Ficha Corrida

25/05/2012

Vais Thamaz, Bastos!

Filed under: Carlinhos Cachoeira,Marcio Thomaz Bastos — Gilmar Crestani @ 11:20 pm

O Direito é a única ciência cujo maior beneficiado é sempre o cientista. Como diria o bravo Von Iering, quando o Direito entra em conflito com a Justiça, siga a justiça. O Márcio fez o contrário, seguiu a injustiça.

Os complexos meandros do Direito

Tão ou mais incômoda que a atitude do contraventor Carlinhos Cachoeira diante da CPI que investiga suas atividades criminosas é a presença, a seu lado, do brilhante advogado e ex-ministro da Justiça do Brasil, Marcio Thomaz Bastos. Não deixa de causar estranheza ver ali, na defesa de um homem que corrompia as estruturas da sociedade, outro homem que, até bem pouco tempo, era responsável justamente por zelar pelo bem destas mesmas estruturas.

É ponto pacífico que todo cidadão tem direito à defesa jurídica, por pior que tenha sido o seu crime, mas não deixa de ser constrangedor ver o ex-ministro da Justiça orientando o contraventor a como proceder e empenhando toda a sua capacidade profissional para livrá-lo de acusações que custaram muito ao Estado para serem fundamentadas.

Carlinhos Cachoeira está preso em decorrência de duas operações da Polícia Federal, que constataram o alcance de sua ação criminosa entre os poderes constituídos. A organização do contraventor tomou de assalto um estado inteiro da federação, o de Goiás, numa microrepresentação do que acontece atualmente no México, onde o crime se infiltrou de tal modo no aparelho de Estado, que se torna a cada dia mais difícil combatê-lo.

A influência de Cachoeira se via no Executivo goiano, a partir do próprio governador Marconi Perillo (PSDB); no Legislativo, não apenas local, mas entre os representantes do estado na Câmara Federal, com destaque para a figura do até então impoluto senador Demóstenes Torres (ex-DEM); e no Judiciário, a ponto de levar a ministra do Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz, a se declarar impedida de julgar o habeas corpus do contraventor pelo fato de ser goiana e de ter tido contato social ou profissional com autoridades públicas supostamente envolvidas com Cachoeira.

Ou seja. Não há dúvida do papel pernicioso do contraventor e de sua contribuição decisiva para que a corrupção continue infiltrada na vida brasileira, dificultando o combate a uma das principais mazelas do país. Diante de tantas evidências, e, principalmente, das implicações políticas que envolvem a investigação das atividades criminosas de Cachoeira, o que leva um advogado como Marcio Thomaz Bastos a aceitar sua defesa?

Seria mesquinho acreditar se tratar dos honorários – fala-se em R$ 15 milhões – porque o escritório do ex-ministro é recheado de causas polpudas e não seria mais uma que faria a diferença. Por sinal, é pertinente questionar a origem de tanto dinheiro da parte do cliente, já que sua fortuna deriva primordialmente do crime. Segundo a Polícia Federal, Cachoeira já estava no nível 3 do crime organizado, o da lavagem de dinheiro em atividades lícitas.

Outra hipótese poderia ser a vaidade. Como advogado brilhante, Thomaz Bastos mostraria a todos, principalmente a seus pares, ser capaz de livrar das barras da Justiça um cliente tão enveredado em irregularidades e com exposição midiática tamanha que já o condena de antemão. Embora demasiadamente humano, seria difícil supor que um jurista com a idade, a experiência e o prestígio do ex-ministro ainda se encantasse com tal deslumbramento

Restaria o dever de ofício, mas parece pouco.  Pela deontologia do Direito, o advogado pode recusar toda a questão que não considerar justa. O Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil estabelece no Art. 2º do capítulo 1, sobre as regras deontológicas fundamentais, que “o advogado, indispensável à administração da Justiça, é defensor do Estado democrático de direito, da cidadania, da moralidade pública, da Justiça e da paz social, subordinando a atividade do seu Ministério Privado à elevada função pública que exerce”.

É difícil contemplar estas questões na defesa que Thomaz Bastos faz de Carlinhos Cachoeira. Bons juristas certamente poderão contestar os argumentos aqui expostos e demonstrar a legalidade da atuação do ex-ministro. Mas é pouco provável que consigam convencer sobre a moralidade da mesma.

Mair Pena NetoJornalista carioca. Trabalhou em O Globo, Jornal do Brasil, Agência Estado e Agência Reuters. No JB foi editor de política e repórter especial de

Os complexos meandros do Direito | Direto da Redação – 10 anos

O procurador de FHC, quem não sabia, engavetava

Filed under: Engavetador Geral,FHC,Geraldo Brindeiro,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 11:01 pm

A ocupação da máquina administrativa pelo PSDB de FHC: Geraldo Brindeiro, que brindava Carlinhos Cachoeira e blindava o prof. Cardoso. Gilmar Mendes, do grampo sem áudio, jagunço, segundo a Carta Capital, que deu dois habeas corpus em menos de 24 para soltar Daniel Dantas. Outro que participou ativamente da desmontagem do Estado e da instrumentalização foi José Serra, imortalizado pela Rede Globo no episódio da Bolinha de Papel, com participação especial do perito Molina… Pedro Parente, quando Lula desinsetizou o Planalto, foi socorrido pela RBS. Outros estão por aí, fugindo da luz como o diabo da cruz.

Bicheiro fez depósito para envagetador de FHC

Quebra de sigilo do contador da quadrilha de Carlinhos Cachoeira mostra que o escritório do subprocurador-geral da República Geraldo Brindeiro recebeu R$ 161,2 mil das contas de Geovani Pereira da Silva, procurador de empresas fantasmas utilizadas para lavar dinheiro do esquema criminoso. De acordo com o senador Pedro Taques (PDT-MT), que analisou laudo de perícia financeira constante no inquérito que investiga o contraventor e seus comparsas, o escritório Morais, Castilho e Brindeiro Sociedade de Advogados recebeu o montante em cinco parcelas, a maior delas de R$ 76 mil. "Não é possível que um membro do MPF advogue para uma quadrilha criminosa enquanto homens da Polícia Federal se arriscam investigando os acusados", criticou Taques.

O senador, que trocou o MPF pelo parlamento, explicou que juristas ingressos na procuradoria antes de 1988 têm o direito de advogar, pois a limitação passou a constar apenas na nova Constituição. O parlamentar, no entanto, questiona o suposto conflito na prestação de serviços do escritório do subprocurador à quadrilha de Cachoeira. Ontem, Taques apresentou requerimento de informações à CPMI que investiga o contraventor para que o colegiado apure as circunstâncias dos repasses do contador de Cachoeira ao subprocurador.

Brindeiro foi procurador-geral da República durante o governo Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2003. Criticado por não dar sequência a investigações de grande repercussão, ganhou o apelido de "engavetador-geral da República".

Ação no CNMP

Dados da movimentação bancária em análise pela comissão mostram que a Delta Construções fez depósitos nas contas de duas empresas de fachada, a Alberto Pantoja Construções e Transportes e a Brava e essas firmas fantasmas repassaram os recursos para o contador de Cachoeira. O escritório em que Brindeiro tem sociedade foi pago com recursos da conta de Geovani.

