mundo”.

Twitter
Joseph Kony é procurado pelo TPI por crimes contra a humanidade por usar crianças-soldado em sua guerrilha em Uganda, o Exército de Resistência do Senhor. Até hoje, o vídeo ‘Kony2012’, realizado pela ONG Invisible Children, foi clicado 85 milhões de vezes no YouTube, apesar das críticas que tem recebido sobre a não precisão da informação e modo de financiamento. Mas, preciso ou não, o impacto do vídeo – em grande parte iniciado pelos tweets de celebridades – é incontestável. Depois da repercussão no YouTube e no Twitter, diz Charlie Kaye, da CBS, as emissoras não tinham outra opção a não ser cobrir a história. “O Twitter está ajudando a pautar a mídia hoje em dia”, afirma Kaye. “Há um equilíbrio delicado entre o que as pessoas precisam saber e o que elas querem saber, e as celebridades entram nas notícias que elas querem saber.”

Diamantes e tribunais
Um exemplo é o caso da modelo Naomi Campbell. Relutante em aparecer no tribunal, ela foi intimada a testemunhar no julgamento do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, por supostamente ter recebido dele diamantes de sangue. Embora ela alegue que não sabia o que eram as “pedras de aparência suja”, sua aparição no tribunal (para contradizer o testemunho do próprio Taylor, que diz nunca ter possuído diamantes brutos, apenas jóias) trouxe consigo hordas de jornalistas e caminhões para transmissão ao vivo via satélite. Deu ao julgamento uma atenção sem precedentes, ainda que por apenas alguns dias no verão de 2010. E os jornalistas convenientemente permaneceram para as testemunhas seguintes – a atriz Mia Farrow e a ex-agente de Campbell, Carole White, que contradisseram o testemunho de Campbell.

Bom o suficiente
Lisa Ann Richey, autora do livro “Brand Aid: compre bem para salvar o mundo”, diz que o envolvimento de estrelas em causas ou casos jurídicos pode, sim, ter um impacto amplo. “Talvez pessoas que não sabiam nada sobre a África ou sobre a história do Sudão possam, pelo fato de serem atraídas por George Clooney, começar a olhar com mais atenção e se informar sobre estas causas.”

Mesmo que os motivos das celebridades às vezes sejam suspeitos, no fim, talvez não faça diferença. Pessoas fazem coisas certas por motivos errados o tempo todo. E talvez às vezes isso seja bom o suficiente.

As celebridades engajadas | Brasilianas.Org

Direita quando perde eleição, chama trombadinha com “armas privativas das forças armadas”

Filed under: 1º de Abril,Golpe Militar — Gilmar Crestani @ 9:42 am

Toda hora jornal e tv informam que os assaltantes tinham “armas privativas das forças armadas”. Os gorilas são tão mentirosos que mudaram a data do golpe, de 1º de abril para 31 de março. Como acreditar neles?! Hoje se vê que os caras não conseguem nem proteger as próprias armas e querem nos ensinar, com armas na mão, o que é bom para nós. Vão ver se estou na esquina, e aproveitem para cumprimentar a própria mãe.

O golpe, a ditadura e a direita brasileira

O golpe e a ditadura foram a desembocadura natural da direita brasileira – partidos e órgãos da mídia, além de entidades empresariais e religiosas. A direita brasileira aderiu, em bloco, ao campo norteamericano durante a guerra fria, adotando a visão de que o conflito central no mundo se dava entre “democracia”(a liberal, naturalmente) e o comunismo (sob a categoria geral de “totalitarismo”, para tentar fazer com que aparecesse como da mesma família do nazismo e do fascismo).
Com esse arsenal, se diabolizava todo o campo popular: as políticas de desenvolvimento econômico, de distribuição de renda (centradas nos aumentos do salário mínimo), de reforma agrária, de limitação do envio dos lucros das grandes empresas transnacionais para o exterior, como políticas “comunizantes”, que atentavam contra “ a liberdade”, juntando liberdades individuais com as liberdades das empresas para fazer circular seus capitais como bem entendessem.
A direita brasileira nunca – até hoje – se refez da derrota sofrida com a vitória de Getúlio em 1930, com a construção do Estado nacional, o projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, o fortalecimento do movimento sindical e da ideologia nacional e popular que acompanhou essas iniciativas. Foi uma direita sempre anti-getulista, anti-estatal, anti-sindical, anti-nacional e anti-popular.
Getúlio era o seu diabo – assim como agora Lula ocupa esse papel -, quem representava a derrota da burguesia paulista, da economia exportadora, das oligarquias que haviam governado o país excluindo o povo durante décadas. A direita foi golpista desde 1930, começando pelo movimento – chamado por Lula de golpista, de contrarrevolução – de 1932, que até hoje norteia a direita paulista, com seu racismo, seu separatismo, seu sentimento profundamente antipopular.
A direita caracterizou-se pelo chamado aos quarteis quando perdiam eleições -e perderam sempre, em 1945, em 1950, em 1955, ganharam e perderam com o Jânio em 1960 – pedindo para “salvar a democracia”, intervindo militarmente com golpes. Seu ídolo era o golpista Carlos Lacerda. Esse era o tom da mídia –Globo, Folha, Estadão, etc., etc.
Era normal então que a direita apoiasse, de forma totalmente unificada, o golpe militar. Vale a pena dar uma olhada no tom dos editoriais e da cobertura desses órgãos no período prévio ao golpe a forma como saudaram a vitória dos militares. Cantavam tudo como um “movimento democrático”, que resgatava a liberdade contra as ameaças do “comunismo” e da “subversão”.
Aplaudiram as intervenções nos sindicatos, nas entidades estudantis, no Parlamento, no Judiciário, foram coniventes com as versões mentirosas da ditadura e seus órgãos repressivos sobre como se davam as mortes dos militantes da resistência democrática.
Por isso a cada primeiro de abril a mídia não tem coragem de recordar suas manchetes, seus editoriais, sua participação na campanha que desembocou no golpe. Porque esse mesmo espírito segue orientando a direita brasileira – e seus órgãos da mídia -, quando veem que a massa do povo apoia o governo (O desespero da UDN chegou a levar que ela propusesse o voto qualitativo, em que o voto de um engenheiro valesse muito mais do que o voto de um operário.). Desenvolvem a tese de que os direitos sociais reconhecidos pelo governo são formas de “comprar” a consciência do povo com “migalhas”.
Prega a ruptura democrática, quando se dá conta que as forças progressistas têm maioria no país. Não elegem presidentes do Brasil desde 1998, isto é, há 14 anos e tem pouca esperança de que possam vir a eleger seus candidatos no futuro. Por isso buscam enfraquecer o Estado, o governo, as forças do campo popular, a ideologia nacional, democrática e popular.
É uma direita herdeira e viúva de Washington Luis (e do seu continuador FHC, ambos cariocas de nascimento adotados pela burguesia paulista) e inimiga feroz do Getúlio e do Lula. (Como recordou Lula em São Paulo não ha nenhum espaço público importante com o nome do maior estadista brasileiro do século passado, o Getúlio, e tantos lugares importantes com o nome do Washington Luis e do 9 de julho).
É uma direita golpista, elitista, racista, que assume a continuidade da velha república, de 1932, do golpe de 1964 e do neoliberalismo de FHC.