O contador é considerado uma das principais testemunhas no inquérito contra Cachoeira. Ele era procurador de empresas de fachada usadas para lavar o dinheiro no esquema da quadrilha. A Polícia Federal monitorou pelo menos oito contas registradas no nome do comparsa de Cachoeira. Apesar de declarar renda anual de R$ 21,3 mil e patrimônio de R$ 197,5 mil, Geovani chegou a movimentar R$ 4,3 milhões nas contas em que tem titularidade.

Paralelamente às ações da CPI, Taques anunciou que entraria com ação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para apurar o serviço advocatício prestado pelo escritório de Brindeiro. O senador do PDT também entrou com ação solicitando a indisponibilidade de bens da Delta Construções. Taques decidiu lançar mão de instrumentos externos para ter resultados mais rápidos em relação às irregularidades apuradas pela PF e os trabalhos iniciais da comissão.

O Correio entrou em contato com o escritório de advocacia do subprocurador, mas não recebeu resposta até a publicação desta edição.

"Não é possível que um membro do MPF advogue para uma quadrilha criminosa enquanto homens da Polícia Federal se arriscam investigando os acusados"

Pedro Taques (PDT-MT), senador

"É algo que diz respeito à advocacia privada. Mas claro que qualquer fato com que a gente se depare, temos que examinar se há algo para se apurar em relação a isso" Informações Correio Braziliense

Os Amigos do Presidente Lula

Doni: Dadá, a gente se vê na Globo!

Dá + Dá, dá Dadá. É Dadando que se Doni!

Diálogos apontam esquema Cachoeira abastecendo TV Globo

No dia 10/08/2011 às 19:39hs, o araponga Dadá, do esquema Cachoeira, teve um telefonema interceptado pela Polícia Federal, durante as investigações da Operação Monte Carlo.
Do outro lado da linha, uma pessoa identificada como "Doni" no relatório, agradecia uma informação passada por Dadá, e confirmava que o "Jornal Nacional" iria falar sobre o grampo:

Cerca de 15 minutos depois, Dadá ligou para o ex-diretor da Delta Construções, Cláudio Abreu, dizendo que "o grampo" iria sair na Globo.

Logo mais, naquela noite, entrava no ar a edição do Jornal Nacional, mostrando o grampo:

http://goo.gl/ARvs3

Após o fim do telejornal, Dadá liga novamente para Doni às 21:56hs, e comentam sobre o diálogo acima:

Como no relatório só tem o resumo dos diálogos, falta a transcrição completa para elucidar mais detalhes. Mas já tem informação suficiente para indicar que o esquema Cachoeira, através do araponga Dadá, abasteceu o Jornal Nacional com grampos sigilosos da Polícia Federal.
Uma das funções de Dadá, dentro do esquema Cachoeira, era obter informações sobre operações policiais, segundo o inquérito.
Quem é Doni?
Não há nenhum DONI identificado na redação do Jornal Nacional, mas talvez o diretor de jornalismo no DF, Mariano BONI, pudesse ajudar a esclarecer quem é.

Os Amigos do Presidente Lula

Suruba: Rede Globo dá com Dadá

Filed under: Carlinhos Cachoeira,Corrupção,Dadá,Eumano Silva,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 10:44 pm

O Conversa Afiada publica e-mail do infatigável Stanley Burburinho, que o Ali Kamel poderia contratar para a equipe “investigativa” da Globo:

Atualização que, realmente, o Jornal Nacional publicou a notícia sobre o Ministério do Turismo conforme o araponga do Cachoeira, Dadá, falou no grampo da PF da Operação Monte Carlo.

Abaixo, nos itens 1 e 2, as transcrições do grampo da PF. No item 3, a edição do edição do dia 10/08/2011, mesma data do grampo (items 1 e 2), que mostra o diálogo do Dadá dizendo que a notícia sairia no Jornal Nacional, falando sobre o Ministério do Turismo.

1 – Resumo: Doni agradece a informação. Jornal Nacional vai falar sobre o grampo.
2 – Dadá diz que vai sair na Globo. Grampo da operação da Polícia Federal
Veja imagem do PDF localizado nos links abaixo:
http://3.bp.blogspot.com/-zOIxHo02H6U/T6H3Q6GgeJI/AAAAAAAABrw/ZpkyiGKvag0/s1600/Fullscreen+capture+05032012+001119.bmp.jpg
Link: INQ 3430 Apenso 01 Volume 06
ca.scribd.com/doc/91629993/INQ-3430-Apenso-01-Volume-06
28 abr. 2012 – RESUMO DONI AGRADECE A INFORMAÇÃO. JORNAL NACIONAL VAI FALAR SOBRE GRAMPO. TELEFONE 1623370420. NOME DO …
http://pt.scribd.com/doc/91629993/INQ-3430-Apenso-01-Volume-06
3 – Jornal Nacional, edição do dia 10/08/2011, mesma data do grampo acima, que mostra o diálogo do Dadá dizendo que a notícia sairia no Jornal Nacional, falando sobre o Ministério do Turismo.
10/08/2011 21h07 – Atualizado em 10/08/2011 21h07
Libertada metade dos presos na operação da PF no Turismo
Alguns negaram envolvimento no desvio de R$ 4 milhões em verbas. Um relatório do Ministério Público Federal afirmou que a cúpula do ministério foi responsável pelo pagamento dos convênios irregulares.
Um relatório do Ministério Público Federal afirmou que a cúpula do Ministério do Turismo foi responsável pelo pagamento de convênios irregulares, com base em prestações de contas fraudadas. Metade dos 36 presos na operação de terça-feira (9) da Polícia Federal já foi liberada.
Dezoito pessoas ainda estão presas no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá. Todos os detidos na Operação Voucher prestaram depoimento. Alguns negaram o envolvimento no desvio de verbas do Ministério do Turismo, outros se recusaram a responder às perguntas.
Segundo parecer do Ministério Público Federal, a quadrilha desviou recursos de uma emenda parlamentar que destinava R$ 4 milhões para a qualificação de profissionais de turismo do Amapá. O ministério assinou um convênio com uma ONG, o Ibrasi, para repassar o dinheiro.
O instituto deveria realizar o treinamento de 1,9 mil profissionais. Mas, segundo o Ministério Público, não fez isso e repassou o dinheiro para empresas de fachada, algumas de integrantes do próprio Ibrasi.

Um relatório do Ministério Público afirma que a cúpula do Ministério do Turismo autorizou pagamentos para o Ibrasi nos últimos dois anos com base em documentos fraudados. E acrescenta que “fica evidente a omissão dolosa do Ministério do Turismo”.

O Ministério Público concluiu que, em uma conversa gravada com autorização judicial, o secretário executivo, Frederico da Costa orientou o empresário Fabio de Mello a conseguir um imóvel para servir de fachada para outro convênio, que segundo a polícia, poderia ser usado pela quadrilha.

Segundo o Ministério Público, Fábio é dono de uma das empresas de fachada beneficiadas pelo Ibrasi. “Pega um prédio moderno, meio andar, fala que está com uma sede que está em construção”, afirma Frederico. “A gente tem um prédio de três andares, grande”, diz Fábio. “Mas o importante é a fachada, tem que ser uma coisa moderna que inspira confiança em relação ao tamanho das coisas que vocês estão fazendo”, explica Frederico.

O procurador investiga o caso diz que praticamente todo o dinheiro do convênio pode ter sido desviado: “É difícil imaginar que esse esquema tenha funcionado durante tanto tempo sem a conivência de servidores do ministério, justamente pela prestação de contas que foram todas elas prontamente aprovadas pelo ministério a despeito das irregularidades patentes”, afirma o procurador do Ministério Público Federal, Celso Leal.

O Ministério Público Federal vai pedir, nesta quinta-feira (11), o bloqueio de bens dos envolvidos e a suspensão de outros convênios do Ibrasi com o Ministério do Turismo. Afirmou ainda que os suspeitos deverão ser denunciados à Justiça na semana que vem por uma série de crimes. Entre eles, formação de quadrilha e corrupção ativa.

Os advogados do secretário-executivo Frederico da Costa declararam que a gravação obtida pelo Ministério Público não diz respeito às investigações e que o diálogo está fora de contexto. O empresário Fábio de Mello está entre os suspeitos que foram soltos nesta quarta. Ele não foi encontrado para comentar o caso.

Clique aqui para ler “Quem é esse Doni da Globo ?”.
Aqui para ler “Gilmar intimou Demóstenes para um jantar”.
E aqui para ler sobre o rumo que a CPI tomou: “Globo, Gilmar e Gurgel, os tres “G”s da CI que já deu excelentes resultados” – PHA

jn fez o que Dadá disse que ia fazer | Conversa Afiada

STJ libera acusados do mensalão de ação por improbidade

Filed under: CPI da Veja — Gilmar Crestani @ 10:14 pm

STJ libera acusados do mensalão de ação por improbidade

Tanto os a$$oCIAdos do Instituto Millenium aprontaram no afã golpista que ainda vão acabar por beatificar, quem diria, José Dirceu. Ao invés de soltar todos, melhor seria prende-los todos: José Dirceu, Carlinhos Cachoeira, famiglias inteiras: Frias, Marinho, Civita, Mesquita & Sirotisky. Estupradores, pais e filhos, num mesmo lugar, longe do convívio social.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em primeiro grau, a Justiça Federal rejeitou a ação de improbidade administrativa contra 15 pessoas; no caso do ex-ministro José Dirceu e de Anderson Adauto, a ação foi recusada por atipicidade das condutas atribuídas a eles

25 de Maio de 2012 às 20:40

STJ – José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino, Sílvio Pereira, Marcos Valério de Souza, Anderson Adauto Pereira e outras nove pessoas acusadas de envolvimento no chamado "escândalo do mensalão" ficaram livres de responder a uma ação civil pública por improbidade administrativa.

O ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Em primeiro grau, a Justiça Federal rejeitou a ação de improbidade administrativa contra 15 pessoas. No caso de José Dirceu e Anderson Adauto, a ação foi recusada por atipicidade das condutas atribuídas a eles.

Quanto aos demais, o juiz entendeu que eles já respondem a outras quatro ações que tratam da mesma conduta tipificada como ímproba. Para o magistrado, o MPF estava tentando pulverizar ações de improbidade idênticas, "não devendo uma pessoa responder pela mesma conduta em cinco processos distintos".

O TRF1 rejeitou a apelação do MPF contra a decisão de primeiro grau por razões processuais, pois foi apresentado o recurso errado. O acórdão destaca que, de acordo com a jurisprudência, o recurso cabível de decisão que extingue o processo, sem exame de mérito, com relação apenas a alguns acusados é o agravo de instrumento.

Ao analisar o recurso especial, o ministro Humberto Martins ratificou o entendimento do TRF1, que segue sedimentada jurisprudência do STJ. Ele afirmou que o caso trata de decisão interlocutória recorrível por meio de agravo, "caracterizando erro grosseiro a interposição de apelação". Dessa forma, o ministro, em decisão individual, não conheceu do recurso.

STJ libera acusados do mensalão de ação por improbidade | Brasil 247

Pimenta Neves, o bom companheiro de Demétro Magnoli

Onde é mesmo que Demétrio Magnoli dá expediente? No Estadão. Então, óbvio ululante. As fontes do Estadão são tão podres quanto às da Veja. Aliás, eles não são parceiros do Instituto Millenium? O diretor de redação do Estadão, Pimenta Neves, colega de Demétrio Magnoli, assassinou Sandra Gomide. Elementar, caro Watson! Pelo que se tem visto, há mais bandidos no coronelismo eletrônico dos grupos mafiomidiáticos que no Presídio Central. Chamem o camburão!

Em artigo de defesa, Demétrio Magnoli condena a revista Veja

Em artigo de defesa, Demétrio Magnoli condena a revista VejaFoto: Montagem/247

Sociólogo foi mais um a defender Policarpo Júnior, ao dizer que jornalistas podem ter fontes criminosas, desde que não soneguem do público notícias relevantes (exatamente o que Veja fez)

25 de Maio de 2012 às 08:36

247 – O sociólogo Demétrio Magnoli bem que tentou socorrer a revista Veja, mas seu artigo “Os bons companheiros”, publicado ontem, no jornal O Globo, na prática, condena o jornalismo praticado pela revista – e, em especial, pelo diretor da sucursal brasiliense, Policarpo Júnior.

Na sua argumentação, Magnoli sustenta que jornalistas podem, sim, se aproximar de fontes criminosas, desde que essa aproximação os ajude a revelar fatos e notícias de interesse público. Mas, na frase seguinte, ele afirma que jornalistas não têm, no entanto, o direito de sonegar do público notícias relevantes.

É exatamente aí que Magnoli se trai e acaba condenando o jornalismo praticado por Veja. Na sua relação de uma década com Carlos Cachoeira, Idalberto Matias e Jairo Martins, Policarpo Júnior tinha plena ciência de quem eram e do que faziam os personagens. Chamava Cachoeira de “empresário de jogos”, quando, no Brasil, essa espécie, proibida por lei, não existia – o que há são bicheiros.

Veja também tinha total conhecimento de que Cachoeira era o verdadeiro "segredo do sucesso" da empreiteira Delta no Centro-Oeste – há, inclusive, um grampo em que um repórter da revista tranquiliza Dadá sobre uma reportagem que sairia no fim de semana, dizendo que o alvo não era a construtora (leia mais aqui).

Segundo Magnoli, o suposto ataque à liberdade de imprensa, nas críticas que vêm sendo feitas a Policarpo Júnior, teria sido organizado por uma máfia de “bons companheiros”. No entanto, o que ficou claro com a Operação Monte Carlo é que os verdadeiros “goodfellas” eram Policarpo, Dadá, Jairo e Cachoeira.

Leia, abaixo, o artigo de Magnoli:

‘Os bons companheiros’, um artigo de Demétrio Magnoli

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUINTA-FEIRA

DEMÉTRIO MAGNOLI

De “caçador de marajás”, Fernando Collor transfigurou-se em caçador de jornalistas. Na CPI do Cachoeira, seu alvo é Policarpo Jr., da revista “Veja”, a quem acusa de associar-se ao contraventor “para obter informações e lhe prestar favores de toda ordem”. Collor calunia, covardemente protegido pela cápsula da imunidade parlamentar. Os áudios das investigações policiais circulam entre políticos e jornalistas ─ e quase tudo se encontra na internet. Eles atestam que o jornalista não intercambiou favores com Cachoeira. A relação entre os dois era, exclusivamente, de jornalista e fonte ─ algo, aliás, registrado pelo delegado que conduziu as investigações.