Postado por Emir Sader às 07:55

Carta Maior – Blog do Emir Sader – O golpe, a ditadura e a direita brasileira

A direita cu_ida de si

Filed under: 1º de Abril,Demóstenes Torres,Ditadura,Golpe Militar — Gilmar Crestani @ 9:37 am

Não por acaso Demóstenes Torres é a cara de político made in ditadura. Não havia ninguém para investigar, nem para denunciar. E quando se sentiam pressionados, largavam uma bomba no Riocentro… Bandidos!

1964/2012:’É TEMPO DE MURICI, CADA UM CUIDE DE SI’

O site do jornal O Globo alterna manchetes garrafais que antecipam o funeral político de Demóstenes Torres, até há bem pouco tempo um parceiro, digamos assim, do jornalismo imparcial chancelado pelos Marinhos. A revista Veja, cuja afinidade de propósitos com Demóstenes, segundo consta, poderá ser aferida pela intensa troca de telefonemas entre a alta direção de sua sucursal, em Brasília, e o senador dublê de bicheiro,trata agora o amigo como um defunto contagioso, cujo enterro não pode tardar (leia nesta página: Carta Maior pede ao STF acesso às investigações sobre Demóstenes & seus interlocutores associados).
O Estadão, para arrematar, refere-se a 1964 –que ajudou a eclodir– como ‘o golpe’ de 64. Sintomático, a renovação do vocabulário se dá justamente na cobertura do cerco promovido por estudantes a integrantes da ditadura que comemoravam o golpe no Clube Militar, no Rio (leia nesta pág. o blog de Emir Sader).
Tempos interessantes. Se vivo, possivelmente o coronel Tamarindo, protagonista da Guerra dos Canudos (1896-1897), repetiria aqui a frase famosa: ‘É tempo de murici (*uma fruta da caatinga), que cada um cuide de si’. O bordão símbolo da debandada teria sido proferido pelo coronel Pedro Nunes Tamarindo ao constatar a desarticulação total das tropas no ataque a Canudos, após a morte do comandante Moreira César.
Decorridos 48 anos do golpe militar de 1964, o conservadorismo brasileiro vive, sem dúvida, uma deriva decorrente da implosão da ordem neoliberal no plano externo e de três derrotas presidenciais sucessivas para o PT. Não tem projeto, não tem lideranças –Demóstenes pretendia ser o candidato em 2014; Serra é contestado entre seus próprios pares, como se viu na prévia do PSDB, em SP. É tempo de murici.
De volta, e afiado, Lula sintetizou bem esse período, personificando-o no declínio do eterno candidato tucano: ‘Serra é o político de ontem; com idéias de anteontem’. Mas as safras passam. Cabe ao governo, e às forças progressistas, ocupar o vazio com respostas que não sejam apenas a mitigação daquilo que os derrotados fariam, se não estivessem cada qual cuidando de si. (Leia o Especial deste fim de semana, ‘O desenvolvimentismo em debate’, nesta pág.)

Postado por Saul Leblon às 21:00

Carta Maior – Blog das Frases – 1964/2012:’É TEMPO DE MURICI, CADA UM CUIDE DE SI’

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