Jornalistas obtêm informações de inúmeras fontes, inclusive de criminosos. Seu dever é publicar as notícias verdadeiras de interesse público. Criminosos passam informações ─ verdadeiras ou falsas ─ com a finalidade de atingir inimigos, que muitas vezes também são bandidos. O jornalismo não tem o direito de oferecer nada às fontes, exceto o sigilo, assegurado pela lei. Mas não tem, também, o direito de sonegar ao público notícias relevantes, mesmo se sua divulgação é do interesse circunstancial de uma facção criminosa.

Os áudios em circulação comprovam que Policarpo Jr. seguiu rigorosamente os critérios da ética jornalística. Informações vazadas por fontes diversas, inclusive a quadrilha de Cachoeira, expuseram escândalos reais de corrupção na esfera federal. Dilma Rousseff demitiu ministros com base naquelas notícias, atendendo ao interesse público. A revista na qual trabalha o jornalista foi a primeira a publicar as notícias sobre a associação criminosa entre Demóstenes Torres e a quadrilha de Cachoeira ─ uma prova suplementar de que não havia conluio com a fonte. Quando Collor calunia Policarpo Jr., age sob o impulso da mola da vingança: duas décadas depois da renúncia desonrosa, pretende ferir a imprensa que revelou à sociedade a podridão de seu governo.

A vingança, porém, não é tudo. O senador almeja concluir sua reinvenção política inscrevendo-se no sistema de poder do lulopetismo. Na CPI, opera como porta-voz de José Dirceu, cujo blog difunde a calúnia contra o jornalista. Às vésperas do julgamento do caso do mensalão, o réu principal, definido pelo procurador-geral da República como “chefe da quadrilha”, engaja-se na tentativa de desqualificar a imprensa ─ e, com ela, as informações que o incriminam.

O mensalão, porém, não é tudo. A sujeição da imprensa ao poder político entrou no radar de Lula justamente após a crise que abalou seu primeiro mandato. Franklin Martins foi alçado à chefia do Ministério das Comunicações para articular a criação de uma imprensa chapa-branca e, paralelamente, erguer o edifício do “controle social da mídia”. Contudo, a sucessão representou uma descontinuidade parcial, que se traduziu pelo afastamento de Martins e pela renúncia ao ensaio de cerceamento da imprensa. Dirceu não admitiu a derrota, persistindo numa campanha que encontra eco em correntes do PT e mobiliza jornalistas financiados por empresas estatais. Policarpo Jr. ocupa, no momento, o lugar de alvo casual da artilharia dirigida contra a liberdade de informar.

No jogo da calúnia, um papel instrumental é desempenhado pela revista “Carta Capital”. A publicação noticiou falsamente que Policarpo Jr. teria feito “200 ligações” telefônicas para Cachoeira. Em princípio, nada haveria de errado nisso, pois a ética nas relações de jornalistas com fontes não pode ser medida pela quantidade de contatos. Entretanto, por si mesmo, o número cumpria a função de arar o terreno da suspeita, preparando a etapa do plantio da acusação, a ser realizado pela palavra sem freios de Collor. Os áudios, entretanto, evidenciaram a magnitude da mentira: o jornalista trocou duas, não duzentas, ligações com sua fonte.

A revista não se circunscreveu à mentira factual. Um editorial, assinado por Mino Carta, classificou a suposta “parceria Cachoeira-Policarpo Jr.” como “bandidagem em comum”. Editoriais de Mino Carta formam um capítulo sombrio do jornalismo brasileiro. Nos anos seguintes ao AI-5, o atual diretor de redação de Carta Capital ocupava o cargo de editor de “Veja”, a publicação na qual hoje trabalha o alvo de suas falsas denúncias. Os editoriais com a sua assinatura eram peças de louvação da ditadura militar e da guerra suja conduzida nos calabouços. Um deles, de 4 de fevereiro de 1970, consagrava-se ao elogio da “eficiência” da Operação Bandeirante (Oban), braço paramilitar do aparelho de inteligência e tortura do regime, cuja atuação “tranquilizava o povo”. O material documental está disponível no blog do jornalista Fábio Pannunzio, sob a rubrica “Quem foi quem na ditadura”.

Na “Veja” de então, sob a orientação de Carta, trabalhava o editor de Economia Paulo Henrique Amorim. A cooperação entre os cortesãos do regime militar renovou-se, décadas depois, pela adesão de ambos ao lulismo. Hoje, Amorim faz de seu blog uma caixa de ressonância da calúnia de Carta dirigida a Policarpo Jr. O fato teria apenas relevância jurídica se o blog não fosse financiado por empresas estatais: nos últimos três anos, tais fontes públicas transferiram bem mais de um milhão de reais para a página eletrônica, distribuídos entre a Caixa Econômica Federal (R$ 833 mil), o Banco do Brasil (R$ 147 mil), os Correios (R$ 120 mil) e a Petrobras (que, violando a Lei da Transparência, se recusa a prestar a informação).

Dilma não deu curso à estratégia de ataque à liberdade de imprensa organizada no segundo mandato de Lula. Mas, como se evidencia pelo patrocínio estatal da calúnia contra Policarpo Jr., a presidente não controla as rédeas de seu governo ─ ao menos no que concerne aos interesses vitais de Dirceu. A trama dos bons companheiros revela a existência de um governo paralelo, que ninguém elegeu.

Em artigo de defesa, Demétrio Magnoli condena a revista Veja | Brasil 247

Para quem gosta, putaria é isso aí!

A Polícia Federal, se quiser, pode começar qualquer investigação a partir dos membros do Instituto Millenium. Os fundadores, os mantenedores, os baba-ovos e os babacas que por lá passaram e continuam passando. Como nas grandes convenções da Cosa Nostra, os capos das principais famiglias mafiomidiáticas Frias, Mesquita, Marinho, Civita e Sirotisky se irmanaram no modus operandi. Para quem ainda não tinha entendido os editoriais d’O Globo, eis aí o corpo estendido no chão. Como diria o saudoso José Cândido de Carvalho, o Instituto Millenium é “Um ninho de mafagafos cheio de mafagafinhos”.

Carta Capital agora ataca os Policarpos de Época

Carta Capital agora ataca os Policarpos de ÉpocaFoto: Edição/247

Depois de dedicar uma capa a Roberto Civita, a quem qualificou como “nosso Murdoch”, revista revela que diretor da semanal da Globo, Eumano Silva, era abastecido pelo araponga Dadá para produzir reportagens em favor da Delta e de Carlos Cachoeira; uma delas, contra o ex-ministro do Turismo

25 de Maio de 2012 às 21:14

247 – Desde o início da Operação Monte Carlo, sabe-se que o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, mantinha estreita relação com o bicheiro Carlos Cachoeira e seus arapongas Idalberto Matias, o Dadá, e Jairo Martins. Neste fim de semana, a revista Carta Capital revela que a mesma intimidade ocorria também com o diretor da revista Época, em Brasília, Eumano Silva. Havia até um codinome para a comunicação entre Eumano e Dadá – nas conversas interceptadas pela Polícia Federal, o jornalista da revista Época era chamado de “Doni”.

Assinada por Leandro Fortes, a reportagem de Carta Capital aponta que Claudio Abreu, diretor da Delta no Centro-Oeste, pediu a Dadá para plantar reportagens contra uma empresa chamada Warre, que concorria com a empreiteira de Fernando Cavendish. Dadá conseguiu o feito na edição de 13 de agosto de 2011 da revista Época, numa reportagem chamada “O ministro entrou na festa”. Nela, a Warre foi conectada ao escândalo que derrubou o ministro Pedro Novais, do Turismo. Dizia-se que, graças à influência junto ao secretário Frederico Costa, a Warre teria conseguido vencer uma disputa para realizar obras de um parque em Goiânia – exatamente a informação que a Delta pedira que Dadá plantasse na mídia.

Em grampos interceptados pela Polícia Federal, Eumano Silva também antecipa para Dadá uma reportagem que seria exibida no Jornal Nacional sobre o caso. E demonstra intimidade com Dadá. “Tamo junto, amigão”, diz ele, num telefonema (escute aqui os grampos).

Embora possa se tratar de um diálogo normal de uma relação entre fonte e jornalista, Eumano deixa claro, em outros telefonemas trocados com Dadá, que sabia que o araponga defendia interesses da Delta. Ou seja: tinha ciência de que ao atacar uma empreiteira, outra era favorecida.

Carta Capital procurou a redação da revista Época e quem falou em nome da revista foi o diretor de redação Hélio Gurovitz. “Época não tinha conhecimento de que Idalberto integrava uma quadrilha”, disse ele. Gurovitz afirmou ainda que o codinome usado por Eumano não era de seu conhecimento e que talvez se deva a erro de identificação da Polícia Federal.

“Somos todos Policarpos”

No início da caso Cachoeira, que evidenciou sua influência na mídia e na produção de escândalos, Época chegou a fazer uma reportagem contra Veja. Foi aquela em que o ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot, dizia ter sido demitido pela pressão exercida por Cachoeira sobre a Veja.

Depois disso, o comportamento das Organizações Globo mudou radicalmente. As famílias Civita e Marinho firmaram um pacto informal de não agressão e passaram até a se defender mutuamente. Num editorial, o jornal O Globo escreveu que “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”, o que foi saudado pela Abril como um marco nas lutas democráticas no Brasil. Em contrapartida, o blogueiro Paulo Henrique Amorim ironizou Globo e Abril com um texto chamado “Somos todos Policarpos”.

Antes disso, o 247 já havia alertado que os três principais grupos de mídia do País – Globo, Abril e Folha – estavam fechados em torno da não convocação de Policarpo Júnior e Roberto Civita pela CPI (leia mais aqui).

Até porque, pelo jeito, há Policarpos em todas as redações.

Carta Capital agora ataca os Policarpos de Época | Brasil 247

Como era a parceria Veja-Cachoeira

Filed under: CPI da Veja,Luis Nassif — Gilmar Crestani @ 9:29 am

Enviado por luisnassif, qui, 24/05/2012 – 18:29

Autor: Luis Nassif

Hoje, que o araponga Jairo se apresentou como repórter, o capítulo "O araponga e o repórter", da série "O caso de Veja", onde mostro em detalhes a associação criminosa entre as duas organizações: a de Cachoeira e a Abril. Lembrando que a série foi escrita em 2008. De lá para cá aprofundaram-se as relações criminosas entre as duas organizações.

O araponga e o repórter

Depois de se aliar ao araponga, jornalista é promovido.   para enviar informações para comentar

A catarse e a mídia

A mudança de comando

A guerra das cervejas

O caso André Esteves

O caso COC

Primeiros ataques a Dantas

Assassinatos de reputação

O quarteto de Veja

Os Primeiros Serviços

O caso Edson Vidigal

O dossiê falso

O bookmark de Mainardi

Lula, meu álibi

Os Mais Vendidos

A imprensa e o estilo Dantas

O método Veja de jornalismo

A cara de Veja

O último factóide

O araponga e o repórter

As relações incestuosas na mídia

O caso FARCs

O caso Ivo Cassol

O lobista de Dantas

O Assassinato do Intocável

A matéria foi bombástica e ajudou a deflagrar a crise do “mensalão”. Uma reportagem de 18 de maio de 2005, de Policarpo Jr., da sucursal da Veja em Brasília, mostrava o flagrante de um funcionário dos Correios – Mauricio Marinho – recebendo R$ 3 mil de propina (clique aqui)

A abertura seguia o estilo didático-indagativo da revista:

(…) Por quê? Por que os políticos fazem tanta questão de ter cargos no governo? Para uns, o cargo é uma forma de ganhar visibilidade diante do eleitor e, assim, facilitar o caminho para as urnas. Para outros, é um instrumento eficaz para tirar do papel uma idéia, um projeto, uma determinada política pública. Esses são os políticos bem-intencionados. Há, porém, uma terceira categoria formada por políticos desonestos que querem cargos apenas para fazer negócios escusos – cobrar comissões, beneficiar amigos, embolsar propinas, fazer caixa dois, enriquecer ilicitamente.

A revista informava que tinha conseguido dar um flagrante em um desses casos na semana anterior:

Raro, mesmo, é flagrar um deles em pleno vôo. Foi o que VEJA conseguiu na semana passada.

Anotem a data que a revista menciona que recebeu a gravação: semana passada. Será importante para entender os lances que serão mostrados no decorrer deste capítulo.

A matéria, como um todo, não se limitava a descrever uma cena de pequena corrupção explícita, embora só esta pudesse ser comprovada pelo grampo. Tinha um alvo claro, que eram as pessoas indicadas pelo esquema PTB, especialmente na Eletronorte e na BR Distribuidora. O alvo era o esquema; Marinho, apenas o álibi.

O que a matéria não mostrava eram as intenções efetivas por trás do dossiê e do grampo. Os R$ 3 mil eram um álibi para desmontar o esquema do PTB no governo, decisão louvável, se em nome do interesse público; jogo de lobby, se para beneficiar outros grupos.

Antes de voltar à capa, uma pequena digressão sobre as alianças espúrias do jornalismo.

Os dossiês e os chantagistas

A partir da campanha do “impeachment” de Fernando Collor, jornalistas, grampeadores e chantagistas passaram a conviver intimamente em Brasília. Até então, havia uma espécie de barreira, que fazia com que chantagistas recorressem a publicações menores, a colunistas da periferia, para montar seus lobbies ou chantagens. Não à grande mídia.

Com o tempo, a necessidade de fabricar escândalo a qualquer preço provocou a aproximação, mais que isso, a cumplicidade entre alguns jornalistas, grampeadores e chantagistas. Paralelamente, houve o desmonte dos filtros de qualidade das redações, especialmente nas revistas semanais e em alguns diários.

Foi uma associação para o crime. Com um jornalista à sua disposição, o grampeador tem seu passe valorizado no mercado. A chantagem torna-se muito mais valiosa, eficiente, proporcional ao impacto que a notícia teria, se publicada. Isso na hipótese benigna.

É uma aliança espúria, porque o leitor toma contato com os grampos e dossiês divulgados. Mas, na outra ponta, a publicação fortalece o achacador em suas investidas futuras. Não se trata de melhorar o país, mas de desalojar esquemas barra-pesadas em benefício de outros esquemas, igualmente barra-pesadas, mas aliados ao repórter. E fica-se sem saber sobre as chantagens bem sucedidas, as que não precisaram chegar às páginas de jornais.

Por ser um terreno minado, publicações sérias precisam definir regras claras de convivência com esse mundo do crime. A principal é o jornalista assegurar que material recebido será publicado – e não utilizado como elemento de chantagem.

Nos anos 90 esses preceitos foram abandonados pelo chamado jornalismo de opinião. No caso da Veja adeterioração foi maior que nos demais veículos. O uso de matérias em benefício pessoal (caso dos livros de Mario Sabino), o envolvimento claro em disputas comerciais (a “guerra das cervejas” de Eurípedes Alcântara), o lobby escancarado (Diogo Mainardi com Daniel Dantas), a falta de escrúpulos em relação à reputação alheia, tudo contribuiu para que se perdessem os mecanismos de controle.

Submetida a um processo de deterioração corporativa poucas vezes visto, a Abril deixou de exercer seus controles internos. E a direção da revista abriu mão dos controles externos, ao abolir um dos pilares do moderno jornalismo – o direito de resposta – e ao intimidar jornalistas de outros veículos com seus ataques desqualificadores.

É nesse cenário de deterioração editorial que ocorre o episódio Maurício Marinho.

A parceria com o araponga

Nas alianças políticas do governo Lula, os Correios foram entregues ao esquema do deputado Roberto Jefferson. Marinho era figura menor, homem de propina de R$ 3 mil.

Em determinado momento, o esquema Jefferson passou a incomodar lobistas que atuavam em várias empresas. Dentre eles, o lobista Arthur Wascheck.

Este recorreu a dois laranjas – Joel dos Santos Filhos e João Carlos Mancuso Villela – para armar uma operação que permitisse desestabilizar o esquema Jefferson não apenas nos Correios. como na Eletrobrás e na BR Distribuidora. É importante saber desses objetivos para entender a razão da reportagem da propina dos R$ 3 mil ter derivado – sem nenhuma informação adicional – para os esquemas ultra-pesados em outras empresas. Fazia parte da estratégia da reportagem e de quem contratou o araponga.

A idéia seria Joel se apresentar a Marinho como representante de uma multinacional, negociar uma propina e filmar o flagrante. Como não tinham experiência com gravações mais sofisticadas, teriam decidido contratar o araponga Jairo Martins.

E, aí, tem-se um dos episódios mais polêmicos da história do jornalismo contemporâneo, um escândalo amplo, do qual Veja acabou se safando graças à entrevista de Roberto Jefferson à repórter Renata Lo Prete, da Folha, que acabou desviando o foco da atenção para o “mensalão”.

Havia um antecedente nesse episódio, que foi o caso Valdomiro Diniz, a primeira trinca grave na imagem do governo Lula. Naquele episódio consolidaram-se relações e alianças entre um conjunto de personagens suspeitos: o bicheiro Carlinhos Cachoeira (que bancou a operação de grampo de Valdomiro), o araponga Jairo Martins (autor do grampo) e o jornalista Policarpo Jr (autor da reportagem).

No caso Valdomiro, era um contraventor – Carlinhos Cachoeira – sendo achacado por um dos operadores do PT, enviado pelo partido ao Rio de Janeiro, assim como Rogério Buratti, despachado para assessorar Antonio Palocci quando prefeito de Ribeirão.

Jairo era um ex-funcionário da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), contratado pelo bicheiro para filmar o pagamento de propina a Valdomiro Diniz.

Tempos depois, Jairo foi convidado para um almoço pelo genro de Carlinhos Cachoeira, Casser Bittar.

Lá, foi apresentado a Wascheck, que o contratou para duas tarefas, segundo o próprio Jairo admitiu à CPI: providenciar material e treinamento para que dois laranjas grampeassem Marinho; e a possibilidade do material ser publicado em órgão de circulação nacional.

Imediatamente Jairo entrou em contato com Policarpo e acertou a operação. O jornalista não só aceitou a parceria, antes mesmo de conhecer a gravação, como avançou muito além de suas funções de repórter.

O grampo em Marinho foi gravado em um DVD. Jairo marcou, então, um encontro com Policarpo. Foi um encontro reservado – eles jamais se falavam por telefone, segundo o araponga -, no próprio carro de Policarpo, no Parque da Cidade. Policarpo levou um mini-DVD, analisou o material e atuou como conselheiro: considerou que a gravação ainda não estava no ponto, que havia a necessidade de mais. Recebeu a segunda, constatou que estava no ponto. E guardou o material na gaveta, aguardando a autorização do araponga, mesmo sabendo que estava se colocando como peça passiva de um ato de chantagem e achaque.

Wascheck tinha, agora, dois trunfos nas mãos: a gravação da propina de R$ 3 mil e um repórter, da maior revista do país, apenas aguardando a liberação para publicar a reportagem.

Quando saiu a reportagem, a versão do repórter de que havia recebido o material na semana anterior era falsa e foi desmentida pelos depoimentos dados por ele e por Jairo à Policia Federal e à CPI do Mensalão.

Pressionado pelo eficiente relator Osmar Serraglio, na CPI do Mensalão, Jairo negou ter recebido qualquer pagamento de Wascheck. Disse ter se contentado em ficar com o equipamento, provocando reações de zombaria em vários membros da CPI.

Depois, revelou outros trabalhos feitos em parceria com aVeja. Mencionou série de trabalhos que teria feito e garantiu que sua função não era de araponga, mas de jornalista. O único órgão onde seus trabalhos eram publicados era a Veja. Indagado pelos parlamentares se recebia alguma coisa da revista disse que não, que seu objetivo era apenas o de "melhorar o pais".

Segundo o depoimento de Jairo:

‘Aí fiquei esperando o OK do Artur Washeck pra divulgação do material na imprensa. Encontrei com ele pela última vez no restaurante, em Brasília, no setor hoteleiro sul, quando ele disse: ‘Eu vou divulgar o fato. Quero divulgar’. E decorreu um período que essa divulgação não saía. Aí foi quando eu fiz um contato com o jornalista e falei: ‘Pode divulgar a matéria’’.

Clique aqui para ler os principais trechos do depoimento do araponga Jairo à CPI.

E aqui para acessar o relatório final da CPMI.

Reações na mídia

A revelação do episódio provocou reações acerbas de analistas de mídia.

No Observatório da Imprensa, Alberto Dines publicou o artigo “A Chance da Grande Catarse do Jornalismo”

O atual ciclo de denúncias não chega a ser uma antologia de jornalismo mas é uma preocupante coleção de mazelas jornalísticas. Busca-se a credibilidade mas poucos oferecem transparência, pretende-se a moralização da vida pública mas os bastidores da imprensa continuam imersos na sombra:
Tudo começou com uma matéria de capa da Veja sobre as propinas nos Correios, clássico do jornalismo fiteiro.

(…) Carece de (…) transparência a ouverture desta triste e ruidosa temporada através da Veja. Dois meses depois, a divulgação do vídeo da propina nos Correios continua envolta em sombras, rodeada de dúvidas e desconfianças.E, como não poderia deixar de acontecer com fatos mantidos no lusco-fusco da dubiedade, cada vez que a matéria é examinada ou discutida sob o ponto de vista estritamente profissional, mais interrogações levanta.

Caso da entrevista ao Jornal Nacional (Rede Globo, quinta-feira, 30/6) do ex-agente da ABIN, Jairo Martins de Souza, autor da gravação. O araponga — que, aliás, se diz jornalista [veja abaixo comentários de Ricardo Noblat] e faz negócios com jornalistas — revelou que ofereceu o vídeo ao repórter Policarpo Júnior, da sucursal da Veja em Brasília, e que este aceitou-o antes mesmo de examinar o seu teor [abaixo, a transcrição da matéria do JN].

Na hora da entrega, o jornalista teria usado um reprodutor portátil de DVD para avaliar a qualidade das imagens. De que maneira chegou ao jornalista e por que este aceitou o vídeo são questões que até hoje não foram esclarecidas.

Tanto o repórter como a revista recusam-se terminantemente a oferecer qualquer tipo satisfação ou esclarecimento aos leitores. Não se trata de proteger as fontes: elas seriam inevitavelmente nomeadas quando o funcionário flagrado, Maurício Marinho, começasse a depor. Foi exatamente o que aconteceu e hoje Veja carrega o ônus de ter se beneficiado de uma operação escusa – chantagem de um corrupto preterido ou ação formal da Abin para desmoralizar um aliado incômodo (o PTB, de Roberto Jefferson).

(…) Araponga não é jornalista, vídeo secreto ainda não é reconhecido como gênero de jornalismo. Talvez o seja num futuro próximo.

O episódio mereceu comentários do blogueiro Ricardo Noblat:

Ao ser contratado para filmar Marinho e grampear André Luiz, a primeira coisa que ele disse que fez foi procurar a Veja e oferecer o material. ‘Foi um trabalho puramente jornalístico’, garantiu.

A amigos, nas duas últimas semanas, Jairo confessou mais de uma vez que espera ganhar o próximo Prêmio Esso de Jornalismo. Ele se considera um sério candidato ao prêmio.

Não é brincadeira não, é serio! Porque ele está convencido de que filmou e grampeou como free-lancer da Veja – embora jamais tenha recebido um tostão dela por isso. Recebeu dos que encomendaram as gravações.

Jairo ganhava como araponga e pensava em brilhar como jornalista.

É, de certa forma faz sentido."

Tempos depois, a aliança com o araponga renderia a Policarpo a promoção para chefe de sucursal da Veja em Brasília. A revista já caíra de cabeça, sem nenhum escrúpulo, no mundo nebuloso dos dossiês e dos pactos com lobistas. E o grande pacto do silêncio que se seguiu na mídia, permitiu varrer para baixo do tapete as aventuras de Veja com o araponga repórter.

O final da história

Parte da história terminou em agosto de 2007. Sob o titulo “PF desmonta nova máfia nos Correios”, o Correio Braziliense noticiava o desbaratamento de uma nova quadrilha que tinha assumido o controle dos Correios (clique aqui).

No comando, Arthur Wascheck, que assumiu o comando da operação de corrupção dos Correios graças ao serviço encomendado a Jairo – grampo mais publicação do resultado na Veja.

Durante a Operação Selo, foram presas cinco pessoas, em dois estados mais o Distrito Federal.

Segundo o jornal:

Entre os presos estão Sérgio Dias e Luiz Carlos de Oliveira Garritano, funcionários dos Correios, além dos empresários Antônio Félix Teixeira, Marco Antônio Bulhões e Arthur Wascheck, considerado pela PF como líder do grupo e acusado de ter sido o responsável pela gravação feita no dia em que Marinho recebia a propina. Os investigadores não quantificaram o volume de recursos envolvidos nas fraudes, mas calculam que seja de dezenas de milhões de reais.

De acordo com os investigadores, “o grupo agia como traficantes nos morros".

“Havia uma quadrilha na ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), que foi desbaratada e afastada. A outra organização tomou o lugar dela. Assim como os traficantes fazem, quando saem, morrem ou são presos, acontece a mesma coisa no serviço público. Quando uma quadrilha sai do local, entra outra e começa a praticar atos ilícitos no lugar da que saiu”, explica o delegado Daniel França, um dos integrantes do grupo de investigação.

A corrupção tinha apenas trocado de mãos:

Para o Ministério Público Federal, o entendimento era o mesmo.

“Não se pode dizer que a corrupção terminou ou se atenuou. O que houve foi uma substituição de pessoas, alijadas do esquema”, afirma o procurador da República Bruno Acioli.

Segundo ele, há pelo menos 20 empresas, muitas delas ligadas a Wascheck, estão envolvidas nas fraudes que podem atingir outros órgãos públicos, conforme investigações da PF.

A ficha de Wascheck era ampla e anterior ao episódio do qual Veja aceitou participar:

O empresário, conforme os investigadores, atuava na área de licitações desde 1994, sendo que um ano depois ele fora condenado por irregularidades em licitação para aquisição de bicicletas pelo Ministério da Saúde.

O valor das fraudes chegava a milhões de reais:

Segundo a polícia, o grupo de Wascheck vendia todo tipo de material para os Correios. De sapato a cofres, sendo que muitos integrantes do esquema eram também procuradores de outras empresas envolvidas nas concorrências. Com a análise dos documentos, que começou a ser feita ontem, os investigadores devem chegar aos valores das fraudes. “O que posso dizer é que esse prejuízo é de milhões de reais. Dezenas de milhões de reais”, diz o procurador da República, ressaltando que seu cálculo se baseia em alguns casos específicos. “Existem licitações na casa de bilhões de reais”, afirma o procurador.

No sistema de buscas da revista, as pesquisas indicam o seguinte:

Operação Selo Wascheck: 0 ocorrências

Operação Selo (frase exata) Período 2007: 0 ocorrências

Revista de 8 de agosto de 2007: nenhuma menção

Na edição de 15 de agosto, nenhuma menção. Mas uma das materias especiais atende pelo sugestivo título de“Porque os corruptos não vão presos”

"Frágil como papel

A Justiça brasileira é incapaz de manter presos assassinos
confessos e corruptos pegos em flagrante. Na origem da
impunidade está a própria lei".

A reportagem fala do mensalão, insinua que os implicados até melhoraram de vida, menciona símbolos midiáticos de corrupção (Quércia, Maluf, Collor etc). Nenhuma palavra sobre a Operação Selo e sobre o papel desempenhado pelas reportagens de escândalo da própria revista no jogo das quadrilhas dos Correios.

Seus aliados foram protegidos.

Como era a parceria Veja-Cachoeira | Brasilianas.Org

PT está pronto para levar Perillo para a CPI

Filed under: CPI da Veja,Isto é PSDB!,Marconi Perillo — Gilmar Crestani @ 9:28 am

PT está pronto para levar Perillo para a CPIFoto: Elza fiúza/AGÊNCIA BRASIL

Em contrapartida, partido desistiu de levar à comissão o procurador-geral da República Roberto Gurgel e o jornalista Policarpo Júnior, da ‘Veja’, temendo represálias dos filiados da base governista que atuam de forma independente

25 de Maio de 2012 às 07:18

247 – O PT já teria a maioria dos votos para levar o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, à CPI do Cachoeira. Ao mesmo tempo, opera para proteger Queiroz, do DF, e Sérgio Cabral, do Rio. Quanto ao procurador-geral da República Roberto Gurgel e o jornalista Policarpo Júnior, da ‘Veja’, teria desistido de pressionar suas convocações, temendo represálias do chamado ‘Grupo dos 12’, filiados a partidos da base governista que atuam de forma independente.

Leia o artigo de Josias de Souza:

O governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, está prestes a se tornar o primeiro figurão a ser arrastado para o banco da CPI do Cachoeira. Articulando-se com seus aliados da banda governista da comissão, o PT já contabiliza maioria de votos para aprovar o requerimento de convocação do rival do PSDB.

Prevista inicialmente para 5 de junho, a votação foi antecipada para a próxima terça-feira (29). Assegurado o destino de Perillo, o petismo opera nos subterrâneos da CPI para assegurar proteção a outros dois governadores: o petê Agnelo Queiroz, do DF, e o pemedebê Sérgio Cabral, do Rio. São grandes as chances de êxito.

De resto, o PT deve ceder à oposição a quebra dos sigilos bancário e fiscal da matriz da Delta Construções, sediada no Rio. Vai “entregar” a empreiteira por pressão, não por opção. O escudo à campeã das obras do PAC foi trincado pelos fatos. O partido de Dilma Rousseff constatou que, resistindo, flertaria com a derrota.

Integram a CPI na condição de membros titulares 32 congressistas. A oposição ocupa na comissão apenas seis cadeiras. Formou-se, porém, um agrupamento suprapartidário que, dependendo do tema a ser votado, ameaça a maioria governista.

Chamado de ‘Grupo dos 12’, esse pedaço da CPI incorpora à meia dúzia de oposicionistas parlamentares que, embora filiados a partidos do condomínio governista, atuam de forma independente. Gente como Pedro Taques e Miro Teixeira, do PDT; Ricardo Ferraço e Jarbas Vasconcelos, do PMDB; e Kátia Abreu, do PSD.

Deve-se sobretudo à ação desse grupo o recuo do PT em relação a dois de seus alvos. Os petistas desejavam levar à CPI o procurador-geral da República Roberto Gurgel e o jornalista Policarpo Júnior, da ‘Veja’. Desistiu depois de perceber que a turma dos ‘12’, contrária às convocações, obteria facilmente os quatro votos que lhe faltam para atingir a maioria. Dá-se o mesmo em relação à Delta.

Se dependesse da vontade do PT, expressa no plano de trabalho do relator petista Odair Cunha, a “investigação” da CPI ficaria restritra aos escritórios da Delta no Centro-Oeste. Descobriu-se, porém, que Cláudio Abreu, o ex-diretor da empreiteira nessa região, dispunha de procuração para movimentar as contas bancárias da matriz. E a tática da blindagem foi para o beleléu.

No caso dos governadores, o ‘Grupo dos 12’ pega em lanças para convocar os três personagens que se encontram na grelha. “Queremos investigar tudo e todos”, diz Rubens Bueno, líder do PPS. “Não compactuo com acordos de proteção de amigos”, ecoa Pedro Taques.
Quer dizer: na hora de votar o requerimento de convocação de Perillo, os votos do bloco dos ’12′ vão se somar na planilha aos votos do PT, do PMDB e Cia.. No instante em que forem apreciados os requerimentos de convocação de Agnelo e Cabral, o PT e seus aliados deixarão a turma da dúzia falando sozinha.

Líder do PSDB e membro da CPI, o senador Alvaro Dias esgrime a tese segundo a qual a convocação dos governadores deveria ser votada em bloco. “Defendemos que venham os três. Vai ficar muito estranho convocar o Marconi e não convocar o Agnelo e o Cabral. Não faz sentido.” Com ou sem nexo, o relator Odair Cunha e o presidente Vital do Rêgo (PMDB-PB), senhores do rito na CPI, não trabalham senão com a ideia de votar os requerimentos dos governadores separadamente.

Há duas semanas, numa reunião com o generalato tucano, na residência brasiliense do senador Aécio Neves, Perillo reiterara sua disposição de comparecer à CPI. Mas encarecera aos companheiros de partido que zelassem para que ele não fosse o único governador a depor. Longe dos refletores, operadores do PSDB tentaram firmar uma aliança com o PMDB de Cabral, apartando-o do PT.

Diferentemente de Agnelo, Cabral dispõe de bons amigos no PSDB. O próprio Aécio mantém com ele uma relação que vem da juventude. Tentou-se chegar a um entendimento do tipo ‘vocês são nossos e nós somos seus’. Algo que livrasse Perillo e Cabral da CPI. Não colou.
Para os partidários de Cabral, a situação dele não é comparável à de Perillo. O governador do Rio não foi nem citado nos inquéritos da PF.

Sua voz não soou em nenhum grampo. Entendendo-se com o tucanato, além de azedar suas relações com o PT, o PMDB passaria a impressão de que Cabral precisa de proteção. Preferiu se abster.

“Não estamos preopcupados com o Cabral”, diz Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB. “Até o momento, ele não passa nem perto da CPI. Não há uma denúncia, uma gravação, um malfeito. Nada atingiu o Cabral. Não existe essa história de pegar o Perillo e também o Cabral. Cada coisa é uma coisa. Se houvesse acusação contra o Cabral, ele seria convocado com o nosso voto. Mas não há nada.”

O PT sustenta discurso análogo para justificar a exclusão de Agnelo. Alega-se que Cachoeira tentou chegar ao governador do DF. Mas não teria passado dos arredores. Nessa versão, sobrou apenas para Perillo.

Por mal dos pecados, se vingar a tática de seus antagonistas, o governador de Goiás será intimado pela CPI com os votos do próprio PSDB. O partido é signatário de um dos requerimentos que pedem a convocação de Perillo. Como votar contra? Para usar a expressão de Álvaro Dias, ficaria “muito estanho.”

PT está pronto para levar Perillo para a CPI | Brasil 247

A assessoria de imprensa de Cachoeira

Filed under: Carlinhos Cachoeira,CPI da Veja,Policarpo Júnior — Gilmar Crestani @ 9:28 am

Enviado por luisnassif, qui, 24/05/2012 – 16:12

Por Antonio Carlos Silva – RJ

Do Portal Imprensa

Jornalista trabalhava para Cachoeira enviando informações para a imprensa

Nesta quinta-feira (24/5), o advogado Leonardo Gagno afirmou que seus clientes, o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo (Dadá) e o jornalista Jairo Martins de Souza, trabalhavam para Carlinhos Cachoeira levantando e enviando informações para a imprensa, informou o Jornal do Brasil.

Cachoeira contava com apoio de jornalista para enviar informações para a imprensa

Gagno explicou que o interesse de Cachoeira nesse trabalho era utilizar as informações levantadas a favor de seus próprios negócios. "É notório que o interesse de Cachoeira era usar essas informações no mundo dos negócios. O Cachoeira é um negociante habilidoso. Penso que usava isso como arma de negociação", disse o advogado.

O advogado informou, ainda, que o trabalho de Dadá e Jairo "era pesquisar, saber das informações sempre referente a notícias. O Dadá levantava informações pelo perfil de servidor militar dele. [Jairo Martins de Souza] também investigava essas informações, até pelo perfil dele de jornalista investigativo. Eles são treinados para isso e são pessoas conhecidas no meio jornalístico".

Segundo Gagno, embora ambos mantivessem relação de "amizade" e "profissional" com Cachoeira, alegaram que desconheciam as atividades ilegais das quais ele participava. "A relação que existia entre Dadá, Jairo e Cachoeira era de amizade e profissional. Os dois trabalhavam no levantamento de informações. Quanto a atividades ilícitas, isso depende do ponto de vista da sociedade. O jogo é moral para nós, mas é ilegal no Brasil. Eles não tinham conhecimento de outras atividades do Carlos Cachoeira", disse o advogado.

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